Tratamentos para a degeneração macular
A degeneração macular é a principal causa de perda da visão central em idosos. Saiba como o diagnóstico precoce e o tratamento podem fazer a diferença.
Esta seção foi criada com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, para explicar de forma clara e acolhedora as causas, os sintomas e os tratamentos para a DMRI.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma doença complexa e multifatorial. O principal fator de risco, como o nome diz, é o envelhecimento. Com o passar dos anos, o metabolismo das células da retina se torna menos eficiente, levando ao acúmulo de resíduos (drusas) e a um processo de estresse oxidativo e inflamação crônica na mácula. Além da idade, a genética tem um papel muito importante, com vários genes já identificados que aumentam a suscetibilidade à doença. Fatores de estilo de vida, como tabagismo e dieta, também contribuem de forma significativa.
A DMRI não é uma doença puramente hereditária no sentido de ser transmitida diretamente de pais para filhos, mas ela tem um forte componente genético. Ter um parente de primeiro grau (pai, mãe ou irmão) com a doença aumenta consideravelmente o risco de desenvolvê-la. Vários genes foram associados a um maior risco, principalmente genes ligados ao sistema complemento, que é parte da nossa resposta inflamatória. Isso significa que algumas pessoas nascem com uma predisposição genética para que suas máculas sejam mais vulneráveis aos efeitos do envelhecimento.
Sim, o tabagismo é o fator de risco modificável mais importante para a DMRI. Inúmeros estudos já comprovaram que fumar aumenta em, pelo menos, duas a três vezes o risco de uma pessoa desenvolver a doença. Além disso, nos pacientes que já têm DMRI, o fumo acelera a sua progressão e diminui a eficácia dos tratamentos. As substâncias tóxicas do cigarro promovem o estresse oxidativo e a inflamação na retina, danificando os pequenos vasos sanguíneos e as células da mácula. Parar de fumar é a medida preventiva mais eficaz que uma pessoa pode tomar.
A exposição crônica e desprotegida à luz solar, especialmente à radiação ultravioleta (UV) e à luz azul de alta energia, é considerada um fator de risco para o desenvolvimento da DMRI. Acredita-se que essa radiação possa causar danos fotoquímicos e aumentar o estresse oxidativo nas células da retina ao longo da vida. Por isso, o uso de óculos de sol que ofereçam 100% de proteção contra os raios UVA e UVB é uma medida preventiva recomendada, especialmente para pessoas de olhos claros, que são mais sensíveis, e para quem passa muito tempo ao ar livre.
Sim, a alimentação tem um papel muito importante. Uma dieta rica em antioxidantes, encontrada em frutas e vegetais coloridos, ajuda a proteger as células da retina contra o dano oxidativo. Em particular, vegetais de folhas verde-escuras, como couve, espinafre e brócolis, são ricos em luteína e zeaxantina, dois pigmentos que se concentram na mácula e funcionam como um filtro solar interno. O consumo regular de peixes de água fria (como salmão e sardinha), ricos em ômega-3, também tem um efeito protetor. Uma dieta pobre nesses nutrientes aumenta o risco da doença.
Sim, existe uma forte associação entre a saúde cardiovascular e a saúde da mácula. A retina é um tecido com altíssima atividade metabólica, que depende de um suprimento sanguíneo saudável. Condições como a hipertensão arterial, o colesterol alto e a obesidade, que afetam a saúde dos vasos sanguíneos em todo o corpo, também prejudicam a circulação na retina e na coroide (a camada de vasos sob a retina). Manter a pressão arterial e os níveis de colesterol controlados e um peso saudável são medidas importantes na prevenção da DMRI.
As drusas são depósitos de cor amarelada, compostos por lipídios e proteínas, que se formam sob a retina. Elas são um produto do metabolismo das células fotorreceptoras. Com o envelhecimento, o sistema de “limpeza” da retina se torna menos eficiente, e esses resíduos metabólicos começam a se acumular, formando as drusas. A presença de algumas drusas pequenas (“duras”) pode ser uma parte normal do envelhecimento. No entanto, drusas maiores, mais numerosas e de bordas indistintas (“moles”) são um sinal da DMRI e indicam um maior risco de progressão da doença.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade, por definição, é uma doença que afeta pessoas mais velhas, geralmente a partir dos 50 anos, com o risco aumentando progressivamente a cada década de vida. Existem outras doenças, chamadas de distrofias maculares juvenis (como a Doença de Stargardt), que são de origem genética e causam perda da visão central em crianças e adultos jovens. Elas têm sintomas semelhantes aos da DMRI, mas são condições diferentes e muito mais raras.
A forma úmida da DMRI ocorre quando o corpo tenta responder à inflamação e à falta de oxigênio na mácula doente criando novos vasos sanguíneos, em um processo chamado neovascularização. O problema é que esses novos vasos, que crescem a partir da coroide para baixo da retina, são anormais, frágeis e defeituosos. Eles vazam fluido e sangue, que se acumulam sob e dentro da retina. Esse vazamento causa inchaço, desorganização das camadas da retina e a formação de cicatrizes, levando a uma perda de visão rápida e severa.
Sim, a DMRI é considerada uma doença bilateral, pois os fatores de risco (idade, genética, estilo de vida) afetam ambos os olhos. No entanto, ela é frequentemente assimétrica, o que significa que um olho pode estar em um estágio muito mais avançado do que o outro. É comum um paciente desenvolver a forma úmida em um olho enquanto o outro olho ainda está em um estágio inicial da forma seca. Por isso, mesmo que apenas um olho esteja sendo tratado, o outro precisa ser monitorado de perto.
Nos estágios iniciais, especialmente na forma seca, a DMRI pode não apresentar sintomas ou eles podem ser muito sutis. A pessoa pode notar uma leve dificuldade para ler, a necessidade de mais luz para enxergar detalhes ou as cores podem parecer um pouco menos vivas. Um dos primeiros sintomas que pode ser percebido é uma pequena dificuldade de adaptação ao passar de um ambiente claro para um escuro. Muitas vezes, os primeiros sinais só são detectados em um exame de rotina no oftalmologista.
A principal característica da perda de visão na DMRI é que ela afeta exclusivamente a visão central. A pessoa começa a perceber uma mancha borrada, cinzenta ou escura bem no centro do seu campo de visão, que a impede de ver os detalhes daquilo que está olhando diretamente. A visão periférica ou lateral é preservada. Isso significa que a pessoa consegue ver o contorno de um rosto, mas não os olhos e a boca; consegue ver o relógio na parede, mas não os ponteiros.
A metamorfopsia, que é a percepção de que linhas retas parecem onduladas, tortas ou distorcidas, é o sintoma mais característico da DMRI na sua forma úmida (exsudativa). Isso acontece porque o fluido que vaza dos vasos sanguíneos anormais se acumula sob a mácula, elevando-a e enrugando sua superfície, que deveria ser lisa. Como a mácula fica fisicamente deformada, a imagem que ela capta também é percebida como distorcida pelo cérebro. É um sinal de alerta importante que requer uma consulta urgente.
Não, a DMRI é uma doença completamente indolor. O processo degenerativo que ocorre nas camadas da retina e o crescimento de vasos anormais não ativam os receptores de dor. Todos os sintomas da doença são puramente visuais, como o embaçamento, a mancha central e a distorção das imagens. A ausência de dor pode fazer com que a pessoa demore a procurar ajuda, especialmente se a doença estiver progredindo lentamente na forma seca.
Sim, a dificuldade para ler é um dos sintomas mais precoces e impactantes da DMRI. Como a leitura exige o uso da nossa visão central mais fina para reconhecer as letras e seguir as linhas, qualquer alteração na mácula afeta essa capacidade. A pessoa pode sentir que as letras parecem borradas, que faltam pedaços nas palavras ou que precisa de uma iluminação muito mais forte do que antes. Com a progressão, a mancha central (escotoma) pode tornar a leitura impossível.
Sim, a perda da vivacidade das cores pode ser um sintoma da DMRI. A mácula é a área da retina com a maior concentração de cones, as células fotorreceptoras responsáveis pela percepção das cores e dos detalhes finos. Quando essas células são danificadas pela doença, a capacidade de distinguir as cores e os contrastes diminui. As cores podem parecer mais “lavadas”, desbotadas ou opacas.
A velocidade da perda de visão depende do tipo de DMRI. Na forma seca, a perda é geralmente muito lenta e gradual, ocorrendo ao longo de muitos anos. A pessoa pode nem perceber a mudança de um ano para o outro. Já na forma úmida, a perda de visão pode ser muito mais rápida e dramática. O vazamento de sangue e fluido dos novos vasos pode causar uma queda acentuada da visão central em questão de dias ou semanas. É por isso que qualquer mudança súbita na visão deve ser avaliada com urgência.
Um escotoma é o termo médico para uma área de perda de visão, ou um ponto cego, no campo visual. Na DMRI, o escotoma é central, ou seja, a mancha ou o ponto cego aparece bem no centro da visão, exatamente onde a pessoa está tentando focar. No início, pode ser um escotoma relativo, uma área apenas borrada. Com a progressão da doença e a morte das células da mácula, ele pode se tornar um escotoma absoluto, uma mancha escura onde não há nenhuma percepção de imagem.
Sim, a dificuldade de adaptação ao escuro e a piora da visão em ambientes com pouca luz podem ser sintomas da DMRI. A doença afeta a saúde dos fotorreceptores e do epitélio pigmentado da retina, que são essenciais para o ciclo visual e para a adaptação à baixa luminosidade. Por isso, a pessoa pode sentir muito mais dificuldade para enxergar à noite ou para se recuperar de um ofuscamento, como o de um farol de carro.
É uma dúvida comum, pois ambas as condições afetam idosos e causam embaçamento visual. A principal diferença é que a catarata causa um embaçamento geral da visão, como se a pessoa estivesse olhando através de um vidro fosco ou de uma névoa, afetando a visão como um todo. A DMRI causa um embaçamento ou uma mancha específica no centro da visão, com a visão periférica permanecendo clara. A distorção das linhas (metamorfopsia) é um sintoma da DMRI, e não da catarata. Um oftalmologista pode facilmente diferenciar as duas condições.
Não. Essa é uma informação muito importante e tranquilizadora. A DMRI afeta apenas a mácula, que é responsável pela visão central. A doença não afeta a retina periférica. Portanto, a pessoa com DMRI perde a capacidade de ver detalhes finos, ler e reconhecer rostos, mas mantém a visão lateral (periférica). Isso permite que ela continue a se orientar no espaço, a se locomover e a perceber objetos e pessoas ao seu redor. A DMRI é a principal causa de cegueira legal (perda da visão central), mas não de cegueira total (escuridão completa).
A principal diferença está no mecanismo da doença e na velocidade da perda visual. A DMRI seca é a forma mais comum e de progressão lenta, caracterizada pelo acúmulo de drusas e pela atrofia das células da mácula. A DMRI úmida é menos comum, mas mais agressiva. Ela se caracteriza pelo crescimento de vasos sanguíneos anormais sob a retina, que vazam fluido e sangue, causando um dano rápido à mácula. Uma pessoa com DMRI seca pode, a qualquer momento, desenvolver a forma úmida.
Sim, a DMRI seca é um fator de risco para o desenvolvimento da forma úmida. Pacientes com drusas grandes e moles ou com alterações no pigmento da retina têm um risco maior de fazer essa conversão. Estima-se que cerca de 10 a 15% dos pacientes com a forma seca irão evoluir para a forma úmida. É por isso que o monitoramento regular, incluindo o autoexame com a tela de Amsler em casa, é tão importante para os pacientes com DMRI seca, para que a forma úmida possa ser detectada e tratada o mais cedo possível.
A DMRI é uma doença que se torna mais prevalente com o avançar da idade. Ela é rara antes dos 50 anos. A prevalência começa a aumentar significativamente após os 60 anos e se torna ainda mais comum após os 75. O envelhecimento é o fator de risco mais forte e não modificável para a doença, pois o processo degenerativo na mácula está intrinsecamente ligado às alterações celulares que ocorrem com o passar dos anos.
O exame de fundo de olho, ou oftalmoscopia, é a principal forma de diagnosticar a DMRI. O médico utiliza um aparelho para iluminar e magnificar as estruturas do fundo do olho, incluindo a retina, o nervo óptico e a mácula. Para isso, geralmente é necessário dilatar as pupilas com colírios. No exame, o oftalmologista consegue visualizar diretamente a mácula e identificar os sinais da doença, como a presença, o tamanho e o tipo das drusas, as alterações de pigmento, as áreas de atrofia ou os sinais de vazamento e hemorragia da forma úmida.
A angiofluoresceinografia, ou retinografia fluorescente, é um exame com contraste que ajuda a visualizar os vasos sanguíneos da retina. Um corante de fluoresceína é injetado em uma veia do braço e, enquanto ele circula pelos vasos do olho, uma máquina fotográfica especial tira uma série de fotos do fundo de olho. O exame é muito útil para confirmar a presença, a localização e a extensão dos vasos sanguíneos anormais na DMRI úmida, ajudando a guiar o tratamento.
A tela de Amsler é uma grade quadriculada usada para automonitoramento da visão central. Para usá-la: coloque a grade a uma distância de leitura confortável, use seus óculos de leitura se precisar, cubra um olho e foque no ponto central com o olho aberto. Observe se todas as linhas da grade estão retas e se todos os quadrados são visíveis. Qualquer área onde as linhas pareçam onduladas, borradas, escuras ou ausentes pode ser um sinal de DMRI úmida. O teste deve ser feito em cada olho separadamente, uma vez por semana.
Geralmente não. A DMRI é uma doença bilateral, mas quase sempre assimétrica. Um olho pode ter apenas drusas iniciais (DMRI seca leve), enquanto o outro olho já pode ter evoluído para uma forma avançada, seca ou úmida, com perda visual significativa. Essa assimetria pode fazer com que a pessoa demore a perceber o problema, pois a visão do olho melhor compensa a do olho doente. Por isso, é importante testar a visão de cada olho separadamente.
Na forma seca, a progressão é geralmente lenta, mas contínua. Não há uma “cura” que a faça parar, mas medidas como a suplementação vitamínica (nos casos indicados) e as mudanças no estilo de vida podem ajudar a retardar a velocidade da progressão. Na forma úmida, o tratamento com as injeções intraoculares tem como objetivo principal estabilizar a doença, “secando” a retina e impedindo o crescimento dos vasos. Com o tratamento contínuo, a doença pode ser controlada e a visão preservada por muitos anos.
Quando a DMRI avança e causa uma perda da visão central que não pode ser melhorada com óculos comuns, o paciente é diagnosticado com baixa visão. A reabilitação visual para baixa visão é muito importante nessa fase. Ela não trata a doença, mas ajuda o paciente a maximizar o uso da sua visão periférica restante. Isso é feito com o auxílio de recursos como lupas eletrônicas, telescópios, softwares de ampliação e adaptações de iluminação e contraste, que permitem ao paciente retomar atividades como a leitura e manter a independência.
Atualmente, não existe um tratamento aprovado que possa reverter a DMRI seca ou recuperar a visão perdida por ela. O manejo da doença se baseia em retardar sua progressão. Para pacientes com a forma intermediária ou avançada em um olho, a suplementação com a fórmula de vitaminas e antioxidantes do estudo AREDS2 é recomendada. Além disso, é fundamental adotar um estilo de vida saudável: não fumar, ter uma dieta rica em vegetais verdes e peixe, controlar a pressão arterial e proteger os olhos do sol. Novas terapias estão em fase de pesquisa.
O tratamento padrão e mais eficaz para a DMRI úmida é a injeção intravítrea de medicamentos antiangiogênicos (anti-VEGF). Esses medicamentos bloqueiam a ação de uma proteína (VEGF) que estimula o crescimento e o vazamento dos vasos sanguíneos anormais. Ao inibir o VEGF, o tratamento consegue reduzir o inchaço da mácula e, em muitos casos, não apenas estabilizar, mas também melhorar a visão. O tratamento exige injeções repetidas, com frequência individualizada para cada paciente, para manter a doença sob controle.
A ideia de uma injeção no olho pode ser assustadora, mas o procedimento é feito de forma a minimizar ao máximo o desconforto. O olho é completamente anestesiado com colírios e, às vezes, um gel anestésico. A área é limpa com antissépticos para prevenir infecção. A injeção em si é muito rápida, dura apenas alguns segundos. O paciente pode sentir uma leve pressão, mas não uma dor aguda. Após o procedimento, pode haver uma sensação de areia ou irritação por um curto período, que melhora rapidamente.
A DMRI úmida é uma doença crônica, e o tratamento com anti-VEGF é de controle, não de cura. Portanto, na maioria dos casos, o tratamento precisa ser mantido a longo prazo para evitar que a doença reative e a visão piore novamente. No entanto, a frequência das injeções pode mudar. Após uma fase inicial de aplicações mensais, o médico pode adotar um regime de “tratar e estender”, no qual o intervalo entre as injeções é gradualmente aumentado enquanto a doença se mantiver inativa, personalizando o tratamento para cada paciente.
AREDS2 (Age-Related Eye Disease Study 2) foi um grande estudo clínico que testou uma fórmula de suplementos para a DMRI. A fórmula AREDS2 recomendada hoje contém: Vitamina C (500 mg), Vitamina E (400 UI), Luteína (10 mg), Zeaxantina (2 mg) e e Zinco (reduzido de 80 mg para 25 mg em algumas formulações, para diminuir efeitos colaterais). É importante saber que essa suplementação só se mostrou eficaz para reduzir o risco de progressão em pacientes que já têm DMRI seca em estágio intermediário ou avançado em um olho. Ela não previne o aparecimento da doença em quem não a tem. O uso deve ser sempre recomendado por um médico.
O tratamento a laser, que era comum no passado, hoje é usado em situações muito específicas. A fotocoagulação a laser térmico, que “queima” os vasos anormais, raramente é usada, pois também destrói a retina saudável ao redor, deixando uma cicatriz e um ponto cego permanente. A terapia fotodinâmica (PDT), um tipo de laser “frio” que é ativado por um medicamento injetado na veia, também tem indicações mais restritas e é frequentemente usada em combinação com as injeções de anti-VEGF em alguns casos específicos.
A cirurgia não é um tratamento padrão para a DMRI. No passado, foram tentadas algumas técnicas cirúrgicas, como a translocação macular, mas elas se mostraram muito complexas e com resultados limitados. Em casos de hemorragia muito extensa sob a mácula, causada pela DMRI úmida, uma cirurgia de vitrectomia pode ser realizada para tentar remover o sangue, mas isso é uma exceção. O pilar do tratamento da DMRI úmida continua sendo as injeções intravítreas.
Quando a perda da visão central já está estabelecida, os auxílios para baixa visão são fundamentais para ajudar o paciente a usar sua visão periférica de forma mais eficiente. Esses auxílios incluem lupas ópticas (manuais ou de apoio), lupas eletrônicas com telas que ampliam e aumentam o contraste, óculos especiais com lentes telescópicas para ver à distância, e softwares de computador e aplicativos de celular que ampliam ou leem o texto em voz alta. Eles ajudam a pessoa a retomar atividades como a leitura e a manter sua independência.
Com certeza. As mudanças no estilo de vida são uma parte muito importante do manejo da DMRI, principalmente da forma seca. A medida mais impactante é parar de fumar. Adotar uma “dieta dos olhos”, rica em vegetais de folhas verde-escuras, frutas e peixes, fornece os nutrientes que a mácula precisa. Controlar a pressão arterial e o colesterol, manter um peso saudável e praticar atividades físicas regularmente ajudam a manter a saúde dos vasos sanguíneos que nutrem a retina. Usar óculos de sol para proteger os olhos da radiação UV também é recomendado.
Sim, a pesquisa na área da DMRI é muito ativa e promissora. Para a DMRI úmida, estão sendo desenvolvidos novos medicamentos anti-VEGF que têm uma duração de ação mais longa, o que permitiria diminuir a frequência das injeções. Para a DMRI seca em estágio avançado (atrofia geográfica), que hoje não tem tratamento, existem novas terapias em fase final de estudos clínicos que visam retardar o crescimento da área de atrofia. A terapia gênica e a terapia com células-tronco também são áreas de intensa pesquisa para o futuro.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, causando vermelhidão e secreção. Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, com tratamentos específicos para cada tipo.
O terçol é uma infecção bacteriana aguda na pálpebra, que causa um nódulo vermelho e dolorido. Geralmente melhora com compressas mornas e boa higiene.
O astigmatismo é um erro de foco causado pela curvatura irregular do olho, que torna a visão distorcida. Pode ser corrigido com óculos, lentes ou cirurgia.
A oftalmologia cirúrgica utiliza microcirurgia e alta tecnologia para tratar doenças como catarata e glaucoma, oferecendo procedimentos seguros e de rápida recuperação.
O glaucoma é uma doença crônica e silenciosa que danifica o nervo óptico. O diagnóstico precoce e o tratamento contínuo são cruciais para preservar a visão.
O ceratocone é uma doença que deforma a córnea, afinando-a e causando astigmatismo. O tratamento visa parar a progressão e melhorar a visão.