Saúde ocular com exercícios de ortóptica
Os exercícios de ortóptica são uma terapia que fortalece a musculatura dos olhos, melhorando o conforto visual e o alinhamento ocular.
Esta seção foi elaborada para esclarecer, de forma acolhedora, as dúvidas mais comuns sobre esta terapia, explicando para que servem e como funcionam os exercícios para os olhos.
A terapia é indicada para pessoas com certas alterações da motilidade ocular. A indicação mais comum é a insuficiência de convergência, que causa cansaço visual e dor de cabeça ao ler.
Também é indicada como um auxiliar no tratamento de alguns tipos de estrabismo (principalmente os intermitentes), para o tratamento da ambliopia (“olho preguiçoso”), em conjunto com o tampão, e para alguns casos de visão dupla.
Se a causa do seu cansaço visual, da sua dor de cabeça ao ler ou da dificuldade de concentração for a insuficiência de convergência (uma fraqueza na musculatura para focar de perto), então sim, os exercícios de ortóptica são o tratamento mais eficaz e podem levar a um alívio completo dos sintomas.
O treinamento fortalece os músculos dos olhos, tornando a leitura e outras tarefas de perto muito mais confortáveis.
Em alguns casos selecionados, sim. Se a visão dupla é causada por um desvio ocular pequeno ou por uma paralisia de nervo ocular em fase de recuperação, os exercícios de ortóptica podem ajudar o cérebro a “fundir” as duas imagens novamente, aumentando o campo de visão única.
No entanto, em desvios grandes ou paralisias completas, os exercícios sozinhos geralmente não são suficientes para eliminar a visão dupla.
Sim. Muitas vezes, uma dificuldade de aprendizado, como pular linhas durante a leitura ou demonstrar desatenção, pode estar relacionada a um problema de visão binocular não diagnosticado, como a insuficiência de convergência.
A criança faz tanto esforço para manter os olhos focados que acaba por se cansar e perder a concentração. O teste ortóptico pode identificar esse problema, e os exercícios de ortóptica podem melhorar significativamente o rendimento escolar.
Não há uma idade ideal única; a terapia é indicada quando o problema é diagnosticado. Em crianças com ambliopia, a estimulação visual ortóptica deve começar o mais cedo possível.
Para a insuficiência de convergência, os sintomas geralmente aparecem na idade escolar ou na adolescência, quando a demanda de leitura aumenta. Adultos de qualquer idade também podem se beneficiar da terapia.
A indicação da terapia será feita pelo seu médico oftalmologista. Se você se queixa de cansaço visual, dores de cabeça ao ler, visão dupla, ou se foi diagnosticado com estrabismo ou ambliopia, o seu oftalmologista poderá solicitar uma avaliação ortóptica detalhada.
Com base nos resultados desse teste, o médico irá determinar se os exercícios são indicados para o seu caso específico.
Não. Os exercícios de ortóptica e os óculos tratam problemas diferentes. Os óculos corrigem os erros de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo), que são problemas de foco.
Os exercícios de ortóptica tratam problemas de alinhamento e de coordenação muscular. Na verdade, para que a terapia ortóptica funcione bem, é fundamental que o paciente esteja usando a correção de grau correta, com os seus óculos.
É muito importante alinhar as expectativas. Os exercícios de ortóptica não “curam” o estrabismo no sentido de fazer um desvio grande e constante desaparecer. O tratamento para a maioria dos estrabismos manifestos é a cirurgia.
O que os exercícios fazem, em tipos específicos de estrabismo (como os intermitentes), é dar ao paciente um maior controle sobre o alinhamento, diminuindo a frequência com que o olho desvia e melhorando a visão binocular.
Não. É muito importante entender que os exercícios de ortóptica não são uma solução para todos os tipos de estrabismo. Eles não corrigem os olhos em casos de desvios grandes, que geralmente exigem cirurgia.
A terapia ortóptica é mais eficaz para os desvios latentes (forias) que causam cansaço, para os desvios intermitentes, para melhorar o controle do desvio, e no pós-operatório de algumas cirurgias.
Em alguns casos selecionados, sim. Em uma criança com um pequeno desvio intermitente, por exemplo, um período de terapia ortóptica pode ser tentado.
Se a criança ganhar um bom controle sobre o desvio e os sintomas desaparecerem, a cirurgia pode ser adiada ou, em alguns casos, até mesmo evitada. A decisão será sempre do oftalmologista, com base em avaliação completa.
Sim, a terapia ortóptica pode ser muito útil no período pós-operatório de algumas cirurgias de estrabismo. Mesmo após a cirurgia alinhar os olhos, o cérebro do paciente pode ainda ter o hábito de “ignorar” a imagem de um dos olhos (supressão).
Os exercícios pós-operatórios podem ajudar a “religar” a visão binocular e a desenvolver a percepção de profundidade (visão 3D), otimizando o resultado funcional da cirurgia.
Os exercícios de convergência visam fortalecer os músculos que fazem os olhos se moverem para dentro para focar de perto. Um exercício clássico é o de “convergência com o lápis”.
O paciente segura um lápis com o braço esticado e o aproxima lentamente do nariz, se esforçando para manter a imagem do lápis única e focada. Outro exercício muito eficaz é o do “barbante de Brock”, que usa um barbante com miçangas para treinar a percepção da convergência.
O barbante de Brock é um instrumento de terapia simples e genial. É um barbante com algumas miçangas coloridas. O paciente segura uma ponta do barbante no nariz e estica a outra. Ao focar em uma das miçangas, ele deve perceber duas imagens do barbante, formando um “V” que se cruza exatamente na miçanga focada. Esse exercício dá ao paciente uma consciência visual sobre se seus olhos estão ou não a convergir corretamente, sendo um excelente treinamento.
Alguns exercícios são feitos em equipamentos específicos no consultório do ortoptista, como o sinoptóforo. No entanto, a grande maioria dos exercícios que compõem o programa de terapia é projetada para ser feita em casa, utilizando materiais simples, como cartões com figuras, prismas, filtros vermelho-verde e o próprio dedo ou um lápis. A simplicidade dos exercícios para casa é o que permite a prática diária.
Os exercícios anti-supressivos são aqueles que têm como objetivo “quebrar” o hábito que o cérebro tem de ignorar a imagem de um dos olhos.
Uma técnica comum utiliza filtros vermelho e verde (um em cada olho) e estímulos que só podem ser vistos completamente se os dois olhos estiverem funcionando. Isso força o cérebro a prestar atenção na imagem do olho que estava a ser suprimido.
A duração do tratamento com exercícios de ortóptica varia muito de acordo com a condição e com a resposta de cada paciente.
Um programa de tratamento para insuficiência de convergência geralmente dura de 2 a 3 meses, com sessões semanais no consultório e prática diária em casa. Para o tratamento da ambliopia, o acompanhamento pode ser mais longo, durando o tempo necessário para a recuperação da visão.
Os exercícios em si não são difíceis de aprender, mas exigem concentração e dedicação. No início, especialmente nos exercícios de convergência, é normal sentir um pouco de cansaço ou até mesmo uma leve dor de cabeça, pois você estará exercitando músculos que estavam “fracos”. Isso é um sinal de que o exercício fazendo efeito. Com a prática, os músculos se fortalecem, e os exercícios se tornam mais fáceis e confortáveis.
Não. Os exercícios de ortóptica só devem ser realizados após a indicação e sob a orientação profissional. Fazer os exercícios errados, ou para uma condição que não tem indicação, não irá trazer nenhum benefício e pode até mesmo piorar os sintomas.
A avaliação em um hospital de olhos é o que garante que você estará fazendo o exercício correto, da forma correta e para o problema correto.
A terapia ortóptica é extremamente segura. O único “efeito colateral” que pode ocorrer, especialmente no início, é a astenopia, ou seja, cansaço visual, dor de cabeça ou um embaralhamento temporário da visão logo após a sessão de exercícios.
Isso é normal e semelhante à dor muscular que sentimos após começar a ir à academia. É um sinal de que a musculatura está trabalhando, e essa sensação diminui com o tempo.
O principal objetivo é melhorar a função e o conforto da visão binocular. A terapia busca aliviar sintomas como o cansaço visual, a dor de cabeça e a visão dupla, que são causados por um desequilíbrio no sistema muscular dos olhos.
Ela visa fortalecer os músculos, melhorar a coordenação e ensinar os olhos e o cérebro a trabalharem juntos de forma mais eficiente e harmoniosa.
Sim. Em alguns casos de estrabismo intermitente ou após uma cirurgia de estrabismo, onde os olhos estão alinhados, mas o cérebro ainda não aprendeu a usar os dois juntos, os exercícios de ortóptica podem, sim, ajudar a desenvolver a estereopsia, que é a percepção de profundidade.
A terapia utiliza estímulos especiais que forçam o cérebro a fundir as imagens dos dois olhos, o que é a base para a visão 3D.
Com certeza. Esse é um dos benefícios mais relatados pelos pacientes que fazem a terapia para a insuficiência de convergência. O cansaço ao ler, a necessidade de parar a todo momento e a sonolência são os sintomas clássicos.
Ao fortalecer a musculatura da convergência, os exercícios permitem que a tarefa de ler se torne muito mais confortável e automática, melhorando o rendimento nos estudos e no trabalho.
A terapia ortóptica é, na sua essência, um tratamento, e não uma prevenção. Ela é indicada quando um problema de motilidade ocular já foi diagnosticado.
No entanto, pode-se dizer que, ao tratar uma ambliopia na infância, há a prevenção de uma baixa de visão permanente na vida adulta. E ao tratar uma insuficiência de convergência, está se prevenindo o desconforto e a queda no rendimento que ela poderia causar.
Uma boa visão binocular, com uma excelente percepção de profundidade, é fundamental para a performance em muitos esportes, especialmente os que envolvem bolas e objetos em movimento (tênis, basquete, etc.).
Se um atleta tem uma pequena deficiência na sua visão binocular, a terapia ortóptica, ao aprimorar a fusão, a coordenação e a estereopsia, pode, sim, contribuir para uma melhora no seu tempo de reação e na sua performance.
Não. A terapia ortóptica é altamente personalizada. A finalidade do tratamento e os exercícios escolhidos dependem totalmente do diagnóstico de cada paciente. Para um, a finalidade pode ser aliviar a dor de cabeça. Para outro, melhorar o controle de um desvio. Para uma criança, pode ser recuperar a visão de um olho preguiçoso.
O profissional irá traçar um plano terapêutico individual, focado nos seus problemas e nos seus objetivos.
O laser CO2 é um tratamento dermatológico que melhora a qualidade da pele, reduz rugas e cicatrizes, estimula a produção de colágeno e promove rejuvenescimento facial.
A fotocoagulação a laser é um tratamento que usa a luz para cauterizar áreas da retina, sendo um recurso essencial para o tratamento da retinopatia diabética e a prevenção do descolamento.
O tratamento com E-Eye utiliza a tecnologia de luz pulsada intensa (IPL) para tratar a causa do olho seco evaporativo, restaurando a qualidade da lágrima.
O peeling de fenol é um tratamento médico de rejuvenescimento profundo, que promove a renovação da pele e estimula o colágeno para tratar rugas severas.
A toxina botulínica é uma substância que relaxa os músculos, sendo usada na oftalmologia para tratar espasmos oculares e para suavizar as rugas de expressão.
A iridectomia a laser cria uma pequena abertura na íris periférica para aliviar o bloqueio pupilar, melhorar o escoamento do humor aquoso e estabilizar a pressão intraocular.