Descolamento de retina: uma urgência médica
O descolamento de retina exige atenção. Entenda os sintomas, como flashes de luz e manchas na visão, e por que o tratamento rápido é tão importante.
Esta seção foi elaborada com base nas principais perguntas dos pacientes, para explicar de forma clara e objetiva os sintomas, as causas e os tratamentos para o descolamento de retina.
O tipo mais comum de descolamento de retina, chamado regmatogênico, é causado por um rasgo ou um buraco na retina. Esse rasgo permite que o fluido gelatinoso do interior do olho (o vítreo) passe por essa abertura e se acumule sob a retina, separando-a da parede ocular, que a nutre. A causa desse rasgo geralmente é a tração do vítreo sobre a retina durante um processo natural de envelhecimento chamado descolamento do vítreo posterior. Outros tipos de descolamento podem ser causados por tração de membranas (comum em diabéticos) ou por vazamento de fluidos (inflamações).
Sim, a alta miopia é um dos principais fatores de risco para o descolamento de retina. O olho de uma pessoa com alta miopia é mais longo do que o normal, o que faz com que a retina seja mais esticada e fina, principalmente em sua periferia. Essa retina mais delgada é mais propensa a desenvolver áreas de fragilidade, buracos ou rasgos, que podem dar início a um descolamento. Por isso, pessoas com grau de miopia elevado devem realizar exames de mapeamento de retina com regularidade para uma avaliação preventiva.
Sim, um trauma ocular é uma causa importante de descolamento de retina, especialmente em pessoas jovens. Uma pancada forte, como um soco, o impacto de uma bola ou um acidente, pode causar um rasgo na retina de forma imediata. O trauma também pode causar um tipo específico de lesão na base da retina, chamado de diálise retiniana. Em alguns casos, o descolamento pode não ser imediato, mas se desenvolver semanas ou meses após o trauma. Qualquer trauma ocular significativo deve ser seguido por um exame oftalmológico completo.
A cirurgia de catarata, embora seja um dos procedimentos mais seguros da medicina, é um fator de risco para o descolamento de retina. A manipulação dentro do olho durante a cirurgia pode alterar a dinâmica do vítreo e acelerar o processo de seu descolamento, o que, por sua vez, pode levar à formação de um rasgo na retina. O risco é pequeno, em torno de 0,3 a 1%, sendo maior em pacientes com fatores de risco, como a alta miopia. Os sintomas de alerta, como flashes e moscas volantes, podem ocorrer meses ou até anos após a cirurgia.
Sim, o risco de descolamento de retina aumenta com a idade, sendo mais comum em pessoas entre 50 e 75 anos. Isso ocorre porque o principal evento que leva ao rasgo na retina, o descolamento do vítreo posterior, é um processo natural do envelhecimento. Com o passar dos anos, o gel vítreo que preenche o olho se liquefaz e encolhe, e ao se separar da retina, pode tracioná-la e rasgá-la. Portanto, a idade é um fator de risco independente e significativo.
Na maioria dos casos, o descolamento de retina não é diretamente hereditário. No entanto, os fatores de risco para a doença podem ser herdados. Por exemplo, a alta miopia tem um forte componente genético. Além disso, existem algumas doenças genéticas raras, como a Síndrome de Stickler, que afetam o colágeno do corpo e estão associadas a um risco muito elevado de descolamento de retina em idade jovem. Se houver um forte histórico familiar de descolamento de retina, é prudente que os familiares façam exames de rotina.
O descolamento tracional é um tipo diferente, no qual não há um rasgo inicial. Ele ocorre quando membranas ou tecidos cicatriciais crescem na superfície da retina ou no vítreo. Ao se contraírem, essas membranas puxam (tracionam) a retina, descolando-a mecanicamente da parede do olho. A causa mais comum dessa condição é a retinopatia diabética proliferativa, na qual o diabetes avançado leva ao crescimento de vasos sanguíneos e tecido fibroso na retina. Traumas ou inflamações graves também podem causar esse tipo de descolamento.
Para a maioria das pessoas, com uma retina saudável, a prática de atividades físicas, mesmo as intensas, não causa descolamento de retina. No entanto, para pessoas que já têm fatores de risco significativos, como alta miopia, histórico de rasgo na retina ou afinamentos periféricos, atividades que envolvem impacto ou aceleração e desaceleração brusca da cabeça (como bungee jumping ou boxe) podem, teoricamente, aumentar o risco de uma tração do vítreo e de um rasgo. É sempre bom discutir as atividades de risco com o oftalmologista.
O estresse emocional não é uma causa direta de descolamento de retina. Da mesma forma, esforços físicos como tossir, espirrar ou levantar peso, em um olho normal, não causam o descolamento. Essas atividades podem aumentar a pressão venosa na cabeça, mas isso não se traduz em uma força capaz de rasgar a retina. O mecanismo do descolamento regmatogênico é a tração do vítreo sobre um ponto de fragilidade na retina, e não o aumento da pressão corporal.
Sim. Ter tido um descolamento de retina em um olho é um fator de risco importante para o desenvolvimento de um problema no outro olho. Estima-se que o risco de ter um descolamento no segundo olho é estimado entre 8 e 15%. Isso acontece porque os fatores de risco, como o envelhecimento do vítreo e as possíveis fragilidades na retina periférica, são geralmente condições bilaterais. Por isso, o acompanhamento regular e rigoroso do olho contralateral (o olho “bom”) é uma parte fundamental do cuidado com o paciente.
Os sintomas clássicos que servem como sinais de alerta para um possível rasgo ou descolamento de retina são três: o aparecimento súbito de moscas volantes (pequenos pontos ou fios pretos que flutuam na visão), a percepção de flashes de luz (como relâmpagos, principalmente na periferia da visão) e, o mais grave, o surgimento de uma sombra ou cortina escura que começa em uma parte do campo de visão (geralmente periférica) e vai progredindo em direção ao centro.
Não, o descolamento de retina é um evento completamente indolor. A retina é um tecido nervoso que não possui receptores de dor. Portanto, o paciente não sente nenhuma dor física no olho enquanto a retina está se descolando. A ausência de dor é um dos motivos pelos quais os sintomas podem ser negligenciados. É muito importante saber que uma mudança na visão, mesmo que indolor, pode ser o sinal de um problema muito grave.
Os flashes de luz, ou fotopsias, são sensações luminosas que o paciente percebe sem que haja um estímulo de luz externo. Eles são causados pela tração mecânica que o gel vítreo exerce sobre a retina. Quando o vítreo puxa a retina, ele estimula os fotorreceptores, e o cérebro interpreta esse estímulo como um flash de luz. É um sinal de que a retina está sob risco de rasgar. Os flashes podem ser vistos como pequenos relâmpagos ou luzes piscando, geralmente na visão periférica.
Não. Ter algumas moscas volantes, especialmente após os 40 ou 50 anos, é muito comum e geralmente não representa um problema. Elas são apenas opacidades normais do vítreo. O sinal de alerta não é ter moscas volantes, mas sim notar uma mudança no padrão delas. Um aumento súbito e agudo no número de moscas volantes, descrito por vezes como uma “chuva de pontos pretos”, pode ser um sinal de que um vaso da retina se rompeu durante a formação de um rasgo, e isso sim é uma emergência.
A sombra ou “cortina escura” é o sintoma que indica que a retina já começou a descolar. A área do campo de visão que fica escura corresponde à área da retina que já não está mais em sua posição correta e, portanto, deixou de funcionar. Como os descolamentos geralmente começam na periferia da retina, a sombra também começa na visão periférica (em cima, embaixo ou nos lados) e, se não for tratada, vai progredindo em direção ao centro, como uma cortina se fechando, até cobrir toda a visão.
Sim, o embaçamento da visão é um sintoma comum. Antes mesmo de a sombra aparecer, o paciente pode notar uma perda de nitidez ou uma qualidade de visão “ondulada”. Quando o descolamento atinge a mácula, a área central da retina responsável pela visão de detalhes, ocorre uma perda de visão central súbita e severa. A capacidade de ler e reconhecer rostos é drasticamente reduzida. Atingir a mácula é um sinal de pior prognóstico visual, reforçando a importância do tratamento precoce.
Sim, a maioria dos sintomas do descolamento de retina tem um início agudo e súbito. Os flashes e o aumento das moscas volantes podem aparecer de um momento para o outro, indicando o evento do rasgo na retina. A sombra na visão também costuma ser percebida de forma repentina e progride ao longo de horas ou dias. Não é uma perda de visão lenta e gradual que leva meses, como na catarata. A natureza súbita dos sintomas é o que caracteriza a emergência.
Não. O descolamento de retina é um problema de um olho específico (embora possa acontecer no outro no futuro). Portanto, os sintomas, como os flashes, as moscas volantes e a sombra, serão percebidos apenas no olho afetado. Ao fechar o olho doente, os sintomas desaparecem porque o olho bom está enxergando normalmente. É sempre um bom exercício testar a visão de cada olho separadamente de vez em quando para detectar qualquer alteração que possa passar despercebida quando os dois olhos estão abertos.
Sim, é possível. Em alguns casos, um pequeno rasgo ou buraco pode se formar na retina periférica sem causar flashes ou moscas volantes perceptíveis. Esses rasgos “assintomáticos” podem ser encontrados durante um exame de mapeamento de retina de rotina. Se o profissional julgar que o rasgo oferece um risco significativo de levar a um descolamento, ele pode indicar o tratamento preventivo com laser para bloqueá-lo.
Se você apresentar qualquer um dos sintomas de alerta – aparecimento súbito de flashes, aumento agudo de moscas volantes ou o surgimento de uma sombra na visão –, a orientação é uma só: procurar um serviço de oftalmologia de urgência imediatamente. Não espere para ver se os sintomas melhoram sozinhos. O descolamento de retina é uma emergência médica, e o tempo é um fator crucial para o resultado do tratamento. Quanto antes a retina for reposicionada, maiores as chances de se preservar a visão.
Sim. Se não for tratado, o descolamento de retina quase sempre leva à perda total e permanente da visão no olho afetado. A retina, quando descolada, fica sem o suprimento de sangue e oxigênio vindo da coroide. Sem essa nutrição, suas células nervosas (os fotorreceptores) começam a morrer em questão de dias. Uma vez que essas células morrem, a perda de visão é irreversível. Por isso, a cirurgia é uma corrida contra o tempo para salvar a função do olho.
O rasgo é a causa, e o descolamento é a consequência. O rasgo (ou rotura) é a lesão inicial, a abertura no tecido da retina. Nessa fase, a retina ainda está “colada” em sua posição, e os sintomas são os flashes e as moscas volantes. O descolamento ocorre no momento em que o líquido de dentro do olho começa a passar por esse rasgo e a se acumular por baixo da retina, separando-a da parede ocular. Nessa fase, o sintoma da sombra na visão aparece. Tratar o rasgo com laser pode evitar que o descolamento aconteça.
Sim, o descolamento de retina é uma das verdadeiras emergências da oftalmologia. O sucesso do tratamento e as chances de recuperação da visão dependem diretamente da rapidez com que a cirurgia é realizada. Se o descolamento ainda não atingiu a mácula (a área da visão central), a cirurgia é considerada de extrema urgência, idealmente a ser feita em 24 a 48 horas, para evitar que a mácula descole. Se a mácula já descolou, a cirurgia ainda é urgente, mas o prognóstico visual já é mais reservado.
O diagnóstico é feito por um médico oftalmologista através do exame de mapeamento de retina (ou oftalmoscopia indireta). Após dilatar as pupilas com colírios, o profissional usa um aparelho com uma luz forte e uma lente especial para examinar todo o interior do olho, incluindo a periferia da retina. Esse exame permite visualizar diretamente o rasgo, a extensão e a altura do descolamento. Em casos de opacidade (catarata ou sangue), a ultrassonografia ocular é usada para confirmar o diagnóstico.
O descolamento de retina é tratado por um médico oftalmologista especialista em retina, também conhecido como retinólogo. É um profissional que, após a residência em oftalmologia, fez uma subespecialização em doenças e cirurgias da retina e do vítreo. O tratamento do descolamento de retina envolve cirurgias microcirúrgicas complexas que exigem um treinamento e uma habilidade muito específicos, por isso a importância de ser atendido por um especialista na área.
Embora seja mais comum em pessoas de meia-idade e idosos, o descolamento de retina pode, sim, acontecer em pessoas jovens. Nesses casos, ele está frequentemente associado a fatores de risco específicos, como a alta miopia (que pode ser diagnosticada desde a infância) ou traumas oculares, que são mais comuns em jovens praticantes de esportes. Algumas síndromes genéticas raras também podem causar descolamentos em idades precoces.
Não, o tipo mais comum de descolamento de retina (regmatogênico) não se cura sozinho. Uma vez que o líquido entrou sob a retina através de um rasgo, o processo tende a ser progressivo, e a área descolada tende a aumentar até que a retina inteira esteja descolada. A única forma de reposicionar a retina e fechar o rasgo é por meio de um procedimento cirúrgico. O único tipo que pode se resolver sem cirurgia é o exsudativo, se a doença inflamatória que o causou for tratada.
Não é possível prevenir completamente, mas é possível reduzir os riscos. A medida preventiva mais eficaz é o exame regular da retina, especialmente para pessoas com fatores de risco como alta miopia ou histórico familiar. Se um rasgo ou uma área de fragilidade for detectado precocemente, o tratamento com laser pode ser feito para evitar o descolamento. Além disso, proteger os olhos durante a prática de esportes e atividades de risco para evitar traumas também é uma forma de prevenção.
O “descolamento de mácula” ou “mácula off” é um termo usado para descrever o momento em que a área descolada da retina atinge a mácula, a região central responsável pela visão de detalhes. Esse é um marco importante na evolução da doença, pois o prognóstico visual para a recuperação da visão central (de leitura) é significativamente pior uma vez que a mácula descolou. É por isso que a cirurgia é tão urgente quando a mácula ainda está “on” (colada).
O descolamento do vítreo posterior (DVP) é um processo natural de envelhecimento do olho, no qual o gel vítreo se solta da retina. Na grande maioria das pessoas, o DVP ocorre sem causar nenhum problema, e os únicos sintomas são o aumento das moscas volantes. Ele se torna perigoso apenas na minoria dos casos em que, ao se soltar, o vítreo está tão aderido à retina que acaba por rasgá-la. Portanto, o DVP em si não é perigoso, mas os sintomas associados a ele (flashes e aumento de moscas volantes) precisam ser avaliados com urgência.
Se um rasgo na retina é detectado antes que ocorra o descolamento, o tratamento é preventivo e visa criar uma cicatriz ao redor do rasgo para “colá-lo” na parede do olho. Isso pode ser feito de duas formas: com a fotocoagulação a laser, que é o mais comum e é feito no consultório, ou com a criopexia, que utiliza o congelamento para criar a cicatriz e é feito em centro cirúrgico. Ambos os métodos são muito eficazes para criar uma barreira que impede que o líquido passe pelo rasgo, prevenindo o descolamento.
A cirurgia é sempre necessária quando a retina já descolou, ou seja, quando já existe líquido sob ela. O tratamento preventivo com laser não funciona mais nessa fase, pois ele não consegue “colar” uma retina que já está elevada. O objetivo da cirurgia é reposicionar a retina, drenar o líquido e tratar o rasgo que causou o problema. A escolha da técnica cirúrgica dependerá da localização e do número de rasgos, da idade do paciente e da presença de outras alterações.
A vitrectomia via pars plana é uma das principais técnicas cirúrgicas para tratar o descolamento de retina. É uma microcirurgia realizada com o auxílio de um microscópio e instrumentos muito delicados que são inseridos no olho através de três pequenas incisões. O cirurgião remove o gel vítreo (que está tracionando a retina), drena o líquido de sob a retina, trata os rasgos com laser ou congelamento e, ao final, preenche o olho com um substituto vítreo, que pode ser uma bolha de gás ou óleo de silicone, para manter a retina pressionada em sua posição.
Essa é outra técnica cirúrgica, mais tradicional. Nela, o cirurgião não entra dentro do olho. O procedimento consiste em suturar uma faixa ou um pedaço de silicone na parte externa da parede do olho (a esclera), bem sobre a área do rasgo. Essa faixa “empurra” a parede do olho para dentro, em direção ao rasgo, aliviando a tração do vítreo e ajudando a fechar o buraco. O rasgo é então tratado com congelamento (criopexia). O líquido sob a retina é drenado e absorvido pelo próprio corpo.
Ao final de uma cirurgia de vitrectomia, o cirurgião pode injetar uma bolha de gás especial dentro do olho. Essa bolha tem a função de tamponamento, ou seja, ela funciona como um “curativo” interno, pressionando a retina contra a parede do olho para mantê-la colada enquanto a cicatrização do laser acontece. A bolha de gás é absorvida pelo corpo e substituída pelo líquido natural do olho ao longo de algumas semanas. Enquanto o gás estiver no olho, a visão fica muito embaçada e é proibido viajar de avião ou subir para grandes altitudes.
Se uma bolha de gás foi utilizada na cirurgia, o posicionamento da cabeça no pós-operatório é uma parte crucial do tratamento. Como o gás é mais leve que o líquido, ele sobe. O cirurgião irá orientar a posição correta da cabeça (geralmente olhando para baixo ou de lado) para que a bolha de gás suba e pressione exatamente a área do rasgo na retina, garantindo que ele cicatrize corretamente. Manter a posição indicada, por mais desconfortável que seja, é fundamental para o sucesso da cirurgia.
A recuperação da visão após a cirurgia de descolamento de retina é variável e depende de vários fatores. O fator mais importante é se a mácula (o centro da visão) descolou ou não antes da cirurgia. Se a mácula não foi afetada, as chances de recuperar uma boa visão são altas. Se a mácula descolou, algum grau de perda da visão central é provável, mesmo com a cirurgia bem-sucedida. O tempo que a mácula ficou descolada também influencia no resultado final. A visão pode levar meses para se estabilizar.
Sim, infelizmente, o descolamento de retina pode recorrer. A taxa de sucesso de uma única cirurgia é alta, em torno de 80 a 90%, mas em alguns casos, a retina pode descolar novamente. A principal causa de falha é uma cicatrização anormal chamada de proliferação vitreorretiniana (PVR), na qual novas membranas cicatriciais crescem e tracionam a retina. Nesses casos, uma ou mais novas cirurgias podem ser necessárias para tentar reaplicar a retina.
O óleo de silicone é outra substância usada para o tamponamento da retina, em vez do gás. Ele é utilizado em casos mais complexos, como descolamentos com múltiplos rasgos, rasgos gigantes ou quando há uma cicatrização anormal (PVR). A vantagem do silicone é que ele oferece um tamponamento de longo prazo, pois não é absorvido pelo corpo. A desvantagem é que, na maioria dos casos, ele precisa ser removido com uma segunda cirurgia alguns meses depois. Com o óleo no olho, a visão fica embaçada, mas o paciente pode viajar de avião.
A recuperação é um processo gradual. Nos primeiros dias, o olho fica vermelho, inchado e desconfortável. É necessário o uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios por várias semanas. A visão permanece muito embaçada, especialmente se foi usado gás ou óleo. As restrições de atividade física são importantes para evitar traumas. As consultas de acompanhamento são frequentes para monitorar a cicatrização e a pressão ocular. A visão melhora lentamente ao longo de semanas a meses, até atingir a estabilidade final.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, causando vermelhidão e secreção. Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, com tratamentos específicos para cada tipo.
O terçol é uma infecção bacteriana aguda na pálpebra, que causa um nódulo vermelho e dolorido. Geralmente melhora com compressas mornas e boa higiene.
O astigmatismo é um erro de foco causado pela curvatura irregular do olho, que torna a visão distorcida. Pode ser corrigido com óculos, lentes ou cirurgia.
A oftalmologia cirúrgica utiliza microcirurgia e alta tecnologia para tratar doenças como catarata e glaucoma, oferecendo procedimentos seguros e de rápida recuperação.
O glaucoma é uma doença crônica e silenciosa que danifica o nervo óptico. O diagnóstico precoce e o tratamento contínuo são cruciais para preservar a visão.
O ceratocone é uma doença que deforma a córnea, afinando-a e causando astigmatismo. O tratamento visa parar a progressão e melhorar a visão.