Abordagens e o manejo da retinopatia diabética

O diabetes e os olhos

O diabetes mellitus, quando não está bem controlado, pode afetar os pequenos vasos sanguíneos de todo o corpo, e a retina, por ser um tecido muito vascularizado, é um dos órgãos mais sensíveis a essas alterações. 

O excesso de glicose no sangue, ao longo dos anos, danifica a parede dos delicados vasos da retina, tornando-os mais fracos e permeáveis. Esse dano vascular é o que dá início ao processo da retinopatia diabética, que é a principal complicação ocular do diabetes e uma das maiores causas de perda de visão em pessoas em idade produtiva.

A forma não proliferativa

Este é o estágio inicial da doença, conhecido como Retinopatia Diabética Não Proliferativa (RDNP). Nessa fase, os vasos sanguíneos danificados da retina começam a vazar. Microaneurismas e hemorragias podem aparecer no fundo do olho, assim como o extravasamento de fluido e gordura (exsudatos).

Na maioria das vezes, a RDNP não causa nenhum sintoma e a visão pode ser normal. No entanto, é um sinal de alerta de que o diabetes está afetando os olhos, e é a fase ideal para intensificar o controle da glicemia e da pressão para evitar a progressão.

O edema macular

O edema macular diabético (EMD) é a principal causa de perda de visão em pacientes com retinopatia. Ele pode ocorrer em qualquer estágio da doença. Acontece quando os vasos danificados vazam fluido na mácula, a área central da retina responsável pela nossa visão de detalhes. Esse vazamento causa um inchaço na mácula, desorganizando suas células e impedindo seu funcionamento correto. O principal sintoma é a visão central embaçada ou distorcida, que dificulta a leitura. Felizmente, hoje existem tratamentos muito eficazes para o edema macular, como as injeções intraoculares.

A forma proliferativa

A Retinopatia Diabética Proliferativa (RDP) é o estágio mais avançado e grave da doença. Ela ocorre quando o dano vascular se torna tão extenso que grandes áreas da retina ficam sem oxigênio (isquemia). 

Em resposta, a retina libera substâncias que estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos, em uma tentativa de restabelecer a circulação. O problema é que esses novos vasos, chamados de neovasos, são anormais, frágeis e crescem no lugar errado, na superfície da retina e no vítreo, podendo causar complicações severas.

A neovascularização

A neovascularização é o termo técnico para o crescimento desses novos vasos anormais, que é a marca registrada da retinopatia proliferativa. Esses neovasos são como “ervas daninhas”: não nutrem a retina adequadamente e são extremamente frágeis, podendo se romper e sangrar com muita facilidade. 

Eles podem crescer no disco óptico ou em outras partes da retina. A detecção da neovascularização durante o exame de fundo de olho é um sinal de que a doença atingiu um estágio grave e que o tratamento com fotocoagulação a laser é urgente.

Hemorragia vítrea

Uma das principais complicações da retinopatia proliferativa é a hemorragia vítrea. Ela ocorre quando os neovasos, por serem muito frágeis, se rompem e sangram para dentro da cavidade vítrea, o gel transparente que preenche o olho. 

O paciente percebe isso como o aparecimento súbito de muitas moscas volantes (os pontos de sangue), uma “mancha vermelha” na visão ou, se o sangramento for intenso, como uma perda súbita e severa da visão, pois o sangue bloqueia a passagem da luz. Sangramentos pequenos podem ser absorvidos, mas os grandes podem exigir cirurgia.

Descolamento de retina

O descolamento de retina que ocorre no diabetes é do tipo tracional. Os neovasos crescem associados a um tecido fibroso, como uma cicatriz. Com o tempo, esse tecido cicatricial pode se contrair, puxando (tracionando) a retina e descolando-a da parede do olho. É um tipo de descolamento de retina de tratamento complexo, que exige uma cirurgia de vitrectomia para remover o sangue e o tecido cicatricial e reposicionar a retina. É uma das complicações mais graves da retinopatia diabética e pode levar à perda de visão permanente.

Glaucoma neovascular

Esta é a complicação mais temida da retinopatia proliferativa. Ocorre quando os vasos anormais crescem na parte da frente do olho, sobre a íris e sobre o sistema de drenagem do humor aquoso. Esse crescimento bloqueia a saída do líquido, causando um aumento severo e de difícil controle da pressão intraocular. O glaucoma neovascular é uma condição muito grave, que causa dor intensa e um dano rápido e irreversível ao nervo óptico, podendo levar à cegueira. A panfotocoagulação é a base da prevenção, frequentemente associada a anti-VEGF.

O diagnóstico precoce

O pilar do cuidado com a retinopatia diabética é o diagnóstico precoce. A doença pode progredir para estágios avançados sem causar nenhum sintoma. A única forma de detectar as alterações iniciais é através do exame de mapeamento de retina, com a pupila dilatada, que deve ser realizado anualmente por toda pessoa com diabetes. 

Esse exame permite ao oftalmologista visualizar os vasos do fundo do olho e identificar os primeiros sinais da doença, orientando o melhor momento para intensificar os cuidados ou iniciar o tratamento.

Tratamento com laser

A fotocoagulação a laser é um tratamento consagrado e muito importante para a retinopatia diabética. A panfotocoagulação é o tratamento de escolha para a forma proliferativa. O laser é aplicado em toda a periferia da retina para diminuir a sua necessidade de oxigênio. 

Isso faz com que a produção do fator de crescimento dos neovasos (VEGF) diminua, levando à regressão dos vasos anormais e prevenindo as complicações graves. O laser também pode ser usado para tratar o edema macular em casos específicos.

As injeções

O tratamento com injeções intraoculares de medicamentos antiangiogênicos (anti-VEGF) revolucionou o tratamento do edema macular diabético e da retinopatia proliferativa. Esses medicamentos bloqueiam diretamente o VEGF, a molécula que causa o vazamento dos vasos e o crescimento dos neovasos. 

Ao serem injetados dentro do olho, eles “secam” o edema macular, o que leva a uma melhora da visão na maioria dos pacientes, e também ajudam a regredir os neovasos, diminuindo os riscos de sangramento.

Principais dúvidas sobre a retinopatia diabética

Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, esta seção foi criada para explicar, de forma clara, o que é a retinopatia diabética, seus sintomas, fatores de risco e tratamentos.

Causas da condição
Sintomas da doença
A retinopatia diabética
Tipos de tratamento
Causas da condição

O que causa a retinopatia diabética?

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A retinopatia diabética é uma complicação vascular do diabetes. A causa principal é o nível elevado de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma crônica. O excesso de glicose, ao longo dos anos, danifica as paredes dos pequenos vasos sanguíneos de todo o corpo, e os vasos da retina são particularmente sensíveis. 

Esse dano torna os vasos mais fracos e permeáveis, levando ao vazamento de fluido e sangue para dentro da retina. Além da hiperglicemia, a pressão alta e o colesterol elevado também contribuem para o dano vascular.

Todo paciente com diabetes vai desenvolver retinopatia?

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Não necessariamente, mas o risco é muito alto. O tempo de duração do diabetes é o principal fator: quanto mais anos a pessoa tem a doença, maior a probabilidade de desenvolver algum grau de retinopatia. 

Estima-se que, após 20 anos de diabetes, quase todos os pacientes com tipo 1 e mais de 60% dos pacientes com tipo 2 terão algum sinal da doença. O fator mais importante para prevenir ou retardar o seu aparecimento e a sua progressão é o bom controle da glicemia e da pressão arterial.

A hipertensão arterial pode piorar a retinopatia?

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Sim, com certeza. A hipertensão arterial é um fator de risco independente e muito importante para a progressão da retinopatia diabética. 

A pressão alta também danifica os pequenos vasos sanguíneos, e quando ela está associada ao diabetes, o dano na retina é potencializado. O controle rigoroso da pressão arterial, em conjunto com o cardiologista ou o clínico, é uma parte fundamental do tratamento para proteger os olhos e também os rins e o coração.

O tipo de diabetes (1 ou 2) influencia?

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Sim. Ambos os tipos de diabetes podem causar a retinopatia diabética, e as lesões na retina são as mesmas. A principal diferença está no tempo de início. Em pacientes com diabetes tipo 1, a retinopatia raramente aparece antes de 5 anos de doença. 

Já em pacientes com diabetes tipo 2, como o diagnóstico do diabetes em si pode ser tardio, não é incomum que a pessoa já tenha algum grau de retinopatia no momento em que descobre que é diabética. Por isso, a primeira avaliação oftalmológica deve ser feita logo após o diagnóstico do tipo 2.

O colesterol alto é um fator de risco?

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Sim, a dislipidemia (colesterol e triglicerídeos altos) também contribui para o dano vascular. O acúmulo de gordura no sangue pode levar à formação de exsudatos duros, que são depósitos de lipídios que vazam dos vasos doentes para a retina. 

A presença de muitos exsudatos, especialmente na mácula, está associada a um pior prognóstico visual. O controle dos níveis de gordura no sangue, com dieta e, se necessário, com medicamentos, faz parte do cuidado integral do paciente.

A gravidez pode piorar a retinopatia?

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Sim. A gravidez pode acelerar a progressão da retinopatia diabética, especialmente se a mulher já tinha algum grau da doença antes de engravidar ou se o controle do diabetes não for rigoroso durante a gestação.

Por isso, toda mulher diabética que planeja engravidar deve passar por uma avaliação oftalmológica antes. Durante a gravidez, o acompanhamento do fundo de olho deve ser mais frequente, a cada trimestre, para detectar e, se necessário, tratar qualquer sinal de piora.

A retinopatia diabética é hereditária?

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A retinopatia em si não é hereditária, mas a predisposição para o diabetes, tanto o tipo 1 quanto o tipo 2, tem um forte componente genético. 

Portanto, se você tem um histórico familiar de diabetes, tem um risco maior de desenvolver a doença e, consequentemente, suas complicações, como a retinopatia. O que se herda é o risco para o diabetes, não para a retinopatia diretamente.

O que causa o edema macular diabético?

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O edema macular diabético (EMD) ocorre quando os capilares danificados da retina, especialmente na região da mácula, se tornam excessivamente permeáveis e vazam fluido para o tecido retiniano. É como uma mangueira cheia de pequenos furos. Esse acúmulo de líquido faz com que a mácula, a área da visão central, inche. 

A inflamação crônica associada ao diabetes também desempenha um papel importante nesse processo de vazamento. O EMD é a principal causa de baixa de visão em pacientes com retinopatia diabética.

O que causa o crescimento de "novos vasos"?

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O crescimento de novos vasos anormais (neovascularização), que caracteriza a retinopatia proliferativa, é uma resposta da retina à falta de oxigênio (isquemia). Quando a oclusão dos capilares se torna muito extensa, grandes áreas da retina deixam de receber sangue e oxigênio. 

Em resposta, a retina isquêmica libera uma substância de “socorro”, o fator de crescimento vascular endotelial (VEGF), que estimula a formação de novos vasos. O problema é que esses vasos são defeituosos e causam mais mal do que bem.

A cirurgia de catarata pode piorar a retinopatia?

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A cirurgia de catarata em um paciente diabético exige um cuidado especial. A inflamação natural que ocorre após a cirurgia pode, em alguns casos, piorar um edema macular diabético preexistente. 

Por isso, é fundamental que a retinopatia esteja o mais estável e controlada possível antes de se indicar a cirurgia de catarata. O oftalmologista pode indicar um tratamento com injeções ou laser antes da cirurgia para “preparar” a retina e minimizar o risco de complicações.

Sintomas da doença

Quais são os sintomas da retinopatia diabética?

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O grande perigo da retinopatia diabética é que, em suas fases iniciais e até em fases moderadamente avançadas, ela é completamente assintomática. A visão pode ser perfeitamente normal, e o paciente não sente absolutamente nada. 

Os sintomas só aparecem quando a doença já atingiu um estágio mais grave. Os mais comuns são a visão embaçada ou borrada (geralmente causada pelo edema macular) ou o aparecimento de manchas e moscas volantes, que podem ser um sinal de sangramento.

A retinopatia diabética causa dor?

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Não. A retinopatia diabética é uma doença indolor. Todo o processo de dano aos vasos, vazamento e crescimento de neovasos ocorre sem causar nenhuma dor no olho. 

A única situação em que a retinopatia pode levar à dor é em sua complicação mais tardia e grave, o glaucoma neovascular, no qual a pressão do olho sobe para níveis muito altos e causa uma dor intensa. A ausência de dor nos estágios iniciais contribui para o diagnóstico tardio em pacientes que não fazem o acompanhamento regular.

A visão pode ficar embaçada?

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Sim, o embaçamento da visão central é o principal sintoma do edema macular diabético. O inchaço da mácula impede que ela funcione corretamente, e a pessoa começa a notar uma dificuldade para ler e para ver detalhes finos. 

O embaçamento pode ser flutuante no início, piorando em alguns momentos do dia. Se a retinopatia for proliferativa e ocorrer um sangramento (hemorragia vítrea), o embaçamento pode ser súbito e severo.

O que significa ver manchas ou "moscas volantes"?

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O aparecimento súbito de manchas escuras, pontos ou “teias de aranha” que flutuam na visão, em um paciente com diabetes, é um sinal de alerta para uma hemorragia vítrea. 

Isso ocorre quando um dos vasos anormais da retinopatia proliferativa se rompe e sangra para dentro do gel vítreo. Os pontos que a pessoa enxerga são, na verdade, as células do sangue flutuando no olho. Esse sintoma sempre requer uma avaliação oftalmológica de urgência.

A visão pode ficar distorcida?

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Sim. O edema macular, ao causar o inchaço e a desorganização da retina, também pode causar a percepção de que as linhas retas parecem tortas ou onduladas (metamorfopsia). 

É o mesmo sintoma que ocorre em outras doenças da mácula. A distorção da visão central é um sinal claro de que a mácula está afetada pelo vazamento dos vasos sanguíneos e que o tratamento pode ser necessário.

A perda de visão é súbita ou gradual?

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Pode ser ambos. A perda de visão causada pelo edema macular diabético geralmente é gradual, com um embaçamento que vai piorando lentamente ao longo de semanas ou meses. 

Já a perda de visão causada por uma complicação da forma proliferativa, como uma hemorragia vítrea ou um descolamento de retina tracional, costuma ser súbita e dramática. Em ambos os casos, a procura pelo especialista em retina deve ser rápida.

A dificuldade de enxergar à noite pode ser um sintoma?

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Sim. Em estágios mais avançados da retinopatia, quando há uma isquemia significativa da retina periférica, a visão noturna e a capacidade de adaptação ao escuro podem ser afetadas, pois as células da periferia da retina (os bastonetes) são as mais atingidas pela falta de oxigênio. No entanto, esse não costuma ser um sintoma inicial da doença.

A visão de cores pode ser afetada?

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Sim. O edema macular, ao afetar as células do centro da retina (os cones), que são as responsáveis pela visão de cores, pode levar a uma alteração na sua percepção. 

As cores podem parecer mais “desbotadas” ou menos vivas. Essa alteração na qualidade da visão é um dos sintomas que podem indicar que a mácula está inchada e precisa de tratamento.

A retinopatia afeta um olho só ou os dois?

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O diabetes é uma doença sistêmica, portanto, a retinopatia diabética é quase sempre uma doença bilateral, que afeta os dois olhos. 

No entanto, é muito comum que a doença seja assimétrica, ou seja, um olho pode estar em um estágio muito mais avançado do que o outro. É por isso que o tratamento pode ser diferente para cada olho, e o acompanhamento deve sempre incluir a avaliação cuidadosa de ambos.

Posso ter retinopatia avançada e ainda ter uma boa visão?

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Sim, e esse é um dos grandes perigos da doença. É perfeitamente possível ter uma retinopatia diabética proliferativa, com a presença de vasos anormais com alto risco de sangramento, e ainda manter uma visão de 20/20, se a mácula não estiver inchada. 

A pessoa se sente bem e não percebe que está à beira de uma complicação grave que pode levar à perda súbita da visão. Isso reforça, mais uma vez, a importância do exame de fundo de olho preventivo, mesmo para quem não tem nenhuma queixa.

A retinopatia diabética

A retinopatia diabética tem cura?

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A retinopatia diabética é uma complicação crônica do diabetes e não tem uma “cura” definitiva. As alterações nos vasos sanguíneos, uma vez que ocorrem, são permanentes. 

No entanto, a doença tem controle. O tratamento com laser ou com injeções pode tratar as complicações, como o edema macular e a neovascularização, fazendo com que a doença regrida para um estágio mais leve e estável. O mais importante é que a prevenção, com o controle do diabetes, pode evitar que a doença apareça ou progrida.

A retinopatia diabética pode levar à cegueira?

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Sim. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, a retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira irreversível em pessoas em idade de trabalho. A perda de visão pode ocorrer pelo edema macular crônico, pela hemorragia vítrea ou pelo descolamento de retina tracional. 

A boa notícia é que, com os tratamentos modernos e, principalmente, com o rastreamento anual, a cegueira pelo diabetes pode ser prevenida em mais de 90% dos casos.

Como é feito o diagnóstico da retinopatia diabética?

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O diagnóstico é feito através do exame de mapeamento de retina, ou oftalmoscopia, com a pupila dilatada. Esse exame permite ao oftalmologista visualizar diretamente a retina e procurar pelos sinais da doença, como microaneurismas, hemorragias, exsudatos e, em casos mais avançados, os neovasos. 

Exames complementares como a retinografia (fotos do fundo do olho), o OCT (para avaliar a mácula) e a angiografia fluoresceínica (para avaliar a circulação) são fundamentais para o estadiamento e o planejamento do tratamento.

O que significam os estágios da retinopatia (leve, moderada, grave)?

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A retinopatia diabética não proliferativa é classificada em estágios de gravidade (leve, moderada, grave) com base no número e na extensão das lesões retinianas, como microaneurismas, hemorragias intrarretinianas, exsudatos e anomalias microvasculares intrarretinianas (IRMA), encontradas no fundo do olho.

Essa classificação ajuda o médico a determinar o risco de progressão para a forma proliferativa, a mais grave, e a definir a frequência do acompanhamento. Quanto mais grave a retinopatia, mais frequentes devem ser as consultas.

Qual a diferença entre retinopatia não proliferativa e proliferativa?

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A diferença fundamental é a presença ou não de neovascularização (crescimento de vasos anormais). Na forma não proliferativa, o dano se restringe aos vasos originais da retina, que se tornam permeáveis e causam vazamentos. 

Na forma proliferativa, a doença atinge um estágio de isquemia (falta de oxigênio) tão severo que a retina começa a criar novos vasos sanguíneos para tentar se revascularizar. A forma proliferativa é a que tem o maior risco de complicações que levam à cegueira.

Todo paciente com diabetes precisa fazer o exame de fundo de olho?

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Sim, sem exceção. A recomendação de todas as sociedades médicas é que: pacientes com diabetes tipo 1 devem fazer o primeiro exame de fundo de olho cinco anos após o diagnóstico; pacientes com diabetes tipo 2 devem fazer o primeiro exame logo no momento do diagnóstico. 

Após a primeira avaliação, se não houver retinopatia, o exame deve ser repetido anualmente. Se já houver algum grau de retinopatia, a frequência do acompanhamento será menor, a critério do especialista em retina.

Quem trata a retinopatia diabética?

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O tratamento da retinopatia diabética é realizado pelo médico oftalmologista, de preferência um especialista em retina. O retinólogo é o profissional com o treinamento específico para diagnosticar os diferentes estágios da doença e para realizar os procedimentos de tratamento, como a fotocoagulação a laser e as injeções intravítreas. 

O tratamento, no entanto, é sempre multidisciplinar, e a parceria com o médico endocrinologista, para o controle rigoroso do diabetes, é a parte mais importante de todo o processo.

O que é a isquemia macular?

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A isquemia macular é uma forma grave de retinopatia na qual os pequenos capilares que nutrem a mácula, a área central da visão, se fecham. É uma falta de circulação no centro da retina. 

Diferente do edema macular, que é um inchaço tratável, a isquemia leva à morte das células fotorreceptoras por falta de oxigênio. A perda de visão causada pela isquemia macular é, infelizmente, irreversível, e não há tratamento para ela. É mais uma razão pela qual a prevenção é tão importante.

A visão perdida pela retinopatia pode ser recuperada?

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Em muitos casos, sim. A visão que foi perdida devido ao edema macular diabético pode ser significativamente recuperada com o tratamento com as injeções intraoculares. 

A visão que foi perdida por uma hemorragia vítrea também pode ser recuperada, seja com a absorção do sangue ou com a cirurgia de vitrectomia. No entanto, a visão que foi perdida por um dano isquêmico à mácula ou por um descolamento de retina tracional de longa data geralmente é permanente.

O controle do diabetes pode fazer a retinopatia regredir?

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Um controle intensivo e rigoroso da glicemia e da pressão arterial é a medida mais eficaz para retardar a progressão da retinopatia diabética. Em alguns casos, especialmente em estágios iniciais da doença, um bom controle pode até levar a uma certa regressão das lesões. 

No entanto, é importante saber que, em casos de retinopatia já estabelecida, uma melhora muito rápida e abrupta da glicemia pode, paradoxalmente, causar uma piora temporária da retinopatia. Por isso, o acompanhamento oftalmológico durante esse processo é fundamental.

Tipos de tratamento

Como a retinopatia diabética é tratada?

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O tratamento depende do estágio da doença e da presença de complicações. A base de tudo é o controle rigoroso do diabetes, da pressão arterial e do colesterol. Para o edema macular diabético, que é a principal causa de baixa visão, o tratamento de escolha são as injeções intraoculares de antiangiogênicos ou de corticoides. 

Para a retinopatia proliferativa, o tratamento padrão é a fotocoagulação a laser (panfotocoagulação). Para as complicações mais graves, como a hemorragia vítrea persistente ou o descolamento de retina, a cirurgia de vitrectomia é indicada.

Para que servem as injeções no olho?

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As injeções intravítreas de medicamentos antiangiogênicos (anti-VEGF) são o tratamento mais moderno e eficaz para o edema macular diabético e para a retinopatia proliferativa. 

Esses medicamentos bloqueiam a ação de uma substância (o VEGF) que causa o vazamento dos vasos e o crescimento dos neovasos. Ao serem injetados dentro do olho, eles “secam” a mácula, diminuem o inchaço e ajudam a regredir os vasos anormais, o que leva a uma melhora da visão na maioria dos pacientes.

O tratamento com injeções precisa ser feito muitas vezes?

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Sim. O efeito do medicamento dentro do olho é temporário, durando cerca de um a dois meses. Por isso, o tratamento geralmente começa com uma série de aplicações mensais para controlar a doença. 

Depois, o intervalo entre as injeções pode ser aumentado, e o tratamento passa a ser individualizado, com novas aplicações sendo feitas conforme a necessidade, com base na resposta da visão e do OCT. É um tratamento crônico, que pode ser necessário por um longo período para manter o edema controlado.

O que é o tratamento com laser (fotocoagulação)?

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A fotocoagulação a laser é um tratamento fundamental, principalmente para a retinopatia proliferativa. O procedimento, chamado de panfotocoagulação, consiste em aplicar o laser em toda a periferia da retina. 

Isso “desativa” a retina doente que está sem oxigênio, diminuindo a produção do estímulo para o crescimento dos neovasos. Isso faz com que os vasos anormais regridam, prevenindo as complicações de sangramento e o glaucoma neovascular. O laser também pode ser usado para tratar o edema macular em casos específicos.

O tratamento com laser dói?

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O procedimento de panfotocoagulação a laser pode causar algum desconforto. Geralmente é realizado em algumas sessões, com o uso de colírios anestésicos e uma lente especial que fica em contato com o olho. 

O paciente pode sentir algumas “picadas” a cada disparo do laser. O desconforto é suportável para a maioria, mas, se necessário, uma anestesia com bloqueio pode ser feita para tornar o procedimento mais confortável.

Quando a cirurgia de vitrectomia é necessária?

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A vitrectomia é a cirurgia de retina indicada para as complicações mais graves da retinopatia diabética. A principal indicação é a hemorragia vítrea, quando o sangue que vazou para o meio do olho não é absorvido em semanas a meses, mantendo a visão muito baixa. Outra indicação importante é o descolamento de retina tracional, no qual a cirurgia é necessária para remover o tecido cicatricial que está puxando e descolando a retina.

A visão perdida pode ser recuperada com o tratamento?

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Em muitos casos, sim. A visão que foi perdida pelo edema macular diabético tem uma alta chance de ser recuperada, parcial ou totalmente, com o tratamento com as injeções. 

A visão perdida por uma hemorragia vítrea também é recuperada após a cirurgia de vitrectomia. No entanto, a visão que foi perdida por um dano permanente à mácula (isquemia) ou por um descolamento de retina de longa data é, infelizmente, irreversível. Por isso, o tratamento precoce é tão importante.

O controle do diabetes é a parte mais importante do tratamento?

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Sim, sem dúvida. Nenhum tratamento oftalmológico para a retinopatia diabética terá sucesso a longo prazo se o diabetes não estiver bem controlado. 

O controle rigoroso da glicemia (mantendo a hemoglobina glicada em níveis ideais) e da pressão arterial é a base de tudo. É o que previne o aparecimento da retinopatia e o que retarda a sua progressão. O tratamento oftalmológico trata as complicações, mas o controle da doença de base é o que impede que novas complicações surjam.

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Vilar Teresina Jóquei

R. Gov. Joca Píres, 521 - Jóquei, Teresina - PI, 64048-210
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Vilar Teresina Matriz

R. Benjamin Constant, 2290 - Centro (Norte), Teresina - PI, 64000-280
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Oftalmos Marcos Konder

Av. Marcos Konder, 930 Centro – Itajaí (SC)
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Oftalmos Balneário Camboriú

Rua 10, 175. Centro – Balneário Camboriú (SC)
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Oftalmo Città Shopping Città America

Shopping Città America. Av. das Américas, 700 – Bloco 08 – Salas 101 A e 105 A. Barra da Tijuca – RJ
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H.Olhos Laser Ocular

Av. Portugal, 830 . Jd Bela Vista . Santo André . SP
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HRO Rio Anil Shopping

Av. São Luís Rei de França, Rio Anil Shopping, 8, Loja 1094. Turu – São Luís – MA
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HRO Golden Shopping

Av. dos Holandeses, Golden Shopping Calhau, Loja 40. Calhau – São Luís – MA
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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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