Aspectos da documentação da retina

Sobre o exame

A retinografia, também conhecida como retinografia colorida ou fundus photography, é um exame que consiste em tirar uma fotografia em alta resolução do fundo do nosso olho. Essa imagem captura as principais estruturas que ficam na parte de trás do globo ocular, como a retina, o nervo óptico (papila), a mácula (a área da visão central) e os vasos sanguíneos. O exame cria um registro fotográfico fiel e objetivo da aparência dessas estruturas, o que é de grande valor para a documentação, o diagnóstico e, principalmente, o acompanhamento de diversas doenças.

Documentação e acompanhamento

A principal e mais nobre finalidade da retinografia é a documentação para o acompanhamento. A memória visual, mesmo a de um médico experiente, pode ter limitações. A fotografia, por outro lado, é um registro permanente e objetivo. Ter uma retinografia de “base”, feita no momento do diagnóstico de uma doença como o glaucoma, é fundamental. Em consultas futuras, uma nova foto é tirada e comparada lado a lado com a original. Essa comparação direta é a forma mais precisa de detectar se houve qualquer mudança.

Acompanhamento do glaucoma

No acompanhamento de pacientes com glaucoma ou com suspeita da doença, a retinografia é uma ferramenta indispensável. O glaucoma é uma doença que causa um dano progressivo ao nervo óptico, levando a um aumento da sua “escavação”. A retinografia colorida documenta com precisão a aparência do nervo óptico: sua cor, o tamanho da escavação e a saúde da borda neural. Comparar as fotos ao longo dos anos permite ao oftalmologista detectar se a escavação está aumentando.

Retinopatia diabética

Para todos os pacientes com diabetes, a realização da retinografia de forma periódica é uma recomendação de grande importância. O exame é a melhor forma de documentar os achados da retinopatia diabética. A fotografia de alta resolução mostra em detalhe a presença de microaneurismas, hemorragias, exsudatos (depósitos de gordura) e outras alterações causadas pelo diabetes nos vasos da retina. O registro fotográfico permite ao médico classificar o estágio da retinopatia e monitorar sua evolução, decidindo o melhor momento para iniciar um tratamento.

Doenças da mácula

A retinografia é muito útil para documentar doenças que afetam a mácula, a área central da nossa visão. Em pacientes com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), a fotografia registra a presença e a evolução das drusas (na forma seca) ou de hemorragias e cicatrizes (na forma úmida). Outras condições, como buraco de mácula ou membrana epirretiniana, também podem ser documentadas. A imagem da retinografia ajuda o médico a explicar a condição ao paciente de forma visual e a acompanhar a resposta aos tratamentos.

Oclusões vasculares

Quando ocorre uma oclusão vascular na retina (uma “trombose” ou um “derrame” no olho), a retinografia é um exame fundamental. A fotografia mostra claramente a área da retina afetada, a presença de hemorragias espalhadas, o inchaço e outras consequências da obstrução do vaso sanguíneo. O registro fotográfico inicial serve como um documento importante da extensão do dano e é usado para acompanhar a evolução do quadro e a absorção das hemorragias ao longo do tempo, bem como a resposta a possíveis tratamentos.

Lesões e tumores

A retinografia é a melhor forma de documentar lesões pigmentadas no fundo do olho, como um nevo de coroide (uma “pinta”). Assim como as pintas na pele, os nevos no olho precisam ser acompanhados para se ter certeza de que não estão a crescer ou a mudar de características, o que poderia levantar a suspeita de um melanoma. A fotografia seriada permite ao médico medir o tamanho da lesão e comparar de forma objetiva ao longo dos anos, garantindo um acompanhamento seguro. Outros tumores e lesões da retina também são documentados com o exame.

Retinógrafo digital

O exame é realizado com um aparelho chamado retinógrafo. É uma câmera fotográfica de alta tecnologia, especialmente projetada para fotografar o interior do olho. Os retinógrafos modernos são totalmente digitais, o que permite a captura de imagens de altíssima resolução que são vistas instantaneamente em um monitor.

A tecnologia digital permite o fácil armazenamento das imagens no prontuário do paciente e o uso de softwares que auxiliam na análise e na comparação das fotos ao longo do tempo.

Dilatação da pupila

Para se obter uma fotografia de boa qualidade, ampla e nítida do fundo do olho, a dilatação da pupila é um passo necessário na maioria dos casos. Antes do exame, são aplicados colírios que fazem a pupila se abrir. Uma pupila bem dilatada permite que o flash do aparelho ilumine uma área maior da retina e que a câmera capture a imagem sem sombras ou interferências da íris. Por causa da dilatação, é preciso que o paciente venha acompanhado no dia do exame, pois a visão fica embaçada por algumas horas.

Retinografia panorâmica

Com o avanço da tecnologia, surgiram os retinógrafos de campo amplo ou panorâmicos. Enquanto um retinógrafo convencional fotografa a área central do fundo do olho (cerca de 45 graus), os aparelhos panorâmicos conseguem capturar uma imagem de uma área muito maior, de até 200 graus, em uma única foto. Isso permite a documentação não apenas do centro, mas também de grande parte da periferia da retina, o que é muito útil para o acompanhamento de doenças como a retinopatia diabética, que podem ter alterações importantes na periferia.

Comparação com mapeamento

É importante diferenciar a retinografia do mapeamento de retina. A retinografia é o ato de tirar uma fotografia, um registro estático em 2D. O mapeamento de retina (ou oftalmoscopia indireta) é o exame dinâmico, em 3D, que o médico faz ao vivo, olhando o interior do olho. O mapeamento é superior para a detecção de lesões na extrema periferia da retina. Os exames se complementam: o mapeamento para a detecção e a retinografia para a documentação objetiva do que foi encontrado.

Procedimento para o paciente

Para o paciente, o exame é simples e indolor. Após a dilatação da pupila, o paciente senta-se em frente ao retinógrafo e posiciona o queixo e a testa em um suporte. Ele é orientado a olhar para um ponto de luz. O profissional ajusta o foco e, no momento certo, dispara um flash de luz para capturar a fotografia. O paciente irá perceber um brilho intenso, como o flash de uma câmera comum, mas o procedimento é muito rápido, durando poucos minutos para fotografar ambos os olhos.

Perguntas frequentes sobre a retinografia

Esta seção foi elaborada para esclarecer, de forma acolhedora, as dúvidas mais comuns sobre a fotografia do fundo de olho, explicando como o exame é feito e sua grande importância para a sua saúde.

Sobre o exame
Doenças e condições diagnosticadas
Tecnologias utilizadas
Cuidados antes do exame
Sobre o exame

Como é feito o exame de retinografia?

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O exame é muito parecido com tirar um retrato. Primeiramente, sua pupila será dilatada com colírios, o que leva cerca de 20 a 30 minutos. Depois, você se sentará confortavelmente em frente a um aparelho chamado retinógrafo e posicionará seu queixo e testa em um suporte. O profissional irá orientá-lo a olhar para um ponto de luz e, quando a imagem estiver bem focada, um flash de luz será disparado para capturar a fotografia do seu fundo de olho.

A retinografia dói?

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Não, o exame de retinografia é totalmente indolor. O aparelho não toca o seu olho em nenhum momento. O único desconforto que pode ser sentido é o brilho intenso do flash no momento da fotografia, que pode ofuscar a visão por alguns instantes. O colírio usado para dilatar a pupila também pode causar uma leve e passageira sensação de ardência. Fora isso, o procedimento é completamente livre de dor.

Quanto tempo o exame demora para ser concluído?

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A captura das fotografias em si é muito rápida, levando apenas alguns minutos para ambos os olhos. O que demanda mais tempo é a preparação. Após a aplicação dos colírios para dilatar a pupila, é necessário aguardar de 20 a 30 minutos para que eles façam o efeito desejado. Portanto, o tempo total que você deve reservar para a realização de uma retinografia completa, incluindo a espera, é de aproximadamente 40 a 50 minutos.

Por que é preciso dilatar a pupila para este exame?

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A dilatação da pupila é um passo muito importante para a qualidade da retinografia. A pupila funciona como a abertura de uma câmera. Ao dilatá-la com colírios, nós criamos uma abertura maior. Isso permite que a luz do flash do aparelho ilumine uma área mais ampla do seu fundo de olho e que a câmera consiga capturar uma imagem nítida, sem sombras e com todos os detalhes importantes da sua retina, do seu nervo óptico e dos seus vasos sanguíneos.

O que é o flash de luz que eu vou ver?

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O flash que você verá durante o exame é a fonte de iluminação do retinógrafo. O interior do nosso olho é escuro, e para obter uma fotografia de alta qualidade, nítida e com cores fiéis, é preciso iluminá-lo intensamente no momento do clique. É o mesmo princípio de usar o flash de uma câmera para tirar uma foto em um ambiente escuro. O flash é rápido, seguro e fundamental para a qualidade do registro fotográfico.

É preciso ficar com o olho parado durante a foto?

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Sim, durante os breves segundos em que a fotografia sendo tirada, é importante que você tente manter o olhar fixo no ponto de luz indicado pelo profissional e evite piscar no momento exato do flash. Manter o olho imóvel ajuda a garantir que a fotografia saia perfeitamente focada e nítida. Se a imagem sair tremida ou com a pálpebra na frente, o profissional simplesmente irá repetir o clique.

Quem é o profissional que realiza a retinografia?

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A captura das imagens da retinografia é geralmente realizada por um profissional técnico com treinamento específico em fotografia oftalmológica, como um tecnólogo oftálmico. Ele é o responsável por operar o retinógrafo e obter as fotografias da melhor qualidade possível. No entanto, a análise e a interpretação das imagens, bem como a elaboração do laudo médico, são atos exclusivos do médico oftalmologista.

Os resultados da fotografia ficam prontos na hora?

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As fotografias digitais ficam disponíveis no computador instantaneamente após serem capturadas. O seu médico oftalmologista já pode, inclusive, dar uma primeira olhada nas imagens logo após o exame. No entanto, a análise detalhada, a comparação com exames anteriores e a elaboração do laudo oficial, que descreve todas as características do seu fundo de olho, requerem um tempo maior e geralmente ficam prontos em alguns dias.

O exame é sempre feito nos dois olhos?

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Sim, a prática padrão é realizar a retinografia em ambos os olhos, mesmo que a doença ou a alteração a ser acompanhada esteja em apenas um deles. Fotografar os dois olhos é fundamental porque permite ao médico comparar a aparência das estruturas, como o nervo óptico, de um olho com o outro. Uma assimetria pode ser um sinal importante de doença. Além disso, o olho saudável serve como um parâmetro de normalidade para o seu caso.

O que o médico vê na foto que não vê no exame normal?

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No exame normal (fundoscopia), o médico vê o seu fundo de olho ao vivo, o que é ótimo para a detecção. A grande vantagem da retinografia é criar um registro fixo e de alta resolução desse momento. A foto permite ao médico analisar a imagem com calma, dar zoom em detalhes, medir o tamanho de lesões e, o mais importante, compará-la objetivamente com fotos futuras. A fotografia transforma a observação em um documento, o que é a chave para o acompanhamento preciso.

Doenças e condições diagnosticadas

Qual a principal finalidade da retinografia?

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A principal finalidade da retinografia não é tanto o diagnóstico inicial, mas sim a documentação e o acompanhamento de doenças do fundo do olho. Ela é a melhor forma de criar um registro objetivo da aparência da retina, do nervo óptico e dos vasos. É uma ferramenta indispensável no monitoramento de doenças crônicas, como o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Como a retinografia ajuda no acompanhamento do glaucoma?

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No glaucoma, a retinografia é usada para fotografar o nervo óptico. O exame cria um registro de base da aparência do nervo, especialmente do tamanho da sua escavação. A cada consulta de acompanhamento, uma nova foto é tirada. Ao comparar as imagens ao longo do tempo, o médico consegue detectar com alta precisão se a escavação está aumentando, o que é um sinal de progressão da doença. Essa comparação objetiva é muito mais confiável do que a memória ou desenhos.

Qual a utilidade do exame para quem tem diabetes?

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Para pacientes com diabetes, a retinografia é fundamental. Ela documenta os estágios da retinopatia diabética, mostrando em detalhe a presença de microaneurismas, hemorragias e exsudatos. O exame permite ao médico classificar a gravidade da doença e, principalmente, comparar as fotos ao longo dos anos para monitorar a sua progressão. Também é usada para guiar tratamentos a laser e para documentar a melhora do quadro após um bom controle da glicemia e dos tratamentos.

Este exame é importante para quem tem pressão alta?

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Sim. A hipertensão arterial pode causar danos aos vasos sanguíneos da retina, uma condição chamada de retinopatia hipertensiva. A retinografia permite documentar esses achados, como o estreitamento das artérias, cruzamentos anormais entre artérias e veias, hemorragias e, em casos graves, inchaço do nervo óptico. Ter um registro fotográfico ajuda o oftalmologista e o cardiologista a avaliarem o impacto da pressão alta no organismo e a monitorarem a melhora dos vasos com o controle da pressão.

A retinografia pode detectar a degeneração macular (DMRI)?

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Sim, a retinografia é muito útil na DMRI. Na forma seca da doença, a fotografia documenta a quantidade e o tamanho das drusas (depósitos amarelados) na mácula. Na forma úmida, ela pode registrar a presença de hemorragias ou de líquido que vazou para a retina. A comparação das fotos ao longo do tempo é essencial para monitorar a progressão da doença e para avaliar a resposta a tratamentos, como as injeções intraoculares.

É possível ver um "buraco na retina" com a retinografia?

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Sim. A retinografia, especialmente a de campo amplo, pode fotografar buracos ou rasgos na retina. No entanto, o exame ideal para a detecção dessas lesões, principalmente as que ficam na extrema periferia, é o mapeamento de retina (oftalmoscopia indireta), onde o médico examina ao vivo. A retinografia serve, então, como uma excelente forma de documentar o rasgo que foi encontrado, para o planejamento de um tratamento a laser ou para o acompanhamento futuro.

Para que serve fotografar uma "pinta" no fundo do olho (nevo)?

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A retinografia é a ferramenta mais importante para o acompanhamento de um nevo de coroide (a “pinta” no fundo do olho). Assim como as pintas na pele, os nevos oculares são, na maioria das vezes, benignos, mas precisam ser monitorados. A fotografia cria um registro basal do tamanho, formato e cor da lesão. A cada ano, uma nova foto é tirada. A comparação objetiva das imagens é o que permite ao médico ter a certeza de que a pinta não está crescendo ou mudando, o que poderia levantar a suspeita de uma transformação maligna.

Este exame é útil antes de uma cirurgia de catarata?

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Sim, a realização de uma retinografia pode ser uma parte importante da avaliação pré-operatória da cirurgia de catarata. Ela serve para documentar a saúde do fundo do olho antes do procedimento. Isso é importante para garantir que a causa da baixa visão é principalmente a catarata e para que o médico tenha um registro da aparência do nervo óptico e da mácula do paciente antes de qualquer intervenção cirúrgica.

A retinografia substitui o exame de mapeamento de retina?

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Não. A retinografia é uma fotografia 2D, estática. O mapeamento de retina é um exame dinâmico, 3D, feito pelo médico. O mapeamento é superior para a detecção de lesões na periferia da retina. Os exames se complementam: o médico primeiro faz o mapeamento para encontrar as alterações e, em seguida, solicita a retinografia para documentar de forma objetiva o que foi encontrado, criando um registro para o acompanhamento futuro.

A retinografia consegue ver se o nervo óptico está inchado?

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Sim, com certeza. A retinografia mostra claramente os sinais de inchaço do nervo óptico (papiledema), como a perda de nitidez das suas bordas e a presença de hemorragias ao seu redor. O registro fotográfico é uma forma excelente de documentar o grau do inchaço e de acompanhar a sua melhora com o tratamento da causa de base, que geralmente é neurológica. A comparação das fotos mostra de forma inequívoca a redução do inchaço.

Tecnologias utilizadas

Qual a diferença da retinografia para o OCT?

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A retinografia é uma fotografia da superfície do fundo do olho. Ela mostra a aparência das estruturas. O OCT (Tomografia de Coerência Óptica) é uma tomografia. Ele faz “cortes” transversais da retina, mostrando suas camadas internas. É a diferença entre olhar o mapa de uma cidade por cima (retinografia) e fazer um corte no terreno para ver as camadas do subsolo (OCT). Os dois exames são complementares e, juntos, dão uma visão completa da retina.

A tecnologia do retinógrafo é moderna?

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Sim. Embora o conceito de fotografar a retina seja antigo, a tecnologia dos retinógrafos atuais é extremamente moderna. Eles utilizam câmeras digitais de altíssima resolução, sistemas ópticos avançados e softwares que permitem a análise detalhada das imagens. Além disso, surgiram os retinógrafos de campo amplo (panorâmicos) e os que podem operar sem a necessidade de dilatar a pupila (não midriáticos), tornando o exame cada vez mais prático e informativo.

O que é a retinografia de campo amplo (panorâmica)?

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A retinografia de campo amplo é uma tecnologia mais recente que permite capturar uma imagem de uma área muito maior da retina em uma única foto. Enquanto um retinógrafo convencional fotografa a área central (cerca de 45 a 60 graus), os aparelhos de campo amplo conseguem capturar uma imagem de até 200 graus, o que inclui grande parte da periferia da retina. Isso é muito útil para documentar e acompanhar doenças que afetam a periferia, como a retinopatia diabética.

É possível fazer a retinografia sem dilatar a pupila?

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Sim, existem retinógrafos chamados de “não midriáticos” que são capazes de obter uma boa imagem da área central do fundo do olho sem a necessidade de dilatar a pupila. Eles são excelentes para programas de triagem, como em campanhas para diabéticos, por sua praticidade. No entanto, para uma documentação de alta qualidade do nervo óptico ou para a visualização da periferia da retina, a retinografia com a pupila dilatada ainda oferece imagens superiores.

A luz do flash da câmera pode fazer mal aos olhos?

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Não, o flash de luz do retinógrafo é totalmente seguro. Embora o brilho seja intenso para poder iluminar o fundo do olho, a duração do flash é de uma fração de segundo e a energia emitida está dentro de todos os padrões de segurança internacionais para exames oftalmológicos. O único efeito é um ofuscamento temporário, como uma imagem residual que some em poucos segundos, sem causar nenhum tipo de dano à sua retina.

As fotos do exame são coloridas?

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Sim, a retinografia padrão é a colorida, que mostra o fundo do olho com suas cores naturais: o nervo óptico rosado, os vasos vermelhos e a retina alaranjada. Existem também outras modalidades de retinografia. A “red-free”, ou aneritra, usa um filtro verde para realçar os vasos e as fibras nervosas. A autofluorescência é uma foto especial que mostra o metabolismo da retina. Mas a mais comum e utilizada para documentação é a colorida.

Este exame é considerado objetivo ou subjetivo?

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A retinografia é um exame totalmente objetivo. Ele registra uma imagem, um fato, independentemente de qualquer resposta ou sensação do paciente. Essa objetividade é sua maior força, pois cria um documento visual que pode ser analisado e comparado por diferentes profissionais e em diferentes momentos, sem o viés da memória ou da interpretação subjetiva.

As minhas fotografias ficam arquivadas na clínica?

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Sim, todas as suas retinografias são salvas digitalmente e arquivadas de forma segura no seu prontuário eletrônico. Manter esse histórico de imagens é uma das partes mais importantes do acompanhamento de doenças crônicas como o glaucoma e a retinopatia diabética. Esse arquivo permite que, a cada nova visita, o médico possa comparar suas fotos lado a lado, o que possibilita a detecção de mudanças muito sutis.

A qualidade da foto depende da experiência do profissional?

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Sim, a qualidade da fotografia depende muito da habilidade do profissional que a realiza. Obter uma imagem perfeitamente focada, bem iluminada, sem reflexos indesejados e bem centralizada na estrutura de interesse (como o nervo óptico ou a mácula) é uma técnica que exige treinamento. Um profissional experiente sabe como posicionar o paciente, como lidar com opacidades como a catarata e como obter a melhor imagem possível para o diagnóstico.

O que é o "laudo" da retinografia?

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O laudo é o relatório médico que acompanha as fotografias. Nele, o oftalmologista descreve em palavras o que as imagens mostram. Ele detalha as características do seu nervo óptico, dos vasos, da mácula e da retina. Ele aponta qualquer alteração encontrada, como hemorragias, drusas ou aumento da escavação. O laudo termina com uma impressão diagnóstica, que é a conclusão do médico baseada na análise das imagens.

Cuidados antes do exame

Qual o preparo para fazer o exame de retinografia?

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O preparo para a retinografia é muito simples. O cuidado mais importante é que, como o exame geralmente requer a dilatação da pupila para se obter imagens de melhor qualidade, você precisará vir com um acompanhante. Não é necessário fazer jejum. Recomenda-se também trazer um par de óculos de sol para usar na saída, pois seus olhos ficarão sensíveis à luz.

É obrigatório ter um acompanhante no dia do exame?

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Sim, se o seu exame de retinografia for realizado com dilatação da pupila (o que é o mais comum e recomendado para uma boa avaliação), é fortemente recomendado que você venha com um acompanhante. A dilatação causa embaçamento da visão e grande sensibilidade à luz, efeitos que duram algumas horas e que o impedem de dirigir com segurança. A presença de alguém para auxiliá-lo na volta para casa é uma medida de segurança indispensável.

Posso dirigir depois de fazer a retinografia?

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Se a sua pupila foi dilatada para o exame, a resposta é não. Não é seguro dirigir com as pupilas dilatadas. Sua visão ficará embaçada, e sua capacidade de focar e de reagir no trânsito estará comprometida. A claridade do sol ou dos faróis irá causar um ofuscamento intenso. Você só poderá voltar a dirigir quando o efeito do colírio tiver passado completamente, o que leva, em média, de 4 a 6 horas.

Devo parar de usar meus colírios de rotina no dia do exame?

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Não, você deve continuar usando seus colírios de tratamento normalmente, nos seus horários habituais, a menos que seu médico lhe dê uma instrução específica em contrário. O uso dos seus medicamentos não interfere na realização ou na qualidade da fotografia do fundo de olho. Manter a regularidade do seu tratamento é importante.

É melhor ir de óculos ou posso usar minhas lentes de contato?

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É muito mais prático e recomendado que você vá para o exame usando seus óculos. Para realizar a retinografia com dilatação, você precisará remover suas lentes de contato para a aplicação dos colírios. Após o exame, com a visão embaçada, será muito desconfortável e difícil tentar recolocar as lentes. Portanto, o mais simples e seguro para você é deixar as lentes de contato em casa.

Preciso estar em jejum para este exame?

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Não, não há nenhuma necessidade de jejum para a realização da retinografia. Você pode se alimentar normalmente antes de vir para a consulta. O exame não envolve sedação e não tem nenhuma interação com o sistema digestivo. Manter sua rotina de alimentação e hidratação normalmente é o mais indicado.

O que é importante eu levar para a clínica no dia do exame?

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Além do seu acompanhante, o item mais importante a levar é um bom par de óculos de sol. Eles serão essenciais para o seu conforto na saída da clínica, pois seus olhos estarão muito sensíveis à luz. Leve também seus óculos de grau, se for usuário de lentes de contato. E, claro, seus documentos pessoais e o pedido médico.

Quanto tempo a minha visão vai ficar embaçada?

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A duração do embaçamento visual causado pela dilatação da pupila pode variar de uma pessoa para outra. Em média, os efeitos duram de 4 a 6 horas. Em pessoas com olhos claros, o efeito pode ser um pouco mais prolongado. Durante esse período, a visão para perto fica mais prejudicada. É uma boa ideia planejar um resto de dia mais tranquilo, sem atividades que exijam visão nítida.

O colírio para dilatar a pupila pode causar alguma reação?

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O colírio dilatador é muito seguro. A reação mais comum é uma leve ardência que dura poucos segundos após a aplicação. Um gosto um pouco amargo na boca também pode ocorrer, pois parte do colírio pode escorrer pelo canal lacrimal. Reações alérgicas são muito raras. Em pacientes com ângulos estreitos, a dilatação pode aumentar a pressão, mas o médico avalia esse risco antes de pingar o colírio.

Quais cuidados devo ter depois de chegar em casa?

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Depois de chegar em casa, o principal cuidado é se proteger da claridade, preferindo ambientes com menos luz ou usando seus óculos de sol. Evite atividades que exijam visão de precisão, como ler por muito tempo ou usar o computador, até que o embaçamento passe completamente. Assim que sua visão voltar ao normal, o que acontecerá gradualmente, você pode retomar todas as suas atividades sem nenhuma restrição.

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HOS Lagarto

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HRO V+ Oftalmologia

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HOP Palmas

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Totum Saúde Bueno

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CBCO Goiânia (GO)

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HOF Centro Biguaçu

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HO Ribeirão Preto

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HOA Araraquara

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HOF Ingleses

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HOF Campeche

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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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