Está pensando em fazer a cirurgia de catarata com plano de saúde? Antes de agendar, veja tudo o que é importante considerar nesse processo.
A catarata é uma das principais causas de cegueira no mundo, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição afeta o cristalino, lente natural do olho, que perde sua transparência com o tempo. Isso prejudica a visão de forma gradual e afeta atividades cotidianas, como leitura, direção e reconhecimento de rostos.
A operação de catarata é considerada segura e eficaz, sendo amplamente realizada em hospitais de todo o país. Muitos pacientes com plano de saúde têm direito ao procedimento, conforme as coberturas previstas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Saber se o procedimento está coberto pelo convênio e quais etapas exigem atenção é fundamental para que o paciente possa se planejar com tranquilidade.
Leia também: O que é lente intraocular e por que ela é indicada em cirurgias oculares?
A cirurgia de catarata — tecnicamente chamada de facectomia com implante de lente intraocular, com ou sem uso da técnica de facoemulsificação — está incluída no ROL para os planos de saúde regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essa cobertura se aplica aos contratos firmados a partir de 1º de janeiro de 1999 ou àqueles que foram adaptados à Lei nº 9.656/1998, sempre respeitando a segmentação contratada (ambulatorial, hospitalar ou referência) e os prazos de carência.
Conforme os pareceres técnicos nº 17 e 18/2024 da ANS, a cirurgia convencional de catarata está prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Já a técnica com laser de femtossegundo não consta como cobertura obrigatória, pois não é especificada no Rol. A cobertura por essa abordagem só ocorre se houver previsão expressa no contrato do plano.
O mesmo vale para as lentes intraoculares implantadas durante a cirurgia. Em regra, os planos cobrem a lente monofocal necessária ao tratamento. Já lentes com tecnologias adicionais, como as multifocais, não estão incluídas automaticamente. Nesses casos, pode haver cobrança adicional ou necessidade de coparticipação, conforme o contrato da operadora.
Em todos os casos, é recomendável que o paciente confirme com o hospital ou a operadora se a técnica sugerida e o modelo de lente indicado pelo oftalmologista estão incluídos no plano. Isso evita surpresas no momento do agendamento e contribui para uma experiência mais tranquila e transparente.
O período de carência também deve ser considerado ao planejar a operação de catarata com plano de saúde. Esse é o intervalo de tempo entre a assinatura do contrato com a operadora e a possibilidade de utilização dos serviços.
No caso de procedimentos cirúrgicos eletivos, como a facectomia com lente intraocular com ou sem facoemulsificação, a carência máxima legal prevista é de 180 dias, o equivalente a seis meses.
É possível consultar diretamente a operadora qual o tempo restante de carência para a cirurgia. Essa etapa é importante especialmente para pacientes que buscam atendimento rápido.
Mesmo após o fim da carência, pode haver etapas adicionais exigidas, como a solicitação de exames pré-operatórios e a autorização formal da cirurgia. Por isso, ao identificar sintomas visuais como visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite ou ofuscamento com luzes fortes, o ideal é agendar uma consulta oftalmológica o quanto antes.
A operação de catarata é um dos procedimentos mais realizados nos hospitais que integram a Vision One, uma rede presente em várias regiões do Brasil e referência em saúde ocular. Com infraestrutura moderna, corpo clínico especializado e equipamentos de última geração, as unidades da Vision One recebem pacientes de diferentes planos de saúde, ampliando o acesso à cirurgia com qualidade e segurança.
Cada hospital da rede possui uma equipe administrativa preparada para orientar o paciente quanto às etapas do agendamento, carência, coberturas previstas no contrato e valores que eventualmente não estejam incluídos.
Os pacientes podem entrar em contato com o hospital de sua preferência para confirmar se o plano de saúde é aceito, se há cobertura para lentes diferenciadas e como funcionam os trâmites de autorização. A recomendação é que essas informações sejam buscadas com antecedência, facilitando a organização do paciente e permitindo que ele tenha uma jornada de cuidado mais tranquila e informada.
Esse FAQ reúne respostas com base exclusiva no conteúdo acima, abordando como a operação de catarata é realizada, quais cuidados envolvem o pré e o pós-operatório e de que forma o procedimento devolve a nitidez visual e a qualidade de vida dos pacientes.
A operação de catarata é um procedimento cirúrgico que substitui o cristalino natural do olho, que se tornou opaco, por uma lente intraocular transparente. A cirurgia tem o objetivo de restaurar a visão e eliminar a turvação causada pela doença. É uma técnica segura, rápida e amplamente realizada em todo o mundo, sendo considerada o único tratamento eficaz para a catarata.
A cirurgia é indicada quando a catarata começa a interferir nas atividades diárias, como leitura, direção ou reconhecimento de rostos. Não existe um momento exato para operá-la, mas a decisão é tomada conforme o impacto da visão turva na rotina do paciente. O oftalmologista avalia o grau da opacidade e indica o procedimento no momento mais adequado.
A cirurgia é feita com anestesia local em forma de colírio e costuma durar menos de 20 minutos por olho. O cirurgião remove o cristalino opaco com auxílio de ultrassom, por meio da técnica chamada facoemulsificação, e insere uma lente intraocular que substitui a estrutura natural. O procedimento é indolor e o paciente pode retornar para casa no mesmo dia.
Na maioria dos casos, não. O procedimento é realizado em um olho de cada vez, com intervalo de alguns dias ou semanas entre as cirurgias. Essa conduta permite uma recuperação mais segura e facilita o acompanhamento dos resultados. O segundo olho é operado quando o primeiro já apresenta boa cicatrização e estabilidade visual.
Existem diversos tipos de lentes intraoculares, como as monofocais, multifocais e tóricas. A escolha depende das necessidades visuais e do estilo de vida do paciente. As multifocais, por exemplo, podem reduzir ou eliminar o uso de óculos após a cirurgia. O oftalmologista indica o modelo mais apropriado conforme o exame clínico e as expectativas de cada caso.
Não. A anestesia em colírio impede que o paciente sinta dor durante a cirurgia. Após o procedimento, é comum haver leve ardência, sensação de corpo estranho ou visão embaçada temporária. Esses sintomas desaparecem em poucos dias com o uso dos colírios prescritos e o descanso adequado. A recuperação é rápida e confortável na maioria dos casos.
A visão começa a melhorar nas primeiras 24 horas, mas a nitidez total pode levar alguns dias. Durante esse período, o olho ainda se adapta à nova lente. É importante seguir todas as recomendações médicas, usar os colírios corretamente e evitar coçar os olhos. A visão final costuma ser alcançada em até duas semanas, com resultados duradouros.
Sim. Com o avanço das tecnologias e das lentes intraoculares, é possível corrigir erros refrativos durante a operação de catarata. As lentes tóricas, por exemplo, ajudam a compensar o astigmatismo, enquanto as multifocais corrigem a visão para longe e para perto. Essa abordagem traz maior independência dos óculos após o procedimento.
Após a cirurgia, o paciente deve usar os colírios conforme prescrito, evitar coçar ou pressionar o olho e não se expor a ambientes com poeira ou vento. Atividades físicas e natação devem ser suspensas temporariamente. O uso de óculos escuros é recomendado para proteger o olho da luz intensa. As consultas de retorno são fundamentais para acompanhar a recuperação.
Não. A catarata não reaparece, pois o cristalino natural é removido definitivamente. O que pode ocorrer é a opacificação da cápsula posterior, uma membrana que sustenta a lente intraocular. Esse quadro, conhecido como “catarata secundária”, é corrigido facilmente com o procedimento a laser chamado capsulotomia YAG, realizado em poucos minutos.
Em muitos casos, sim. Pacientes com glaucoma, diabetes ocular ou degeneração macular podem ser submetidos à cirurgia, desde que a condição esteja controlada. O oftalmologista realiza exames complementares para avaliar a saúde da retina e do nervo óptico antes de indicar o procedimento. O planejamento individual é essencial para a segurança cirúrgica.
Os riscos são baixos, especialmente quando a cirurgia é feita em hospitais de olhos com estrutura moderna e equipe qualificada. Complicações, como infecções ou inflamações, são raras e tratáveis. O sucesso do procedimento depende tanto da técnica quanto dos cuidados pós-operatórios. O acompanhamento médico é indispensável até a completa cicatrização.
Sim, em algumas técnicas. A cirurgia de catarata a laser utiliza um feixe de luz de alta precisão para realizar as incisões e fragmentar o cristalino. Essa abordagem oferece mais controle e previsibilidade, reduzindo o tempo de recuperação. A escolha entre a técnica convencional e a laser depende da avaliação do médico e das condições do olho do paciente.
Sem o tratamento cirúrgico, a catarata tende a evoluir, tornando a visão cada vez mais opaca até causar cegueira reversível. O atraso na cirurgia pode dificultar o procedimento e aumentar o risco de complicações. Por isso, é importante realizar consultas periódicas e considerar a cirurgia assim que a visão começar a interferir na qualidade de vida.
O agendamento pode ser feito diretamente pela página de agendamento de consultas. Durante a consulta, o paciente é atendido por médicos da Vision One, que realizam exames completos e explicam as opções de cirurgias oculares disponíveis. O contato também pode ser iniciado pelo WhatsApp da unidade mais próxima, para orientações iniciais e marcação do atendimento.
Entre as principais recomendações, está o uso de óculos escuros com proteção UV ao sair de casa, mesmo em dias nublados.
Mesmo podendo ser corrigida, 47,8% dos casos de cegueira se devem à condição, segundo divulgação do Ministério da Saúde.
A Vision One reúne marcas reconhecidas pela inovação, excelência no serviço e abordagem humanizada no atendimento.