Pleóptica: terapia para a visão monocular
A pleóptica é um tratamento com exercícios específicos para recuperar a visão do olho amblíope (“preguiçoso”), com foco na estimulação da mácula.
Esta seção foi elaborada para esclarecer as dúvidas mais comuns sobre esta terapia visual, explicando como ela funciona e sua importância no tratamento da ambliopia.
A pleóptica é indicada para crianças com ambliopia profunda, principalmente quando associada a uma condição chamada “fixação excêntrica”, na qual o olho preguiçoso não usa o centro da retina para focar.
Ela também pode ser uma opção para casos de ambliopia que não responderam bem ao tratamento convencional apenas com o uso de tampão e óculos.
A ortóptica é a área que trata os distúrbios da visão binocular, ou seja, como os dois olhos trabalham em conjunto (estrabismo, insuficiência de convergência).
A pleóptica é focada no tratamento monocular, ou seja, na recuperação da visão de um único olho que não se desenvolveu, o olho amblíope. Primeiro, a pleóptica trata a visão de um olho; depois, a ortóptica pode entrar para ensinar os dois olhos a trabalharem juntos.
Não necessariamente. O uso do tampão (oclusão) é o tratamento padrão para a maioria dos casos de ambliopia e funciona muito bem para grande parte das crianças.
A pleóptica é considerada um tratamento de segunda linha, para os casos mais difíceis, em que a visão não melhora como o esperado apenas com o tampão ou quando a fixação do olho é muito ruim.
A pleóptica, assim como todo tratamento para ambliopia, é muito mais eficaz quando iniciada o mais cedo possível, idealmente antes dos 7 ou 8 anos de idade.
É nessa fase que o cérebro tem a maior “plasticidade”, ou seja, a maior capacidade de se adaptar e de desenvolver as vias da visão. Quanto mais nova a criança, maiores as chances de sucesso do tratamento.
Não. A pleóptica trata a baixa visão (ambliopia) que pode ser causada pelo estrabismo. A cirurgia de estrabismo trata o desalinhamento dos olhos. São tratamentos para problemas diferentes.
Na verdade, em uma criança com estrabismo e ambliopia, é fundamental primeiro tratar a ambliopia (com tampão e, se necessário, pleóptica) para depois realizar a cirurgia para alinhar os olhos.
Uma sessão de pleóptica é individual e conduzida pelo ortoptista. Ela geralmente envolve o uso de aparelhos específicos. Uma técnica comum é primeiro ofuscar a área periférica da retina do olho amblíope com uma luz forte, protegendo a mácula.
Em seguida, a mácula é estimulada com estímulos de luz intermitente ou com imagens. A sessão também inclui atividades de coordenação olho-mão, como desenhar ou montar quebra-cabeças, com o olho bom ocluído.
Não. O tratamento é projetado para ser o mais confortável e lúdico possível. A luz forte usada para o ofuscamento pode causar um desconforto momentâneo, mas não é dolorosa.
Os exercícios são apresentados como brincadeiras. O maior desafio do tratamento não é a dor, mas sim a necessidade de manter a atenção e a colaboração da criança durante toda a sessão.
O tratamento com a Pleóptica é tipicamente intensivo. O número total de sessões e a duração do tratamento podem variar muito, dependendo da idade da criança, da profundidade da ambliopia e da sua resposta à terapia.
Geralmente, o tratamento envolve sessões regulares, duas a três vezes por semana, por alguns meses.
Cada sessão de terapia pleóptica dura, em média, de 40 a 60 minutos. Esse tempo é necessário para realizar as diferentes etapas do tratamento (ofuscamento, estimulação, exercícios de coordenação) com calma e de forma a manter a criança engajada, com pequenas pausas se necessário.
Sim, a presença e o apoio dos pais ou responsáveis durante a sessão são muito bem-vindos e importantes. Os pais podem ajudar a acalmar e a motivar a criança.
Além disso, ao observar a terapia, os pais aprendem mais sobre a condição de seu filho e sobre os tipos de atividades que podem ser feitas em casa para complementar o tratamento e para continuar a estimular a visão da criança no dia a dia.
A colaboração da criança é a chave do sucesso, e os ortoptistas são profissionais com grande experiência em lidar com o universo infantil. Eles utilizam técnicas lúdicas para engajar a criança.
Se, em um determinado dia, a criança estiver muito agitada, doente ou sonolenta, o profissional pode adaptar a sessão ou, em alguns casos, até mesmo remarcar, pois não adianta forçar a terapia se a criança não estiver receptiva.
A pleóptica é uma terapia muito segura. O principal “efeito colateral” que pode ocorrer é um certo cansaço visual ou irritabilidade da criança após a sessão, por causa do esforço de concentração e do estímulo visual intenso.
O ofuscamento com a luz forte pode deixar a visão um pouco borrada por alguns minutos, mas isso passa rapidamente. Não há efeitos adversos permanentes.
Os exercícios são baseados em dois princípios principais. O primeiro é o da “inibição” da área de fixação errada, geralmente feito com o ofuscamento da retina periférica para “inibir” o sinal dessa área.
O segundo é o da “estimulação” da área certa, a mácula, com estímulos luminosos intermitentes ou com a apresentação de imagens e figuras para que a criança tente identificá-las, “forçando” o uso da visão central.
No exercício de ofuscamento, o ortoptista utiliza um aparelho que projeta uma luz forte e circular sobre a retina do olho amblíope. No centro dessa luz, há um pequeno disco escuro que protege a mácula.
O objetivo é “ofuscar” ou “saturar” a retina periférica, incluindo a área de fixação excêntrica, por alguns minutos. Isso faz com que a sensibilidade da mácula, que foi protegida, se torne relativamente maior, incentivando o olho a usá-la.
Após o ofuscamento, realiza-se a estimulação positiva. O ortoptista pode usar um aparelho que projeta estímulos de luz piscando (intermitentes) ou imagens diretamente sobre a mácula, com o objetivo de estimulá-la.
Outra parte importante da estimulação é a realização de atividades de coordenação olho-mão, como desenhar seguindo um contorno, pintar dentro de um limite ou encaixar peças, sempre com o olho bom ocluído.
Não. Diferente de alguns exercícios de ortóptica mais simples, os exercícios de pleóptica, por exigirem o uso de aparelhos específicos e a supervisão direta de um profissional treinado, não podem ser feitos em casa.
O tratamento em casa para a ambliopia continua a ser o uso correto do tampão e a realização de atividades visuais estimulantes (jogos, desenhos, etc.) durante o período de oclusão.
Os exercícios são, de fato, um “treinamento intensivo” para a visão. É normal que a criança se sinta um pouco cansada após a sessão, assim como nos sentimos cansados após um exercício físico.
No entanto, a terapia é conduzida de forma controlada e segura pelo profissional, com pausas quando necessário, para não causar um estresse excessivo. O objetivo é estimular, e não “forçar” a visão além do limite.
Não. A terapia pleóptica é altamente individualizada. O tipo de exercício, a intensidade e a duração da estimulação são planejados pelo ortoptista com base na avaliação inicial de cada criança.
O plano terapêutico é montado de acordo com a idade da criança, a profundidade da sua ambliopia, o tipo e a localização da sua fixação excêntrica e a sua capacidade de colaboração.
O principal objetivo da pleóptica é a recuperação da acuidade visual em um olho com ambliopia severa, especialmente quando há fixação excêntrica.
A terapia busca, em primeiro lugar, quebrar o padrão de fixação anormal e restabelecer a fixação central, na mácula. Em segundo lugar, ela busca estimular as vias neurais que partem da mácula para “despertar” a visão daquele olho.
O objetivo é sempre buscar a melhor visão possível para a criança. O resultado depende de muitos fatores, como a idade em que o tratamento começou e a gravidade da ambliopia.
Em alguns casos, a pleóptica, associada ao tampão, pode sim levar a uma recuperação muito significativa da visão, chegando a níveis próximos do normal. Em outros casos, o objetivo é conseguir um ganho de visão que, mesmo não sendo perfeito, seja funcional para a criança.
A pleóptica em si não corrige o alinhamento dos olhos. Ela trata a baixa de visão (ambliopia) que pode ser uma consequência do desalinhamento (estrabismo).
No entanto, em alguns tipos de estrabismo, a melhora da visão do olho desviado pode, por sua vez, ajudar a melhorar o controle do desvio. Mas, se houver um desvio ocular significativo, o tratamento para o alinhamento geralmente é a cirurgia.
Com certeza. Esse é o objetivo final. Ao recuperar, mesmo que parcialmente, a visão de um olho que não estava funcionando bem, a terapia tem um impacto imenso na qualidade de vida.
A criança passa a ter uma melhor percepção de profundidade, um campo de visão maior e, o mais importante, a segurança de ter uma “visão de reserva”, caso algo aconteça com o seu olho bom no futuro.
Sim. Se a visão do olho amblíope for recuperada durante o período de plasticidade cerebral (na infância), esse ganho de visão é, na maioria das vezes, permanente e se mantém pela vida toda.
É por isso que o diagnóstico e o tratamento precoces da ambliopia são tão importantes. É uma janela de oportunidade única para se construir uma base visual sólida para o futuro.
A pleóptica não previne a perda de visão por outras doenças, mas ela faz algo de grande importância: ela “salva” a visão de um olho que, se não fosse tratado, se tornaria funcionalmente cego.
Ter dois olhos com boa visão é uma segurança para toda a vida. Se, no futuro, a pessoa tiver algum problema no seu olho “bom”, ela terá o outro olho com uma visão útil para contar.
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