Aplicações e métodos do teste

Percepção das cores

A nossa capacidade de enxergar as cores depende de células especializadas que temos na retina, chamadas de cones. Existem três tipos principais de cones, e cada um é mais sensível a um comprimento de onda de luz: o vermelho, o verde ou o azul. É a combinação dos estímulos desses três tipos de cones que o nosso cérebro interpreta para formar todas as cores que vemos. O teste de cores é um exame projetado para avaliar o funcionamento desses cones e verificar se a comunicação entre eles e o cérebro está correta.

Teste de Ishihara

O método mais conhecido e utilizado para realizar o teste de cores é o teste de Ishihara. Ele consiste em uma série de pranchas, ou cartões, que contêm círculos de cores e tamanhos variados. Dentro desse padrão de círculos, está “escondido” um número ou um traçado, formado por círculos de uma cor diferente. Uma pessoa com a visão de cores normal consegue identificar facilmente o número. Já uma pessoa com alguma deficiência na visão de cores, como o daltonismo, terá dificuldade ou não conseguirá ver o número, pois as cores se confundem para ela.

Daltonismo (discromatopsia)

O daltonismo, cujo termo médico é discromatopsia, é a condição mais comum detectada pelo teste de cores. Trata-se de uma alteração na visão de cores, geralmente de origem genética e hereditária, mais comum em homens. A forma mais frequente é a dificuldade em diferenciar o verde do vermelho. Existem diferentes tipos e graus de daltonismo, dependendo de qual tipo de cone está alterado. O teste de cores, como o de Ishihara, não apenas detecta a presença da alteração, mas também ajuda a classificar o seu tipo e a sua gravidade.

Células cone

Os cones são as células fotorreceptoras da nossa retina responsáveis pela visão de cores e pela percepção de detalhes finos. Elas se concentram principalmente na mácula, a área central da retina. Temos, como mencionado, três tipos de cones (vermelho, verde e azul). Uma deficiência congênita em um desses tipos de cone é o que causa o daltonismo. Além disso, doenças que afetam a mácula ou o nervo óptico podem danificar essas células, levando a uma perda de visão de cores adquirida, que também pode ser detectada pelo teste.

Deficiências adquiridas

Embora o daltonismo seja geralmente congênito, uma pessoa pode desenvolver uma deficiência na visão de cores ao longo da vida. Isso é chamado de discromatopsia adquirida. Ela pode ser um sintoma de algumas doenças oculares que afetam a mácula ou o nervo óptico, como a neurite óptica, o glaucoma avançado ou a degeneração macular. Além disso, o uso de alguns medicamentos (como a hidroxicloroquina) ou a exposição a certas substâncias químicas também podem, em casos raros, afetar a percepção das cores. O teste ajuda a monitorar essa função.

Tipos de daltonismo

O teste de cores ajuda a diferenciar os principais tipos de daltonismo. A protanopia é a deficiência nos cones vermelhos, fazendo com que o vermelho pareça mais escuro e se confunda com o verde. A deuteranopia é a deficiência nos cones verdes, que é a forma mais comum, também causando confusão entre o vermelho e o verde. A tritanopia é a deficiência nos cones azuis, que é mais rara e causa dificuldade em distinguir o azul do amarelo. O teste de Ishihara é projetado principalmente para detectar as deficiências do vermelho e do verde.

Visão para profissões

Uma avaliação precisa da visão de cores é um requisito importante para diversas profissões. Pilotos de avião, controladores de tráfego aéreo, eletricistas, profissionais da indústria têxtil e de artes gráficas, e membros de forças armadas e de segurança são exemplos de carreiras em que a capacidade de distinguir as cores corretamente é um fator de segurança ou de qualidade do trabalho. O teste de cores é, portanto, uma parte obrigatória dos exames médicos admissionais para muitas dessas áreas.

Teste em crianças

A realização do teste de cores em crianças é muito importante, pois o daltonismo pode ter um impacto no aprendizado escolar. Uma criança com dificuldade em diferenciar as cores pode ter problemas com materiais didáticos que utilizam códigos de cores, como mapas ou gráficos, e pode ser erroneamente vista como desatenta. O teste de Ishihara, por usar números, pode ser aplicado em crianças que já os conhecem. Para as mais novas, existem versões do teste que utilizam figuras de animais ou formas geométricas em vez de números.

Procedimento simples

Para o paciente, o exame é extremamente simples, rápido e interativo. O teste é realizado em um ambiente bem iluminado. O profissional apresenta as pranchas coloridas, uma de cada vez, a uma distância de leitura confortável. A tarefa do paciente é simplesmente dizer qual o número ou qual o traçado que ele consegue enxergar em cada prancha. O profissional registra exatamente o que você percebe; não é necessário adivinhar. O procedimento todo leva apenas um ou dois minutos.

Exame de rotina

A avaliação da visão de cores faz parte de uma consulta oftalmológica completa, especialmente na primeira avaliação de um paciente ou em exames de rotina de crianças. Por ser um teste rápido e que não causa desconforto, ele pode ser facilmente incorporado para uma triagem inicial. Se for detectada alguma alteração, o médico pode então prosseguir com testes mais específicos e aprofundados para classificar a deficiência de forma mais detalhada, se for necessário.

Teste de Farnsworth

Além do teste de Ishihara, que é um teste de triagem, existem testes mais complexos para uma análise aprofundada da visão de cores, como o teste de Farnsworth-Munsell 100 Hue. Esse teste consiste em um grande número de pastilhas coloridas, com variações muito sutis de tonalidade, que o paciente precisa organizar em uma sequência lógica de cores. Ele é um teste mais demorado, utilizado em situações específicas para quantificar e qualificar com alta precisão a capacidade de discriminação de cores de uma pessoa.

Nervo óptico

A saúde do nervo óptico também é fundamental para uma correta visão de cores. Doenças que afetam o nervo, como a neurite óptica (uma inflamação), podem causar uma alteração na percepção das cores, geralmente fazendo com que elas pareçam mais “desbotadas” ou “lavadas”. A avaliação da visão de cores, portanto, também serve como um teste da função do nervo óptico. Uma piora na capacidade de distinguir as cores pode ser um sinal sutil de que o nervo óptico está sofrendo.

Perguntas frequentes sobre o teste de cores

Esta seção foi elaborada para esclarecer, de forma acolhedora, as dúvidas mais comuns sobre este exame, explicando como ele é realizado e o que ele pode revelar sobre a sua visão.

Sobre o exame
Doenças e condições avaliadas
Tecnologias utilizadas
Cuidados antes do exame
Sobre o exame

Como é feito o teste de cores?

Ícone

O teste é muito simples. Você se sentará confortavelmente em um ambiente bem iluminado. O profissional irá apresentar a você uma série de cartões ou um livro com pranchas coloridas, uma de cada vez. Cada prancha tem um fundo composto por múltiplos círculos coloridos, e no meio, há um número ou uma forma desenhada com círculos de uma cor diferente. Sua tarefa será apenas dizer em voz alta qual o número ou a forma que você consegue enxergar em cada prancha.

O teste de cores dói?

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Não, o teste de cores é totalmente indolor e não invasivo. Não há contato de nenhum instrumento com o seu olho, nem a necessidade de colírios. É um exame puramente de percepção visual, baseado na observação de imagens. A experiência se resume a olhar para as pranchas e dizer o que você vê. É um procedimento totalmente seguro, confortável e rápido, adequado para pessoas de todas as idades.

Quanto tempo o exame demora para ser concluído?

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O teste de cores é um dos exames mais rápidos da consulta oftalmológica. A apresentação de toda a sequência de pranchas e a anotação das suas respostas geralmente levam apenas de 1 a 2 minutos. É um teste muito eficiente, que fornece informações importantes sobre a sua visão cromática em um curtíssimo espaço de tempo, sem atrasar a sua consulta.

O que é o teste de Ishihara?

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O teste de Ishihara é um dos métodos mais conhecidos para avaliar a percepção das cores, especialmente na identificação do daltonismo. Ele é composto por uma série de placas com pontos coloridos que formam números ou figuras. Pessoas com visão normal das cores conseguem identificar esses elementos com facilidade, enquanto quem apresenta alterações na percepção cromática pode ter dificuldade ou enxergar padrões diferentes.

Durante o exame, o paciente observa cada placa por alguns segundos e informa qual número ou forma consegue ver. A análise das respostas ajuda o profissional a identificar possíveis alterações na distinção entre determinadas cores, principalmente entre tons de vermelho e verde, que são os mais frequentemente afetados no daltonismo.

É preciso dilatar a pupila para fazer este exame?

Ícone

Não, para a realização do teste de cores não é necessário dilatar a pupila. O exame avalia a função dos cones, que são as células da retina responsáveis pela visão de cores, e essa avaliação pode ser feita perfeitamente com a pupila em seu estado natural. A ausência de dilatação torna o exame mais prático e permite que você retome suas atividades normais, sem a visão embaçada, logo após a consulta.

O que eu preciso fazer durante o exame?

Ícone

Sua colaboração durante o exame é muito simples. Você precisará apenas olhar para cada prancha que o profissional lhe apresentar e dizer o número ou traçar com o dedo o caminho que você consegue enxergar. É importante que você responda de forma sincera, sem tentar “adivinhar”. Se você não conseguir ver nenhum número em uma determinada prancha, não há problema. Dizer “não vejo nada” também é uma resposta válida e importante para o diagnóstico.

O que o médico está observando exatamente?

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O médico está observando a sua capacidade de discriminar cores que foram escolhidas especificamente para confundir os tipos mais comuns de daltonismo (a deficiência do verde e do vermelho). Ele anota quais números você acertou e em quais teve dificuldade. O padrão de erros e acertos nas diferentes pranchas do teste de Ishihara é o que permite a ele não apenas detectar a presença de uma deficiência de cores, mas também ter uma excelente ideia sobre qual tipo de deficiência se trata.

Quem é o profissional que realiza este exame?

Ícone

O teste de cores pode ser realizado por um médico oftalmologista, por um ortoptista ou por um profissional técnico treinado. A aplicação do teste é simples, mas a interpretação dos resultados e, principalmente, a correlação dos achados com possíveis doenças oculares ou com as exigências de uma profissão, são de responsabilidade do médico oftalmologista.

O exame é sempre feito nos dois olhos?

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O teste de cores deve ser preferencialmente realizado de forma monocular (um olho de cada vez); em triagens rápidas alguns serviços utilizam a forma binocular, mas para detectar déficits adquiridos ou assimétricos o padrão é monocular. Isso é importante porque, se apenas um olho estiver comprometido, o outro pode compensar e mascarar a alteração.

Os resultados do exame ficam prontos na hora?

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Sim, os resultados do teste de cores são imediatos. No momento em que você termina de olhar a sequência de pranchas, o profissional já tem o resultado, com base no número de acertos e nos tipos de erros que você cometeu. O médico já pode, na mesma consulta, conversar com você sobre o resultado, explicando se sua visão de cores está dentro da normalidade ou se foi detectada alguma deficiência.

Por que a iluminação da sala é importante?

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Uma iluminação adequada, que se assemelhe o máximo possível à luz do dia, é importante para garantir que as cores das pranchas do teste sejam vistas em sua tonalidade correta. Uma iluminação muito amarelada ou de má qualidade poderia alterar a percepção das cores e, teoricamente, interferir no resultado do teste. Por isso, o exame é realizado em um ambiente bem iluminado, seguindo as recomendações do fabricante do teste para uma avaliação padronizada.

Doenças e condições avaliadas

Qual a principal condição que o teste de cores diagnostica?

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A principal condição diagnosticada pelo teste de cores é a discromatopsia, mais conhecida como daltonismo. O teste, especialmente o de Ishihara, é altamente eficaz em detectar as deficiências congênitas de cores do eixo vermelho-verde, que são as formas mais comuns de daltonismo. O exame não só confirma a presença da condição, mas também ajuda a dar uma ideia da sua gravidade.

O que é o daltonismo?

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O daltonismo é uma condição em que a pessoa tem uma capacidade reduzida ou alterada de diferenciar certas cores. Na maioria das vezes, é uma condição genética, hereditária e ligada ao cromossomo X, sendo muito mais comum em homens do que em mulheres. Ela ocorre porque um ou mais dos três tipos de cones (as células de cor da retina) não funcionam corretamente ou estão ausentes. A forma mais comum é a dificuldade em distinguir o vermelho do verde.

Este exame pode detectar outros problemas além do daltonismo?

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Sim. Além do daltonismo congênito, o teste de cores é uma ferramenta importante para detectar deficiências na visão de cores que são adquiridas ao longo da vida. Uma perda na capacidade de ver as cores, especialmente se for recente ou se afetar um olho mais que o outro, pode ser um sinal de uma doença que está afetando a mácula ou o nervo óptico. Portanto, o teste também serve como um indicador da saúde dessas estruturas.

Quais doenças do nervo óptico podem alterar o teste de cores?

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Doenças que afetam o nervo óptico frequentemente causam uma alteração na percepção das cores, um sintoma chamado de discromatopsia. A neurite óptica, que é uma inflamação do nervo, classicamente causa uma perda da “saturação” das cores, fazendo com que elas pareçam mais “desbotadas” ou “lavadas”. O glaucoma, em fases muito avançadas, também pode levar a uma deficiência na visão de cores, geralmente no eixo azul-amarelo. O teste de cores ajuda a quantificar essa perda funcional.

E quais doenças da mácula podem afetar a visão de cores?

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Como os cones, as células responsáveis pela visão de cores, estão concentrados na mácula, qualquer doença que afete essa região pode comprometer a percepção cromática. A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), o edema macular diabético, o buraco de mácula e as distrofias de cones são exemplos de condições que podem levar a uma diminuição da capacidade de distinguir as cores. O teste de cores pode ser usado para monitorar a função macular nesses pacientes.

O uso de algum medicamento pode alterar o resultado do teste?

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Sim, o uso de alguns medicamentos a longo prazo pode, em casos raros, ter um efeito tóxico na retina ou no nervo óptico e causar uma deficiência adquirida na visão de cores. Um dos exemplos mais conhecidos é a hidroxicloroquina, usada no tratamento de doenças reumatológicas. O acompanhamento oftalmológico desses pacientes inclui a realização periódica de testes de função visual, e o teste de cores pode ser um deles, para detectar precocemente qualquer sinal de toxicidade.

Um resultado normal no teste significa que minha visão é perfeita?

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Um resultado normal no teste de cores significa que a sua capacidade de discriminar as cores testadas (geralmente o vermelho e o verde) está dentro da normalidade. É um excelente sinal da saúde dos seus cones. No entanto, isso não significa que sua visão como um todo seja perfeita. Você ainda pode ter outros problemas, como miopia, hipermetropia ou doenças que afetam outras partes do olho. O teste de cores é uma parte de uma avaliação oftalmológica completa.

Se eu tenho daltonismo, isso é considerado uma doença grave?

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O daltonismo congênito não é considerado uma doença, mas sim uma condição ou uma característica da sua visão. Ele não causa baixa de visão nem progride ao longo do tempo. A grande maioria das pessoas com daltonismo leva uma vida perfeitamente normal, adaptando-se às suas dificuldades. A principal implicação do daltonismo está em algumas restrições profissionais, onde a correta identificação das cores é um fator de segurança.

O daltonismo pode ser corrigido?

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O daltonismo congênito, por ser uma condição genética causada pela falta ou alteração das células cones, não tem uma cura ou uma correção total. Existem óculos com filtros especiais que podem ajudar algumas pessoas com daltonismo a diferenciar melhor certas tonalidades, aumentando o contraste entre as cores, mas eles não “curam” a condição nem fazem a pessoa enxergar as cores da mesma forma que alguém com visão normal.

Por que o teste de cores é importante para algumas profissões?

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Em algumas profissões, a capacidade de identificar as cores de forma rápida e precisa é uma questão de segurança ou de competência técnica. Por exemplo, um piloto de avião precisa distinguir as luzes de sinalização da pista. Um eletricista precisa identificar os fios pelas cores para fazer uma instalação segura. Um designer gráfico precisa de uma percepção de cores apurada para o seu trabalho. Por isso, o teste de cores é um exame eliminatório em muitos concursos e processos de seleção.

Tecnologias utilizadas

Por que o teste de Ishihara é o mais famoso?

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O teste de Ishihara, criado pelo oftalmologista japonês Shinobu Ishihara em 1917, se tornou o mais famoso e utilizado em todo o mundo por sua simplicidade e grande eficácia na triagem das deficiências de cores do eixo vermelho-verde, que são as mais comuns. As suas pranchas, com números “escondidos” em um fundo de pontos coloridos, são um design genial e altamente sensível para detectar o daltonismo.

Este exame é considerado objetivo ou subjetivo?

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O teste de cores é um exame psicofísico, o que significa que ele é subjetivo. O resultado depende da percepção e da resposta do paciente. É o paciente quem diz o que está enxergando. Por isso, a sua atenção e sinceridade são importantes. A grande vantagem do teste de Ishihara é que ele é um teste de “escolha forçada” (você vê ou não vê o número), o que diminui um pouco a subjetividade em comparação com outros testes.

O que são as "pranchas pseudo-isocromáticas"?

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“Pranchas pseudo-isocromáticas” é o nome técnico para os cartões utilizados no teste de Ishihara. “Pseudo” significa falso, “iso” significa igual e “cromático” se refere à cor. O nome significa que os pontos que formam o número e o fundo parecem ter a “mesma cor” (ou o mesmo brilho) para uma pessoa com daltonismo, fazendo com que o número se camufle. Para uma pessoa com visão normal, as cores são claramente diferentes.

A tecnologia do exame é antiga ou moderna?

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O teste de Ishihara é uma tecnologia clássica, com mais de um século de existência. No entanto, ele continua a ser extremamente eficaz e relevante. Hoje, além dos tradicionais livros impressos, existem versões digitais do teste, que podem ser apresentadas em monitores calibrados. Além disso, existem testes mais modernos e complexos, como o de Farnsworth, para uma análise mais aprofundada, mas para a triagem, o Ishihara continua a ser o padrão.

Qual a diferença do teste de Ishihara para o de Farnsworth?

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O teste de Ishihara é um teste de triagem, rápido, que serve para detectar a presença de uma deficiência de cores (principalmente vermelho-verde). O teste de Farnsworth-Munsell 100 Hue é um teste de arranjo, muito mais complexo e demorado. Ele consiste em 85 cápsulas coloridas que o paciente precisa ordenar por tonalidade. Ele não serve apenas para detectar, mas para quantificar e classificar com alta precisão a capacidade de discriminação de cores de uma pessoa em todo o espectro.

Como o teste consegue "enganar" quem tem daltonismo?

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O teste não “engana”, ele revela a forma como a pessoa enxerga. As cores dos pontos do número e do fundo foram escolhidas para estarem em um “eixo de confusão” para quem tem daltonismo. Isso significa que, para quem falta o cone verde, por exemplo, os pontos vermelhos e verdes podem ter a mesma aparência em termos de brilho e tonalidade, fazendo com que o número se misture ao fundo. A genialidade do teste está justamente na escolha dessas cores.

Existem testes de cores específicos para crianças?

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Sim. Como as crianças pequenas podem não conhecer os números, existem versões do teste de Ishihara adaptadas para elas. Em vez de números, essas pranchas utilizam figuras simples e universalmente reconhecidas, como um círculo, um quadrado, um carro ou um barco. Existem também testes que pedem para a criança traçar com o dedo um caminho sinuoso através dos pontos coloridos. Isso permite a avaliação da visão de cores mesmo antes da idade escolar.

A qualidade da impressão das pranchas é importante?

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Sim, a qualidade da impressão é fundamental para a precisão do teste. As cores precisam ser impressas com pigmentos exatos e em um papel que não cause reflexos, para garantir que as tonalidades sejam fiéis ao projeto original. O uso de fotocópias ou de impressões de baixa qualidade pode alterar as cores e levar a um resultado incorreto. Por isso, os profissionais utilizam sempre os livros originais, que são produzidos com um rigoroso controle de qualidade.

O resultado pode ser influenciado pela iluminação?

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Sim, a iluminação correta é um dos fatores mais importantes para a validade do teste. O exame deve ser realizado sob uma fonte de luz que simule a luz natural do dia, com uma boa reprodução de todas as cores do espectro. Uma iluminação inadequada, como uma luz de lâmpada incandescente muito amarelada ou uma luz fluorescente de má qualidade, pode alterar a forma como as cores das pranchas são percebidas e potencialmente interferir no resultado.

A minha resposta no teste pode mudar de um dia para o outro?

Ícone

Se você tem uma deficiência de cores congênita, como o daltonismo, sua resposta no teste será consistentemente a mesma ao longo de toda a sua vida, pois a condição não muda. Se você tem uma deficiência adquirida, causada por uma doença, sua resposta pode mudar. Ela pode piorar se a doença estiver a progredir, ou pode até mesmo melhorar se a doença estiver a ser tratada com sucesso (como no caso de uma neurite óptica que melhora com o tratamento).

Cuidados antes do exame

Qual o preparo para fazer o teste de cores?

Ícone

O teste de cores não exige absolutamente nenhum preparo especial da sua parte. Não é necessário fazer jejum, não é preciso suspender medicamentos e não é preciso dilatar a pupila. O exame é uma parte integrante da consulta oftalmológica e pode ser realizado a qualquer momento, sem nenhuma preparação prévia. A única recomendação é que, se você usa óculos, esteja com eles para o teste.

Preciso parar de usar meus colírios de rotina?

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Não, você pode continuar usando todos os seus colírios de tratamento normalmente. Colírios para glaucoma, lubrificantes ou outros tratamentos não interferem na sua percepção das cores e, portanto, não alteram o resultado do teste de cores. Manter sua rotina de medicação é importante para a sua saúde ocular.

Devo ir sem minhas lentes de contato?

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Para a realização do teste de cores, não é estritamente necessário remover as lentes de contato, desde que elas estejam a corrigir bem o seu grau e não tenham nenhuma coloração que possa interferir. No entanto, como o teste de cores geralmente faz parte de uma consulta oftalmológica completa, que incluirá outros exames, é sempre mais prático e recomendado que você já vá para a consulta usando seus óculos.

Posso ir sozinho para o exame ou preciso de um acompanhante?

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Sim, você pode ir e voltar do exame de teste de cores totalmente sozinho. O procedimento não utiliza nenhum colírio que afete a sua visão, como os de dilatação. Sua capacidade de enxergar permanecerá normal durante e após o exame. Portanto, você estará perfeitamente apto a dirigir ou a utilizar qualquer meio de transporte para retornar às suas atividades normais logo após a consulta.

Haverá algum cuidado que deverei ter após o exame?

Ícone

Não há absolutamente nenhum cuidado especial a ser tomado após a realização do teste de cores. Por ser um teste puramente visual, ele não tem nenhum efeito sobre os seus olhos. Assim que você terminar de olhar para as pranchas, pode seguir com o seu dia normalmente, sem nenhuma restrição ou recomendação específica.

Posso dirigir logo depois de fazer o exame?

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Sim, com toda a segurança. A realização do teste de cores não interfere em nada na sua capacidade visual. Sua visão não ficará embaçada, nem haverá sensibilidade à luz. Portanto, não há nenhuma contraindicação para dirigir imediatamente após o exame, desde que sua pupila não seja dilatada para outros exames na mesma consulta.

Posso usar maquiagem na região dos olhos no dia do exame?

Ícone

Sim, o uso de maquiagem na região dos olhos não interfere na realização ou no resultado do teste de cores. O teste é puramente de percepção visual e não envolve o uso de equipamentos que se aproximem dos seus olhos ou de colírios que possam borrar a maquiagem.

Preciso estar em jejum?

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Não, não há nenhuma necessidade de jejum para a realização do teste de cores. Você pode se alimentar e se hidratar normalmente antes de vir para a consulta. O exame não tem nenhuma interação com o seu sistema digestivo ou metabólico.

O que preciso informar ao médico antes do exame?

Ícone

Antes de o exame começar, é importante informar ao seu médico se você ou algum membro da sua família (principalmente do lado materno) tem daltonismo. Informe também se você notou alguma mudança recente na sua visão de cores ou se tem alguma profissão que exija uma boa percepção cromática. Essas informações ajudam o médico a interpretar melhor os resultados do teste.

A minha visão ficará embaçada após o teste?

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Não, sua visão não ficará embaçada por causa do teste de cores. O teste não utiliza nenhum colírio ou luz forte que possa afetar a sua visão. Sua visão permanecerá exatamente a mesma após o teste. O embaçamento só ocorrerá se, na mesma consulta, for necessário dilatar a sua pupila para a realização de outros exames complementares, como o mapeamento de retina.

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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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