Estrabismo em crianças e adultos
O estrabismo vai além da estética e precisa de tratamento. Informações claras e seguras sobre as causas e as soluções para o estrabismo.
Com base nas perguntas mais comuns dos pais e pacientes, esta seção foi elaborada para explicar de forma clara e objetiva as causas, os sintomas e os tratamentos para o estrabismo.
O estrabismo ocorre por um desequilíbrio na função dos músculos oculares, que impede que os olhos se alinhem corretamente. As causas são variadas. Em crianças, a causa mais comum é a idiopática, sem um motivo específico, mas com um forte componente hereditário. Outra causa frequente é a presença de erros refrativos, como a alta hipermetropia. Em adultos, o estrabismo pode surgir devido a doenças neurológicas, diabetes, problemas na tireoide, traumas na cabeça ou ser a descompensação de um desvio que já existia na infância de forma latente.
Não necessariamente. Existe o estrabismo congênito, que está presente no nascimento ou surge nos primeiros seis meses de vida. No entanto, o tipo mais comum de estrabismo infantil, a esotropia acomodativa, costuma aparecer mais tarde, por volta dos 2 a 3 anos de idade, e está associada à hipermetropia. O estrabismo também pode surgir em qualquer fase da vida adulta, como consequência de outras condições de saúde. Portanto, um desvio ocular pode aparecer em qualquer idade e deve sempre ser investigado.
Sim, um erro refrativo (grau) alto e não corrigido é uma das principais causas de estrabismo em crianças. A hipermetropia alta é a causa mais clássica da esotropia acomodativa, o desvio dos olhos para dentro. A criança faz um esforço de foco (acomodação) tão grande para enxergar com nitidez que, como reflexo, os olhos convergem excessivamente. A correção total da hipermetropia com óculos é, em muitos desses casos, o tratamento que resolve o desvio.
Sim, o estrabismo tem um forte componente genético. É muito comum que uma criança com estrabismo tenha pais, irmãos ou outros parentes próximos que também tiveram ou têm a condição. A presença de um histórico familiar aumenta significativamente a probabilidade de uma criança desenvolver o desvio. No entanto, o estrabismo também pode ocorrer em crianças sem nenhum caso conhecido na família. Por isso, a avaliação oftalmológica de rotina é importante para todas as crianças.
Isso é um mito popular. Um susto não pode causar estrabismo. Uma queda ou um trauma na cabeça, no entanto, podem, sim, ser a causa de um desvio ocular. Uma pancada forte pode danificar diretamente um dos nervos cranianos que controlam os músculos dos olhos, levando a uma paralisia e a um estrabismo de início súbito. Muitas vezes, os pais associam o início do desvio a uma queda, mas, na maioria dos casos, o estrabismo já estava presente de forma latente e apenas se tornou mais evidente.
Sim, o diabetes mal controlado é uma causa importante de estrabismo de início súbito em adultos. Os níveis elevados de açúcar no sangue podem danificar os pequenos vasos que nutrem os nervos responsáveis pela movimentação dos olhos (pares cranianos). A falta de irrigação sanguínea pode levar a uma paralisia de um desses nervos, causando o desalinhamento dos olhos e visão dupla. Geralmente, essa condição é temporária e melhora com o controle rigoroso da glicemia.
Sim. O controle do alinhamento ocular é um processo neurológico complexo, envolvendo diversas áreas do cérebro. Portanto, diversas doenças neurológicas podem se manifestar com estrabismo e visão dupla. Condições como acidentes vasculares cerebrais (AVC), tumores cerebrais, esclerose múltipla, miastenia gravis e aneurismas podem afetar os centros de controle do olhar ou os nervos que vão para os músculos, causando o desalinhamento. Por isso, todo estrabismo de início súbito no adulto requer uma investigação cuidadosa.
Sim, qualquer condição que cause uma baixa visão significativa em um dos olhos, especialmente na infância, pode levar ao estrabismo. Se o cérebro não recebe uma imagem de boa qualidade de um dos olhos (devido a uma catarata congênita, uma lesão na retina ou um grau muito alto), ele pode “desistir” de tentar usar aquele olho, e o olho acaba por desviar, geralmente para fora (exotropia). Nesse caso, o estrabismo é a consequência, e não a causa, da baixa visão.
O pseudoestrabismo, ou falso estrabismo, é uma condição muito comum em bebês e crianças pequenas, na qual os olhos parecem estar desviados para dentro, mas na verdade estão perfeitamente alinhados. Essa ilusão de ótica é geralmente causada pela base do nariz ainda ser larga e pela presença de uma dobra de pele no canto interno dos olhos (o epicanto), que cobre parte da esclera. Um oftalmologista pode facilmente diferenciar o pseudoestrabismo de um estrabismo verdadeiro com testes simples.
Sim. A Doença de Graves, uma condição autoimune que causa hipertireoidismo, pode levar a um quadro chamado Orbitopatia de Graves. Nessa doença, os músculos que movimentam os olhos ficam inflamados e inchados. Com o tempo, essa inflamação pode levar a uma fibrose (cicatrização) que restringe o movimento dos músculos, impedindo que eles trabalhem em sincronia. Isso resulta em um estrabismo, geralmente com desvio vertical e visão dupla.
O principal sinal, e o que mais chama a atenção, é o desvio visível de um ou de ambos os olhos, que não olham para a mesma direção ao mesmo tempo. O olho pode desviar para dentro (em direção ao nariz), para fora (em direção à orelha), para cima ou para baixo. Em adultos, o principal sintoma funcional é a diplopia, ou visão dupla. Em crianças, além do desvio, outros sinais podem incluir o fechamento de um dos olhos em locais ensolarados ou a adoção de posições anormais da cabeça (torcicolo).
Em adultos com estrabismo de início recente, sim. A visão dupla (diplopia) é o sintoma mais comum e incômodo, pois o cérebro não consegue mais ignorar a imagem do olho desviado. Em crianças, no entanto, a visão dupla é rara. O cérebro infantil é muito plástico e desenvolve um mecanismo de supressão, “desligando” a imagem do olho desviado para evitar a confusão. Por isso, a criança com estrabismo geralmente não se queixa de ver em dobro, mas está sob o risco de desenvolver ambliopia.
Sim, a adoção de uma posição anormal da cabeça, ou torcicolo ocular, é um sinal muito importante de estrabismo. A criança, de forma inconsciente, inclina ou vira a cabeça para uma posição na qual consegue usar os dois olhos juntos, diminuindo o desvio e evitando a visão dupla. A direção do torcicolo pode dar ao médico pistas valiosas sobre qual músculo ocular está com a função alterada. Portanto, um torcicolo persistente, sem uma causa ortopédica, merece uma avaliação oftalmológica.
Sim, esse é um sinal muito característico de um tipo de estrabismo chamado exotropia intermitente, que é o desvio do olho para fora. A luz intensa e brilhante parece ser um gatilho que dificulta o controle do alinhamento, fazendo com que o desvio apareça. A criança, então, fecha um dos olhos para bloquear a imagem do olho que desviou e, assim, evitar a visão dupla ou a sensação de ofuscamento e confusão visual que o desvio provoca.
Sim. A percepção de profundidade, ou estereopsia, que nos permite ver o mundo em três dimensões, depende da fusão das imagens ligeiramente diferentes que vêm de cada um dos dois olhos. No estrabismo, como os olhos não trabalham juntos, essa capacidade de visão binocular fica comprometida ou ausente. Isso pode fazer com que a pessoa tenha dificuldade em julgar distâncias, como para pegar objetos, praticar esportes que envolvam bolas ou descer escadas com segurança.
Sim. A falta de uma boa visão binocular e de percepção de profundidade pode afetar o desempenho em algumas atividades escolares e esportivas. A criança pode ter dificuldade com a coordenação olho-mão, o que pode impactar a escrita ou os desenhos. Além disso, se houver uma ambliopia (“olho preguiçoso”) não tratada, a baixa visão em um dos olhos pode dificultar a leitura do quadro e a concentração. O aspecto estético do desvio também pode, infelizmente, afetar a socialização da criança.
Sim. Em muitos casos, o estrabismo é intermitente, ou seja, o desvio não está presente o tempo todo. Ele pode surgir apenas em momentos de cansaço, desatenção, estresse ou quando a pessoa está doente. A exotropia é o tipo mais comum de estrabismo intermitente. Com o tempo, a frequência e a duração dos episódios de desvio podem aumentar, e o estrabismo pode se tornar constante.
Em estrabismos de pequeno ângulo ou intermitentes, o esforço constante que a pessoa faz para tentar manter os olhos alinhados e evitar a visão dupla pode levar ao cansaço visual (astenopia) e a dores de cabeça. Geralmente é uma dor na região da testa, que piora no final do dia ou após tarefas que exigem foco, como a leitura. Nos estrabismos constantes e de grande ângulo, a dor de cabeça é menos comum, pois a pessoa geralmente já suprimiu a imagem de um dos olhos ou aprendeu a conviver com a visão dupla.
Sim, dependendo da causa e do tipo, o estrabismo pode piorar. Um estrabismo intermitente pode se tornar constante. Um desvio acomodativo em uma criança com hipermetropia não corrigida pode aumentar. Em adultos, um estrabismo causado por uma doença progressiva, como a orbitopatia de Graves, também pode piorar se a doença de base não for controlada. O acompanhamento regular com o oftalmologista é fundamental para monitorar a evolução do desvio.
Sim, essa condição é chamada de pseudoestrabismo e é muito comum em bebês. A aparência de “olhos cruzados” é uma ilusão de ótica causada pela ponte nasal larga e pela presença de uma dobra de pele (epicanto) que cobre a parte branca do olho perto do nariz. Isso dá a falsa impressão de que os olhos estão desviados para dentro. Um oftalmologista pode confirmar, com testes simples de reflexo de luz, que os olhos estão, na verdade, perfeitamente alinhados.
O estrabismo é o desalinhamento dos olhos, um problema de posicionamento. A ambliopia (“olho preguiçoso”) é a baixa de visão em um olho que não aprendeu a enxergar bem, um problema de desenvolvimento funcional da visão. O estrabismo na infância é uma das principais causas da ambliopia. Eles são conceitos diferentes, mas estão intimamente relacionados: o tratamento do estrabismo na criança visa não apenas alinhar os olhos, mas principalmente prevenir ou tratar a ambliopia.
Isso é um mito perigoso. O estrabismo verdadeiro não melhora nem desaparece sozinho com o tempo. A espera pode levar a consequências permanentes, como a ambliopia. O que pode desaparecer com o crescimento da face do bebê é o pseudoestrabismo (a falsa aparência de desvio). Por isso, qualquer suspeita de desvio ocular em uma criança deve ser avaliada por um oftalmologista o mais cedo possível, pois o tratamento precoce é o que oferece as melhores chances de um bom resultado visual.
O estrabismo pode e deve ser tratado em qualquer idade. No entanto, os objetivos do tratamento podem variar. Na infância, o foco principal é o desenvolvimento da visão e a prevenção da ambliopia, além do alinhamento. Na vida adulta, o objetivo principal é eliminar a visão dupla (diplopia) e melhorar a aparência estética, o que pode ter um impacto psicossocial muito positivo. Portanto, nunca é tarde demais para tratar o estrabismo.
O teste do reflexo vermelho, ou “teste do olhinho”, é um exame de triagem neonatal muito importante. O pediatra ou oftalmologista ilumina os olhos do bebê com um oftalmoscópio e observa o reflexo que vem do fundo do olho. A assimetria ou a ausência desse reflexo pode indicar problemas sérios, como catarata congênita ou tumores, mas também pode ser um sinal de estrabismo, pois o reflexo do olho desviado pode parecer diferente do olho alinhado.
Esses são os termos técnicos para as direções do desvio. Esotropia é o desvio do olho para dentro, em direção ao nariz (olhos “convergentes” ou “cruzados”). Exotropia é o desvio do olho para fora, em direção à orelha (olhos “divergentes”). Hipertropia é quando o desvio de um olho é para cima. Existe também a hipotropia, quando o desvio é para baixo. É comum a combinação de desvios, como uma hipertropia associada a uma exotropia, por exemplo.
Com o tratamento adequado, uma pessoa com estrabismo pode levar uma vida normal. Em crianças, o tratamento precoce pode permitir o desenvolvimento de uma boa visão em ambos os olhos e de uma boa percepção de profundidade. Em adultos, a correção do desvio pode eliminar a visão dupla e o torcicolo, trazendo um grande alívio funcional, além da melhora na autoestima e na confiança social. O objetivo do tratamento é sempre melhorar a função visual e a qualidade de vida do paciente.
Uma foria é uma tendência ao desalinhamento que é mantida sob controle pelo cérebro. Os olhos só desviam quando a visão binocular é interrompida, como ao cobrir um dos olhos durante um exame. A maioria das pessoas tem um pequeno grau de foria e não apresenta sintomas. No entanto, em momentos de cansaço ou doença, o cérebro pode ter dificuldade em compensar a foria, e o desvio pode se manifestar, causando visão dupla intermitente.
O estrabismo em si, o desalinhamento, não causa a perda da visão no sentido de cegueira. O grande risco do estrabismo na infância é causar a ambliopia, que é uma perda funcional e permanente da visão em um dos olhos se não for tratada a tempo. Em adultos, o estrabismo não causa perda de visão, mas sim o sintoma da visão dupla, que é extremamente incômodo e incapacitante para as atividades diárias.
Não, de forma alguma. Embora a melhora da aparência seja um resultado importante e que impacta positivamente a autoestima, a cirurgia de estrabismo é, na maioria das vezes, um procedimento funcional. Em crianças, ela é fundamental para permitir o desenvolvimento da visão binocular. Em adultos, o principal objetivo é eliminar a visão dupla e o torcicolo, restaurando uma visão única e confortável e ampliando o campo visual binocular. Portanto, é uma cirurgia que visa restaurar a função.
Sim, o exame com a pupila dilatada (cicloplegia) é uma parte fundamental da avaliação de um paciente com estrabismo, especialmente uma criança. A dilatação permite duas coisas muito importantes: primeiro, ela relaxa o músculo do foco, permitindo que o oftalmologista meça o grau real e completo de hipermetropia, que pode ser a causa do desvio. Segundo, ela permite um exame detalhado do fundo do olho (nervo óptico e retina) para descartar qualquer outra alteração que possa estar causando o estrabismo.
O tratamento do estrabismo é individualizado e depende da causa, da idade do paciente e do tipo de desvio. As opções incluem: o uso de óculos, que podem corrigir o desvio em casos de estrabismo acomodativo; a oclusão (uso de tampão) no olho de melhor visão para tratar a ambliopia em crianças; a aplicação de toxina botulínica em músculos específicos; o uso de prismas nos óculos para corrigir a visão dupla; os exercícios ortópticos para alguns tipos de desvio; e a cirurgia para realinhar os olhos.
Sim, o estrabismo tem tratamento e, em muitos casos, pode ser considerado “curado” no sentido de que o alinhamento ocular e a função visual são restaurados. A palavra “cura” deve ser usada com cuidado, pois algumas formas de estrabismo podem exigir um acompanhamento a longo prazo ou mais de um procedimento. O objetivo é sempre alcançar o melhor alinhamento possível, uma boa visão em ambos os olhos e, idealmente, a visão binocular (visão em 3D).
O tampão, ou oclusor, não trata o desvio em si, mas sim a sua consequência mais grave na infância: a ambliopia (“olho preguiçoso”). Ao cobrir o olho “bom”, o tampão força o cérebro a usar e a prestar atenção na imagem que vem do olho desviado e com a visão mais fraca. Esse estímulo é o que permite que as vias neurais daquele olho se desenvolvam e a visão melhore. A oclusão é uma parte fundamental do tratamento em crianças com estrabismo e ambliopia.
Não. A cirurgia é uma ferramenta muito importante, mas não é a única e nem sempre a primeira opção. Em muitos casos de estrabismo acomodativo em crianças, o uso de óculos é o único tratamento necessário. Em desvios pequenos e em adultos, os prismas podem ser uma excelente alternativa. A terapia ortóptica pode resolver alguns tipos de desvio, como a insuficiência de convergência. A cirurgia é indicada quando essas outras medidas não são suficientes ou não são aplicáveis para corrigir o desvio.
A cirurgia de estrabismo é um procedimento que ajusta a força dos músculos ao redor do olho para realinhá-lo. Realizada sob anestesia geral em crianças e com anestesia local ou geral em adultos, o cirurgião faz uma pequena incisão na conjuntiva para acessar os músculos. Para enfraquecer um músculo muito forte, ele o reposiciona mais para trás (recuo). Para fortalecer um músculo fraco, ele pode encurtá-lo (ressecção). O olho não é retirado do lugar durante a cirurgia, como diz o mito popular.
Sim, a cirurgia de estrabismo é considerada muito segura. Os riscos são baixos e as complicações graves, raras. A idade para a cirurgia depende do tipo de estrabismo. Em casos de estrabismo congênito de grande ângulo, a cirurgia pode ser indicada precocemente, ainda no primeiro ano de vida. Em estrabismos acomodativos, espera-se a adaptação aos óculos. Em geral, a decisão cirúrgica é tomada quando o desvio persiste apesar dos outros tratamentos e está impedindo o desenvolvimento da visão binocular.
Os prismas são lentes especiais que desviam a luz e podem ser incorporados aos óculos. Eles são usados para tratar a diplopia (visão dupla) em pacientes com desvios de pequeno ângulo. O prisma “move” a imagem do olho desviado para o lugar certo na retina, permitindo que o cérebro a funda com a imagem do outro olho, criando uma visão única. Eles não corrigem o desvio físico do olho, mas corrigem a consequência visual dele. São uma ótima opção para adultos com pequenos desvios estáveis.
Os exercícios ortópticos, uma espécie de “fisioterapia ocular”, são eficazes para um grupo específico de problemas da motilidade ocular. Eles são o tratamento de escolha para a insuficiência de convergência, uma condição que causa cansaço e visão dupla na leitura. Podem ajudar também em alguns casos de exotropia intermitente. No entanto, para a maioria dos outros tipos de estrabismo, especialmente os de grande ângulo ou os congênitos, os exercícios não são eficazes para corrigir o desvio.
Sim, a aplicação de toxina botulínica (Botox®) pode ser uma opção em casos selecionados. A toxina é injetada em um dos músculos oculares para causar uma paralisia temporária. Isso é útil, por exemplo, em estrabismos agudos causados por paralisias de nervos, para relaxar o músculo opositor enquanto se espera a recuperação, ou em desvios de pequeno ângulo em adultos. Também pode ser usada em crianças para avaliar a resposta muscular antes de uma cirurgia definitiva.
Sim. O resultado da cirurgia de estrabismo é muito bom na maioria dos casos, mas nem sempre é perfeitamente previsível, pois depende também da cicatrização e da resposta individual de cada organismo. Em alguns casos, pode restar um pequeno desvio residual (hipocorreção) ou o desvio pode inverter (hipercorreção). Nesses casos, uma segunda cirurgia de ajuste pode ser necessária para refinar o resultado e alcançar o melhor alinhamento possível.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, causando vermelhidão e secreção. Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, com tratamentos específicos para cada tipo.
O terçol é uma infecção bacteriana aguda na pálpebra, que causa um nódulo vermelho e dolorido. Geralmente melhora com compressas mornas e boa higiene.
O astigmatismo é um erro de foco causado pela curvatura irregular do olho, que torna a visão distorcida. Pode ser corrigido com óculos, lentes ou cirurgia.
A oftalmologia cirúrgica utiliza microcirurgia e alta tecnologia para tratar doenças como catarata e glaucoma, oferecendo procedimentos seguros e de rápida recuperação.
O glaucoma é uma doença crônica e silenciosa que danifica o nervo óptico. O diagnóstico precoce e o tratamento contínuo são cruciais para preservar a visão.
O ceratocone é uma doença que deforma a córnea, afinando-a e causando astigmatismo. O tratamento visa parar a progressão e melhorar a visão.