No Brasil, somente no primeiro semestre de 2024, foram realizados 8.260 transplantes de córneas, conforme dados do Ministério da Saúde. O país segue como um dos maiores realizadores desse tipo de cirurgia no mundo.
O transplante de córnea é um procedimento que salva a visão de milhares de pessoas todos os anos, mas também é cercado por dúvidas e mitos que podem gerar ansiedade, especialmente em quem está na fila de espera. Aproveitando o Setembro Verde, mês de conscientização da doação de órgãos, desvendamos alguns dos principais mitos e verdades sobre o transplante de córnea, com esclarecimentos do Dr. Marcos Andião, oftalmologista especialista em transplantes de córnea do Centro Capixaba de Olhos (CCOlhos).
No Brasil, somente no primeiro semestre de 2024, foram realizados 8.260 transplantes de córneas, conforme dados do Ministério da Saúde. O país segue como um dos maiores realizadores desse tipo de cirurgia no mundo. A seguir, exploremos os principais mitos e verdades sobre o transplante de córnea.
Mito. Ao contrário de outros transplantes, como os de rim ou fígado, o transplante de córnea não exige compatibilidade de tipo sanguíneo ou HLA (antígenos leucocitários humanos) entre doador e receptor. Segundo o Dr. Marcos Andião, a córnea é um tecido avascular, ou seja, não possui vasos sanguíneos, o que reduz significativamente o risco de rejeição imunológica. Por isso, qualquer córnea saudável é potencialmente adequada para qualquer paciente que precise do transplante, independentemente de compatibilidade específica.
Esse é um ponto que tranquiliza muitos pacientes, já que elimina a necessidade de uma longa espera por um doador compatível. A prioridade na fila de espera é definida principalmente pela gravidade da condição do paciente e não pela compatibilidade do tecido, o que acelera o processo de doação e transplante.
Mito. Embora a rejeição seja menos comum em transplantes de córnea do que em outros tipos de transplantes, ela ainda pode ocorrer.
A rejeição acontece quando o sistema imunológico do paciente identifica a córnea doada como um corpo estranho e tenta atacá-la. Os sinais incluem vermelhidão, dor, sensibilidade à luz e visão turva.
Contudo, conforme explica o Dr. Andião, a rejeição pode ser tratada com medicamentos, principalmente com colírios específicos que ajudam a controlar a resposta imunológica.
É importante que os pacientes sigam rigorosamente as orientações médicas durante o pós-operatório e compareçam a todas as consultas de acompanhamento. A identificação precoce dos sinais de rejeição aumenta as chances de sucesso no controle da condição, reduzindo os riscos de complicações mais graves.
Isso pode ocorrer. Embora a córnea seja um tecido transparente, o Dr. Marcos Andião explica que a cicatriz do procedimento de transplante pode dar a impressão de alteração na cor dos olhos.
“Na zona de cicatriz da córnea pode haver uma leve alteração de cor para um branco azulado ou acinzentado, o que pode causar a impressão de mudança de cor”, pontua.
É importante destacar que essa possível mudança não altera a cor da íris – área circular e colorida do olho. Portanto, se a íris do paciente for castanha, ela permanecerá castanha após a cirurgia.
Mito. Diferentemente de outros transplantes, o transplante de córnea não requer imunossupressão sistêmica. O Dr. Andião destaca que, por ser um tecido avascular – sem vasos sanguíneos – a córnea tem uma menor chance de ser atacada pelo sistema imunológico do paciente. O uso de medicamentos imunossupressores geralmente se limita a colírios específicos, evitando os efeitos colaterais sistêmicos associados a imunossupressores orais, como aumento de risco de infecções.
Esse é um dos motivos pelos quais o transplante de córnea é considerado uma cirurgia de baixo risco, mesmo em comparação com outros transplantes, nos quais a imunossupressão agressiva é necessária para prevenir a rejeição.
Mito. Embora o transplante de córnea possa melhorar significativamente a visão, ele não corrige 100% dos erros refrativos como miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Dr. Andião explica que o principal objetivo do transplante é restaurar a transparência da córnea danificada, melhorando a visão que foi prejudicada pela opacidade do tecido corneano.
Para correção total de erros refrativos, outros tratamentos, como óculos, lentes de contato ou procedimentos adicionais, podem ser necessários. O transplante, portanto, melhora a qualidade da visão ao remover a córnea opaca, mas não substitui a correção ótica para outros problemas visuais.
Verdade. Para muitas pessoas, a perda de visão afeta diretamente a qualidade de vida, limitando atividades cotidianas e a independência. O transplante de córnea, ao restaurar a visão, pode transformar a vida de um paciente, permitindo a retomada de tarefas simples como ler, dirigir e reconhecer rostos. Isto é, a melhora na visão pós-transplante tem um impacto positivo direto na saúde mental e na qualidade de vida dos pacientes.
Esse impacto é especialmente sentido por pacientes que esperam na fila por um transplante, trazendo uma nova perspectiva de vida e autonomia após a cirurgia.
Verdade. Em alguns casos, pode ser necessário realizar um segundo transplante de córnea, seja por rejeição ou por falhas no enxerto anterior. O Dr. Marcos Andião afirma que o número de transplantes que uma pessoa pode realizar não é limitado, mas cada transplante adicional deve ser avaliado cuidadosamente pelo especialista, considerando os riscos e a saúde geral do paciente.
Embora o risco de complicações possa aumentar com múltiplos transplantes, avanços nas técnicas cirúrgicas e nos cuidados pós-operatórios continuam a melhorar os resultados, mesmo para aqueles que necessitam de mais de um procedimento.
Leia também: Cirurgia de glaucoma: quando o procedimento cirúrgico é necessário e o que esperar
Verdade. Existem várias técnicas de transplante de córnea, incluindo o transplante penetrante (substituição total da córnea) e o transplante lamelar (substituição parcial de camadas específicas). A escolha do tipo de transplante depende da condição corneana do paciente, como explica o Dr. Andião. Por exemplo, em casos de ceratocone, a técnica lamelar pode ser mais indicada, preservando a parte saudável da córnea do paciente.
Essas variações permitem que o transplante seja personalizado de acordo com a necessidade de cada paciente, aumentando a eficácia do procedimento e reduzindo o tempo de recuperação.
Mito. O transplante de córnea é amplamente disponível tanto na rede pública quanto na privada. O Sistema Único de Saúde (SUS) é o maior financiador desses transplantes, garantindo acesso gratuito para pacientes em todo o país. No entanto, na rede privada, o procedimento também é comum, com custos que podem ser cobertos por planos de saúde ou pagos diretamente pelo paciente.
Ambas as esferas são reguladas pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que assegura a qualidade e segurança dos procedimentos realizados, independentemente de serem feitos em um hospital público ou privado.
A Vision One, uma rede que reúne os melhores hospitais de olhos do Brasil, se destaca na realização de transplantes de córnea, oferecendo desde a consulta inicial até o acompanhamento pós-operatório com médicos renomados, como o Dr. Marcos Andião.
As unidades da Vision One proporcionam atendimento de excelência, com tecnologia avançada e uma equipe médica especializada, dedicada a devolver a visão a quem mais precisa.
Além disso, o Visão Saúde, um cartão de saúde da Vision One, facilita o acesso a consultas, exames e ao próprio transplante de córnea em algumas unidades da rede. Com descontos significativos, o cartão é uma opção viável para quem busca cuidados oftalmológicos de alta qualidade em curto prazo.
Esse FAQ reúne respostas com base exclusiva no conteúdo acima, oferecendo esclarecimentos sobre o transplante de córnea. O objetivo é facilitar a compreensão do paciente e complementar as informações apresentadas na notícia.
A compatibilidade não é determinante para o transplante de córnea, pois esse tecido não possui vasos sanguíneos. Essa característica reduz a chance de rejeição imunológica, permitindo que uma córnea saudável possa ser utilizada em diferentes receptores. Para tirar dúvidas sobre o procedimento ou buscar orientação personalizada, o paciente pode acessar o agendamento de consultas e conversar com uma unidade da rede Vision One.
A rejeição pode acontecer, mesmo sendo menos comum em comparação a outros transplantes. Ela ocorre quando o organismo identifica o tecido transplantado como algo estranho e reage com inflamação, vermelhidão ou piora da visão. O acompanhamento periódico é essencial para detectar sinais precoces. Para avaliar sintomas e receber orientações, é possível procurar os oftalmologistas da Vision One.
A cor da íris permanece igual, mas a cicatriz do transplante pode causar discreta alteração na aparência da região, criando um leve tom esbranquiçado ou acinzentado. Essa mudança é superficial e não compromete a parte colorida dos olhos. Pacientes que desejam esclarecer dúvidas sobre o aspecto pós-operatório podem conversar com um médico por meio do agendamento de consultas.
A imunossupressão sistêmica não é uma exigência, pois a córnea tem baixo risco de rejeição imunológica. Geralmente, são utilizados colírios específicos, aplicados conforme orientação médica. Esses cuidados têm o objetivo de proteger o enxerto sem expor o paciente aos efeitos de medicamentos orais. Para esclarecer cada etapa do preparo, o paciente pode buscar um médico da Vision One.
O procedimento restaura a transparência da córnea, mas não corrige integralmente miopia, astigmatismo ou hipermetropia. Em muitos casos, haverá necessidade de óculos, lentes ou tratamentos adicionais. O foco do transplante é recuperar a passagem de luz pela córnea. Para entender quais correções podem ser necessárias após a recuperação, recomenda-se acessar o agendamento de consultas.
A melhora ocorre porque a restauração da visão devolve autonomia e facilita atividades cotidianas, como leitura, locomoção e reconhecimento de rostos. Pacientes que passam muito tempo com baixa visão costumam perceber mudanças significativas após o transplante. Para avaliar os benefícios esperados em cada caso, é possível conversar com o corpo clínico da Vision One.
Em alguns casos, novos transplantes podem ser necessários devido à rejeição, cicatrizes ou falha do enxerto anterior. Cada decisão é individualizada e considera fatores como saúde corneana e condições clínicas gerais. Para saber se essa possibilidade se aplica ao próprio quadro, o paciente pode buscar orientação pelo agendamento de consultas.
Nem sempre. O transplante de córnea pode envolver a substituição total da córnea ou apenas de algumas de suas camadas, dependendo do problema que afeta o olho. Em muitos casos, técnicas mais modernas permitem trocar somente a parte da córnea que está comprometida, preservando as estruturas saudáveis do paciente.
Essa abordagem é possível porque a córnea possui diferentes camadas, e algumas doenças atingem apenas regiões específicas. Por isso, existem diferentes tipos de transplante de córnea, escolhidos de acordo com a condição ocular e a avaliação do oftalmologista. Essa adaptação do procedimento ajuda a tratar o problema visual mantendo o máximo possível do tecido original do paciente.
Há técnicas que substituem toda a córnea e outras que trocam apenas camadas específicas. A escolha depende do diagnóstico, da extensão da lesão e da saúde ocular do paciente. Cada abordagem tem vantagens próprias e deve ser discutida com um profissional. Para conhecer as opções disponíveis, a Vision One dispõe de hospitais de olhos com estrutura avançada.
O procedimento é realizado tanto pelo SUS quanto pela rede privada. No sistema público, o acesso é gratuito e segue critérios de priorização. Na rede privada, pode ser feito por convênios ou de forma particular. Para verificar possibilidades dentro da rede Vision One, o paciente pode acessar o agendamento de consultas.
O tempo de espera varia conforme o estado, a demanda local e a gravidade do caso. Como a compatibilidade não determina prioridade, o avanço da doença costuma ser o principal fator de definição. Para receber orientação sobre o andamento da fila e próximos passos, o paciente pode procurar um médico da rede.
Dor ocular, sensibilidade à luz, visão turva e vermelhidão podem indicar início de rejeição. Identificar esses sinais precocemente é essencial para preservar o transplante. Caso surja algum sintoma, o paciente deve procurar atendimento imediato. Para falar com uma unidade, o conteúdo recomenda acessar o agendamento de consultas e escolher o WhatsApp da unidade desejada.
Mesmo após meses da cirurgia, o acompanhamento continua importante. Isso garante que o enxerto permaneça estável e que ajustes visuais possam ser identificados com precisão. Para organizar retornos periódicos e entender o cronograma ideal, o paciente pode acessar o agendamento de consultas.
Sim. Em casos nos quais a córnea apresenta cicatrizes extensas ou deformidades importantes, o transplante pode ser uma alternativa. A decisão é sempre baseada na avaliação clínica e nos exames que medem espessura e curvatura corneana. Para saber quando essa indicação é considerada, é possível buscar orientação nos hospitais de olhos da rede.
A cicatrização faz parte do processo natural e pode causar pequenas irregularidades no início. Com o tempo, a visão tende a se estabilizar e ganhar nitidez progressiva. Nos meses seguintes, a avaliação clínica identifica se há necessidade de ajustes. Para acompanhar essa evolução, o paciente pode conversar com o corpo clínico.
É importante considerar estrutura adequada, equipe experiente e tecnologia atualizada. A Vision One reúne hospitais equipados para a realização do transplante e para todo o acompanhamento posterior. Para iniciar o cuidado e esclarecer dúvidas, o paciente pode acessar o agendamento de consultas.
Felizmente, existem opções de tratamento para catarata, com destaque para a cirurgia, que é altamente eficaz em restaurar a ...
Para entender o que é ceratocone, é importante saber que se trata de uma doença progressiva da córnea, a parte transparente...
A Vision One reúne marcas reconhecidas pela inovação, excelência no serviço e abordagem humanizada no atendimento.