O pterígio e suas manifestações

A exposição solar

A principal causa para o desenvolvimento do pterígio é a exposição crônica à radiação ultravioleta (UV) do sol. A radiação UV, ao longo de anos, pode causar uma alteração nas células da conjuntiva, a membrana que recobre a parte branca do olho (esclera) e a face interna das pálpebras, levando a um processo de degeneração e crescimento anormal do tecido. Por isso, o pterígio é muito mais comum em pessoas que vivem em regiões de clima quente e ensolarado, e naquelas que trabalham ou passam muito tempo ao ar livre, como agricultores, pescadores e surfistas.

Fatores de risco

Além da exposição solar, outros fatores ambientais podem contribuir para o surgimento do pterígio. A exposição constante a ambientes com muito vento, poeira, poluição e baixa umidade (ar seco) também funciona como um agente irritativo crônico para a superfície ocular, o que pode favorecer o desenvolvimento da lesão. Fatores genéticos também parecem ter um papel, pois algumas famílias apresentam uma maior predisposição. Pessoas de olhos claros também podem ser um pouco mais suscetíveis aos danos da radiação UV.

Aparência e sintomas

O pterígio tem uma aparência característica de um tecido carnoso, de formato triangular ou em asa, de cor avermelhada, que cresce a partir do canto interno ou externo do olho (mais comum no canto nasal) em direção ao centro da córnea. Além da questão estética, o pterígio pode causar sintomas muito incômodos, como a sensação de corpo estranho, ardência, queimação, olho vermelho e lacrimejamento, que pioram com a exposição ao sol ou ao vento. Em muitos casos, a lesão pode inflamar, tornando esses sintomas ainda mais intensos.

Pterígio e astigmatismo

À medida que o pterígio cresce e avança sobre a córnea, ele pode começar a afetar a visão. O tecido, ao crescer, “puxa” e deforma a superfície da córnea, que idealmente tem curvatura regular (quase asférica). Essa deformação altera a curvatura da córnea, induzindo um astigmatismo irregular. O resultado é uma visão embaçada e distorcida, que não melhora completamente mesmo com o uso de óculos. Se o pterígio crescer a ponto de cobrir o eixo visual (a pupila), ele pode causar uma baixa de visão ainda mais significativa.

Pinguécula

A pinguécula é uma condição muito parecida com o pterígio e causada pelos mesmos fatores, mas ela é diferente. A pinguécula é um depósito de proteína e gordura que se forma na conjuntiva, como uma pequena mancha ou elevação amarelada, mas que não cresce sobre a córnea. Ela também pode inflamar e causar irritação. A pinguécula compartilha os mesmos fatores de risco e pode, em alguns casos, evoluir para pterígio, mas nem toda pinguécula progride, avançando sobre a córnea.

O diagnóstico

O diagnóstico do pterígio é clínico, realizado pelo médico oftalmologista durante o exame na lâmpada de fenda. O profissional consegue avaliar o tamanho, a espessura, a vascularização (a quantidade de vasos sanguíneos) e o grau de inflamação da lesão. Ele também verifica o quanto o pterígio já avançou sobre a córnea e se está causando algum grau de astigmatismo. Em casos de aparência atípica, o médico pode suspeitar de outras lesões e, se a cirurgia for realizada, o tecido pode ser enviado para análise (exame anatomopatológico).

Tratamento clínico

Nem todo pterígio precisa de cirurgia. Se a lesão for pequena, não estiver crescendo e causar apenas sintomas leves e ocasionais de irritação, o tratamento pode ser clínico. O objetivo é aliviar o desconforto e proteger o olho. Isso é feito com o uso de colírios lubrificantes (lágrimas artificiais) para diminuir a sensação de corpo estranho e com o uso de óculos de sol para proteger da radiação UV e do vento. Em fases de maior inflamação, o médico pode prescrever um ciclo curto de colírios anti-inflamatórios.

A indicação cirúrgica

A cirurgia para a remoção do pterígio é indicada em três situações principais. A primeira é quando a lesão está crescendo de forma contínua e ameaça atingir o eixo visual, o que comprometeria a visão de forma significativa. A segunda é quando o pterígio, mesmo pequeno, causa um astigmatismo alto que prejudica a qualidade da visão. A terceira indicação é quando os sintomas de irritação, vermelhidão e desconforto são persistentes e não melhoram com o tratamento clínico, ou quando a aparência estética da lesão causa um grande incômodo para o paciente.

A cirurgia

A cirurgia de pterígio, ou exérese, é um procedimento rápido, realizado com anestesia local. O cirurgião remove cuidadosamente todo o tecido do pterígio da superfície da córnea e da conjuntiva. O grande desafio da cirurgia é evitar que o pterígio volte a crescer, o que é chamado de recidiva. A simples remoção da lesão (a técnica de “esclera nua”) tem taxas de recidiva muito altas. Por isso, a técnica mais moderna e com os melhores resultados é a exérese associada ao transplante de conjuntiva.

O transplante de conjuntiva

A técnica do autotransplante de conjuntiva é o padrão-ouro para a cirurgia de pterígio. Após remover a lesão, o cirurgião retira um pequeno enxerto de conjuntiva saudável do próprio paciente, geralmente da parte superior do mesmo olho (uma área protegida pela pálpebra). Esse enxerto é, então, posicionado e fixado sobre a área onde o pterígio foi removido. Ele funciona como uma barreira física e biológica que promove uma cicatrização de melhor qualidade e diminui drasticamente as chances de a lesão voltar, além de proporcionar um resultado estético superior.

A cola biológica

A fixação do enxerto de conjuntiva pode ser feita com suturas (pontos) ou, mais modernamente, com o uso de cola biológica de fibrina. O uso da cola oferece diversas vantagens. O uso da cola diminui o tempo cirúrgico, causa menos inflamação no pós-operatório e, principalmente, proporciona muito mais conforto para o paciente, pois elimina o incômodo que os pontos podem causar nos primeiros dias de recuperação. A cola é um material seguro, que é absorvido pelo corpo ao longo de algumas semanas.

A prevenção

Como o pterígio está diretamente ligado à exposição solar, a prevenção é a melhor estratégia. A medida mais importante é o uso de óculos de sol de boa qualidade, que ofereçam 100% de proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB), sempre que se estiver em ambientes externos, mesmo em dias nublados. Chapéus e bonés também ajudam a criar uma barreira física. Para pessoas que trabalham muito expostas ao vento e à poeira, o uso de óculos de proteção também é recomendado para diminuir a irritação crônica na superfície ocular.

Principais dúvidas sobre o pterígio

Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, esta seção foi criada para explicar, de forma clara, as causas, os sintomas e os modernos tratamentos para o pterígio.

Causas do pterígio
Sintomas do pterígio
Sobre o pterígio
Tipos de tratamento
Causas do pterígio

O que causa o pterígio?

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A causa principal para o desenvolvimento do pterígio é a exposição crônica e prolongada à radiação ultravioleta (UV) do sol. A radiação UV causa um dano cumulativo às células da conjuntiva, levando a um processo de degeneração e a um crescimento de tecido fibrovascular que avança sobre a córnea. 

Fatores irritativos crônicos, como a exposição a vento, poeira e ambientes muito secos, também contribuem para o seu surgimento. Além disso, parece haver uma predisposição genética, já que a condição é mais comum em algumas famílias.

Qualquer pessoa pode ter pterígio?

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Sim, qualquer pessoa pode desenvolver pterígio, mas ele é muito mais comum em indivíduos que vivem em regiões de alta incidência solar (próximas à linha do Equador) e que passam muito tempo em atividades ao ar livre sem a proteção ocular adequada. 

Profissões como agricultores, pescadores e trabalhadores da construção civil apresentam um risco maior. A idade também é um fator, sendo mais comum em adultos acima dos 30-40 anos, devido ao efeito cumulativo da exposição solar ao longo da vida.

O pterígio é causado por um vírus ou bactéria?

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Não. O pterígio não é uma infecção. É um processo degenerativo e proliferativo do tecido da conjuntiva. Não há nenhum vírus, bactéria ou outro micro-organismo envolvido na sua causa. 

Portanto, o pterígio não é contagioso e não pode ser transmitido de uma pessoa para outra. É uma condição que se desenvolve como uma resposta do olho a agressões ambientais crônicas, principalmente a radiação solar.

Alergia pode causar pterígio?

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A alergia ocular crônica não é uma causa direta do pterígio. No entanto, a inflamação persistente associada à alergia pode, teoricamente, ser um fator contribuinte para a irritação da superfície ocular, o que poderia favorecer o desenvolvimento da lesão em uma pessoa já predisposta. 

Além disso, o ato de coçar os olhos com frequência, comum na alergia, também é uma forma de microtrauma crônico para a conjuntiva.

O olho seco pode levar ao pterígio?

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O olho seco e o pterígio são condições que frequentemente coexistem e que podem se influenciar mutuamente. Um olho cronicamente seco e mal lubrificado tem uma superfície mais vulnerável à irritação causada pelo sol e pelo vento, o que pode facilitar o surgimento do pterígio. 

Por outro lado, a presença do pterígio, por ser uma lesão elevada, pode atrapalhar a distribuição uniforme da lágrima, piorando os sintomas do olho seco.

O que é a pinguécula? Ela pode virar pterígio?

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A pinguécula é uma lesão degenerativa muito semelhante ao pterígio e causada pelos mesmos fatores (exposição solar). É uma mancha ou elevação amarelada que se forma na conjuntiva, mas que não avança sobre a córnea. Pode-se considerar a pinguécula como uma lesão precursora. 

Em alguns casos, uma pinguécula que sofre inflamações de repetição pode continuar a se desenvolver e, eventualmente, se transformar em um pterígio, começando a crescer sobre a córnea.

O pterígio pode ser causado por um trauma no olho?

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O pterígio não é causado por um único evento de trauma agudo, como uma pancada. Sua origem está em um processo de irritação crônica e de dano cumulativo ao longo de anos. 

No entanto, a teoria do microtrauma crônico, causado pela exposição a vento e poeira, é um dos fatores que ajudam a explicar seu desenvolvimento, em conjunto com a ação da radiação ultravioleta.

O pterígio é um tipo de câncer?

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Não, o pterígio é uma lesão completamente benigna. Não é e não tem o potencial de se transformar em câncer. Histologicamente, ele é um tecido fibrovascular com características degenerativas. 

No entanto, em casos muito raros, uma lesão na superfície do olho com uma aparência atípica pode ser confundida com um pterígio, mas na verdade ser uma lesão pré-maligna ou maligna, como uma neoplasia escamosa. Por isso, toda lesão que cresce no olho deve ser avaliada por um oftalmologista.

Por que o pterígio é mais comum no canto do nariz?

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A localização mais comum do pterígio é no setor nasal (o canto do olho próximo ao nariz). Acredita-se que isso ocorra devido a um fenômeno de reflexão da luz. 

A luz solar que vem da lateral do rosto pode ser focada pela curvatura da córnea justamente na região da conjuntiva nasal, concentrando a radiação UV nessa área e aumentando o dano celular que leva ao desenvolvimento da lesão.

Sintomas do pterígio

Quais são os sintomas mais comuns do pterígio?

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Nos estágios iniciais, o pterígio pode ser assintomático, sendo apenas uma questão estética. Conforme ele cresce ou inflama, os sintomas mais comuns são a sensação de corpo estranho (como se houvesse areia no olho), a ardência, a queimação e a vermelhidão ocular, que pioram com a exposição ao sol, vento ou ar-condicionado. 

O lacrimejamento também é uma queixa frequente. Em casos mais avançados, pode causar visão embaçada devido ao astigmatismo induzido.

O pterígio pode afetar a visão?

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Sim. O pterígio pode afetar a visão de duas maneiras. Primeiro, e mais comumente, ao crescer sobre a córnea, ele a “repuxa”, alterando sua curvatura e causando astigmatismo, o que leva a uma visão distorcida e embaçada. 

Segundo, se o pterígio não for tratado e continuar a crescer, ele pode avançar até cobrir o eixo visual (a pupila), funcionando como uma barreira física para a entrada de luz e causando uma baixa de visão significativa.

O pterígio causa dor?

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O pterígio geralmente não causa uma dor forte. Os sintomas são mais de desconforto e irritação, como a sensação de areia, ardência ou queimação. 

No entanto, em fases de inflamação aguda, quando a lesão fica muito vermelha e inchada (um quadro chamado de pterigite), pode haver uma dor leve a moderada, além de uma piora de todos os outros sintomas de irritação.

É normal o pterígio ficar vermelho e irritado?

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Sim, é muito comum que o pterígio tenha períodos de inflamação. A exposição ao sol, ao vento, à poeira ou a ambientes com ar-condicionado pode irritar o tecido do pterígio, fazendo com que seus vasos sanguíneos se dilatem e ele fique muito vermelho e sintomático. 

Esses episódios de “pterigite” geralmente são tratados com colírios lubrificantes e, em alguns casos, com um ciclo curto de colírios anti-inflamatórios prescritos pelo médico.

A visão pode ficar embaçada?

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Sim, o embaçamento visual é um sintoma importante e uma indicação de que o pterígio pode estar afetando a córnea. O astigmatismo induzido pelo crescimento da lesão é a principal causa desse embaçamento. 

Além disso, o próprio pterígio, por ser uma lesão elevada na superfície, pode atrapalhar a distribuição uniforme da lágrima sobre a córnea, o que também pode causar um borramento transitório da visão, que melhora ao piscar.

O pterígio causa coceira?

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A coceira não é o sintoma mais típico do pterígio, mas pode ocorrer, principalmente durante os episódios de inflamação. A sensação de corpo estranho e a irritação podem, às vezes, ser interpretadas como coceira. 

Se a coceira for um sintoma muito proeminente, é importante investigar se não há também uma conjuntivite alérgica associada, o que é muito comum em pacientes que vivem em ambientes com muitos alérgenos.

O pterígio pode sangrar?

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É muito raro que um pterígio sangre espontaneamente. O que ocorre é que a lesão é muito vascularizada, ou seja, rica em vasos sanguíneos. Durante as fases de inflamação, esses vasos se dilatam, o que deixa o pterígio com uma aparência muito avermelhada e “sanguinolenta”, mas sem um sangramento ativo. Um trauma direto sobre a lesão, no entanto, poderia causar um pequeno sangramento.

Os sintomas são piores em ambientes externos?

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Sim, caracteristicamente, os sintomas de irritação do pterígio pioram com a exposição aos fatores ambientais que o causam. 

A exposição ao sol, ao vento e à poeira são os principais gatilhos para a inflamação e o desconforto. Por isso, o uso de óculos de sol de boa qualidade, que funcionam como uma barreira física, é uma das medidas mais importantes para aliviar os sintomas e para prevenir a progressão da lesão.

O pterígio pode causar dificuldade para usar lentes de contato?

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Sim. Como o pterígio é uma lesão elevada na superfície do olho, ele pode criar um “degrau” que dificulta a adaptação e o conforto no uso de lentes de contato gelatinosas. 

A lente pode se mover excessivamente ou causar irritação ao passar sobre a lesão. Em muitos casos, o desconforto pode ser tão grande que inviabiliza o uso das lentes. A remoção cirúrgica do pterígio pode permitir que a pessoa volte a usar lentes de contato com conforto.

Os sintomas podem ser apenas estéticos?

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Sim. Em muitos casos, especialmente em estágios iniciais, o pterígio pode não causar nenhum sintoma de desconforto, e a única queixa do paciente é a aparência estética da lesão. 

A presença da “carne vermelha” no olho pode causar um incômodo social e afetar a autoestima. A insatisfação estética, por si só, pode ser uma indicação para o tratamento cirúrgico, desde que o paciente esteja ciente dos riscos e dos cuidados necessários no pós-operatório.

Sobre o pterígio

O pterígio é perigoso?

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O pterígio é uma lesão benigna, ou seja, não é câncer e não oferece risco à vida. No entanto, ele pode ser perigoso para a visão. Se ele crescer de forma descontrolada e cobrir o centro da córnea (o eixo visual), ele pode causar uma baixa de visão significativa. 

Além disso, mesmo após a sua remoção, ele pode deixar uma cicatriz na córnea que pode afetar a visão. Por isso, o acompanhamento é importante para decidir o momento certo de intervir, antes que ele cause um dano visual maior.

O pterígio pode voltar depois da cirurgia?

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Sim, a principal complicação e o grande desafio da cirurgia de pterígio é a recidiva, ou seja, a chance de ele voltar a crescer, muitas vezes de forma mais agressiva. A taxa de recidiva depende muito da técnica cirúrgica utilizada. 

A técnica de simples remoção (“esclera nua”) tem taxas de recidiva muito altas. Já a técnica moderna, com o transplante de conjuntiva, reduz drasticamente essa chance, com taxas baixas (geralmente <10%) dependendo da técnica e do seguimento pós-operatório.

O pterígio afeta os dois olhos?

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O pterígio pode ser unilateral, afetando apenas um olho, ou bilateral, afetando os dois. A forma bilateral é muito comum, pois os fatores de risco, como a exposição solar, geralmente afetam ambos os olhos. 

No entanto, é comum que a lesão seja assimétrica, com o pterígio em um olho sendo muito maior ou mais sintomático do que no outro.

Qual a diferença entre pterígio e catarata?

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São duas doenças completamente diferentes. O pterígio é um crescimento de tecido na superfície externa do olho, na conjuntiva e na córnea. A catarata é a opacificação da lente interna do olho, o cristalino. 

Ambas podem causar visão embaçada, mas por mecanismos distintos. O pterígio causa embaçamento ao deformar a córnea ou ao cobri-la, enquanto a catarata causa embaçamento ao impedir a passagem de luz dentro do olho.

O que significa "grau" do pterígio?

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O pterígio pode ser classificado em graus, de I a IV, dependendo do quanto ele já avançou sobre a córnea. O grau I é quando ele está apenas no limbo (a borda da córnea). O grau II é quando ele avança um pouco sobre a córnea, mas sem chegar à pupila. O grau III é quando ele atinge a borda da pupila, e o grau IV é quando ele a ultrapassa. Essa classificação ajuda o médico a avaliar a gravidade e a indicar o momento da cirurgia.

Preciso de acompanhamento se o pterígio for pequeno?

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Sim. Mesmo que o pterígio seja pequeno e assintomático, é recomendável um acompanhamento oftalmológico periódico, geralmente anual. O objetivo é monitorar o crescimento da lesão. 

O médico irá documentar o tamanho do pterígio com fotografias ou medidas para poder comparar nas consultas seguintes. Esse acompanhamento permite que a indicação cirúrgica seja feita no momento ideal, antes que a lesão cresça demais e cause um astigmatismo significativo ou ameace o eixo visual.

O diagnóstico precisa de exames complicados?

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Não, o diagnóstico do pterígio é feito de forma simples, durante a consulta oftalmológica. O médico utiliza um aparelho chamado lâmpada de fenda, que é um microscópio que permite examinar a superfície do olho com grande aumento. 

A aparência do pterígio é muito característica e o diagnóstico é, na maioria das vezes, clínico. Em alguns casos, a topografia de córnea pode ser solicitada para medir o astigmatismo induzido pela lesão.

O pterígio pode ser confundido com outras doenças?

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Na grande maioria dos casos, a aparência do pterígio é inconfundível. No entanto, em casos de lesões com aspecto atípico, pigmentado ou de crescimento muito rápido, o médico pode considerar outros diagnósticos diferenciais, como a neoplasia escamosa da superfície ocular (uma lesão pré-maligna ou maligna). 

Nesses casos, a remoção cirúrgica com o envio do material para biópsia é fundamental para o diagnóstico de certeza.

Pinguécula é a mesma coisa que pterígio?

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Não. A pinguécula é uma lesão amarelada e elevada que se forma na conjuntiva, mas que se limita a ela, sem invadir a córnea. O pterígio é a lesão que efetivamente cresce e avança sobre a córnea. 

A pinguécula é causada pelos mesmos fatores do pterígio (exposição solar) e também pode inflamar (pingueculite), causando olho vermelho e irritação. Ela pode ser considerada uma lesão precursora do pterígio.

A cirurgia de pterígio é apenas estética?

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Não. Embora a melhora da aparência seja um resultado importante, a cirurgia de pterígio tem indicações funcionais muito claras. 

Ela é indicada para melhorar a visão quando o pterígio causa um astigmatismo significativo, para prevenir a perda de visão quando ele ameaça cobrir a pupila, e para aliviar os sintomas crônicos de irritação e olho vermelho que não melhoram com o tratamento clínico, restaurando o conforto ocular e a qualidade de vida do paciente.

Tipos de tratamento

Como o pterígio é tratado?

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O tratamento do pterígio depende do seu tamanho e dos sintomas. Para lesões pequenas e com pouca irritação, o tratamento é clínico, com o uso de colírios lubrificantes para aliviar o desconforto e, principalmente, com o uso de óculos de sol para proteção. 

Para casos em que o pterígio cresce, afeta a visão ou causa sintomas persistentes, o tratamento definitivo é a remoção cirúrgica, preferencialmente com a técnica de transplante de conjuntiva para diminuir o risco de recidiva.

Existem colírios que fazem o pterígio desaparecer?

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Não, infelizmente não existe nenhum colírio que possa curar ou fazer o pterígio regredir. Os colírios utilizados no tratamento clínico do pterígio são sintomáticos. Os lubrificantes melhoram o conforto e a irritação. 

Os colírios anti-inflamatórios ou vasoconstritores, prescritos por curtos períodos, são usados para tratar as fases de inflamação aguda (pterigite), diminuindo a vermelhidão e o inchaço. A única forma de remover o tecido do pterígio é através da cirurgia.

A cirurgia de pterígio é o único tratamento definitivo?

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Sim. Para a remoção da lesão, a cirurgia é o único tratamento eficaz. Ela é indicada quando o tratamento clínico não é suficiente para controlar os sintomas ou quando o pterígio representa um risco para a visão. 

O objetivo da cirurgia é remover todo o tecido doente da superfície da córnea e da conjuntiva e realizar um procedimento para diminuir a chance de ele voltar a crescer.

O que é a técnica com transplante de conjuntiva?

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Essa é a técnica cirúrgica moderna com os melhores resultados e as menores taxas de recidiva. Após a remoção completa do pterígio, fica uma área de esclera (a parte branca) exposta. 

Para cobrir essa área, o cirurgião retira um fino enxerto de conjuntiva saudável de outra região do mesmo olho (geralmente da parte superior, que é protegida pela pálpebra) e o posiciona sobre a área operada. Esse enxerto funciona como uma barreira que promove uma cicatrização mais saudável e previne o retorno da lesão.

A cirurgia de pterígio dói? Como é a anestesia?

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A cirurgia é realizada com anestesia local, portanto, o paciente não sente dor durante o procedimento. A anestesia pode ser feita com a aplicação de colírios e uma pequena injeção ao lado do olho. 

Para garantir o conforto e a tranquilidade, uma sedação leve, acompanhada por um médico anestesista, também é realizada. No pós-operatório, pode haver um desconforto ou a sensação de areia no olho, que são bem controlados com os colírios e os analgésicos prescritos.

Como é a recuperação após a cirurgia?

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A recuperação leva algumas semanas. Nos primeiros dias, é normal o olho ficar vermelho, inchado e sensível à luz. O paciente usará um curativo oclusivo nas primeiras 24 horas. 

O uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios é fundamental por algumas semanas. O desconforto diminui gradualmente, e a vermelhidão tende a desaparecer ao longo de 30 a 60 dias. É recomendado o repouso das atividades físicas por cerca de duas semanas. O resultado estético final é observado após alguns meses.

Como posso prevenir o pterígio?

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A prevenção é a medida mais importante e se baseia na proteção contra a radiação ultravioleta. A recomendação principal é o uso de óculos de sol de boa qualidade, que bloqueiem 100% dos raios UVA e UVB, sempre que você estiver em ambientes externos, mesmo em dias nublados ou na sombra. 

O uso de chapéus ou bonés de aba larga também ajuda a criar uma barreira adicional. O uso de colírios lubrificantes em ambientes secos ou com muito vento pode ajudar a diminuir a irritação.

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Conjuntivite

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, causando vermelhidão e secreção. Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, com tratamentos específicos para cada tipo.

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Terçol

O terçol é uma infecção bacteriana aguda na pálpebra, que causa um nódulo vermelho e dolorido. Geralmente melhora com compressas mornas e boa higiene.

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Astigmatismo

O astigmatismo é um erro de foco causado pela curvatura irregular do olho, que torna a visão distorcida. Pode ser corrigido com óculos, lentes ou cirurgia.

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Oftalmologia cirúrgica

A oftalmologia cirúrgica utiliza microcirurgia e alta tecnologia para tratar doenças como catarata e glaucoma, oferecendo procedimentos seguros e de rápida recuperação.

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Glaucoma

O glaucoma é uma doença crônica e silenciosa que danifica o nervo óptico. O diagnóstico precoce e o tratamento contínuo são cruciais para preservar a visão.

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Ceratocone

O ceratocone é uma doença que deforma a córnea, afinando-a e causando astigmatismo. O tratamento visa parar a progressão e melhorar a visão.

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HOS Lagarto

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HRO V+ Oftalmologia

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HRO Golden Shopping

Av. dos Holandeses, Golden Shopping Calhau, Loja 40. Calhau – São Luís – MA
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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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