Aplicações e métodos do teste

Sobre o teste

O Teste de Ishihara é um exame de triagem, reconhecido mundialmente, para a detecção de deficiências na visão de cores, especialmente as do eixo vermelho-verde, que são as mais comuns. Ele consiste em uma série de pranchas (placas) impressas, cada uma contendo um círculo preenchido com pontos de cores e tamanhos variados. Dentro desse mosaico de pontos, está “camuflado” um número ou um traçado, formado por pontos de uma cor que se confunde com o fundo para quem tem a deficiência, mas que é facilmente visto por quem tem a visão de cores normal.

Percepção das cores

A nossa capacidade de enxergar o mundo em cores depende de células fotossensíveis que temos na retina, chamadas de cones. Existem três tipos de cones, cada um sintonizado para um comprimento de onda de luz: o vermelho, o verde e o azul. A combinação dos estímulos desses três tipos de células é o que permite ao nosso cérebro processar e perceber todo o espectro de cores. O Teste de Ishihara é uma ferramenta genial que avalia, de forma indireta, o funcionamento dos cones responsáveis pela visão do vermelho e do verde.

Diagnóstico de daltonismo

A principal aplicação do Teste de Ishihara é o diagnóstico da discromatopsia, popularmente conhecida como daltonismo. Essa é uma condição, na maioria das vezes de origem genética e hereditária, em que há uma dificuldade ou incapacidade de diferenciar certas cores. O teste não apenas confirma a presença da alteração, mas o padrão de erros e acertos nas diferentes pranchas também ajuda o oftalmologista a ter uma excelente ideia sobre o tipo de deficiência (se é no cone vermelho ou no verde) e sobre a sua gravidade.

Pranchas pseudo-isocromáticas

O nome técnico das placas do teste é “pranchas pseudo-isocromáticas”. O nome parece complicado, mas é fácil de entender. “Pseudo” significa falso, “iso” significa igual e “cromático” se refere à cor. O nome indica que os pontos que formam o número e o fundo parecem ter a “mesma cor” para a pessoa com a deficiência de cores, fazendo com que o número se misture e desapareça no fundo. Para quem tem a visão normal, as cores são claramente diferentes, e o número é visto sem dificuldade.

Tipos de deficiência

O Teste de Ishihara é especialmente sensível para as deficiências do eixo vermelho-verde. A deuteranomalia (dificuldade com o verde) e a protanomalia (dificuldade com o vermelho) são as formas mais comuns. O teste possui pranchas específicas que só são vistas por quem tem a visão normal, outras que só são vistas por quem tem daltonismo (as chamadas pranchas de confusão), e outras que são vistas de formas diferentes por cada grupo. Essa variedade de estímulos é o que permite a análise detalhada da condição.

Deficiências adquiridas

Embora o daltonismo seja mais conhecido como uma condição congênita, uma pessoa pode desenvolver uma dificuldade na visão de cores ao longo da vida. Isso é chamado de discromatopsia adquirida. Ela pode ser um sintoma de doenças que afetam a mácula (o centro da retina) ou o nervo óptico, como a neurite óptica ou o glaucoma avançado. O Teste de Ishihara, nesse contexto, pode ser usado como um teste de função dessas estruturas, ajudando a detectar e a monitorar a perda da percepção cromática.

Avaliação para profissões

A avaliação da visão de cores com o Teste de Ishihara é um requisito fundamental para uma série de profissões em que a correta identificação das cores é uma questão de segurança ou de competência técnica. Pilotos de aviação, controladores de tráfego aéreo, marinheiros, bombeiros, eletricistas e profissionais que trabalham com artes gráficas ou na indústria da moda são exemplos de carreiras que exigem uma visão de cores normal. O teste é, portanto, parte essencial dos exames médicos admissionais para essas áreas.

Teste em crianças

A identificação precoce do daltonismo em crianças é muito importante, pois a condição pode impactar o processo de aprendizado, que frequentemente utiliza códigos de cores. O Teste de Ishihara é facilmente aplicável em crianças que já conhecem os números. Para as mais novas, existem versões adaptadas do teste que, em vez de números, utilizam figuras simples, como um barco, um carro, ou pedem para a criança traçar com o dedo um caminho sinuoso que atravessa a prancha, permitindo a avaliação mesmo antes da alfabetização.

Procedimento simples

Para o paciente, o exame é um dos mais simples e rápidos da oftalmologia. Ele é realizado em um ambiente com boa iluminação, que simule a luz do dia.

O profissional apresenta as pranchas, uma a uma, a uma distância de leitura confortável, e o paciente simplesmente diz qual o número que consegue enxergar. O examinador anota as respostas. O procedimento todo leva menos de dois minutos e não causa nenhum desconforto, sendo totalmente não invasivo.

Exame de triagem

É importante entender que o Teste de Ishihara é um exame de triagem (“screening”) de alta qualidade. Isso significa que ele é excelente para detectar a presença da deficiência de cores. Se o resultado for normal, a probabilidade de a pessoa ter daltonismo é muito baixa, mas não zero. Se o resultado for alterado, ele confirma a deficiência e dá uma boa ideia do seu tipo. Para uma classificação e quantificação mais aprofundada, podem ser necessários testes mais complexos, como o teste de Farnsworth.

Visão de cores

A visão de cores é uma função da nossa retina que depende das células chamadas cones. O Teste de Ishihara avalia principalmente a função dos cones do tipo L (sensíveis à luz de longo comprimento de onda, o vermelho) e M (sensíveis à luz de médio comprimento de onda, o verde). Uma falha na identificação dos números do teste indica uma alteração no funcionamento de um ou de ambos os tipos de cones, o que caracteriza a discromatopsia do eixo vermelho-verde, a forma mais comum de daltonismo.

Cuidado da visão

A realização do Teste de Ishihara faz parte de uma avaliação oftalmológica completa e do cuidado integral da visão. Detectar o daltonismo em uma criança permite orientar os pais e a escola. Identificar uma perda de visão de cores em um adulto pode ser a primeira pista para o diagnóstico de uma doença ocular ou neurológica. Verificar a normalidade da visão de cores em um candidato a uma certa profissão é uma questão de responsabilidade. É um teste simples, mas com um impacto muito grande.

Perguntas frequentes sobre o Teste de Ishihara

Esta seção foi elaborada para esclarecer, de forma acolhedora, as dúvidas mais comuns sobre o teste de visão de cores, explicando como ele é feito e o que ele pode revelar sobre a sua visão.

Sobre o exame
Doenças e condições diagnosticadas
Tecnologias utilizadas
Cuidados antes do exame
Sobre o exame

Como é feito o Teste de Ishihara?

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O teste é muito simples. Você se sentará confortavelmente em um ambiente bem iluminado. O profissional irá apresentar a você uma série de cartões ou um livro com pranchas coloridas, uma de cada vez. Cada prancha tem um fundo composto por múltiplos círculos coloridos, e no meio, há um número ou um traçado. Sua tarefa será apenas dizer em voz alta qual o número ou a forma que você consegue enxergar em cada prancha.

O Teste de Ishihara dói?

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Não, o teste é totalmente indolor e não invasivo. Não há contato de nenhum instrumento com o seu olho, nem a necessidade de colírios. É um exame puramente de percepção visual, baseado na observação de imagens. A experiência se resume a olhar para as pranchas e dizer o que você vê. É um procedimento totalmente seguro, confortável e rápido, adequado para pessoas de todas as idades.

Quanto tempo o exame demora para ser concluído?

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O Teste de Ishihara é um dos exames mais rápidos da consulta oftalmológica. A apresentação de toda a sequência de pranchas e a anotação das suas respostas geralmente levam apenas de 1 a 2 minutos. É um teste muito eficiente, que fornece informações importantes sobre a sua visão cromática em um curtíssimo espaço de tempo.

É preciso dilatar a pupila para fazer este exame?

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Não, para a realização do Teste de Ishihara não é necessário dilatar a pupila. O exame avalia a função dos cones, que são as células da retina responsáveis pela visão de cores, e essa avaliação pode ser feita perfeitamente com a pupila em seu estado natural. A ausência de dilatação torna o exame mais prático, pois sua visão não ficará embaçada.

O que eu preciso fazer durante o exame?

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Sua colaboração durante o exame é muito simples. Você precisará apenas olhar para cada prancha que o profissional lhe apresentar e dizer o número ou traçar com o dedo o caminho que você consegue enxergar. É importante que você responda de forma sincera, sem tentar “adivinhar”. Se você não conseguir ver nenhum número em uma determinada prancha, não há problema. Dizer “não vejo nada” também é uma resposta importante.

O que o médico está observando exatamente?

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O médico está observando sua capacidade de discriminar cores que foram escolhidas para confundir os tipos mais comuns de daltonismo. Ele anota quais números você acertou e em quais teve dificuldade. O padrão de erros e acertos nas diferentes pranchas é o que permite a ele não apenas detectar a presença de uma deficiência de cores, mas também ter uma excelente ideia sobre qual tipo de deficiência se trata.

Quem é o profissional que realiza este exame?

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O Teste de Ishihara pode ser realizado por um médico oftalmologista, por um ortoptista ou por um profissional técnico treinado. A aplicação do teste é simples, mas a interpretação dos resultados e, principalmente, a correlação dos achados com possíveis doenças oculares ou com as exigências de uma profissão, são de responsabilidade do médico oftalmologista.

O exame é sempre feito nos dois olhos?

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O Teste de Ishihara é geralmente realizado com ambos os olhos abertos, pois avalia a sua percepção de cores na vida real. No entanto, se houver suspeita de uma perda de visão de cores adquirida, que pode afetar um olho de forma diferente do outro (como em uma doença do nervo óptico), o médico pode optar por realizar o teste de forma monocular, testando um olho de cada vez.

Os resultados do exame ficam prontos na hora?

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Sim, os resultados do Teste de Ishihara são imediatos. No momento em que você termina de olhar a sequência de pranchas, o profissional já tem o resultado, com base no número de acertos e nos tipos de erros que você cometeu. O médico já pode, na mesma consulta, conversar com você sobre o resultado, explicando se sua visão de cores está dentro da normalidade.

Por que a iluminação da sala é importante?

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Uma iluminação adequada, que se assemelhe o máximo possível à luz do dia, é importante para garantir que as cores das pranchas do teste sejam vistas em sua tonalidade correta. Uma iluminação muito amarelada ou de má qualidade poderia alterar a percepção das cores e, teoricamente, interferir no resultado do teste. Por isso, o exame é realizado em um ambiente bem iluminado.

Doenças e condições diagnosticadas

Qual a principal condição que o Teste de Ishihara diagnostica?

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A principal condição diagnosticada pelo Teste de Ishihara é a discromatopsia, mais conhecida como daltonismo. O teste é altamente eficaz em detectar as deficiências congênitas de cores do eixo vermelho-verde, que são as formas mais comuns de daltonismo. O exame não só confirma a presença da condição, mas também ajuda a dar uma ideia da sua gravidade.

O que é o daltonismo?

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O daltonismo é uma condição em que a pessoa tem uma capacidade reduzida ou alterada de diferenciar certas cores. Na maioria das vezes, é uma condição genética, hereditária e ligada ao cromossomo X, sendo muito mais comum em homens. Ela ocorre porque um ou mais dos três tipos de cones (as células de cor da retina) não funcionam corretamente. A forma mais comum é a dificuldade em distinguir o vermelho do verde.

Este exame pode detectar outros problemas além do daltonismo?

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Sim. Além do daltonismo congênito, o Teste de Ishihara é uma ferramenta importante para detectar deficiências na visão de cores que são adquiridas ao longo da vida. Uma perda na capacidade de ver as cores, especialmente se for recente, pode ser um sinal de uma doença que está afetando a mácula ou o nervo óptico, como a neurite óptica.

Quais doenças do nervo óptico podem alterar o teste de cores?

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Doenças que afetam o nervo óptico frequentemente causam uma alteração na percepção das cores. A neurite óptica, que é uma inflamação do nervo, classicamente causa uma perda da “saturação” das cores, fazendo com que elas pareçam mais “desbotadas”. O glaucoma, em fases muito avançadas, também pode levar a uma deficiência na visão de cores. O teste ajuda a quantificar essa perda funcional.

E quais doenças da mácula podem afetar a visão de cores?

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Como os cones, as células responsáveis pela visão de cores, estão concentrados na mácula, qualquer doença que afete essa região pode comprometer a percepção cromática. A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), o edema macular diabético e as distrofias de cones são exemplos de condições que podem levar a uma diminuição da capacidade de distinguir as cores.

O uso de algum medicamento pode alterar o resultado do teste?

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Sim, o uso de alguns medicamentos a longo prazo pode, em casos raros, ter um efeito tóxico na retina ou no nervo óptico e causar uma deficiência adquirida na visão de cores. Um dos exemplos mais conhecidos é a hidroxicloroquina. O acompanhamento oftalmológico desses pacientes inclui a realização periódica de testes de função visual, e o teste de cores pode ser um deles.

Um resultado normal no teste significa que minha visão é perfeita?

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Um resultado normal no teste de cores significa que a sua capacidade de discriminar as cores testadas está dentro da normalidade. É um excelente sinal da saúde dos seus cones. No entanto, isso não significa que sua visão como um todo seja perfeita. Você ainda pode ter outros problemas, como miopia ou doenças que afetam outras partes do olho. O teste de cores é uma parte de uma avaliação completa.

Se eu tenho daltonismo, isso é considerado uma doença grave?

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O daltonismo congênito não é considerado uma doença, mas sim uma condição da sua visão. Ele não causa baixa de visão nem progride ao longo do tempo. A grande maioria das pessoas com daltonismo leva uma vida perfeitamente normal. A principal implicação do daltonismo está em algumas restrições profissionais, onde a correta identificação das cores é um fator de segurança.

O daltonismo pode ser corrigido?

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O daltonismo congênito, por ser uma condição genética causada pela falta ou alteração das células cones, não tem uma cura. Existem óculos com filtros especiais que podem ajudar algumas pessoas com daltonismo a diferenciar melhor certas tonalidades, aumentando o contraste entre as cores, mas eles não “curam” a condição nem fazem a pessoa enxergar as cores da mesma forma que alguém com visão normal.

Por que o teste de cores é importante para algumas profissões?

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Em algumas profissões, a capacidade de identificar as cores de forma rápida e precisa é uma questão de segurança ou de competência técnica. Por exemplo, um piloto de avião precisa distinguir as luzes de sinalização. Um eletricista precisa identificar os fios pelas cores. Por isso, o teste de cores é um exame eliminatório em muitos concursos e processos de seleção.

Tecnologias utilizadas

Por que o Teste de Ishihara é o mais famoso?

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O Teste de Ishihara se tornou o mais famoso e utilizado em todo o mundo por sua simplicidade e grande eficácia na triagem das deficiências de cores do eixo vermelho-verde, que são as mais comuns. As suas pranchas, com números “escondidos” em um fundo de pontos coloridos, são um design genial e altamente sensível para detectar o daltonismo.

Este exame é considerado objetivo ou subjetivo?

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O Teste de Ishihara é um exame psicofísico, o que significa que ele é subjetivo. O resultado depende da percepção e da resposta do paciente. É o paciente quem diz o que está vendo. Por isso, a sua atenção e sinceridade são importantes. A grande vantagem do teste é que ele é um teste de “escolha forçada” (você vê ou não vê o número), o que diminui a subjetividade.

O que são as "pranchas pseudo-isocromáticas"?

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“Pranchas pseudo-isocromáticas” é o nome técnico para os cartões utilizados no Teste de Ishihara. “Pseudo” significa falso, “iso” significa igual e “cromático” se refere à cor. O nome significa que os pontos que formam o número e o fundo parecem ter a “mesma cor” para uma pessoa com daltonismo, fazendo com que o número se camufle.

A tecnologia do exame é antiga ou moderna?

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O Teste de Ishihara é uma tecnologia clássica, com mais de um século de existência. No entanto, ele continua a ser extremamente eficaz e relevante. Hoje, além dos tradicionais livros impressos, existem versões digitais do teste. Além disso, existem testes mais modernos e complexos, como o de Farnsworth, para uma análise aprofundada.

Qual a diferença do teste de Ishihara para o de Farnsworth?

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O Teste de Ishihara é um teste de triagem, rápido, que serve para detectar a presença de uma deficiência de cores. O teste de Farnsworth-Munsell 100 Hue é um teste de arranjo, muito mais complexo e demorado. Ele consiste em 85 cápsulas coloridas que o paciente precisa ordenar por tonalidade, permitindo quantificar e qualificar com alta precisão a capacidade de discriminação de cores.

Como o teste consegue "enganar" quem tem daltonismo?

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O teste não “engana”, ele revela a forma como a pessoa enxerga. As cores dos pontos do número e do fundo foram escolhidas para estarem em um “eixo de confusão” para quem tem daltonismo. Isso significa que, para quem falta o cone verde, por exemplo, os pontos vermelhos e verdes podem ter a mesma aparência em termos de brilho e tonalidade, fazendo com que o número se misture ao fundo.

Existem testes de cores específicos para crianças?

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Sim. Como as crianças pequenas podem não conhecer os números, existem versões do Teste de Ishihara adaptadas para elas. Em vez de números, essas pranchas utilizam figuras simples e universalmente reconhecidas, como um círculo, um quadrado, um carro ou um barco. Existem também testes que pedem para a criança traçar com o dedo um caminho sinuoso.

A qualidade da impressão das pranchas é importante?

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Sim, a qualidade da impressão é fundamental para a precisão do teste. As cores precisam ser impressas com pigmentos exatos e em um papel que não cause reflexos, para garantir que as tonalidades sejam fiéis ao projeto original. O uso de fotocópias ou de impressões de baixa qualidade pode alterar as cores e levar a um resultado incorreto.

O resultado pode ser influenciado pela iluminação?

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Sim, a iluminação correta é um dos fatores mais importantes para a validade do teste. O exame deve ser realizado sob uma fonte de luz que simule a luz natural do dia, com uma boa reprodução de todas as cores do espectro. Uma iluminação inadequada pode alterar a forma como as cores das pranchas são percebidas e potencialmente interferir no resultado.

A minha resposta no teste pode mudar de um dia para o outro?

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Se você tem uma deficiência de cores congênita, sua resposta no teste será consistentemente a mesma ao longo de toda a sua vida. Se você tem uma deficiência adquirida, causada por uma doença, sua resposta pode mudar. Ela pode piorar se a doença estiver a progredir, ou pode até mesmo melhorar se a doença estiver a ser tratada com sucesso.

Cuidados antes do exame

Qual o preparo para fazer o Teste de Ishihara?

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O Teste de Ishihara não exige absolutamente nenhum preparo especial da sua parte. Não é necessário fazer jejum, não é preciso suspender medicamentos e não é preciso dilatar a pupila. O exame é uma parte integrante da consulta oftalmológica e pode ser realizado a qualquer momento. A única recomendação é que, se você usa óculos, esteja com eles.

Preciso parar de usar meus colírios de rotina?

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Não, você pode continuar usando todos os seus colírios de tratamento normalmente. Colírios para glaucoma, lubrificantes ou outros tratamentos não interferem na sua percepção das cores e, portanto, não alteram o resultado do Teste de Ishihara.

Devo ir sem minhas lentes de contato?

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Para a realização do Teste de Ishihara, não é estritamente necessário remover as lentes de contato, desde que elas estejam a corrigir bem o seu grau e não tenham nenhuma coloração. No entanto, como o teste geralmente faz parte de uma consulta completa, é sempre mais prático e recomendado que você já vá para a consulta usando seus óculos.

Posso ir sozinho para o exame ou preciso de um acompanhante?

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Sim, você pode ir e voltar do Teste de Ishihara totalmente sozinho. O procedimento não utiliza nenhum colírio que afete a sua visão, como os de dilatação. Sua capacidade de enxergar permanecerá normal durante e após o exame, permitindo que você retorne às suas atividades.

Haverá algum cuidado que deverei ter após o exame?

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Não há absolutamente nenhum cuidado especial a ser tomado após a realização do Teste de Ishihara. Por ser um teste puramente visual, ele não tem nenhum efeito sobre os seus olhos. Assim que você terminar de olhar para as pranchas, pode seguir com o seu dia normalmente, sem nenhuma restrição.

Posso dirigir logo depois de fazer o exame?

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Sim, com toda a segurança. A realização do Teste de Ishihara não interfere em nada na sua capacidade visual. Sua visão não ficará embaçada, nem haverá sensibilidade à luz. Portanto, não há nenhuma contraindicação para dirigir imediatamente após o exame, desde que sua pupila não seja dilatada para outros exames na mesma consulta.

Posso usar maquiagem na região dos olhos no dia do exame?

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Sim, o uso de maquiagem na região dos olhos não interfere na realização ou no resultado do Teste de Ishihara. O teste é puramente de percepção visual e não envolve o uso de equipamentos que se aproximem dos seus olhos ou de colírios que possam borrar a maquiagem.

Preciso estar em jejum?

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Não, não há nenhuma necessidade de jejum para a realização do Teste de Ishihara. Você pode se alimentar e se hidratar normalmente antes de vir para a consulta. O exame não tem nenhuma interação com o seu sistema digestivo ou metabólico.

O que preciso informar ao médico antes do exame?

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Antes de o exame começar, é importante informar ao seu médico se você ou algum membro da sua família (principalmente do lado materno) tem daltonismo. Informe também se você notou alguma mudança recente na sua visão de cores ou se tem alguma profissão que exija uma boa percepção cromática.

A minha visão ficará embaçada após o teste?

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Não, sua visão não ficará embaçada por causa do Teste de Ishihara. O teste não utiliza nenhum colírio ou luz forte que possa afetar a sua visão. Sua visão permanecerá exatamente a mesma após o teste. O embaçamento só ocorrerá se, na mesma consulta, for necessário dilatar a sua pupila para a realização de outros exames.

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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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