Cuidado rápido em emergência oftalmológica
Uma emergência oftalmológica requer cuidado rápido. Conheça os sinais de alerta e a importância de um atendimento especializado para proteger sua visão.
Esta seção foi elaborada com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, para explicar de forma clara e objetiva o que fazer e quais os riscos em uma emergência ocular.
Os acidentes mais comuns no dia a dia envolvem a entrada de corpos estranhos nos olhos (ciscos, poeira, partículas de metal), as abrasões da córnea (arranhões causados por unhas, papel, galhos de plantas), os traumas contusos (pancadas com bolas, socos) e as queimaduras químicas, causadas pelo contato com produtos de limpeza ou industriais.
Acidentes de trabalho, especialmente em profissões que envolvem solda ou o manuseio de ferramentas, também são uma causa frequente de emergências.
Sim, e pode ser uma das mais graves. Produtos de limpeza, especialmente os que contêm substâncias alcalinas (como a soda cáustica) ou ácidas, podem causar uma queimadura química severa na superfície do olho, danificando a córnea e a conjuntiva.
A gravidade depende do produto e do tempo de contato. A primeira e mais importante medida é a lavagem imediata e contínua do olho com água corrente por pelo menos 15 a 20 minutos, antes mesmo de sair de casa para procurar o pronto-socorro.
Se entrar um cisco ou um grão de areia, a primeira reação do olho será lacrimejar para tentar expulsá-lo. Evite ao máximo esfregar os olhos, pois isso pode arranhar a córnea. Você pode tentar lavar o olho com soro fisiológico ou água limpa.
Se, mesmo após a lavagem, a sensação de corpo estranho persistir, é provável que a partícula esteja presa sob a pálpebra superior. Nesse caso, procure um oftalmologista. A remoção com os instrumentos corretos é simples e alivia o desconforto imediatamente.
Sim, uma bolada no olho pode ser muito perigosa. O impacto direto de uma bola, especialmente as menores e mais rígidas (como de tênis ou de golfe), pode causar uma série de lesões graves, mesmo que o olho não pareça muito machucado por fora.
As possíveis complicações incluem o sangramento dentro do olho (hifema), o aumento da pressão ocular (glaucoma traumático), a catarata, a lesão da retina e até mesmo o descolamento de retina. Toda pancada significativa no olho deve ser avaliada por um profissional.
Sim, um arranhão na córnea causado pela unha (abrasão) é uma lesão muito comum e dolorosa. Embora a maioria das abrasões cicatrize bem com o tratamento correto, o perigo reside no risco de infecção. As unhas carregam muitas bactérias.
Se uma infecção se instala na área arranhada, ela pode evoluir para uma úlcera de córnea, uma condição grave que pode deixar uma cicatriz e comprometer a visão de forma permanente. Por isso, o tratamento com colírios antibióticos é tão importante.
Os acidentes domésticos são uma causa muito frequente de emergências oftalmológicas. Eles incluem as queimaduras químicas com produtos de limpeza, as queimaduras térmicas com óleo de cozinha quente, os traumas com objetos pontiagudos (garfos, facas), as pancadas em quinas de móveis e até mesmo os arranhões causados por animais de estimação.
A prevenção, com o uso de óculos de proteção em atividades de risco e o armazenamento seguro de produtos químicos, é a melhor forma de evitá-los.
Os acidentes de trabalho são uma causa importante de trauma ocular grave, muitas vezes com perfuração do globo ocular. Profissionais da construção civil, da marcenaria e da metalurgia estão em maior risco.
A principal causa é a falta de uso do equipamento de proteção individual (EPI), como os óculos de segurança. Pequenos fragmentos de metal ou madeira podem atingir o olho em alta velocidade, causando ferimentos perfurantes que exigem tratamento cirúrgico de urgência.
Sim. A exposição à luz da solda elétrica sem a máscara de proteção adequada causa uma queimadura por radiação ultravioleta na córnea, chamada de ceratite actínica. Os sintomas geralmente não são imediatos, aparecendo de 6 a 12 horas após a exposição.
A pessoa sente uma dor muito intensa, como se tivesse areia nos olhos, grande sensibilidade à luz e lacrimejamento. O tratamento visa o alívio da dor e a proteção do olho com pomadas e, às vezes, um curativo oclusivo, enquanto a córnea cicatriza.
Um corte na pálpebra deve ser avaliado em um serviço de emergência. O profissional irá, primeiro, descartar qualquer lesão no próprio globo ocular. Em seguida, ele irá avaliar a extensão do corte.
Se o corte for na borda da pálpebra ou no canto interno, perto do nariz, é preciso um cuidado especial para reparar a margem e, principalmente, o canalículo lacrimal, se ele tiver sido atingido. A sutura deve ser feita de forma muito delicada por um profissional experiente para evitar sequelas estéticas e funcionais.
Sim, a rolha de uma garrafa de champanhe ou de espumante pode ser um projétil muito perigoso. A pressão dentro da garrafa pode fazer com que a rolha seja disparada a uma velocidade de até 80 km/h.
Se atingir o olho, o impacto pode causar um trauma contuso grave, com as mesmas complicações de uma bolada: hifema, glaucoma, catarata e descolamento de retina. A dica de segurança é sempre apontar a garrafa para longe do rosto das pessoas e cobrir a rolha com uma toalha ao abri-la.
O glaucoma agudo de ângulo fechado é uma emergência médica na qual a pressão dentro do olho aumenta de forma súbita e para níveis muito elevados. Isso ocorre quando o sistema de drenagem do olho é subitamente bloqueado pela íris.
Os sintomas são intensos e incluem dor ocular e na cabeça muito forte, visão embaçada, visão de halos coloridos ao redor das luzes, náuseas e vômitos. O tratamento precisa ser imediato para baixar a pressão e evitar um dano permanente e irreversível ao nervo óptico.
O descolamento de retina é uma emergência na qual a retina, o “filme” do olho, se separa da parede ocular. Os sintomas de alerta são o aparecimento súbito de flashes de luz, muitas moscas volantes e, o mais importante, uma sombra ou cortina escura que começa em uma parte da visão e avança.
O tratamento é sempre cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível. Se a mácula, a área da visão central, ainda não descolou, a cirurgia é de extrema urgência para tentar preservar a visão de detalhes.
A oclusão da artéria central da retina é uma das emergências mais dramáticas da oftalmologia. É como um “infarto” do olho, no qual o suprimento de sangue para a retina é subitamente interrompido, geralmente por um êmbolo (um coágulo que veio do coração ou das carótidas).
O sintoma é uma perda de visão súbita, profunda e indolor em um olho. O tempo para tentar reverter a situação é curtíssimo, de poucas horas. É uma emergência médica que exige atendimento imediato.
A oclusão da veia da retina também causa uma perda de visão súbita e indolor, mas geralmente não tão severa quanto a da artéria. Ocorre quando uma veia da retina é bloqueada por um trombo.
O diagnóstico e o acompanhamento são importantes para tratar as complicações, como o inchaço da mácula (edema macular) e o desenvolvimento de vasos anormais, que podem levar a um glaucoma secundário. A investigação dos fatores de risco, como pressão alta e diabetes, é fundamental.
A maioria dos casos de conjuntivite não é uma emergência. No entanto, uma conjuntivite em um recém-nascido é sempre uma urgência, pois pode ser causada por bactérias agressivas.
Em adultos, uma conjuntivite muito severa, com a formação de membranas ou com grande inchaço, ou uma conjuntivite em um usuário de lentes de contato, também deve ser avaliada sem demora. Além disso, se o olho vermelho vier acompanhado de dor forte e baixa de visão, pode não ser uma conjuntivite, mas sim um problema mais grave.
Sim. Uma infecção na córnea, ou ceratite infecciosa, que leva à formação de uma úlcera, é uma emergência oftalmológica. A infecção pode progredir rapidamente, destruir o tecido da córnea e até perfurar o olho.
Ela causa dor intensa, olho vermelho, sensibilidade à luz e baixa de visão. O tratamento precisa ser iniciado o mais rápido possível, com colírios antibióticos fortificados aplicados em intervalos muito curtos, para tentar erradicar a infecção e minimizar o tamanho da cicatriz.
A endoftalmite é a infecção grave do interior do globo ocular. É uma das complicações mais temidas das cirurgias intraoculares, como a de catarata, ou de traumas perfurantes.
Os sintomas, como dor intensa, olho muito vermelho e baixa de visão severa, geralmente aparecem nos primeiros dias após a cirurgia ou o trauma. É uma emergência absoluta, que exige tratamento imediato com a injeção de antibióticos dentro do olho e, muitas vezes, uma cirurgia de vitrectomia para “lavar” a infecção.
A neurite óptica é a inflamação do nervo óptico. Ela causa uma perda de visão que se desenvolve ao longo de alguns dias, geralmente acompanhada de dor ao mover o olho e de uma alteração na visão de cores.
É considerada uma urgência porque pode ser o primeiro sinal de uma doença neurológica, como a esclerose múltipla. A avaliação rápida, com a confirmação do diagnóstico e a realização de uma ressonância magnética, é importante para guiar o tratamento e a investigação da causa.
Sim. O início súbito de visão dupla (diplopia) deve sempre ser considerado uma emergência. Pode ser o sinal de uma paralisia de um dos nervos que controlam os músculos oculares.
Embora a causa possa ser benigna, como o diabetes, a diplopia pode ser o único sintoma de uma condição com risco de vida, como a compressão do nervo por um aneurisma cerebral. A investigação da causa em um serviço de emergência é fundamental.
Um terçol comum, localizado na borda da pálpebra, geralmente não é uma emergência. No entanto, se a infecção se espalhar e causar uma celulite pré-septal, com um inchaço e vermelhidão que se estendem por toda a pálpebra e para o rosto, a avaliação médica se torna necessária.
E se houver sinais de que a infecção passou para dentro da órbita (exoftalmia, dor ao mover o olho), aí sim se torna uma emergência (celulite orbitária).
Não tratar um descolamento de retina leva, na esmagadora maioria dos casos, à perda total e irreversível da visão no olho afetado. A retina, quando descolada, fica sem seu suprimento de nutrientes e oxigênio, e suas células nervosas começam a morrer.
Com o tempo, o olho pode entrar em um processo de cicatrização anormal (PVR) e atrofia (ftise bulbar), tornando-se um olho cego e, às vezes, doloroso. O tratamento cirúrgico é a única forma de evitar esse desfecho.
Uma queimadura química grave que não recebe o tratamento adequado (a começar pela lavagem imediata e abundante) pode ter consequências devastadoras. O produto químico pode causar a morte das células-tronco da córnea, levando a uma opacificação permanente.
Pode causar a formação de cicatrizes e aderências entre a pálpebra e o olho (simbléfaro) e um aumento severo da pressão ocular (glaucoma). Em casos extremos, pode levar à perfuração do olho e à perda total do globo ocular.
Um ferimento que perfura o globo ocular é uma das emergências mais graves. O risco principal é a infecção intraocular (endoftalmite), que pode destruir o olho em questão de dias.
Outros riscos incluem o sangramento interno, o desenvolvimento de uma catarata traumática e o descolamento de retina. O tratamento é sempre cirúrgico e de urgência, para fechar a perfuração (sutura), remover qualquer corpo estranho e tratar as lesões internas.
A crise de glaucoma agudo causa um aumento da pressão intraocular para níveis altíssimos. Essa pressão elevada, se mantida por muitas horas, causa um dano rápido e irreversível ao nervo óptico por falta de suprimento sanguíneo.
Cada hora que passa com a pressão alta significa a morte de mais fibras nervosas. Se não for tratada a tempo, a crise de glaucoma agudo pode levar à cegueira completa em apenas alguns dias.
Uma úlcera de córnea é uma ferida infectada. Se não for tratada com os colírios antibióticos corretos e de forma intensiva, a infecção pode progredir e “derreter” o tecido da córnea (melting), levando à sua perfuração.
A perfuração permite que a infecção entre no olho, causando uma endoftalmite. Mesmo que não chegue a perfurar, uma úlcera não tratada adequadamente pode deixar uma cicatriz grande e densa no centro da córnea, causando uma baixa de visão permanente.
Sim. A perda súbita de visão é sempre um sinal de um problema grave. Se a causa for uma oclusão da artéria da retina, a falta de tratamento imediato (em pouquíssimas horas) leva à morte de toda a retina e à cegueira irreversível.
Se for um descolamento de retina, a demora no tratamento diminui muito as chances de recuperação visual. A mensagem é clara: perda súbita de visão é sinônimo de ida imediata ao pronto-socorro.
A celulite orbitária é uma infecção grave que, além de poder causar a perda da visão por compressão do nervo óptico ou por inflamação, tem o risco de se espalhar para o sistema nervoso central.
A infecção pode levar à formação de um abscesso no cérebro ou a uma meningite. Também pode causar uma trombose do seio cavernoso, uma complicação vascular grave. Por ter risco de vida, o tratamento com internação e antibióticos na veia é sempre necessário.
Ignorar o aparecimento súbito de flashes de luz e moscas volantes pode significar perder a janela de oportunidade para um tratamento preventivo. Esses sintomas podem ser o sinal de um rasgo na retina.
Se o rasgo for diagnosticado nessa fase, ele pode ser tratado com um procedimento a laser simples e rápido, no consultório, que previne o descolamento de retina. Se a pessoa ignora os sintomas e a retina descola, o tratamento se torna uma cirurgia muito maior e mais complexa, e com um prognóstico visual pior.
Sim, de forma direta. Em oftalmologia, especialmente na área de retina, o tempo é um fator crucial. Para muitas emergências, o prognóstico visual está diretamente relacionado ao tempo decorrido entre o início dos sintomas e o início do tratamento.
Quanto mais rápido o atendimento, o diagnóstico e a intervenção, maiores são as chances de se preservar as células nervosas e de se obter um bom resultado funcional. Na dúvida, não hesite em procurar um serviço de emergência.
Se a causa da visão dupla súbita for uma condição grave, como um aneurisma, e não for tratada, a consequência pode ser fatal. Se a causa for uma paralisia de nervo, a demora no diagnóstico pode fazer com que se perca a chance de tratar a causa de base.
Embora muitas paralisias melhorem, algumas podem deixar um desvio ocular permanente. Se a visão dupla não se resolver, ela pode ser corrigida com prismas ou com uma cirurgia de estrabismo, mas o ideal é sempre tratar a causa.
A primeira e mais importante medida é a lavagem imediata e contínua do olho com água corrente limpa, soro fisiológico ou qualquer líquido não irritante disponível. A lavagem deve ser feita por no mínimo 15 a 20 minutos, mantendo as pálpebras abertas.
Após a lavagem, o olho deve ser coberto com uma gaze limpa, sem pressionar, e o paciente deve ser levado imediatamente para um serviço de emergência oftalmológica, se possível com a embalagem do produto químico que causou o acidente.
Em caso de um ferimento perfurante, a principal orientação é não tocar, não lavar e não tentar remover qualquer objeto que esteja encravado no olho. A manipulação pode causar um dano ainda maior.
O ideal é proteger o olho sem exercer nenhuma pressão sobre ele. Isso pode ser feito cobrindo o olho com um copo de plástico ou um protetor ocular e fixando-o com um esparadrapo. O paciente deve ser levado ao pronto-socorro o mais rápido possível, mantendo-se o mais calmo e imóvel que puder.
Após uma pancada forte, mesmo que a visão pareça normal, a aplicação de compressas frias ou de gelo (protegido por um pano) sobre a pálpebra fechada pode ajudar a diminuir o inchaço e a dor. Evite pressionar o olho.
É fundamental procurar uma avaliação oftalmológica, pois o trauma pode ter causado lesões internas graves, como sangramento ou descolamento de retina, que não são visíveis externamente e que precisam ser diagnosticadas e tratadas.
Se a sensação de cisco for leve, você pode tentar piscar várias vezes ou lavar o olho com soro fisiológico para que a lágrima o remova.
Nunca utilize pinças, cotonetes ou qualquer outro objeto para tentar remover a partícula, pois isso pode causar um arranhão grave na córnea. Se, após a lavagem, a sensação de que há algo no olho persistir, procure um oftalmologista. A remoção com os instrumentos corretos é a forma mais segura.
Não, em hipótese alguma. A automedicação com colírios em uma emergência é extremamente perigosa. O uso de um colírio inadequado pode piorar muito a situação. Por exemplo, um colírio com corticoide pode agravar uma infecção por herpes ou fungos.
Um colírio anestésico, se usado de forma contínua, é tóxico para a córnea e pode mascarar a dor de uma lesão grave. Nenhum colírio deve ser usado sem a prescrição de um médico após o diagnóstico correto.
A primeira medida é não esfregar os olhos, pois os grãos de areia podem arranhar a córnea. O ideal é lavar os olhos abundantemente com água potável limpa ou soro fisiológico, se tiver. Piscar repetidamente dentro da água também pode ajudar.
Se, mesmo após a lavagem, a sensação de areia persistir, é possível que ainda haja partículas presas sob a pálpebra. Nesse caso, uma avaliação com o oftalmologista é recomendada para a remoção e para verificar se não houve uma lesão na córnea.
O olho roxo, ou hematoma periorbitário, é o acúmulo de sangue nos tecidos ao redor do olho após um trauma. A aplicação de compressas frias nas primeiras 24 a 48 horas ajuda a diminuir o inchaço e o sangramento. Após esse período, as compressas mornas podem ajudar na reabsorção do hematoma.
O mais importante, no entanto, é que todo olho roxo seja avaliado por um oftalmologista para descartar a presença de lesões mais graves no globo ocular, como uma fratura de órbita ou uma hemorragia interna.
Se você sentir que arranhou o olho, com dor intensa e lacrimejamento, o ideal é procurar um oftalmologista. Ele irá avaliar a extensão da lesão e prescrever o tratamento correto, que geralmente inclui um colírio antibiótico para prevenir infecção e, às vezes, um colírio para dilatar a pupila e aliviar a dor.
Em lesões maiores, uma lente de contato terapêutica pode ser usada como um “curativo”. Não se deve usar um tampão oclusivo sem a orientação médica.
Depende. Em um ferimento perfurante, o olho deve ser protegido com um oclusor rígido (como o fundo de um copo), sem pressionar. Em uma queimadura química, após a lavagem, pode-se cobrir o olho com uma gaze limpa. Em um trauma contuso, a compressa fria é o mais importante.
O que não se deve fazer é um curativo oclusivo apertado em um olho com suspeita de infecção ou de abrasão, pois o ambiente fechado e quente pode favorecer a proliferação de bactérias.
Sempre que possível, o ideal é procurar um pronto-socorro especializado em oftalmologia. Os hospitais e as clínicas de olhos possuem os equipamentos específicos necessários para um diagnóstico preciso, como a lâmpada de fenda e o equipamento para mapeamento de retina, além de profissionais especialistas na área. Se a emergência ocular estiver associada a um trauma grave em outras partes do corpo ou a um problema neurológico agudo, o atendimento inicial em um pronto-socorro geral, que conta com todas as especialidades, é o mais indicado.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, causando vermelhidão e secreção. Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, com tratamentos específicos para cada tipo.
O terçol é uma infecção bacteriana aguda na pálpebra, que causa um nódulo vermelho e dolorido. Geralmente melhora com compressas mornas e boa higiene.
O astigmatismo é um erro de foco causado pela curvatura irregular do olho, que torna a visão distorcida. Pode ser corrigido com óculos, lentes ou cirurgia.
A oftalmologia cirúrgica utiliza microcirurgia e alta tecnologia para tratar doenças como catarata e glaucoma, oferecendo procedimentos seguros e de rápida recuperação.
O glaucoma é uma doença crônica e silenciosa que danifica o nervo óptico. O diagnóstico precoce e o tratamento contínuo são cruciais para preservar a visão.
O ceratocone é uma doença que deforma a córnea, afinando-a e causando astigmatismo. O tratamento visa parar a progressão e melhorar a visão.