O descolamento do vítreo posterior e a visão
Entenda o descolamento do vítreo posterior, um processo ligado à idade. Saiba diferenciar seus sintomas e como cuidar da saúde da sua retina.
Esta seção foi criada com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, para explicar de forma clara o que é o DVP, seus sintomas e por que a avaliação médica é recomendada.
O descolamento do vítreo posterior (DVP) é, na maioria das vezes, uma consequência natural do envelhecimento do olho. O humor vítreo, o gel que preenche o globo ocular, passa por um processo chamado sinérese, no qual ele se liquefaz e suas fibras de colágeno se agregam. Isso faz com que o volume total do vítreo diminua e ele comece a se contrair. Essa contração faz com que ele se separe da superfície da retina, à qual estava aderido. É um processo fisiológico, esperado para a maioria das pessoas, geralmente ocorrendo após os 50 anos de idade.
Sim. Pessoas com miopia, principalmente com graus mais elevados, tendem a apresentar o descolamento do vítreo posterior em uma idade mais precoce. O motivo é a anatomia do olho míope, que é mais longo e alongado. Esse formato faz com que o processo de degeneração e liquefação do gel vítreo (sinérese) aconteça mais rapidamente. Portanto, não é incomum que uma pessoa com miopia apresente um DVP agudo aos 40 ou até mesmo aos 30 anos de idade, enquanto em uma pessoa sem grau isso ocorreria mais tarde.
Sim, um trauma ocular contuso, como uma pancada forte, pode desencadear um descolamento agudo do vítreo posterior, mesmo em uma pessoa jovem. A onda de choque do impacto pode acelerar abruptamente a separação do vítreo da retina. Um DVP induzido por trauma (traumático) tem um risco maior de estar associado a um rasgo na retina, pois a separação não ocorre de forma gradual, mas sim de maneira súbita e, por vezes, mais violenta. Por isso, um exame de mapeamento de retina é sempre indicado após qualquer trauma ocular significativo.
Sim. Pacientes que passam por uma cirurgia de catarata têm uma chance maior de desenvolver um descolamento do vítreo posterior nos meses ou anos seguintes ao procedimento. Acredita-se que as mudanças na dinâmica de fluidos dentro do olho e a inflamação pós-operatória possam acelerar a liquefação do vítreo e sua separação da retina. Como a cirurgia de catarata é feita em uma idade em que o DVP já é comum, muitas vezes o procedimento apenas antecipa um evento que já iria acontecer.
O descolamento do vítreo posterior é um processo tão comum do envelhecimento que se pode dizer que quase todas as pessoas o terão se viverem o suficiente. Estima-se que mais de 75% da população com mais de 65 anos já tenha um DVP completo em pelo menos um dos olhos. Para muitos, o processo é tão gradual e com tão poucos sintomas que pode passar completamente despercebido. Para outros, ele se manifesta de forma aguda, com o aparecimento súbito de flashes e moscas volantes, o que leva à procura por um oftalmologista.
Sim, inflamações intraoculares significativas, como as uveítes, podem levar a alterações na estrutura do gel vítreo. A inflamação pode causar um aumento da condensação das fibras de colágeno e acelerar o processo de liquefação, podendo levar a um descolamento do vítreo posterior. Nesses casos, o vítreo pode apresentar muitas células inflamatórias, o que pode ser percebido pelo paciente como um aumento significativo das moscas volantes.
O “encolhimento” do vítreo está ligado à despolimerização do ácido hialurônico, uma das moléculas que compõem o gel. O ácido hialurônico ajuda a reter água e a manter a estrutura do vítreo. Com a idade, essas moléculas se quebram, liberando a água que estava aprisionada e fazendo com que o gel perca sua consistência e volume. As fibras de colágeno, que antes estavam suspensas de forma uniforme, colapsam e se agregam. É essa combinação de liquefação e colapso das fibras que leva à contração e à separação da retina.
Geralmente não. O descolamento do vítreo posterior costuma ocorrer em um olho de cada vez. É muito comum uma pessoa ter um DVP agudo em um olho e, meses ou anos depois, apresentar o mesmo processo no outro olho. Uma vez que o DVP ocorreu em um olho, a chance de ele ocorrer no olho contralateral dentro dos próximos dois anos é significativamente alta. Saber disso ajuda o paciente a ficar atento aos sintomas caso eles comecem a aparecer no segundo olho.
Não, de forma alguma. O descolamento do vítreo posterior é um processo que faz parte do envelhecimento natural do olho e acontece com todas as pessoas, independentemente de terem ou não um erro refrativo (grau). A diferença é que em pessoas emétropes (sem grau) ou com hipermetropia, o DVP tende a ocorrer em uma idade mais avançada, geralmente após os 60 ou 70 anos. Nos míopes, como vimos, ele apenas acontece mais cedo.
O descolamento do vítreo posterior é raro em pessoas com menos de 40 anos, a não ser que haja um fator de risco associado. As principais causas de DVP em jovens são a alta miopia e os traumas oculares. Algumas doenças genéticas raras que afetam o tecido conjuntivo, como a Síndrome de Stickler, também podem causar uma degeneração precoce do vítreo e levar a um DVP em crianças ou adolescentes, com um risco muito elevado de descolamento de retina.
Os sintomas clássicos do descolamento agudo do vítreo posterior são o aparecimento súbito de moscas volantes e/ou a percepção de flashes de luz. As moscas volantes são vistas como pontos, fios ou teias que flutuam na visão. Os flashes são percebidos como relâmpagos na visão periférica. A maioria dos pacientes descreve uma combinação dos dois sintomas. Embora alarmantes, na maioria das vezes, esses sintomas indicam apenas a separação do vítreo, e não uma complicação mais séria.
Sim. Muitas pessoas têm algumas moscas volantes “constitucionais”, que percebem desde jovens. O que caracteriza o sintoma do DVP agudo é a mudança no padrão: um aumento súbito e significativo no número e no tamanho das moscas volantes. O paciente geralmente relata que “de repente, apareceu uma teia de aranha” ou “uma mancha maior que não estava lá antes”. A percepção de um “enxame” de pequenos pontos pretos, como fuligem, é um sinal de alerta para um possível sangramento de um rasgo na retina.
Os flashes em si não são perigosos, mas eles são um sinal de que algo está acontecendo na retina. Eles indicam que o vítreo está mecanicamente tracionando o tecido retiniano. Enquanto essa tração estiver acontecendo, existe o risco de que ela possa causar um rasgo. Por isso, o aparecimento de flashes de luz é um motivo para se procurar uma avaliação oftalmológica. Os flashes tendem a desaparecer uma vez que o vítreo se separe completamente e pare de puxar a retina.
Não. Assim como a retina, o vítreo é um tecido que não possui terminações nervosas de dor. Portanto, todo o processo de liquefação, contração e separação do vítreo da retina é completamente indolor. O paciente não sente nenhuma dor física no olho durante um DVP agudo. Os sintomas são exclusivamente visuais (moscas volantes e flashes). A ausência de dor não deve ser um motivo para adiar a procura por um médico se os sintomas visuais surgirem.
Um leve embaçamento visual pode ocorrer. As moscas volantes, especialmente se forem grandes e centrais (como o anel de Weiss), podem atrapalhar a leitura e causar uma sensação de visão turva. Se durante o DVP ocorrer um pequeno sangramento (hemorragia vítrea) por causa de um rasgo, a visão pode ficar significativamente embaçada, como se a pessoa estivesse olhando através de uma fumaça avermelhada. Um embaçamento fixo, como uma cortina, já não é um sintoma do DVP, mas sim do descolamento de retina.
O anel de Weiss é uma mosca volante específica, grande e geralmente em formato anelar ou de “C”, que é um sinal clássico de que ocorreu um descolamento do vítreo posterior. Ele representa a área de condensação do vítreo que estava aderida ao redor do nervo óptico. Quando o vítreo se solta dessa região, ele carrega consigo essa opacidade, que passa a flutuar no campo de visão. A visualização do anel de Weiss pelo médico durante o exame confirma o diagnóstico de DVP.
Não, o descolamento agudo do vítreo é um evento que ocorre em um olho de cada vez. A pessoa começa a perceber os sintomas de flashes e moscas volantes em apenas um dos olhos. O outro olho pode já ter tido um DVP no passado ou pode ainda ter o vítreo colado, sem sintomas. É por isso que é importante, ao notar os sintomas, tentar verificar se eles estão em um ou nos dois olhos, cobrindo um de cada vez.
As moscas volantes são mais facilmente percebidas quando se olha para uma superfície clara e uniforme, como uma parede branca, um céu azul ou a tela de um computador. Isso acontece porque, contra um fundo claro, o contraste entre a sombra projetada pela opacidade vítrea e a luz que chega à retina é muito maior. Em um ambiente escuro ou com muitas informações visuais, o cérebro tende a “filtrar” e ignorar essas pequenas sombras.
Sim, os flashes de luz podem ser confundidos com a aura de uma enxaqueca oftálmica. A principal diferença é que os flashes do DVP são tipicamente muito breves, como relâmpagos, e ocorrem na visão periférica. Já a aura da enxaqueca costuma ser um fenômeno visual mais elaborado, como linhas em zigue-zague, cintilantes e coloridas, que duram de 15 a 30 minutos e podem ser seguidas de dor de cabeça. Na dúvida, a avaliação oftalmológica é a melhor forma de diferenciar.
Se você apresentar o início súbito de moscas volantes e/ou flashes de luz, a recomendação é procurar um médico oftalmologista para um exame de mapeamento de retina. Embora na maioria das vezes seja apenas um DVP benigno, é impossível saber, sem o exame, se houve ou não a formação de um rasgo na retina. Somente o exame com a pupila dilatada pode avaliar a periferia da retina e garantir que não há uma complicação que necessite de tratamento preventivo com laser.
Não, e esta é a distinção mais importante a ser feita. O descolamento do vítreo posterior (DVP) é a separação do gel de dentro do olho, um processo natural do envelhecimento e, em geral, inofensivo. O descolamento de retina é a separação da camada nervosa da parede do olho, uma doença grave que causa perda de visão. O DVP é um fator de risco para o descolamento de retina, pois pode causar um rasgo, mas são eventos distintos. A maioria das pessoas com DVP nunca terá um descolamento de retina.
O descolamento do vítreo em si não é perigoso. O perigo reside na sua complicação potencial, que é o rasgo na retina, que ocorre em cerca de 7 a 15% dos casos de DVP agudo e sintomático. Se houver um rasgo e ele não for tratado, o risco de evoluir para um descolamento de retina é muito alto. Por isso, a avaliação oftalmológica é tão importante: não para tratar o DVP, mas sim para procurar e, se necessário, tratar um rasgo para evitar a complicação grave.
O diagnóstico é feito através do exame de mapeamento de retina (oftalmoscopia indireta). O oftalmologista primeiro dilata as pupilas do paciente com colírios. Em seguida, usando um aparelho na cabeça (oftalmoscópio) e uma lente de mão, ele examina todo o fundo do olho, incluindo a retina central e a periférica. O médico consegue ver o vítreo descolado e, mais importante, consegue inspecionar cuidadosamente toda a periferia da retina em busca de roturas (rasgos) ou áreas de afinamento que representem risco.
Não, o descolamento do vítreo posterior, por si só, não causa cegueira. Os sintomas das moscas volantes podem ser muito incômodos e atrapalhar a visão, mas não representam uma perda real da função visual. A cegueira é um risco associado à sua complicação, o descolamento de retina. Se um DVP causa um rasgo que evolui para um descolamento de retina e este não é tratado a tempo, aí sim pode ocorrer a perda permanente da visão.
Não. O descolamento do vítreo posterior, em um determinado olho, é um evento único. Uma vez que o corpo vítreo se separou completamente da superfície da retina, ele não pode se “descolar” novamente. Ele permanecerá nesse estado, com suas opacidades flutuando na parte central e líquida do olho. O que pode acontecer é o mesmo processo se iniciar no outro olho, que ainda não havia tido o DVP.
Os flashes de luz, que são causados pela tração do vítreo, geralmente duram pouco tempo, de alguns dias a poucas semanas, e desaparecem assim que o vítreo se solta por completo e para de puxar a retina. As moscas volantes, no entanto, são permanentes. Elas não somem. O que acontece é que, com o passar do tempo (geralmente alguns meses), elas tendem a se tornar menos perceptíveis, pois podem se deslocar para fora do eixo visual e o cérebro aprende a ignorá-las (neuroadaptação).
Sim, especialmente no início, quando são mais densas e centrais. Uma mosca volante grande, como o anel de Weiss, pode ser particularmente incômoda, pois ela flutua sobre as palavras que a pessoa está tentando ler, causando uma grande distração e dificuldade de foco. Com o tempo, a maioria das pessoas aprende a “olhar através” delas ou a fazer um pequeno movimento com o olho para deslocá-las para o lado. Para a grande maioria, não é um impedimento permanente para a leitura.
Embora seja um processo ligado ao envelhecimento, o DVP pode, sim, ocorrer em idades mais jovens, mas geralmente há um fator de risco associado. A alta miopia é a principal causa de DVP em pessoas com menos de 50 anos. Traumas oculares também podem causá-lo em qualquer idade. Fora dessas situações, um DVP espontâneo em uma pessoa muito jovem, sem miopia ou trauma, é extremamente raro e pode levantar a suspeita de alguma doença sistêmica do colágeno.
A hemorragia vítrea é a presença de sangue dentro do gel vítreo. No contexto de um DVP, ela ocorre quando, ao tracionar a retina, o vítreo não apenas rasga o tecido nervoso, mas também um pequeno vaso sanguíneo que passa por aquela região. O sangue então extravasa para dentro da cavidade vítrea. O paciente pode perceber isso como um súbito “borrão vermelho” na visão ou como uma “chuva de fuligem” (inúmeros pontos pretos). A presença de hemorragia aumenta muito a suspeita de que haja um rasgo na retina.
Se o exame oftalmológico mostrou apenas um descolamento do vítreo posterior, sem a presença de rasgos na retina, geralmente não é necessário nenhum tipo de repouso ou restrição de atividades físicas. A vida pode seguir normalmente. No entanto, se o médico identificar um rasgo ou uma área de alto risco, ele pode recomendar evitar atividades de impacto ou que envolvam movimentos bruscos da cabeça até que o tratamento com laser seja realizado e a cicatriz se forme adequadamente.
Na grande maioria dos casos, o descolamento do vítreo posterior não requer nenhum tratamento. Por ser um processo natural e benigno, o manejo consiste em observar e acompanhar. O objetivo da consulta oftalmológica não é tratar o DVP em si, mas sim garantir que ele não causou nenhuma complicação, como um rasgo na retina. Se o exame da retina for normal, o paciente é apenas orientado sobre os sinais de alerta e liberado para seguir sua vida normal.
Não, infelizmente não existe nenhum colírio, comprimido ou vitamina que tenha a capacidade comprovada de dissolver ou fazer desaparecer as moscas volantes. As opacidades são fibras de colágeno e não respondem a nenhum tipo de medicamento. O tratamento se baseia na adaptação do cérebro a elas. É preciso ter muito cuidado com propagandas de remédios ou tratamentos “milagrosos” que prometem eliminar as moscas volantes, pois eles não têm fundamento científico.
Se, durante o exame, o oftalmologista encontra um rasgo na retina causado pelo DVP, o tratamento indicado é a fotocoagulação a laser. O procedimento é realizado no próprio consultório, com anestesia em gotas de colírio. O médico aplica disparos de laser ao redor de toda a extensão do rasgo. O laser cria pequenas queimaduras que, ao cicatrizarem, “soldam” a retina na parede do olho, formando uma barreira que impede a entrada de líquido pelo rasgo e, assim, previne que ele evolua para um descolamento de retina.
O procedimento de fotocoagulação a laser para um rasgo na retina geralmente não é doloroso, mas pode ser desconfortável. O paciente pode sentir algumas “picadas” ou um leve incômodo a cada disparo do laser, especialmente se o rasgo for muito na periferia da retina. O oftalmologista utiliza uma lente especial que fica em contato com o olho (previamente anestesiado) para direcionar o laser. O procedimento é rápido, durando apenas alguns minutos.
A criopexia é uma alternativa ao laser para tratar rasgos na retina. Em vez de usar o calor do laser, a criopexia usa o frio extremo para criar a cicatriz. O procedimento é feito com uma sonda que é encostada na parte externa do olho, sobre a área do rasgo, e que congela o local. É um tratamento igualmente eficaz, mas geralmente é realizado em um ambiente de centro cirúrgico, pois pode ser mais desconfortável. É uma boa opção quando a visualização do rasgo é difícil ou quando há um pouco de sangue na frente.
Sim, existe um procedimento cirúrgico chamado vitrectomia, que consiste na remoção do humor vítreo do olho. Ao remover o gel, as opacidades (moscas volantes) são removidas junto com ele. No entanto, a vitrectomia para tratar apenas moscas volantes é um procedimento de exceção, reservado para casos muito raros e extremos, nos quais as opacidades são tão densas e incapacitantes que comprometem significativamente a qualidade de vida do paciente. Isso porque a vitrectomia, como toda cirurgia intraocular, tem riscos, como infecção, catarata e o próprio descolamento de retina.
A vitreólise a laser é um procedimento que utiliza um tipo especial de laser (YAG laser) para tentar quebrar as opacidades vítreas maiores em pedaços menores, ou para vaporizá-las, com o objetivo de torná-las menos perceptíveis. É um procedimento controverso, com indicações muito restritas. Só pode ser tentado em opacidades específicas, como um anel de Weiss bem definido, e que estejam a uma distância segura da retina e do cristalino. Muitos profissionais não o recomendam devido aos riscos e à eficácia limitada.
A adaptação é um processo neurológico que leva tempo. Uma dica é tentar não “caçar” as moscas volantes com o olhar. Quanto mais você tenta focar nelas, mais o cérebro presta atenção. Tente ignorá-las e focar naquilo que você quer ver. O uso de óculos de sol em ambientes externos pode ajudar a diminuir o contraste e torná-las menos evidentes. Com o tempo, a grande maioria das pessoas se habitua e elas deixam de ser um incômodo significativo na maior parte do dia.
Um rasgo na retina sintomático (que causou flashes e moscas volantes) que não é tratado tem um risco muito elevado, em torno de 30 a 40%, de evoluir para um descolamento de retina. A entrada contínua de fluido pelo rasgo acaba por separar a retina da parede do olho, levando à perda progressiva da visão. Por isso, a detecção e o tratamento preventivo de um rasgo com laser ou criopexia são tão importantes. É uma intervenção simples que pode evitar uma cirurgia muito maior e a perda da visão.
Após o episódio agudo do DVP e a confirmação de que não há rasgos, o acompanhamento inicial é feito em algumas semanas para garantir que não surgiram lesões tardias. Depois que o quadro se estabiliza, o paciente pode retornar à sua rotina normal de consultas oftalmológicas anuais. No entanto, ele fica para sempre orientado a procurar atendimento de urgência se, a qualquer momento no futuro, notar uma mudança no padrão dos sintomas, como um novo “enxame” de moscas volantes ou o surgimento de uma sombra na visão.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, causando vermelhidão e secreção. Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, com tratamentos específicos para cada tipo.
O terçol é uma infecção bacteriana aguda na pálpebra, que causa um nódulo vermelho e dolorido. Geralmente melhora com compressas mornas e boa higiene.
O astigmatismo é um erro de foco causado pela curvatura irregular do olho, que torna a visão distorcida. Pode ser corrigido com óculos, lentes ou cirurgia.
A oftalmologia cirúrgica utiliza microcirurgia e alta tecnologia para tratar doenças como catarata e glaucoma, oferecendo procedimentos seguros e de rápida recuperação.
O glaucoma é uma doença crônica e silenciosa que danifica o nervo óptico. O diagnóstico precoce e o tratamento contínuo são cruciais para preservar a visão.
O ceratocone é uma doença que deforma a córnea, afinando-a e causando astigmatismo. O tratamento visa parar a progressão e melhorar a visão.