Estimulação visual: desenvolvendo o olhar
A estimulação visual é uma terapia que ajuda bebês e crianças com dificuldades a desenvolver e utilizar melhor a visão.
Esta seção foi elaborada para esclarecer, de forma acolhedora, as dúvidas mais comuns dos pais sobre esta terapia, explicando como ela ajuda no desenvolvimento da visão do seu filho.
A terapia é indicada para bebês e crianças com diagnóstico de baixa visão (ou visão subnormal), que é uma perda visual que não pode ser totalmente corrigida com óculos.
Também é indicada para crianças com grande atraso no desenvolvimento visual, mesmo sem doença ocular grave, e também como complemento no tratamento da ambliopia (“olho preguiçoso”).
A prematuridade é um fator de risco para atrasos no desenvolvimento, incluindo o visual. Muitos bebês prematuros podem se beneficiar da estimulação visual precoce, mesmo que não tenham a retinopatia da prematuridade.
A terapia ajuda a “acelerar” e a guiar o amadurecimento do sistema visual, que pode ser mais lento nesses bebês. A indicação será feita pelo seu oftalmologista e pediatra.
A baixa visão, ou visão subnormal, em uma criança, significa que, mesmo com os melhores óculos, a sua capacidade de enxergar é significativamente menor do que a esperada para a sua idade.
As causas podem ser diversas, incluindo doenças congênitas da retina ou do nervo óptico, catarata congênita, albinismo, entre outras. A estimulação visual é a principal abordagem para reabilitar essas crianças.
O tratamento principal para o estrabismo (olho desviado) é a correção do grau com óculos e, em muitos casos, a cirurgia para alinhar os olhos. A estimulação visual, nesse contexto, entra principalmente se o estrabismo tiver causado a ambliopia.
Após o alinhamento dos olhos, a terapia ortóptica, que é um tipo de estimulação, também pode ser usada para tentar desenvolver a visão binocular (o uso dos dois olhos em conjunto).
Sim. Muitas síndromes genéticas e condições neurológicas podem estar associadas a problemas visuais, seja por alterações no próprio olho ou por dificuldades no processamento da imagem pelo cérebro (a chamada deficiência visual cortical). A estimulação visual é uma parte fundamental da reabilitação dessas crianças, pois a melhora na capacidade visual tem um impacto positivo em todo o seu desenvolvimento.
O mais cedo possível. O sistema visual tem uma capacidade de adaptação e aprendizado (neuroplasticidade) que é muito maior nos primeiros meses e anos de vida.
Por isso, a estimulação visual é também chamada de “estimulação precoce”. Quanto mais cedo a terapia for iniciada, maiores são as chances de obter um bom resultado e reduzir o impacto da baixa visão no desenvolvimento global da criança.
Embora o termo “estimulação visual” seja mais usado para crianças, o conceito de reabilitação visual se aplica a todas as idades. Adultos que sofrem uma perda de visão por causa de uma doença também passam por um processo de reabilitação, no qual aprendem a usar auxílios ópticos (lupas, telescópios) e a aproveitar ao máximo a sua visão residual.
A indicação da terapia será feita pelo médico oftalmologista, após uma avaliação completa. Se você notar que seu bebê, após os primeiros meses, não firma o olhar, não segue objetos, tem movimentos anormais nos olhos (nistagmo) ou não mostra interesse visual pelo ambiente, esses são sinais de alerta. Converse com o pediatra e procure um oftalmologista pediátrico para uma avaliação.
Os objetivos principais são:
1) Ajudar a criança a tomar consciência da sua própria visão e a usá-la de forma intencional;
2) Desenvolver as habilidades visuais básicas, como a fixação do olhar, o seguimento de objetos e a percepção de cores e contrastes;
3) Otimizar o uso da visão residual para as atividades diárias, como a alimentação, o brincar e a locomoção; e
4) Integrar a visão com os outros sentidos para um desenvolvimento global mais harmonioso.
Sim. A percepção de profundidade (ou visão 3D) depende da capacidade de usar os dois olhos em conjunto. Em crianças com estrabismo ou ambliopia, essa função pode não se desenvolver bem.
A terapia de estimulação, especialmente a ortóptica, utiliza exercícios com imagens especiais e equipamentos para tentar estimular e desenvolver a visão binocular.
Sim, um dos objetivos é a melhora da acuidade visual funcional. No caso da ambliopia, a estimulação visual, junto com o tampão, tem o objetivo direto de melhorar a acuidade visual do olho mais fraco.
Em crianças com baixa visão por outras causas, a terapia ajuda o cérebro a “aprender” a interpretar melhor a imagem, muitas vezes resultando em uma melhora na sua capacidade de reconhecer formas e objetos, o que se reflete em uma melhor acuidade.
A visão é um sentido que se integra a todos os outros. A estimulação visual também trabalha a integração viso-motora (a capacidade de guiar a mão com os olhos para pegar um objeto) e a integração viso-auditiva (a capacidade de virar a cabeça em direção a um som e procurar visualmente a sua fonte).
A terapia ajuda a criança a conectar o que ela vê com o que ela ouve e toca, o que é fundamental para a exploração do ambiente e para o aprendizado.
Sim, a participação dos pais (ou dos cuidadores) é fundamental e ativamente encorajada. Durante a sessão, o terapeuta não apenas realiza as atividades com a criança, mas também ensina os pais a fazê-las.
Ele explica o objetivo de cada exercício e dá dicas de como replicar os estímulos em casa, com objetos do dia a dia. Os pais são os co-terapeutas, e o sucesso da estimulação depende muito do engajamento da família.
A terapia utiliza uma grande variedade de estímulos, que são escolhidos de acordo com a idade e o nível de desenvolvimento visual da criança.
Os principais incluem: estímulos luminosos (pequenas lanternas, focos de luz), estímulos de alto contraste (figuras geométricas em preto e branco), objetos com cores primárias e vibrantes, brinquedos com diferentes texturas e brilhos, e, para os mais velhos, atividades em computadores com softwares específicos.
Nos primeiros meses de vida, o sistema visual do bebê ainda é muito imaturo. A sua capacidade de distinguir cores é limitada, mas a sua sensibilidade ao contraste já é mais desenvolvida.
Por isso, os estímulos de altíssimo contraste, como faixas ou desenhos em preto e branco, são muito mais fáceis de serem percebidos pelo cérebro do bebê. Eles são o estímulo mais eficaz para “ligar” o sistema visual e para treinar a fixação do olhar.
A caixa de luz é um recurso muito utilizado na estimulação visual. É uma caixa com uma superfície translúcida que é iluminada por dentro. Sobre essa superfície, o terapeuta coloca diferentes objetos, acetatos coloridos ou silhuetas. A luz que vem por trás dos objetos cria um altíssimo contraste e realça as formas, tornando os estímulos muito atraentes e fáceis de serem visualizados, mesmo para crianças com uma visão muito baixa.
Os espelhos são uma ferramenta simples e maravilhosa para a estimulação visual. O reflexo do próprio rosto do bebê no espelho é um estímulo social e visual muito poderoso.
Além disso, o terapeuta pode usar o espelho para refletir um foco de luz pela sala, criando um estímulo luminoso em movimento que incentiva a criança a procurar e a seguir o alvo com os olhos, treinando os movimentos oculares de forma lúdica.
Não. O plano terapêutico é progressivo. O terapeuta começa com os estímulos mais simples que a criança consegue perceber e, à medida que a visão da criança responde e se desenvolve, ele introduz gradualmente estímulos mais complexos.
Por exemplo, ele pode começar com um único objeto de alto contraste e, depois, apresentar dois objetos para treinar a escolha, ou pode progredir de formas simples para figuras mais detalhadas.
A estimulação visual é frequentemente multissensorial. O uso de brinquedos que, além de visualmente interessantes, também produzem sons, é uma ótima estratégia.
O som ajuda a chamar a atenção da criança para o objeto, e a criança então aprende a usar a sua visão para localizar a fonte do som. Essa integração entre a visão e a audição é uma parte importante do desenvolvimento.
O principal benefício da estimulação visual é dar à criança com alguma dificuldade a melhor oportunidade possível de desenvolver a sua visão.
A terapia busca maximizar o potencial visual que cada criança tem, por menor que ele seja. O objetivo final é melhorar a funcionalidade da visão para que a criança possa interagir com o mundo, aprender e se desenvolver de forma mais plena e independente.
É muito importante alinhar as expectativas. A estimulação visual não “cura” a doença que causou a baixa visão. Se há uma lesão na retina ou no nervo óptico, a terapia não conserta essa lesão.
O que a terapia faz, e faz muito bem, é ensinar o cérebro a usar da forma mais eficiente possível a visão que restou. Em casos de ambliopia por grau ou estrabismo, se tratada cedo, a visão pode sim chegar a níveis excelentes.
Sim, imensamente. A maior parte do aprendizado na escola é visual. Uma criança com baixa visão que passou por uma boa terapia de estimulação visual chegará à idade escolar mais preparada.
Ela terá um melhor controle dos seus olhos para a leitura, saberá usar melhor os auxílios ópticos (lupas) que forem prescritos e terá desenvolvido estratégias para lidar com suas dificuldades visuais, o que facilita muito a sua inclusão e o seu sucesso acadêmico.
Sem dúvida. Ao melhorar a capacidade funcional da criança, a estimulação visual melhora a qualidade de vida de toda a família. Uma criança que se torna mais independente em suas atividades, que consegue brincar e interagir melhor, traz uma imensa alegria para os pais.
Além disso, o processo da terapia, com a orientação e o apoio do profissional, fortalece a família, dando-lhe as ferramentas para ajudar ativamente no desenvolvimento de seus filhos.
Em geral, não. A estimulação visual é uma terapia de reabilitação funcional. Se a causa da baixa visão for uma condição que tem tratamento cirúrgico, como a catarata congênita ou o estrabismo, a cirurgia continua a ser necessária para corrigir o problema anatômico.
A estimulação visual entra antes e, principalmente, depois da cirurgia, para garantir que, após a correção do problema, o cérebro aprenda a usar a visão daquele olho.
Sim. As habilidades visuais que são construídas e consolidadas na primeira infância, graças à plasticidade do cérebro, tendem a ser permanentes. O cérebro “aprende” a enxergar e não se esquece.
Por isso, o investimento na estimulação visual precoce é um presente para toda a vida. Uma criança que teve sua visão bem estimulada se tornará um adulto com mais autonomia e com melhores condições para estudar, trabalhar e ter uma vida social plena.
A iridectomia a laser cria uma pequena abertura na íris periférica para aliviar o bloqueio pupilar, melhorar o escoamento do humor aquoso e estabilizar a pressão intraocular.
A toxina botulínica é uma substância que relaxa os músculos, sendo usada na oftalmologia para tratar espasmos oculares e para suavizar as rugas de expressão.
O peeling de fenol é um tratamento médico de rejuvenescimento profundo, que promove a renovação da pele e estimula o colágeno para tratar rugas severas.
O tratamento com E-Eye utiliza a tecnologia de luz pulsada intensa (IPL) para tratar a causa do olho seco evaporativo, restaurando a qualidade da lágrima.
A fotocoagulação a laser é um tratamento que usa a luz para cauterizar áreas da retina, sendo um recurso essencial para o tratamento da retinopatia diabética e a prevenção do descolamento.
O laser CO2 é um tratamento dermatológico que melhora a qualidade da pele, reduz rugas e cicatrizes, estimula a produção de colágeno e promove rejuvenescimento facial.