Glaucoma: cuidando da saúde do nervo óptico
O glaucoma pode levar à perda de visão se não for tratado. Veja como o diagnóstico e o tratamento contínuo são os melhores caminhos para cuidar do glaucoma.
Esta seção foi criada com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, para explicar de forma clara e objetiva o que é o glaucoma, seus sintomas, fatores de risco e tratamentos.
O glaucoma é uma doença do nervo óptico. A causa exata do dano ao nervo ainda é objeto de muito estudo, mas o principal fator de risco conhecido é o aumento da pressão intraocular (PIO). O olho produz um líquido chamado humor aquoso, que circula e é drenado. No glaucoma, esse sistema de drenagem não funciona bem, e o acúmulo de líquido aumenta a pressão dentro do olho. Acredita-se que essa pressão elevada comprima e danifique as fibras do nervo óptico, levando à sua morte progressiva. Outros fatores, como a má circulação sanguínea para o nervo, também podem estar envolvidos.
Sim, o glaucoma tem um forte componente genético. Ter um parente de primeiro grau (pai, mãe ou irmão) com glaucoma é um dos fatores de risco mais importantes, aumentando a chance de desenvolver a doença em até dez vezes. Por isso, se você tem um histórico familiar de glaucoma, é altamente recomendável que inicie as avaliações oftalmológicas preventivas mais cedo e as faça com mais regularidade. O histórico familiar é um grande sinal de alerta que não deve ser ignorado.
A hipertensão arterial sistêmica e o glaucoma são duas doenças distintas. A pressão alta do corpo não causa diretamente o aumento da pressão do olho. No entanto, a saúde dos vasos sanguíneos é importante para a nutrição do nervo óptico. Uma pressão arterial mal controlada, especialmente se houver quedas bruscas durante a noite (hipotensão noturna), pode diminuir o fluxo de sangue para o nervo óptico, tornando-o mais vulnerável ao dano do glaucoma. Portanto, manter a pressão arterial controlada é importante para a saúde ocular geral.
Sim, pessoas com diabetes têm um risco aumentado de desenvolver o tipo mais comum de glaucoma, o de ângulo aberto. Além disso, o diabetes avançado pode levar a uma complicação grave chamada retinopatia diabética proliferativa, na qual novos vasos sanguíneos anormais crescem dentro do olho. Esses vasos podem crescer sobre o sistema de drenagem, bloqueando-o e causando um tipo severo de glaucoma secundário, chamado de glaucoma neovascular. Manter um bom controle da glicemia é fundamental para a prevenção.
Sim. O uso prolongado de medicamentos à base de corticoides, seja em colírios, comprimidos, injeções ou até mesmo cremes para a pele, pode causar um aumento da pressão intraocular em pessoas suscetíveis. Essa condição é chamada de glaucoma cortisônico. O corticoide parece aumentar a resistência à drenagem do humor aquoso. Por isso, todo tratamento com corticoide deve ser feito sob supervisão médica, e se o uso for crônico, a pressão ocular deve ser monitorada regularmente pelo oftalmologista.
Sim. Um trauma ocular significativo pode danificar as delicadas estruturas do sistema de drenagem do olho. Essa lesão pode causar uma inflamação e uma cicatrização que, mesmo anos após o acidente, podem levar a um aumento da pressão ocular e ao desenvolvimento de um glaucoma secundário, conhecido como glaucoma traumático. Por isso, após qualquer pancada forte no olho, é importante manter um acompanhamento oftalmológico a longo prazo.
Sim, pessoas com miopia, especialmente com graus mais altos, têm um risco aumentado de desenvolver o glaucoma primário de ângulo aberto. A razão exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que as alterações estruturais no olho míope, que é mais alongado, possam tornar o nervo óptico anatomicamente mais suscetível ao dano causado pela pressão intraocular.
O glaucoma de ângulo fechado ocorre quando a íris (a parte colorida do olho) bloqueia fisicamente o acesso ao sistema de drenagem (a malha trabecular), que fica no ângulo entre a íris e a córnea. Isso impede a saída do humor aquoso e aumenta a pressão. Pessoas com hipermetropia ou com olhos anatomicamente “menores” têm um ângulo naturalmente mais estreito e um risco maior para esse tipo de glaucoma. O bloqueio pode ser agudo (uma emergência) ou crônico.
O glaucoma congênito é uma forma rara da doença que ocorre em bebês, causada por um desenvolvimento incorreto do sistema de drenagem do olho antes do nascimento. Como o olho do bebê ainda é muito elástico, o aumento da pressão faz com que ele cresça de forma anormal, tornando-se grande e com a córnea opaca. É uma condição que requer tratamento cirúrgico precoce para evitar a perda permanente da visão.
Sim, essa condição é chamada de glaucoma de pressão normal ou de baixa pressão. Nela, o paciente apresenta o dano típico no nervo óptico e a perda de campo visual característicos do glaucoma, mas a pressão intraocular medida no consultório está consistentemente dentro da faixa considerada normal. Acredita-se que, nesses casos, o nervo óptico seja mais frágil e suscetível ao dano mesmo em níveis de pressão mais baixos, ou que problemas na circulação sanguínea do nervo desempenhem um papel mais importante.
O tipo mais comum de glaucoma, o de ângulo aberto, é conhecido como o “ladrão silencioso da visão” porque ele não causa nenhum sintoma em suas fases iniciais. Não há dor, não há olho vermelho e a perda de visão é tão lenta e gradual, começando pela periferia, que o paciente não a percebe. Os sintomas só se tornam aparentes quando a doença já está em um estágio muito avançado. É por isso que as consultas de rotina são tão importantes para a detecção precoce.
Geralmente, não. O glaucoma primário de ângulo aberto, a forma mais comum, é uma doença completamente indolor. O aumento da pressão ocular é tão lento e progressivo que não causa nenhum desconforto. A única situação em que o glaucoma causa dor intensa é na crise de glaucoma agudo de ângulo fechado, uma emergência médica na qual a pressão sobe de forma súbita e para níveis muito altos, causando dor forte no olho, dor de cabeça, náuseas e vômitos.
A perda de visão no glaucoma começa tipicamente pelo campo visual periférico (a visão lateral). A pessoa começa a perder a visão “ao redor”, como se estivesse olhando através de um túnel que vai se estreitando aos poucos. A visão central, aquela que usamos para ler e ver detalhes, é a última a ser afetada. Como o cérebro é muito bom em “preencher” os espaços que faltam e como a visão do outro olho compensa, a pessoa pode não perceber essa perda até que o “túnel” esteja muito fechado.
O embaçamento da visão não é um sintoma inicial do glaucoma de ângulo aberto. A perda de campo visual é a característica principal. O embaçamento da visão central só ocorre em estágios muito terminais da doença, quando a mácula já foi afetada. No entanto, na crise de glaucoma agudo, a visão fica muito embaçada e a pessoa pode ver halos coloridos ao redor das luzes. Isso ocorre porque a pressão muito alta causa um inchaço (edema) na córnea.
A dificuldade de adaptação ao escuro ou de enxergar em ambientes com pouca luz pode ser uma queixa em pacientes com glaucoma, mas não é um sintoma específico da doença. Essa dificuldade está mais relacionada à perda da sensibilidade ao contraste e à perda das células da retina periférica, que são importantes para a visão noturna. No entanto, muitas outras condições, como a catarata ou a retinose pigmentar, também causam esse sintoma.
Não, o glaucoma crônico de ângulo aberto não causa vermelhidão. O olho tem uma aparência completamente normal. O olho vermelho e dolorido é um sinal clássico da crise de glaucoma agudo de ângulo fechado. Em alguns casos, o uso de certos colírios para tratar o glaucoma (especificamente os análogos de prostaglandinas) pode ter como efeito colateral deixar os olhos um pouco avermelhados, mas isso é um efeito do tratamento, e não da doença.
A crise de glaucoma agudo de ângulo fechado tem sintomas súbitos e intensos. A pessoa sente uma dor ocular muito forte, que pode irradiar para a cabeça. A visão fica muito embaçada, e é comum ver halos ou arco-íris ao redor das luzes. O olho fica muito vermelho e a pupila pode ficar meio dilatada e sem reação à luz. Devido à dor intensa, a pessoa pode sentir náuseas e até vomitar. É uma emergência médica que exige atendimento imediato para baixar a pressão e evitar a perda permanente da visão.
Os pais e o pediatra devem ficar atentos a três sinais principais no recém-nascido, conhecidos como a tríade clássica do glaucoma congênito: o lacrimejamento excessivo (epífora), a sensibilidade anormal à luz (fotofobia), que faz o bebê fechar os olhos em ambientes claros, e o blefaroespasmo (o ato de piscar ou fechar os olhos com força). Além disso, a pressão alta pode fazer o olho do bebê crescer (buftalmo) e a córnea ficar azulada ou esbranquiçada.
Nos estágios iniciais, não. Nos estágios moderados a avançados, a perda da visão periférica pode começar a se manifestar em dificuldades práticas. A pessoa pode começar a esbarrar em objetos ou pessoas, ter dificuldade para dirigir (especialmente à noite, por não ver um carro se aproximando pela lateral) ou se assustar com coisas que aparecem “do nada” em seu campo de visão. A dificuldade em descer escadas também pode ser uma queixa, pois a visão periférica inferior é importante para ver os degraus.
Infelizmente, quando os sintomas do glaucoma de ângulo aberto se tornam perceptíveis para o paciente, a doença geralmente já está em um estágio avançado e uma quantidade significativa e irreversível de fibras do nervo óptico já foi perdida. É por isso que o glaucoma é tão perigoso e por que a prevenção, por meio de exames oftalmológicos de rotina para medir a pressão ocular e avaliar o nervo óptico, é a única forma de diagnosticar a doença em sua fase inicial, quando o tratamento é mais eficaz para preservar a visão.
Não, o glaucoma não tem cura, mas tem controle. É uma doença crônica, como o diabetes ou a hipertensão arterial. Uma vez que o dano no nervo óptico ocorreu, ele é irreversível, e a visão perdida não pode ser recuperada. O objetivo de todo o tratamento é controlar a doença e impedir ou retardar a sua progressão, preservando a visão que o paciente ainda tem. Com o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento, a maioria das pessoas com glaucoma consegue manter uma boa visão por toda a vida.
Sim. O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Se não for diagnosticado e tratado, a morte progressiva das fibras do nervo óptico continua até que toda a visão, incluindo a central, seja perdida. A boa notícia é que a cegueira pelo glaucoma pode ser prevenida na grande maioria dos casos. O segredo é a detecção precoce da doença, por meio de exames de rotina, e o tratamento contínuo e disciplinado para manter a pressão ocular em um nível seguro.
O diagnóstico do glaucoma não é feito com um único exame, mas sim com a combinação de várias informações. Os três pilares do diagnóstico são: a medida da pressão intraocular (tonometria), a avaliação da aparência do nervo óptico (exame de fundo de olho ou oftalmoscopia) e a avaliação da função do nervo (exame de campo visual). Exames de imagem como a OCT (tomografia de coerência óptica), que mede a espessura da camada de fibras nervosas, também são ferramentas extremamente importantes hoje em dia.
O exame de campo visual, ou campimetria, é um teste que avalia a sensibilidade da visão periférica e central. O paciente olha para um ponto fixo dentro de um aparelho e aperta um botão sempre que percebe um ponto de luz aparecer em diferentes locais do seu campo de visão. O exame gera um mapa que mostra as áreas de visão normal e as áreas de perda de sensibilidade (escotomas), que são características do dano do glaucoma. É um exame fundamental para diagnosticar e, principalmente, para acompanhar a progressão da doença.
Não necessariamente. Embora a pressão alta seja o principal fator de risco, algumas pessoas podem ter glaucoma mesmo com a pressão ocular dentro da faixa considerada normal (glaucoma de pressão normal). Por outro lado, algumas pessoas podem ter a pressão ocular acima do normal (hipertensão ocular) e nunca desenvolver dano no nervo óptico. Por isso, a medida da pressão é apenas uma parte da avaliação. O exame do nervo óptico é igualmente importante.
Todas as pessoas devem fazer exames oftalmológicos de rotina, que incluem a medida da pressão ocular, a partir dos 40 anos. Para pessoas com fatores de risco, como histórico familiar de glaucoma, ascendência africana ou alta miopia, a recomendação é iniciar essa avaliação mais cedo. A frequência dos exames será determinada pelo seu oftalmologista, com base no seu perfil de risco. A prevenção é a melhor arma contra o glaucoma.
A gonioscopia é um exame muito importante para classificar o tipo de glaucoma. O médico utiliza uma lente especial com espelhos que é encostada na córnea (previamente anestesiada com colírio) para conseguir visualizar diretamente o ângulo da câmara anterior, que é a estrutura por onde o humor aquoso é drenado. Esse exame permite determinar se o ângulo é aberto ou fechado, o que direciona completamente o tratamento e o acompanhamento do paciente.
São duas doenças completamente diferentes. A catarata é a opacificação do cristalino, a lente interna do olho, que causa um embaçamento geral da visão e é tratável com cirurgia, com recuperação da visão. O glaucoma é uma doença do nervo óptico, que causa uma perda progressiva e irreversível do campo visual. Um paciente pode ter as duas doenças ao mesmo tempo. A cirurgia de catarata, inclusive, pode ajudar a diminuir a pressão ocular em alguns casos.
O termo “suspeito de glaucoma” é usado quando o oftalmologista encontra alguma alteração que não é suficiente para fechar o diagnóstico de glaucoma, mas que indica um risco aumentado para o desenvolvimento da doença. Isso pode ser uma pressão ocular consistentemente no limite superior da normalidade (hipertensão ocular) ou uma aparência do nervo óptico que parece um pouco aumentada ou com alguma assimetria. Esses pacientes não precisam de tratamento, mas sim de um acompanhamento mais próximo e regular para detectar qualquer sinal de progressão.
Sim, com certeza. Com o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o acompanhamento regular, a imensa maioria das pessoas com glaucoma consegue controlar a doença e manter uma boa qualidade de visão por toda a vida, levando uma vida completamente normal. O segredo é a disciplina e a parceria com o seu oftalmologista. O glaucoma é uma condição que se gerencia, e o paciente é o principal agente nesse processo de cuidado.
O tratamento do glaucoma visa reduzir a pressão intraocular para um nível seguro, que não cause mais danos ao nervo óptico. A primeira linha de tratamento, na maioria dos casos, é o uso de colírios. Existem diversas classes de colírios que funcionam diminuindo a produção do humor aquoso ou aumentando a sua drenagem. Se os colírios não forem suficientes ou causarem muitos efeitos colaterais, outras opções incluem o tratamento a laser (trabeculoplastia), as cirurgias minimamente invasivas (MIGS) ou as cirurgias tradicionais, como a trabeculectomia.
Sim. Como o glaucoma é uma doença crônica, o tratamento também precisa ser contínuo, para o resto da vida. Os colírios só funcionam enquanto estão sendo usados. Se o paciente parar de pingar o colírio, a pressão ocular voltará a subir e o nervo óptico continuará a ser danificado. É como um remédio para pressão alta do corpo ou para o diabetes; o controle depende do uso regular da medicação. A adesão ao tratamento é a parte mais importante para o sucesso no controle do glaucoma.
A trabeculoplastia seletiva a laser, ou SLT, é um procedimento realizado no consultório que visa melhorar a drenagem do humor aquoso. O médico utiliza um laser de baixa energia para aplicar pequenos disparos na malha trabecular (o sistema de drenagem do olho). Isso estimula as células da malha a funcionarem melhor, aumentando o escoamento do líquido e diminuindo a pressão ocular. O SLT pode ser usado como tratamento inicial, em vez de colírios, ou como um tratamento adicional. Seu efeito pode diminuir com o tempo.
Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia de glaucoma tem riscos, como infecção, sangramento ou alteração da visão. No entanto, ela é indicada quando o risco de perder a visão pela progressão do glaucoma é maior do que os riscos da cirurgia. A cirurgia tradicional, a trabeculectomia, é muito eficaz em baixar a pressão, mas tem um período de recuperação mais longo. As cirurgias mais modernas, os MIGS, têm um perfil de segurança muito maior, com uma recuperação mais rápida, embora possam ter um poder de redução de pressão um pouco menor.
A trabeculectomia é a cirurgia antiglaucomatosa mais tradicional e eficaz. Nela, o cirurgião cria uma nova via de drenagem para o humor aquoso. É feita uma pequena abertura na parede do olho, que é coberta por uma aba de tecido do próprio olho (esclera) e pela conjuntiva. Isso cria uma pequena “bolha” ou reservatório sob a pálpebra superior, para onde o líquido é drenado, sendo então absorvido pelos vasos sanguíneos. Essa nova “válvula” ajuda a manter a pressão ocular em níveis baixos de forma contínua.
MIGS é a sigla em inglês para Cirurgia de Glaucoma Minimamente Invasiva. É uma classe de novos procedimentos e dispositivos cirúrgicos que visam reduzir a pressão ocular de uma forma menos agressiva e com um perfil de segurança maior do que a cirurgia tradicional. Geralmente, são implantados dispositivos microscópicos (stents) no sistema de drenagem natural do olho para melhorar seu funcionamento. Os MIGS são uma ótima opção para casos de glaucoma leve a moderado e podem ser realizados em conjunto com a cirurgia de catarata.
Sim, em alguns casos, a cirurgia de catarata pode ter um efeito benéfico na pressão ocular. A remoção do cristalino, que é uma lente relativamente espessa, e sua substituição por uma lente intraocular muito mais fina, cria mais espaço dentro do olho. Isso pode aprofundar a câmara anterior e “abrir” o ângulo de drenagem, melhorando o escoamento do humor aquoso e resultando em uma redução da pressão. Esse efeito é particularmente útil em pacientes com glaucoma de ângulo estreito.
A crise de glaucoma agudo de ângulo fechado é uma emergência e o tratamento é feito em duas etapas. A primeira é o tratamento clínico de urgência para baixar a pressão ocular o mais rápido possível, com o uso de colírios, comprimidos e, às vezes, medicação na veia. A segunda etapa, após a pressão baixar e a inflamação diminuir, é o tratamento definitivo para evitar novas crises, que é a iridotomia a laser. O laser cria um pequeno orifício na íris que funciona como uma válvula de escape, permitindo que o líquido passe e o ângulo se abra.
Infelizmente, não. A visão que foi perdida devido ao dano no nervo óptico é permanente e não pode ser recuperada com nenhum tratamento disponível atualmente. As fibras nervosas que morrem não se regeneram. É por isso que todo o foco do tratamento do glaucoma é preventivo: o objetivo é evitar que novas perdas aconteçam. A pesquisa na área de neuroproteção e regeneração do nervo óptico é muito ativa, mas ainda não há uma cura ou um tratamento regenerativo na prática clínica.
Embora não substituam o tratamento médico, algumas mudanças no estilo de vida podem ser benéficas. A prática regular de exercícios aeróbicos moderados (como caminhada ou corrida) pode ajudar a reduzir a pressão ocular. Uma dieta equilibrada e o controle de outras condições, como o diabetes e a pressão arterial, são importantes para a saúde do nervo óptico. É importante também evitar posições de ioga que envolvam ficar de cabeça para baixo por longos períodos, pois elas podem aumentar a pressão ocular.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, causando vermelhidão e secreção. Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, com tratamentos específicos para cada tipo.
O terçol é uma infecção bacteriana aguda na pálpebra, que causa um nódulo vermelho e dolorido. Geralmente melhora com compressas mornas e boa higiene.
O astigmatismo é um erro de foco causado pela curvatura irregular do olho, que torna a visão distorcida. Pode ser corrigido com óculos, lentes ou cirurgia.
A oftalmologia cirúrgica utiliza microcirurgia e alta tecnologia para tratar doenças como catarata e glaucoma, oferecendo procedimentos seguros e de rápida recuperação.
A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural do olho. Causa visão embaçada e seu único tratamento é a cirurgia para restaurar a visão.
O ceratocone é uma doença que deforma a córnea, afinando-a e causando astigmatismo. O tratamento visa parar a progressão e melhorar a visão.