A importância da tomografia de córnea
A tomografia de segmento anterior é um recurso de grande valor para o diagnóstico e o planejamento preciso de cirurgias refrativas.
Esta seção foi elaborada para esclarecer, de forma acolhedora, as dúvidas mais comuns sobre este exame, explicando como ele funciona e sua importância para a sua segurança.
O exame é muito simples. Você se sentará em frente ao aparelho e posicionará seu queixo e testa em um suporte. Será orientado a olhar para um ponto de luz. Enquanto você mantém o olhar fixo por alguns segundos, uma luz irá escanear seu olho, sem tocá-lo, capturando dezenas de imagens em corte da parte da frente do seu olho. Um computador então reconstrói essas imagens em um mapa tridimensional.
Não, o exame é completamente indolor. É um procedimento não invasivo, o que significa que não há nenhum contato do aparelho com a superfície do seu olho. Você não sentirá absolutamente nada. O único estímulo é a luz para onde você precisa olhar. Não são utilizados colírios anestésicos, pois não há necessidade. É uma tecnologia muito confortável.
A captura das imagens com a tomografia de segmento anterior é extremamente rápida. O escaneamento de cada olho leva apenas alguns segundos. O tempo total do procedimento, incluindo o seu posicionamento no aparelho e os ajustes de alinhamento, geralmente não ultrapassa 5 a 10 minutos para a avaliação completa dos dois olhos.
Não, para a realização da tomografia de segmento anterior não é necessário dilatar a pupila. O aparelho é projetado para realizar todas as medições da córnea e da câmara anterior com a pupila em seu estado natural. A ausência de dilatação é uma grande vantagem, pois sua visão não ficará embaçada.
Sua colaboração é muito simples e importante. Você precisará manter a cabeça firmemente encostada no suporte, olhar fixamente para o ponto de luz indicado pelo profissional e, o mais importante, manter os olhos bem abertos, sem piscar, durante os poucos segundos em que o aparelho está escaneando.
Não se preocupe. Se você piscar no momento exato da captura, a imagem pode sair com artefatos. O profissional que realiza o exame irá perceber isso na hora e simplesmente repetirá a captura. Ele irá orientá-lo a piscar algumas vezes antes para lubrificar o olho e, em seguida, pedirá para você manter o olho aberto por um instante.
A operação do tomógrafo e a captura das imagens são geralmente realizadas por um profissional técnico com treinamento específico. No entanto, a análise e a interpretação de todos os mapas e índices complexos gerados pelo aparelho são atos médicos, realizados exclusivamente pelo seu oftalmologista.
Sim, os resultados da tomografia de segmento anterior são gerados instantaneamente. Assim que a captura das imagens é concluída, o software do aparelho processa todas as informações e exibe os diversos mapas e relatórios na tela. O seu médico já pode ter acesso a essa análise tridimensional completa do seu olho no mesmo momento.
Dentro do aparelho, no centro, você verá um ponto de luz, que é o alvo de fixação. O profissional irá pedir para que você olhe diretamente para esse ponto. Durante os segundos do escaneamento, você perceberá a luz do aparelho a varrer seu olho. É uma experiência visual muito tranquila e rápida.
Não, a luz utilizada pela tomografia de segmento anterior é totalmente segura. É uma luz infravermelha de baixa energia, projetada e aprovada por todos os órgãos reguladores de saúde para uso oftalmológico. A exposição à luz dura apenas alguns segundos por olho e não causa nenhum tipo de dano à sua córnea, retina ou a qualquer outra estrutura ocular.
A tomografia de segmento anterior tem duas finalidades principais: o diagnóstico e o acompanhamento de doenças que afetam a estrutura da córnea, sendo o padrão-ouro para a detecção do ceratocone; e a avaliação pré-operatória para cirurgias, especialmente a refrativa a laser e a de catarata com lentes premium.
A tomografia revolucionou o diagnóstico do ceratocone, pois consegue detectar a doença em estágios muito mais iniciais. Isso porque ela analisa não apenas a curvatura da frente da córnea, mas também a de trás e a sua espessura ponto a ponto. Um dos primeiros sinais do ceratocone é uma elevação na superfície posterior da córnea, algo que só a tomografia pode mostrar.
Antes de uma cirurgia refrativa, a tomografia é um exame de segurança indispensável. Ela cria um mapa tridimensional da córnea, avaliando sua curvatura, elevação e espessura. O principal objetivo é descartar com alta precisão a presença de ceratocone ou de qualquer outra fragilidade estrutural, que são contraindicações para a cirurgia.
Na cirurgia de catarata moderna, especialmente quando se planeja usar lentes intraoculares tóricas para corrigir o astigmatismo, a tomografia é de grande valor. O astigmatismo total do olho é uma soma do astigmatismo da parte da frente da córnea com o da parte de trás. A tomografia mede os dois, permitindo um cálculo da lente tórica muito mais preciso.
Sim, é fundamental. As lentes fácicas (ICL) são implantadas na câmara anterior do olho. A tomografia de segmento anterior mede com precisão as dimensões internas desse espaço. Com essas medidas, o cirurgião pode escolher o tamanho exato da lente de ICL, o que é de grande importância para garantir que a lente fique bem posicionada, sem tocar o cristalino ou a córnea.
Sim, e essa é uma de suas grandes vantagens. A medição da espessura da córnea é chamada de paquimetria. Enquanto o paquímetro de ultrassom mede a espessura em um único ponto, a tomografia cria um mapa paquimétrico completo, mostrando a espessura em milhares de pontos e identificando automaticamente qual é o ponto mais fino.
A tomografia de segmento anterior oferece duas informações importantes para a avaliação do glaucoma. A primeira é a medida da espessura corneana central, que influencia a medida da pressão intraocular. A segunda é a análise da câmara anterior e do ângulo, ajudando a identificar pacientes com risco de glaucoma de ângulo fechado.
Sim. Em pacientes que já realizaram a cirurgia de LASIK, a tomografia de segmento anterior é o melhor exame para avaliar o resultado estrutural. A imagem em corte do OCT mostra com clareza o “flap” que foi criado na córnea e permite medir com precisão a sua espessura e a do leito estromal residual, que ficou sob o flap.
O display de Belin/Ambrósio é uma análise sofisticada do software do aparelho, projetada para a detecção de ceratocone. Ele combina vários parâmetros da córnea em um único gráfico. O valor “D” final é um número que resume todos esses dados. Se esse valor estiver acima de um certo limite, ele acende um “alerta”, sugerindo que aquela córnea tem características suspeitas.
Sim. Após um transplante de córnea, a tomografia pode ser muito útil para avaliar a interface entre a córnea doadora e a receptora, a espessura do enxerto e a sua curvatura. É uma ferramenta de grande valor para o acompanhamento a longo prazo e para o planejamento de futuros procedimentos, se necessários.
A principal diferença é que a topografia de córnea comum (baseada em anéis de Plácido) analisa apenas a superfície da frente da córnea. A tomografia analisa a superfície anterior, a superfície de trás e a espessura da córnea em toda a sua extensão. Essa análise tridimensional e das duas superfícies é o que a torna muito mais completa.
A tecnologia de Scheimpflug é a base de alguns tomógrafos, como o Pentacam. É um tipo especial de câmera que gira ao redor do olho, capturando imagens em corte, perfeitamente focadas, de toda a profundidade do segmento anterior. O computador usa essas imagens para reconstruir o modelo 3D. Outros tomógrafos, como o Visante, usam a tecnologia de OCT.
Não, e essa é uma distinção muito importante. Embora seja chamado de “tomografia”, o exame não utiliza raios-X nem qualquer tipo de radiação ionizante. A tecnologia é puramente óptica, baseada em luz visível ou infravermelha e em uma câmera digital. É um exame totalmente seguro.
O princípio pode ser o mesmo. O Visante, por exemplo, é um tomógrafo de segmento anterior que usa a mesma tecnologia de OCT que é usada para examinar a retina. A diferença está no design do aparelho e no software, que são otimizados para escanear e analisar as estruturas da parte da frente do olho, em vez do fundo.
A tomografia corneana é um exame totalmente objetivo. O resultado é um conjunto de mapas e de medidas numéricas que são gerados pelo aparelho, independentemente de qualquer resposta ou sensação do paciente. O paciente precisa apenas colaborar fixando o olhar por alguns segundos.
O mapa de elevação é uma das análises mais importantes da tomografia. Ele compara o formato da sua córnea com uma esfera de referência ideal. O mapa mostra, em cores, as áreas que estão mais “elevadas” (em tons quentes) ou mais “deprimidas” (em tons frios) em relação a essa esfera. A análise do mapa de elevação da superfície posterior é um dos indicadores mais sensíveis para a detecção precoce do ceratocone.
Sim. Embora a captura da imagem seja automatizada, a qualidade do exame depende da habilidade do profissional em obter uma imagem bem centralizada e sem artefatos. Mais importante ainda, a interpretação da enorme quantidade de dados e mapas que a tomografia gera exige um grande conhecimento por parte do médico oftalmologista.
Sim. Todos os exames de tomografia corneana são digitais, e os mapas e relatórios são salvos no prontuário eletrônico do paciente. Manter esse arquivo de exames é fundamental, especialmente no acompanhamento de doenças progressivas como o ceratocone.
Sim, a tomografia de segmento anterior representa o que há de mais moderno e completo na tecnologia de imagem para a córnea. A capacidade de realizar uma análise 3D completa, combinando a curvatura, elevação e espessura das duas superfícies em um único exame, foi um avanço revolucionário na oftalmologia.
O laudo da tomografia é um relatório de várias páginas que resume os achados do exame. Ele contém os diversos mapas coloridos, tabelas com os valores numéricos de curvatura, espessura, profundidade da câmara anterior, e as análises especiais. O médico analisa todo esse conjunto de informações para chegar a uma conclusão sobre a saúde da sua córnea.
O preparo para a tomografia é muito importante e focado em um ponto principal: a suspensão do uso de lentes de contato por um período antes do exame, que será determinado pelo seu médico. As lentes podem alterar o formato da sua córnea. Fora isso, não é necessário jejum.
A suspensão do uso das lentes de contato é crucial para a precisão da tomografia. As lentes de contato exercem um efeito de molde sobre a córnea, alterando temporariamente sua curvatura e seu relevo. Se o exame for feito sem que a córnea tenha “descansado” e voltado ao seu formato natural, todas as medidas estarão incorretas.
O tempo de suspensão do uso de lentes de contato antes da tomografia será determinado pelo seu médico e varia conforme o tipo de lente. Para lentes gelatinosas esféricas, o período recomendado é geralmente de 5 a 7 dias. Para lentes gelatinosas tóricas, de 1 a 2 semanas. Para lentes de contato rígidas, o período é ainda mais longo, geralmente de 3 a 4 semanas.
Sim, você pode ir e voltar do exame de tomografia totalmente sozinho. O procedimento não utiliza nenhum colírio que afete a sua visão, como os de dilatação. Sua capacidade de enxergar permanecerá normal durante e após o exame, permitindo que você retorne às suas atividades.
Não há absolutamente nenhum cuidado especial a ser tomado após a realização da tomografia. Como o procedimento é totalmente sem contato e não invasivo, não há necessidade de repouso ou de qualquer outra restrição. Assim que o exame terminar, você pode seguir com o seu dia normalmente.
Sim, com toda a segurança. A realização da tomografia de segmento anterior não interfere na sua capacidade visual. Sua visão não ficará embaçada e não haverá sensibilidade à luz, pois não são utilizados colírios dilatadores. Portanto, não há nenhuma contraindicação para dirigir imediatamente após o exame.
É preferível que você evite o uso de maquiagem na região dos olhos no dia do seu exame. Resíduos de rímel ou de outros cosméticos, especialmente nos cílios, podem criar sombras ou artefatos na imagem capturada pela câmera, o que pode interferir na análise.
Não, não há nenhuma necessidade de jejum para a realização da tomografia. Você pode se alimentar e se hidratar normalmente antes de vir para a clínica. O exame é puramente de imagem da córnea e não tem nenhuma interação com o seu sistema digestivo.
No dia do exame, leve seus óculos, pois você terá que suspender o uso das lentes de contato. Leve também a receita mais recente dos seus óculos. Além disso, os documentos de praxe, como identidade e, se for o caso, a carteirinha do plano de saúde e o pedido médico.
Não, sua visão não ficará embaçada. O exame de tomografia de segmento anterior não utiliza nenhum colírio que afete a sua pupila ou a sua capacidade de foco. A sua visão permanecerá nítida durante e após o procedimento, permitindo que você siga com suas tarefas do dia a dia normalmente.
Avaliação que mede a nitidez da visão, identificando a capacidade de enxergar detalhes a diferentes distâncias e auxiliando no diagnóstico de alterações visuais.
Ultrassonografia ocular fornece imagens internas do olho, detecta alterações invisíveis a métodos ópticos e orienta diagnósticos e cirurgias com rapidez e segurança.
A topografia de córnea é um exame que cria um mapa de relevo da superfície do olho, sendo um recurso importante para diagnosticar ceratocone e planejar cirurgias.
A citologia de impressão ocular é um exame que coleta e analisa células da superfície do olho para diagnosticar doenças como olho seco severo e outras condições.
O PAM (Potencial de Acuidade Visual) é um exame que estima a visão potencial da retina, sendo um recurso importante para o prognóstico antes de cirurgias de catarata.
A autorrefração computadorizada no exame de vista estima o grau de forma objetiva e complementa a refração subjetiva, apoiando prescrições confortáveis.