Catarata congênita: diagnóstico e tratamento
A catarata congênita requer atenção imediata. Veja como o teste do olhinho é relevante e como a intervenção médica pode mudar o futuro da visão do bebê.
Esta seção foi elaborada com base nas principais perguntas dos pais, para explicar de forma clara e acolhedora os pontos mais importantes sobre o diagnóstico e o tratamento da catarata congênita.
A catarata congênita pode ter diversas causas. Em cerca de um terço dos casos, a origem é genética, ou seja, há uma alteração hereditária que leva à má formação do cristalino. Outra causa importante são as infecções que a mãe pode ter durante a gestação, como rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus, que afetam o desenvolvimento ocular do bebê. A catarata também pode estar associada a síndromes metabólicas ou a outras síndromes genéticas. Em muitos casos, no entanto, não é possível identificar uma causa específica, sendo classificada como idiopática.
Não necessariamente, mas a hereditariedade é uma causa comum. Se um dos pais ou um parente próximo teve catarata congênita, o risco para o bebê é maior. A herança pode ser autossômica dominante, o que significa que basta um gene alterado de um dos pais para que a condição se manifeste. No entanto, a catarata congênita também pode ocorrer por uma mutação genética nova, que não estava presente na família, ou por causas não genéticas, como as infecções durante a gravidez. Uma avaliação genética pode ajudar a esclarecer o padrão de herança.
Sim. Durante a formação do bebê, especialmente no primeiro trimestre da gestação, o cristalino do olho é uma estrutura muito sensível. Certos vírus e parasitas podem atravessar a barreira da placenta e interferir nesse delicado processo de desenvolvimento. A rubéola é o exemplo mais clássico, mas outros agentes infecciosos, como o citomegalovírus, o vírus do herpes, o da varicela e o parasita da toxoplasmose, também estão associados à formação da catarata congênita e de outras alterações oculares e sistêmicas no bebê.
Em uma proporção significativa dos casos, mesmo após uma investigação completa, não se consegue determinar a causa exata da catarata congênita. Esses casos são chamados de esporádicos ou idiopáticos. Isso não muda a abordagem do tratamento, que continuará focado na remoção cirúrgica da catarata e na reabilitação visual. O mais importante é o diagnóstico precoce e a intervenção no tempo certo, independentemente da causa, para oferecer à criança a melhor oportunidade de desenvolver a visão.
Sim, a catarata congênita pode ser uma manifestação isolada ou pode fazer parte de um quadro mais amplo, como uma síndrome. Existem centenas de síndromes genéticas que podem incluir a catarata congênita como uma de suas características. Além disso, doenças metabólicas, como a galactosemia (uma dificuldade em metabolizar o açúcar do leite), podem levar à formação de catarata nos primeiros meses de vida. Por isso, a avaliação de um pediatra e, por vezes, de um geneticista, é importante para uma investigação completa da saúde da criança.
O uso de certos medicamentos durante a gestação pode, em casos raros, estar associado a malformações no feto, incluindo a catarata congênita. O uso prolongado de corticosteroides, por exemplo, é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de catarata em adultos, e há alguma associação descrita com a forma congênita. É por isso que todo e qualquer medicamento utilizado durante a gravidez deve ser prescrito e acompanhado pelo médico obstetra, que irá ponderar os riscos e benefícios para a mãe e para o bebê.
A prematuridade em si não é uma causa direta da catarata congênita, mas bebês prematuros têm um risco maior de apresentar diversas complicações de saúde, incluindo problemas oculares. A condição mais associada à prematuridade é a retinopatia da prematuridade, mas outras alterações, como a catarata, também podem ocorrer. Todo bebê prematuro deve passar por uma avaliação oftalmológica rigorosa para detectar precocemente qualquer alteração que possa comprometer o desenvolvimento da visão.
O termo “catarata congênita” refere-se à opacidade que está presente no nascimento. Já a catarata desenvolvimental ou infantil é aquela que não estava presente ao nascer, mas que se desenvolve durante os primeiros meses ou anos de vida da criança. As causas são semelhantes às da forma congênita (genéticas, metabólicas, traumáticas). Mesmo que o teste do olhinho tenha sido normal na maternidade, é importante que os pais fiquem atentos a qualquer sinal de alteração nos olhos da criança e mantenham as consultas pediátricas e oftalmológicas de rotina.
Sim, um trauma ocular pode causar catarata em qualquer idade, inclusive em bebês e crianças. Uma pancada ou um ferimento no olho pode danificar as fibras do cristalino, levando à sua opacificação. Essa é a chamada catarata traumática. Diferente da catarata congênita, que resulta de um problema de formação, a traumática é uma consequência de um acidente. O tratamento também é cirúrgico, e o prognóstico visual dependerá da gravidade do trauma e de possíveis lesões em outras estruturas do olho.
O diabetes gestacional ou o diabetes preexistente na mãe, se mal controlado, pode aumentar o risco de diversas complicações para o bebê, mas a catarata congênita não está entre as associações mais fortes e diretas. No entanto, o bom controle glicêmico durante toda a gestação é fundamental para a saúde geral do feto e para prevenir malformações e outras complicações. Uma condição metabólica do próprio bebê, a galactosemia, esta sim está diretamente ligada à formação de catarata.
O sinal mais importante e que os pais podem notar é a leucocoria, um reflexo branco na pupila, que fica mais evidente em fotos com flash. Outros sinais incluem o nistagmo (movimentos trêmulos e constantes dos olhos), o estrabismo (olhos desalinhados) e a dificuldade do bebê em fixar ou seguir objetos com o olhar. O bebê também pode parecer muito sensível à luz. No entanto, em muitos casos, a catarata pode não ser visível a olho nu, reforçando a importância do “teste do olhinho” realizado por um profissional.
Leucocoria significa literalmente “pupila branca”. É o nome técnico dado ao reflexo esbranquiçado ou amarelado que pode aparecer na área da pupila. Na catarata congênita, esse reflexo é causado pela opacidade do cristalino, que bloqueia a visão do fundo do olho. A leucocoria é um sinal de alerta muito sério na oftalmologia pediátrica, pois, além da catarata, pode indicar outras doenças graves, como o retinoblastoma (um tumor ocular infantil). Por isso, sua presença exige uma avaliação oftalmológica urgente.
A capacidade de um bebê de fixar o olhar e seguir objetos é um marco importante do desenvolvimento visual. Se, por volta dos dois ou três meses de idade, o bebê não demonstra interesse visual, não estabelece contato visual com os pais ou não acompanha um brinquedo em movimento, isso pode ser um sinal de que a visão não está se desenvolvendo bem. A catarata congênita, por bloquear a formação de uma imagem nítida, é uma das possíveis causas para essa dificuldade. Uma avaliação com o oftalmopediatra é indicada.
O nistagmo é um movimento involuntário, rápido e repetitivo dos olhos, que podem tremer de um lado para o outro, de cima para baixo ou em círculos. Ele ocorre quando o cérebro não consegue receber uma imagem clara e estável para fixar o olhar, o que prejudica o desenvolvimento do sistema de controle dos movimentos oculares. O nistagmo é um sintoma comum em crianças com baixa visão desde o nascimento, e a catarata congênita bilateral densa é uma de suas principais causas.
Sim, o estrabismo, ou o desalinhamento dos olhos, pode ser um sinal de catarata congênita, especialmente na forma unilateral (que afeta um olho só). Se um dos olhos não enxerga bem devido à catarata, o cérebro pode não conseguir alinhar as imagens dos dois olhos, e o olho com a visão mais fraca acaba por desviar. Qualquer desvio ocular que surja nos primeiros meses de vida ou que seja constante deve ser avaliado por um oftalmologista para investigar a causa.
Não, a catarata congênita em si não causa dor. A opacificação do cristalino é um processo indolor. O bebê não sente desconforto físico por ter a catarata. Os sintomas são puramente visuais, ou seja, a dificuldade de enxergar. O que pode causar irritação é a sensibilidade à luz (fotofobia), que pode fazer com que o bebê feche os olhos ou pareça incomodado em ambientes muito iluminados.
Qualquer assimetria ou aparência incomum na pupila de um bebê deve ser avaliada por um médico. No caso da catarata congênita, a pupila pode parecer acinzentada ou branca em vez de preta. Em alguns tipos de catarata, a opacidade pode ser vista como um ponto ou uma mancha no centro da pupila. É importante não hesitar e procurar uma avaliação profissional, pois os pais são, muitas vezes, os primeiros a notar esses sinais sutis.
Sim, a catarata congênita pode ser unilateral, afetando apenas um olho, ou bilateral, afetando os dois. A forma bilateral é um pouco mais comum e frequentemente está associada a causas hereditárias. A forma unilateral costuma ser esporádica, sem uma causa definida. O manejo e o prognóstico podem ser diferentes para cada caso, sendo a reabilitação da ambliopia um desafio maior nos casos unilaterais.
Sim. Se a opacidade for pequena ou não estiver bem no centro do cristalino, ela pode não ser facilmente visível e não causar sintomas óbvios no início. A criança pode ter um desenvolvimento aparentemente normal nos primeiros meses. Nesses casos, a catarata pode ser diagnosticada mais tarde, em uma consulta de rotina ou quando a criança começa a apresentar algum desvio ocular. Isso reforça a importância das consultas oftalmológicas periódicas na infância, mesmo na ausência de sintomas.
O teste do olhinho funciona como uma janela para o fundo do olho. O oftalmoscópio emite uma luz que atravessa as estruturas transparentes do olho (córnea, pupila, cristalino) e ilumina a retina, que é vermelha devido à sua rica vascularização. Se o cristalino estiver transparente, a luz volta e o observador vê um reflexo vermelho. Se houver uma catarata, o cristalino opaco age como uma barreira, bloqueando a luz e impedindo a visualização desse reflexo vermelho. É a ausência do reflexo que indica o problema.
A principal diferença é o impacto no desenvolvimento visual. No idoso, a catarata surge após a visão já ter se desenvolvido completamente. A cirurgia visa restaurar uma visão que já existiu. Na catarata congênita, o problema está presente durante a fase mais crítica do desenvolvimento visual. A cirurgia não visa apenas “limpar” a visão, mas, principalmente, permitir que o cérebro da criança aprenda a enxergar pela primeira vez. Por isso, a urgência do tratamento e a reabilitação da ambliopia são cruciais no caso da catarata congênita.
Sim. Se uma catarata congênita densa não for tratada, ela levará a uma baixa de visão profunda e irreversível no olho afetado, uma condição conhecida como ambliopia de privação. O cérebro, privado de estímulo visual, simplesmente não desenvolve a capacidade de processar imagens daquele olho. Nesses casos, a criança pode ser considerada legalmente cega. A boa notícia é que, com o diagnóstico e o tratamento cirúrgico precoces, seguidos de uma reabilitação adequada, a cegueira pode ser evitada.
A ambliopia, ou “olho preguiçoso”, é a baixa visão em um olho que não desenvolveu a visão normalmente na infância. A catarata congênita é uma de suas causas mais severas. Como a catarata bloqueia a imagem, o cérebro não recebe um estímulo de qualidade e “aprende” a ignorar aquele olho. A cirurgia remove a barreira, mas não resolve a ambliopia. O tratamento da ambliopia (com tampão e óculos) é o que vai “ensinar” o cérebro a usar o olho operado. Se não for tratada a tempo, a ambliopia se torna permanente.
Uma criança com catarata congênita densa não enxerga de forma nítida. Ela pode perceber luz e vultos, mas não detalhes. A visão funcional começa a se desenvolver após a cirurgia, quando a luz finalmente consegue chegar à retina. No entanto, a qualidade dessa visão dependerá da reabilitação. Com o tratamento adequado (cirurgia, uso de óculos/lentes de contato e tampão), a criança começa a desenvolver a visão ao longo dos meses e anos seguintes. É um processo contínuo de aprendizado para o cérebro.
A visão é um dos principais sentidos para a exploração do mundo e para o desenvolvimento motor e cognitivo. Uma baixa visão significativa pode, sim, atrasar alguns marcos do desenvolvimento, como o controle da cabeça, o engatinhar e o andar. No entanto, com o tratamento precoce da catarata e com a estimulação adequada (visual, tátil, auditiva), a criança tem todas as condições para superar esses desafios e ter um desenvolvimento global saudável e dentro do esperado para a sua idade.
A catarata congênita é considerada uma condição rara. A incidência varia, mas estima-se que ocorra em cerca de 1 a 6 casos para cada 10.000 nascidos vivos. Embora rara, ela é uma das principais causas de cegueira tratável na infância. Por isso, programas de triagem neonatal, como o teste do olhinho, são tão importantes para a saúde pública, pois permitem a detecção precoce e o encaminhamento rápido para o tratamento.
Com o diagnóstico e o tratamento adequados, a grande maioria das crianças com catarata congênita pode ter uma vida perfeitamente normal e feliz. O objetivo do tratamento é proporcionar a melhor visão possível, permitindo que a criança brinque, estude, pratique esportes e se torne um adulto independente. A jornada exige dedicação da família e acompanhamento médico contínuo, mas os resultados podem ser muito gratificantes. A visão pode não ser perfeita como a de uma pessoa que nunca teve o problema, mas pode ser funcional e de boa qualidade.
Lensectomia é o termo técnico para o procedimento cirúrgico de remoção do cristalino, que é o tratamento da catarata. Em bebês e crianças, a técnica é um pouco diferente da do adulto. O cirurgião realiza microincisões e utiliza instrumentos delicados para aspirar o conteúdo do cristalino. É comum também realizar um procedimento chamado vitrectomia anterior e capsulotomia posterior para limpar o eixo visual e prevenir que ele se opacifique novamente, o que é muito comum em crianças.
O olho de uma criança está em constante crescimento e mudança. O grau de refração (necessidade de óculos) muda rapidamente nos primeiros anos de vida. Por isso, as consultas frequentes são necessárias para ajustar o grau dos óculos ou das lentes de contato, garantindo que o cérebro receba sempre a imagem mais nítida possível para o seu desenvolvimento. Além disso, o acompanhamento serve para monitorar a pressão intraocular, pois a cirurgia de catarata na infância aumenta o risco de desenvolver glaucoma no futuro.
O glaucoma secundário é uma complicação tardia que pode ocorrer anos após a cirurgia de catarata congênita. A cirurgia, embora necessária, altera a anatomia interna do olho, o que pode, com o tempo, dificultar a drenagem do líquido intraocular (humor aquoso), levando ao aumento da pressão. A pressão elevada pode danificar o nervo óptico e causar perda de visão. Por isso, a medição da pressão ocular faz parte do acompanhamento de longo prazo de toda criança operada de catarata congênita.
O único tratamento eficaz para a catarata congênita clinicamente significativa é a cirurgia. O procedimento consiste na remoção do cristalino opaco (lensectomia) para desobstruir o eixo visual e permitir que a luz chegue à retina. Não existem colírios ou medicamentos que possam dissolver ou curar a catarata. A cirurgia é o primeiro passo de um longo processo que inclui a correção óptica (com óculos ou lentes de contato) e a terapia para ambliopia (geralmente com o uso de tampão).
O momento da cirurgia é crucial. Para cataratas bilaterais densas (nos dois olhos), a cirurgia costuma ser realizada entre 4 e 8 semanas de vida. Para a catarata unilateral densa (em um olho), a intervenção pode ser ainda mais precoce, por volta de 4 a 6 semanas, devido ao alto risco de ambliopia profunda. O objetivo é operar o mais cedo possível, com segurança, para aproveitar a janela de neuroplasticidade do cérebro. Cataratas parciais, que não afetam tanto a visão, podem ser operadas mais tarde ou apenas acompanhadas.
Após a remoção do cristalino (que tem um alto poder de foco), o olho do bebê fica com um grau muito alto de hipermetropia. Essa correção precisa ser feita para que a imagem na retina seja nítida. As opções são: o uso de óculos especiais para bebês (com grau elevado), o uso de lentes de contato gelatinosas ou rígidas de uso prolongado, ou o implante de uma lente intraocular (LIO) durante a cirurgia. A escolha depende da idade do bebê, se a catarata é uni ou bilateral e da preferência da equipe cirúrgica.
Sim, é praticamente certo que a criança precisará usar óculos. Mesmo que uma lente intraocular seja implantada na cirurgia, o grau dessa lente é calculado para uma determinada fase da vida, e o olho da criança continua a crescer. Além disso, os óculos são frequentemente bifocais, com um grau para longe e outro mais forte para perto, já que o olho operado perde a capacidade de acomodação (o foco automático para perto). Os óculos são uma parte fundamental do tratamento para garantir a melhor visão em todas as distâncias.
O tratamento com o tampão, ou terapia de oclusão, é o pilar do combate à ambliopia (“olho preguiçoso”). Ele consiste em cobrir o olho de melhor visão com um adesivo por um determinado número de horas por dia. Isso força o cérebro a utilizar e a desenvolver as vias neurais do olho que foi operado. O tempo de oclusão é prescrito pelo oftalmologista e varia conforme a idade da criança e a qualidade da visão de cada olho. A adesão rigorosa a essa terapia é um dos fatores mais importantes para o sucesso visual.
A cirurgia de catarata em bebês é um procedimento muito delicado e com mais riscos do que a cirurgia em adultos, mas, quando realizada por uma equipe experiente, é considerada segura. Ela é feita em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, com monitoramento completo da criança. Os principais riscos incluem inflamação, infecção, aumento da pressão ocular (glaucoma) e opacificação do eixo visual. Os benefícios de permitir o desenvolvimento da visão, no entanto, superam em muito os riscos cirúrgicos.
Para bebês que foram operados (lensectomia) sem o implante de uma lente intraocular, a correção da visão (afacia) é feita com lentes de contato. São lentes especiais, com grau muito alto, feitas de materiais que permitem uma alta passagem de oxigênio para a córnea, possibilitando o uso prolongado. Os pais são treinados pela equipe médica sobre como colocar, remover e cuidar dessas lentes. Elas oferecem uma excelente qualidade óptica e permitem um ajuste mais preciso do grau conforme o olho do bebê cresce.
Quando a catarata é bilateral, há uma discussão na comunidade oftalmológica sobre operar os dois olhos no mesmo dia ou em dias separados. A cirurgia bilateral simultânea tem a vantagem de uma única anestesia geral e uma reabilitação visual que começa ao mesmo tempo para os dois olhos. A principal desvantagem é o risco, embora muito pequeno, de uma infecção que afete ambos os olhos. A decisão é tomada pelo cirurgião em conjunto com a família, pesando os riscos e benefícios de cada abordagem.
O pós-operatório exige cuidados intensivos. O principal deles é a administração de colírios antibióticos e anti-inflamatórios várias vezes ao dia, por algumas semanas, para prevenir infecção e controlar a inflamação. A criança usará um protetor acrílico sobre o olho para evitar que ela o coce ou o machuque. Os pais devem estar atentos a sinais de alerta, como vermelhidão intensa, secreção ou qualquer mudança no comportamento do bebê, e comparecer a todas as consultas de retorno.
É possível. A cirurgia de catarata na infância pode ter complicações tardias que exigem novas intervenções. A mais comum é o glaucoma secundário, que pode precisar de tratamento cirúrgico para controlar a pressão ocular. A opacificação da cápsula posterior (a membrana que fica atrás da lente), apesar das técnicas para preveni-la, ainda pode ocorrer e necessitar de uma limpeza com laser ou cirurgia. Além disso, cirurgias para corrigir o estrabismo também podem ser necessárias ao longo do desenvolvimento.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, causando vermelhidão e secreção. Pode ser viral, bacteriana ou alérgica, com tratamentos específicos para cada tipo.
O terçol é uma infecção bacteriana aguda na pálpebra, que causa um nódulo vermelho e dolorido. Geralmente melhora com compressas mornas e boa higiene.
O astigmatismo é um erro de foco causado pela curvatura irregular do olho, que torna a visão distorcida. Pode ser corrigido com óculos, lentes ou cirurgia.
A oftalmologia cirúrgica utiliza microcirurgia e alta tecnologia para tratar doenças como catarata e glaucoma, oferecendo procedimentos seguros e de rápida recuperação.
O glaucoma é uma doença crônica e silenciosa que danifica o nervo óptico. O diagnóstico precoce e o tratamento contínuo são cruciais para preservar a visão.
O ceratocone é uma doença que deforma a córnea, afinando-a e causando astigmatismo. O tratamento visa parar a progressão e melhorar a visão.