A importância do Teste de Schirmer
O Teste de Schirmer é o exame que mede a produção da lágrima, sendo um passo importante para diagnosticar a causa do olho seco.
Esta seção foi elaborada para esclarecer, de forma acolhedora, as dúvidas mais comuns sobre este exame, explicando como ele mede a produção de lágrima e sua importância para o diagnóstico.
O exame é muito simples. O profissional irá posicionar uma pequena e fina tira de papel filtro especial na borda da sua pálpebra inferior, no canto de fora. Você será orientado a fechar os olhos suavemente, sem apertar, e a aguardar por cinco minutos. Durante esse tempo, a lágrima que você produz irá molhar o papel. Ao final, o profissional retira a tira e mede, em milímetros, a extensão da faixa que foi umedecida.
O teste não é doloroso, mas pode causar um leve desconforto ou uma sensação de corpo estranho devido à presença da tira de papel no olho. É uma sensação de ter “algo” no olho, que pode estimular um pouco de lacrimejamento, o que é esperado. Não há dor aguda. Em algumas variações do teste, pode-se usar um colírio anestésico antes, o que torna o procedimento ainda mais confortável.
O tempo de medição do teste de Schirmer é padronizado em cinco minutos. Esse é o tempo que você precisará ficar com as tiras de papel nos olhos. Somando o tempo para o profissional posicionar as tiras e depois para medir o resultado, o procedimento completo leva menos de 10 minutos. É um exame rápido que se encaixa facilmente na rotina da consulta.
Não, para a realização do teste de Schirmer não é necessário dilatar a pupila. O exame avalia a quantidade de lágrima produzida, um processo que ocorre na superfície do olho e não tem nenhuma relação com o tamanho da pupila. A ausência de dilatação é uma vantagem, pois sua visão não ficará embaçada.
Durante os cinco minutos em que a tira de papel está no seu olho, a orientação é que você permaneça com os olhos suavemente fechados. Evite apertar as pálpebras, pois isso poderia “espremer” a lágrima e dar um resultado falsamente alto. Você pode ficar sentado de forma relaxada. O importante é não manipular as tiras e aguardar o tempo passar.
A “tira de papel” utilizada no teste de Schirmer é, na verdade, uma fita de papel filtro especial, estéril e com uma escala milimetrada impressa. Ela é projetada para absorver a lágrima de forma padronizada. A tira tem uma pequena dobra em uma das pontas, que é a parte que é encaixada na pálpebra inferior.
O teste de Schirmer é um procedimento simples que pode ser realizado por um médico oftalmologista, por um ortoptista ou por um profissional técnico treinado. A interpretação do resultado, no entanto, e a sua correlação com os sintomas e com outros achados do exame clínico para se chegar a um diagnóstico são sempre de responsabilidade do seu médico oftalmologista.
Sim, o teste de Schirmer é rotineiramente realizado em ambos os olhos ao mesmo tempo. A síndrome do olho seco geralmente é uma condição bilateral. Realizar o teste nos dois olhos permite ao médico avaliar e comparar a produção de lágrima de cada lado. Uma diferença muito grande na produção entre os dois olhos pode ser um sinal de alguma condição específica.
Sim, os resultados do teste de Schirmer são imediatos. Assim que o profissional retira as tiras de papel dos seus olhos após os cinco minutos, ele já realiza a leitura da escala milimetrada na própria tira e anota o resultado. O seu médico já pode, na mesma consulta, ter acesso a essa informação, interpretar o resultado e conversar com você.
A orientação de manter os olhos suavemente fechados durante o teste ajuda a diminuir o desconforto e a evaporação da lágrima da superfície do papel, tornando a medida mais consistente. Manter os olhos abertos poderia aumentar a sensação de corpo estranho e a evaporação, o que poderia, teoricamente, interferir no resultado.
A principal condição que o teste de Schirmer ajuda a diagnosticar é a síndrome do olho seco, especificamente o olho seco do tipo aquo-deficiente. Este é o tipo de olho seco em que o problema principal é a baixa produção de lágrima (da parte de “água”) pelas glândulas lacrimais. O teste confirma de forma objetiva a presença e a gravidade dessa deficiência.
Um resultado baixo no teste de Schirmer (geralmente, quando o papel molha menos de 10 milímetros em 5 minutos, e especialmente abaixo de 5 milímetros) indica que as suas glândulas lacrimais não estão a produzir uma quantidade suficiente de lágrima para manter seus olhos bem lubrificados. Esse resultado é um forte indicativo de olho seco por deficiência aquosa.
Sim, o teste de Schirmer é uma peça-chave para diferenciar os tipos de olho seco. Um resultado baixo no Schirmer aponta para o olho seco aquo-deficiente. Se o resultado do Schirmer for normal, mas você continua com os sintomas de olho seco, o médico irá suspeitar de um olho seco do tipo evaporativo. O exame, portanto, direciona a investigação para a causa correta.
A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune em que o sistema de defesa do corpo ataca as glândulas que produzem umidade, como as lacrimais. Isso leva a uma secura muito intensa nos olhos e na boca. O teste de Schirmer é um dos critérios diagnósticos para a síndrome. Um resultado muito baixo (geralmente abaixo de 5 mm) é um dos principais achados oculares que ajuda a confirmar o diagnóstico.
Pode parecer um contrassenso, mas sim, o teste de Schirmer é muito útil para pacientes que se queixam de lacrimejamento excessivo (epífora). Muitas vezes, o lacrimejamento não é por excesso de produção, mas sim por uma obstrução do canal lacrimal. Se o teste de Schirmer for normal ou baixo em um paciente que lacrimeja, isso reforça a hipótese de que o problema está na drenagem.
Sim. Com o envelhecimento, é natural que ocorra uma diminuição gradual na produção de lágrima pelas glândulas lacrimais. Por isso, é mais comum encontrar resultados mais baixos no teste de Schirmer em pessoas mais idosas. Essa diminuição da produção de lágrima relacionada à idade é uma das causas mais comuns de olho seco na população sênior.
Sim, o teste de Schirmer pode ser muito importante na avaliação de usuários de lentes de contato, especialmente daqueles que se queixam de desconforto. O exame pode revelar se o paciente tem uma produção de lágrima no limite, o que pode ser a causa da intolerância às lentes. Com base no resultado, o médico pode indicar o uso de lágrimas artificiais ou um tipo de lente mais adequado.
O resultado do teste guia diretamente a escolha do tratamento. Se o teste de Schirmer mostra que o seu problema é a baixa produção de lágrima, o tratamento será focado em repor essa lágrima com colírios lubrificantes, em diminuir sua drenagem com o uso de “plugs” de ponto lacrimal ou em usar medicamentos que tentam estimular a sua própria produção de lágrima.
Sim, em alguns casos. Se você está usando um medicamento que tem como objetivo aumentar a produção de lágrima (como alguns colírios ou medicamentos orais), a repetição do teste de Schirmer após um período de tratamento pode ser uma forma objetiva de verificar se houve um aumento na quantidade de lágrima produzida, confirmando a eficácia da terapia.
Não necessariamente. Um resultado normal no teste de Schirmer (acima de 10 mm) indica que suas glândulas lacrimais estão a produzir uma boa quantidade de lágrima. No entanto, isso não exclui a possibilidade de você ter olho seco do tipo evaporativo, onde a lágrima, apesar de ser produzida em quantidade suficiente, é de má qualidade e evapora muito rápido.
A diferença está no uso do anestésico. O Schirmer tipo 1 é feito sem anestésico e mede a produção total (basal + reflexa). Quando o Schirmer tipo 1 é realizado com anestésico, mede a produção basal. O Schirmer tipo 2 avalia a produção reflexa utilizando estímulo nasal.
O teste de Schirmer é uma tecnologia clássica e consagrada na oftalmologia, tendo sido descrito no início do século XX. Portanto, não é uma tecnologia nova. No entanto, sua simplicidade, baixo custo e a informação valiosa que fornece fazem com que ele continue a ser um dos exames mais importantes e utilizados para a avaliação quantitativa da produção de lágrima.
O teste de Schirmer é um exame objetivo. O resultado é uma medida numérica (em milímetros) do umedecimento de uma tira de papel, um dado que não depende da resposta ou da percepção do paciente. O paciente precisa apenas colaborar ficando com os olhos fechados. Essa objetividade é uma grande vantagem, pois permite uma avaliação padronizada da função lacrimal.
O tempo de cinco minutos foi o tempo padronizado nos estudos originais que estabeleceram os valores de normalidade para o teste de Schirmer. Manter esse tempo padrão é fundamental para que os resultados possam ser comparados com os valores de referência e para que os exames de um mesmo paciente, realizados em diferentes momentos, possam ser comparados de forma confiável.
Sim. Além do teste de Schirmer, existem outras formas de avaliar o volume lacrimal. Um método é a medida da altura do menisco lacrimal, que é a linha de lágrima na pálpebra inferior. Essa medida pode ser feita na lâmpada de fenda ou com aparelhos mais modernos, como o Idra. Outro teste, menos comum, é o do fio de fenol vermelho.
A precisão do teste de Schirmer depende de uma técnica correta e padronizada. O profissional precisa posicionar a tira de papel exatamente no local correto (no terço lateral da pálpebra inferior), com a dobra virada para o lado certo, e sem tocar na córnea. A leitura da medida também precisa ser feita de forma cuidadosa.
A produção basal é a pequena quantidade de lágrima que nossas glândulas produzem constantemente para a lubrificação normal. A produção reflexa é o “extra” de lágrima que produzimos em resposta a um estímulo, como um cisco no olho ou a própria irritação da tira de papel do teste de Schirmer. O Schirmer tipo 1 mede a soma das duas.
Sim. O resultado pode ser influenciado se o paciente apertar os olhos com força durante o teste, o que pode “espremer” a lágrima e dar um resultado falsamente alto. O uso de medicamentos que podem diminuir a produção de lágrima, como alguns antialérgicos ou antidepressivos, também pode influenciar no resultado.
A escala em milímetros impressa na tira de papel do teste de Schirmer é o que permite a quantificação do resultado. A tira de papel é fabricada com uma capacidade de absorção padronizada. Ao medir quantos milímetros da tira foram umedecidos pela lágrima no intervalo de cinco minutos, o médico obtém um valor numérico que corresponde a um determinado volume de produção lacrimal.
A tira de papel do teste de Schirmer é feita de um material macio e é projetada para ser usada em contato com a superfície ocular. Quando posicionada corretamente pelo profissional, na pálpebra inferior, ela não toca a córnea (a parte sensível do olho) e não causa nenhum arranhão ou lesão. A sensação é de ter um corpo estranho, mas não de dor.
O preparo para o Teste de Schirmer é muito simples. Não é necessário fazer jejum. O principal cuidado, caso você seja usuário, é estar sem as suas lentes de contato no momento do exame. Além disso, é recomendado não usar maquiagem na região dos olhos e evitar o uso de colírios lubrificantes algumas horas antes do exame.
É recomendado que você não use colírios lubrificantes (lágrimas artificiais) por pelo menos algumas horas antes do exame, pois eles poderiam umedecer o papel e dar um resultado falsamente alto. Para outros colírios de tratamento, como os para glaucoma, siga a orientação do seu médico, mas geralmente não há necessidade de suspendê-los.
Sim, é fundamental que você esteja sem suas lentes de contato para realizar o Teste de Schirmer. A tira de papel precisa ser posicionada diretamente em contato com a sua pálpebra e o seu filme lacrimal natural. A presença da lente de contato no olho impediria a realização correta do exame.
Sim, você pode ir e voltar do Teste de Schirmer totalmente sozinho. O procedimento não utiliza nenhum colírio que afete a sua visão, como os de dilatação. Sua capacidade de enxergar permanecerá normal durante e após o exame, permitindo que você retorne às suas atividades.
Geralmente, não há nenhum cuidado especial a ser tomado após a realização do Teste de Schirmer. Seus olhos podem ficar um pouco vermelhos ou com uma leve sensação de irritação por um curto período, mas isso melhora rapidamente. Seu médico pode indicar o uso de um colírio lubrificante após o teste para aumentar o conforto.
Sim, com toda a segurança. A realização do Teste de Schirmer não interfere na sua capacidade visual. Sua visão não ficará embaçada e não haverá sensibilidade à luz. Portanto, não há nenhuma contraindicação para dirigir imediatamente após o exame.
É preferível evitar o uso de maquiagem na região dos olhos no dia do seu teste. A lágrima, ao escorrer e umedecer o papel, pode borrar a maquiagem. Além disso, partículas de cosméticos podem cair na superfície ocular e causar mais irritação durante o teste.
Não, não há nenhuma necessidade de jejum para a realização do Teste de Schirmer. Você pode se alimentar e se hidratar normalmente antes de vir para a clínica. O exame é puramente de análise da superfície ocular e não tem nenhuma interação com o seu sistema digestivo.
Antes de o exame começar, é importante informar ao seu médico sobre todos os sintomas de olho seco ou de lacrimejamento que você sente. Informe também sobre todos os medicamentos que você usa (orais e colírios), pois alguns deles podem interferir na produção de lágrima.
Não, sua visão não ficará embaçada. O Teste de Schirmer não utiliza nenhum colírio que afete a sua pupila ou a sua capacidade de foco. Durante os cinco minutos do teste, com os olhos fechados, você não estará a usar a visão. E logo após, sua visão estará normal.
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