Dúvidas sobre a diplopia ou visão dupla
Se você enxerga em dobro, pode ser diplopia. Saiba como o desalinhamento dos olhos causa a visão dupla e como o tratamento pode restaurar sua visão.
Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, esta seção esclarece o que é a visão dupla, por que ela acontece, como é investigada e quais são os caminhos para o tratamento.
A diplopia pode ter muitas causas. A mais importante é diferenciar se ela é monocular (continua ao fechar um olho) ou binocular (desaparece ao fechar um olho). A diplopia monocular geralmente é causada por problemas no próprio olho, como astigmatismo alto, catarata ou doenças da córnea. Já a diplopia binocular, a mais comum, ocorre por um desalinhamento dos olhos. Esse desalinhamento pode ser causado por estrabismo, paralisia de um dos nervos que controlam os músculos oculares, doenças da tireoide, miastenia gravis ou condições neurológicas mais sérias, como AVC ou tumores.
Sim, o estrabismo é uma das principais causas de diplopia binocular no adulto. Quando o estrabismo se desenvolve na infância, o cérebro da criança geralmente aprende a suprimir (ignorar) a imagem do olho desviado para não ver em dobro. No entanto, se um adulto que sempre teve os olhos alinhados desenvolve um estrabismo, seja por uma paralisia de um nervo ou por descompensação de um desvio latente, seu cérebro não tem mais essa capacidade de supressão. Como resultado, ele passa a perceber as duas imagens, uma de cada olho, causando a diplopia.
O cansaço excessivo e o estresse geralmente não causam uma diplopia verdadeira e constante. No entanto, eles podem exacerbar um problema que já existe de forma latente. Por exemplo, uma pessoa que tem um pequeno desvio ocular que normalmente consegue controlar (uma foria), pode sentir visão dupla no final do dia, quando os músculos oculares estão cansados. O olho seco, que pode piorar com o estresse e o uso de telas, pode causar uma visão borrada ou com imagens fantasma, que às vezes é confundida com diplopia.
Geralmente, não. Problemas cervicais ou de coluna não são uma causa direta de desalinhamento ocular e diplopia. A visão dupla binocular é causada por problemas nos músculos que movimentam os olhos ou nos nervos e centros cerebrais que os controlam. No entanto, é comum que uma pessoa com diplopia adote uma posição anormal da cabeça (torcicolo) para tentar alinhar os olhos e eliminar a visão dupla. Nesse caso, a dor no pescoço é uma consequência da diplopia, e não a sua causa.
Sim, a catarata é uma das causas mais comuns de diplopia monocular. A opacificação do cristalino (a lente natural do olho) pode não ser uniforme. Áreas com diferentes graus de opacidade podem dividir o feixe de luz que entra no olho, fazendo com que mais de uma imagem seja formada na retina. O paciente geralmente descreve isso como uma “sombra” ou uma imagem fantasma ao redor da imagem principal. Essa visão dupla em um só olho é resolvida com a cirurgia de catarata, que remove o cristalino opaco.
Sim, o diabetes é uma causa importante de diplopia binocular de início súbito. O diabetes mal controlado pode afetar a circulação sanguínea para os pequenos nervos que controlam os músculos oculares (os pares cranianos III, IV ou VI). A falta de suprimento sanguíneo pode causar uma paralisia temporária de um desses nervos, resultando no desalinhamento dos olhos e na visão dupla. Geralmente, essa condição melhora espontaneamente ao longo de 2 a 3 meses, à medida que o nervo se recupera, sendo fundamental o controle rigoroso da glicemia.
Sim, a diplopia de início súbito pode ser um dos sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC). O AVC pode afetar as áreas do cérebro que são responsáveis por coordenar os movimentos dos dois olhos ou pode danificar diretamente o núcleo de um dos nervos cranianos que controlam os músculos oculares. Por isso, se uma pessoa, especialmente se tiver fatores de risco como pressão alta ou diabetes, apresentar uma visão dupla repentina, acompanhada ou não de outros sintomas como fraqueza em um lado do corpo, tontura ou dificuldade na fala, deve procurar atendimento médico de emergência.
A miastenia gravis é uma doença autoimune que afeta a comunicação entre os nervos e os músculos, causando fraqueza muscular. Os músculos dos olhos e das pálpebras são frequentemente os primeiros e, às vezes, os únicos a serem afetados (miastenia ocular). Uma característica típica é a fraqueza que piora com o uso e melhora com o repouso. O paciente pode acordar com a visão normal e, ao longo do dia, começar a ver em dobro ou a sentir a pálpebra cair (ptose). A diplopia na miastenia é classicamente flutuante.
Sim. A Doença de Graves, a principal causa de hipertireoidismo, pode levar a uma condição chamada Orbitopatia de Graves. Nessa doença, o sistema imunológico ataca os tecidos da órbita, incluindo os músculos que movimentam os olhos. Esses músculos ficam inflamados, inchados e, com o tempo, podem se tornar fibróticos e rígidos. A restrição da movimentação de um ou mais músculos impede que os olhos se movam em sincronia, causando o desalinhamento e a diplopia, que pode ser constante e piorar em certas direções do olhar.
Embora seja uma causa menos comum, um tumor ou outra lesão expansiva no cérebro pode, sim, causar diplopia. Isso acontece se o tumor crescer em uma área que comprime um dos três nervos cranianos responsáveis pela motilidade ocular em algum ponto de seu trajeto, desde o tronco cerebral até a órbita. Por isso, toda diplopia de início recente, especialmente se for acompanhada de dor de cabeça, alterações na pupila ou outros sinais neurológicos, precisa ser investigada com exames de imagem, como a ressonância magnética.
A pessoa com diplopia percebe duas imagens de um único objeto. Dependendo de qual músculo está afetado, as duas imagens podem aparecer lado a lado (diplopia horizontal), uma em cima da outra (diplopia vertical) ou em uma combinação das duas, na diagonal (diplopia oblíqua). Uma das imagens, a que vem do olho que enxerga de forma correta, geralmente é mais nítida, enquanto a outra, do olho desviado, pode ser mais “fantasma” ou transparente. A separação entre as imagens pode ser maior ou menor dependendo da direção para onde a pessoa olha.
A diplopia pode ser constante ou intermitente (ir e vir). Se a causa for uma paralisia de um nervo já estabelecida, a visão dupla tende a ser constante. Em outras condições, como na miastenia gravis ou em forias descompensadas, a diplopia pode ser intermitente, aparecendo principalmente em momentos de cansaço ou no final do dia. Ela também pode ser “comitante”, quando a separação das imagens é a mesma em todas as direções do olhar, ou “incomitante”, quando a separação piora em uma direção específica, o que é típico das paralisias.
Sim. A dor de cabeça pode estar associada à diplopia de duas formas. A própria condição que causa a diplopia, como um aneurisma ou uma inflamação, pode causar dor. Além disso, o esforço constante para tentar superar a visão dupla e fundir as imagens pode causar cansaço visual (astenopia) e uma dor de cabeça tensional, geralmente na região da testa. Muitos pacientes também se queixam de tontura, náusea e desequilíbrio, pois a visão dupla cria uma grande confusão espacial para o cérebro.
Sim, é muito comum. A adoção de uma posição anormal da cabeça, conhecida como torcicolo ocular, é um mecanismo de compensação. A pessoa, de forma inconsciente, vira ou inclina a cabeça para uma posição específica na qual o músculo paralisado é menos solicitado, permitindo que os olhos se alinhem e a visão dupla desapareça. Por exemplo, em uma paralisia do nervo abducente, que leva o olho para fora, a pessoa pode virar o rosto para o lado da lesão para conseguir uma visão única. A observação do torcicolo ajuda no diagnóstico.
Sim, a diplopia pode afetar significativamente o equilíbrio e a noção de espaço. A nossa percepção de profundidade e a localização dos objetos dependem da fusão das imagens dos dois olhos. Quando o cérebro recebe duas imagens conflitantes, ele tem dificuldade em julgar as distâncias e a posição das coisas. Isso pode causar uma grande insegurança para andar, descer escadas ou pegar objetos, levando a uma sensação de desequilíbrio e vertigem. Muitas pessoas fecham um dos olhos para conseguir se locomover com mais segurança.
Sim, na maioria das diplopias causadas por paralisias musculares (incomitantes), a separação entre as duas imagens piora quando a pessoa tenta olhar na direção de ação do músculo paralisado. Por exemplo, se o músculo que leva o olho direito para a direita está fraco, a visão dupla será máxima quando a pessoa tentar olhar para a direita, pois o olho esquerdo se move normalmente, mas o direito não consegue acompanhar. Em outras direções, a separação pode ser menor ou até desaparecer.
Sim, a confusão visual causada pela diplopia pode levar a sintomas como náuseas e tonturas. O conflito entre a informação visual (duas imagens) e a informação dos outros sistemas de equilíbrio (ouvido interno e propriocepção) pode gerar um mal-estar semelhante ao enjoo de movimento. Para muitas pessoas, o desconforto é tão grande que elas instintivamente fecham ou cobrem um dos olhos para aliviar os sintomas e conseguirem realizar suas tarefas.
Sim. A associação de diplopia com ptose (pálpebra caída) é um sinal clássico de duas condições em particular: a paralisia do terceiro nervo craniano (oculomotor), que inerva o músculo que levanta a pálpebra e também vários músculos que movem o olho; e a miastenia gravis, na qual a fraqueza muscular pode afetar tanto os músculos oculares quanto os da pálpebra. A presença dos dois sintomas juntos é uma pista diagnóstica muito importante para o médico.
A diplopia binocular pode afetar a visão em todas as distâncias. A percepção da visão dupla geralmente depende da direção do olhar, mais do que da distância do objeto. No entanto, em alguns tipos de desvio, como na insuficiência de convergência (dificuldade de virar os olhos para dentro), a diplopia pode aparecer ou piorar especificamente em atividades de perto, como a leitura. Já na diplopia monocular, causada por catarata, a visão dupla pode ser mais perceptível ao olhar para fontes de luz à distância.
Sim, o início súbito é uma característica muito importante e um sinal de alerta. A diplopia que se instala “do dia para a noite” geralmente indica um evento agudo, como uma paralisia de um nervo causada por um problema vascular (diabetes, hipertensão) ou, mais seriamente, por um AVC ou aneurisma. Já a diplopia que surge de forma gradual ou que é intermitente pode estar mais relacionada a doenças como a orbitopatia de Graves ou a descompensação de um estrabismo preexistente. O início súbito sempre requer uma investigação imediata.
A diferença é fundamental e é a primeira coisa a ser determinada. A diplopia monocular persiste mesmo com um dos olhos fechado; o problema está na estrutura do olho que está aberto (ex: catarata). A diplopia binocular só acontece com os dois olhos abertos e desaparece completamente ao se fechar qualquer um deles; o problema está no desalinhamento dos olhos. O teste é simples: se a visão dupla some ao tampar um olho, é binocular e indica um problema no controle dos músculos oculares ou em suas vias neurais.
Não necessariamente, mas deve sempre ser levada a sério e investigada. Muitas causas de diplopia são benignas e autolimitadas, como uma paralisia de nervo causada por diabetes bem controlada. No entanto, como a diplopia pode ser o primeiro ou o único sinal de condições graves que ameaçam a vida, como um aneurisma cerebral, um tumor ou um AVC, todo episódio de visão dupla de início recente, especialmente a binocular, deve ser considerado uma emergência médica até que se prove o contrário.
O diagnóstico começa com uma anamnese detalhada, seguida do teste de oclusão para diferenciar a diplopia monocular da binocular. O médico então realiza o exame da motilidade ocular, pedindo para o paciente seguir um objeto com os olhos em várias direções, para identificar qual músculo está com a função comprometida. A medida do desvio com prismas também é realizada. Exames complementares, como exames de sangue (para diabetes, tireoide) e exames de imagem (tomografia, ressonância magnética), são frequentemente necessários para determinar a causa.
Sim, crianças podem ter diplopia, mas elas raramente se queixam dela. Quando um estrabismo se desenvolve em uma criança pequena, seu cérebro tem uma grande capacidade de se adaptar para evitar a visão dupla, desenvolvendo um mecanismo chamado supressão, no qual a imagem do olho desviado é ignorada. Isso é perigoso, pois pode levar à ambliopia (“olho preguiçoso”). Se uma criança mais velha se queixa de visão dupla, isso pode indicar um estrabismo de início recente ou a descompensação de um desvio, e deve ser avaliado.
Sim, em muitas situações, a diplopia é temporária. Por exemplo, a diplopia causada por uma paralisia de um nervo devido ao diabetes ou à hipertensão geralmente se resolve sozinha em algumas semanas ou meses, à medida que o nervo se recupera. A diplopia que ocorre na miastenia gravis pode ser flutuante, aparecendo e desaparecendo ao longo do dia. A diplopia após um trauma leve ou uma concussão também pode ser transitória. O acompanhamento médico é que irá determinar a evolução do quadro.
Uma foria é uma tendência latente ao desalinhamento dos olhos, que é mantida sob controle pelo mecanismo de fusão do cérebro. Quase todo mundo tem um pequeno grau de foria. Quando estamos cansados, estressados ou doentes, a capacidade do cérebro de compensar esse desvio pode diminuir, e a foria pode “quebrar”, tornando-se um desvio manifesto (tropia) e causando um episódio de diplopia intermitente. A insuficiência de convergência é um exemplo comum, causando visão dupla na leitura.
O teste ortóptico, ou exame de motilidade ocular, é uma avaliação detalhada realizada por um ortoptista ou oftalmologista para analisar o alinhamento e os movimentos dos olhos. O teste utiliza diversas técnicas, como o teste de cobertura, a medição do desvio com prismas nas diferentes posições do olhar e a avaliação da visão binocular (percepção de profundidade). É um exame fundamental na investigação da diplopia, pois fornece medidas precisas do desvio e ajuda a identificar o músculo ou o nervo afetado.
Com certeza. A diplopia compromete severamente a segurança na direção. Ver duas imagens da estrada, dos outros carros ou dos pedestres torna impossível julgar as distâncias e as posições corretamente, aumentando drasticamente o risco de acidentes. Pessoas com diplopia binocular não devem dirigir. Muitas delas aprendem a ocluir um dos olhos com um tampão ou um oclusor de óculos para eliminar a visão dupla e poderem realizar tarefas como dirigir, embora isso prejudique a visão de profundidade.
A possibilidade de “cura” da diplopia depende inteiramente da sua causa. Se a causa subjacente for tratável e reversível, a diplopia pode desaparecer completamente. Por exemplo, a diplopia diabética costuma se resolver com o controle da glicemia. A diplopia da miastenia melhora com a medicação. Se a causa for um estrabismo permanente, a diplopia pode ser “curada” com uma cirurgia de alinhamento ou controlada com o uso de prismas. O objetivo é sempre, primeiro, tratar a causa e, depois, tratar o sintoma da visão dupla.
Embora ambas afetem a qualidade da visão, são sensações diferentes. A visão embaçada é a perda de nitidez; os contornos dos objetos parecem fora de foco, mas há apenas uma imagem. A diplopia é a percepção de duas imagens distintas de um mesmo objeto. É possível ter as duas coisas ao mesmo tempo; por exemplo, uma pessoa com catarata pode ver duas imagens (diplopia monocular), e ambas podem estar embaçadas. É importante descrever ao médico com precisão o que se está sentindo.
O tratamento da diplopia tem duas frentes: tratar a causa e aliviar o sintoma. O tratamento da causa é a prioridade e depende do diagnóstico (controlar o diabetes, tratar a doença da tireoide, medicar a miastenia gravis, etc.). Para aliviar o sintoma da visão dupla enquanto a causa é tratada ou se o desvio for permanente, existem algumas opções. As principais são o uso de um tampão em um dos olhos, a adaptação de lentes com prismas nos óculos ou a cirurgia para realinhar os olhos (cirurgia de estrabismo).
O tampão ocular é uma medida paliativa, mas muito eficaz para aliviar imediatamente os sintomas da diplopia binocular. Ao ocluir um dos olhos, a visão dupla desaparece, o que alivia a confusão visual, as náuseas e o desequilíbrio, permitindo que a pessoa retome suas atividades diárias com mais segurança. O tampão não trata a causa do desalinhamento, ele apenas elimina o sintoma temporariamente. Pode ser usado de forma alternada entre os olhos para evitar o desenvolvimento de ambliopia em crianças.
Os prismas são lentes especiais que desviam a luz sem alterar o foco. No tratamento da diplopia, eles são incorporados às lentes dos óculos. A função do prisma é desviar a imagem que chega ao olho desviado, movendo-a para o ponto da retina que corresponde à imagem do outro olho. Isso “engana” o cérebro, fazendo-o pensar que os olhos estão alinhados e permitindo que ele funda as duas imagens em uma só. Os prismas são uma ótima opção para desvios pequenos e estáveis.
Sim, a cirurgia de estrabismo é um dos principais tratamentos para a diplopia binocular causada por um desvio ocular permanente. O objetivo da cirurgia é realinhar os olhos, ajustando a força ou a posição dos músculos extraoculares. O cirurgião pode enfraquecer um músculo que está muito forte ou fortalecer um que está fraco. Ao restaurar o alinhamento dos olhos, a cirurgia pode eliminar a diplopia e restaurar a visão binocular única, especialmente se o desvio for o mesmo em todas as as direções do olhar.
A terapia ortóptica, que é uma espécie de “fisioterapia para os olhos”, pode ser muito eficaz para tipos específicos de diplopia, especialmente aquelas causadas por problemas de convergência ou de fusão. Em casos de insuficiência de convergência, que causa visão dupla na leitura, os exercícios para fortalecer os músculos que viram os olhos para dentro podem resolver o problema. A terapia ortóptica não funciona para diplopias causadas por paralisias de nervos ou desvios grandes.
Sim, a injeção de toxina botulínica (Botox®) em um dos músculos oculares pode ser usada em alguns casos de estrabismo agudo com diplopia. Por exemplo, em uma paralisia do nervo abducente, o músculo que puxa o olho para dentro (reto medial) fica sem oposição e muito contraído. A injeção de toxina nesse músculo o enfraquece temporariamente, o que pode ajudar a alinhar o olho e aliviar a diplopia enquanto se espera a recuperação do nervo paralisado. Também pode ser usada para avaliar o potencial de uma cirurgia.
A avaliação inicial da diplopia é sempre com o oftalmologista, que é o profissional capacitado para examinar os olhos, medir o desvio e diferenciar as causas oculares das não oculares. No entanto, como muitas causas da diplopia binocular são neurológicas, endócrinas ou sistêmicas, o tratamento muitas vezes é multidisciplinar. O oftalmologista pode trabalhar em conjunto com um neurologista, um endocrinologista ou um reumatologista para tratar a doença de base.
Se a diplopia for causada por uma paralisia de nervo diabética, o tratamento principal é o controle rigoroso dos níveis de açúcar no sangue. A otimização do controle glicêmico é o que permite que o pequeno vaso sanguíneo que nutre o nervo se recupere. Enquanto se espera a recuperação do nervo, que pode levar de 3 a 6 meses, o sintoma da visão dupla pode ser aliviado com o uso de um tampão ou com a adaptação de um prisma temporário nos óculos.
Não existe um medicamento único para “curar” a visão dupla, pois ela é um sintoma, não uma doença. O tratamento medicamentoso é direcionado à causa. Por exemplo, na miastenia gravis, medicamentos que melhoram a transmissão neuromuscular são usados para restaurar a força muscular e eliminar a diplopia. Em doenças inflamatórias que afetam os músculos oculares, como na orbitopatia de Graves, corticoides ou outros imunossupressores podem ser prescritos para reduzir a inflamação.
A cirurgia de catarata só resolve a diplopia se a causa for a própria catarata, ou seja, se for um caso de diplopia monocular. Ao remover o cristalino opaco e irregular e substituí-lo por uma lente intraocular transparente e uniforme, a luz volta a ser focada em um único ponto na retina, e a visão dupla daquele olho desaparece. A cirurgia de catarata não tem nenhum efeito sobre a diplopia binocular, que é causada pelo desalinhamento dos olhos.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, causando vermelhidão e secreção. Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, com tratamentos específicos para cada tipo.
O terçol é uma infecção bacteriana aguda na pálpebra, que causa um nódulo vermelho e dolorido. Geralmente melhora com compressas mornas e boa higiene.
O astigmatismo é um erro de foco causado pela curvatura irregular do olho, que torna a visão distorcida. Pode ser corrigido com óculos, lentes ou cirurgia.
A oftalmologia cirúrgica utiliza microcirurgia e alta tecnologia para tratar doenças como catarata e glaucoma, oferecendo procedimentos seguros e de rápida recuperação.
O glaucoma é uma doença crônica e silenciosa que danifica o nervo óptico. O diagnóstico precoce e o tratamento contínuo são cruciais para preservar a visão.
O ceratocone é uma doença que deforma a córnea, afinando-a e causando astigmatismo. O tratamento visa parar a progressão e melhorar a visão.