Você já sentiu areia nos olhos mesmo sem nada ali? Esse é um dos sintomas da doença do olho seco. Conheça outros sinais que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.
Um estudo conduzido pela Aston University, em parceria com o Oslo University Hospital e o Sørlandet Hospital Trust, trouxe um dado preocupante: cerca de 90% dos jovens entre 18 e 25 anos avaliados apresentaram pelo menos um sinal da doença do olho seco.
A pesquisa, publicada em 2025, reforça que os sintomas não afetam apenas pessoas mais velhas, mas também jovens adultos que passam longos períodos diante de telas digitais, com padrões irregulares de sono e hábitos que comprometem a produção e a qualidade da lágrima.
A doença do olho seco ocorre quando os olhos não conseguem produzir lágrimas suficientes ou quando a composição delas perde o equilíbrio adequado entre água, lipídios e muco. Essa combinação é o que mantém a superfície ocular lubrificada, hidratada e protegida.
Sem esse equilíbrio, surgem sintomas que afetam a visão, prejudicam a rotina e podem trazer riscos tanto a curto quanto a longo prazo, como maior predisposição a infecções ou danos na superfície da córnea. Observar os sinais é uma forma de cuidado com a saúde ocular e pode evitar complicações.
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Os sintomas da doença do olho seco podem variar de acordo com a gravidade do quadro, mas alguns sinais iniciais merecem atenção. A sensação de areia nos olhos, acompanhada de coceira e ardência, está entre as manifestações mais frequentes. Muitas pessoas também relatam incômodo ao permanecer em ambientes com ar-condicionado ou ao passar muito tempo em frente a telas de computador e celular.
Com a progressão da condição, outros sintomas podem aparecer. A visão turva que melhora ao piscar, a dificuldade de usar lentes de contato por desconforto, a vermelhidão frequente e até a sensibilidade aumentada à luz estão entre os sinais relatados por pacientes. Em quadros mais graves, pode haver dor ocular, presença de secreções e maior risco de lesões na superfície do olho. A persistência desses sintomas deve ser avaliada por um oftalmologista, que poderá identificar a causa e indicar o tratamento adequado.
O estudo da Aston University reforça que jovens entre 18 e 25 anos estão cada vez mais expostos à doença do olho seco, principalmente pelo uso prolongado de telas digitais. Além disso, a condição apresentou maior prevalência entre as mulheres.
Outros fatores de risco incluem o uso prolongado de lentes de contato, ambientes secos, tabagismo e envelhecimento natural. Também podem influenciar a poluição atmosférica, cirurgias oculares prévias e doenças autoimunes, como artrite reumatoide e síndrome de Sjögren.
Certos medicamentos, como antidepressivos e anti-hipertensivos, também podem reduzir a produção de lágrimas. A atenção a esses fatores é importante para compreender o que pode estar desencadeando ou intensificando os sintomas.
Embora não exista uma forma única de prevenção, alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir os riscos e a intensidade dos sintomas. Segundo a pesquisa da Aston University, adotar pausas regulares durante o uso de telas, adotar um padrão de sono equilibrado, hidratar-se ao longo do dia e incluir na alimentação fontes de ômega-3, como peixes, são práticas que colaboram para a saúde ocular.
O acompanhamento regular com oftalmologista também é indispensável. Consultas periódicas permitem identificar sinais precoces da condição e ajustar hábitos ou tratamentos de acordo com a necessidade de cada paciente.
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A Vision One reúne hospitais de olhos presentes em diferentes regiões do Brasil, com equipes qualificadas para diagnosticar e tratar a doença do olho seco, além de outras condições que comprometem a visão. O cuidado vai desde os primeiros sinais, como ardência e dificuldade no uso de lentes de contato, até quadros mais complexos que exigem acompanhamento contínuo.
Em constante expansão para outros estados brasileiros, a rede amplia o acesso de pacientes a cuidados oftalmológicos de alta qualidade. Além disso, oferece o cartão Visão Saúde, que proporciona descontos em consultas, exames e cirurgias nas unidades parceiras. A iniciativa é especialmente indicada para quem não possui plano de saúde e deseja cuidar da saúde ocular com segurança e condições facilitadas.
Esse FAQ reúne respostas com base exclusiva no conteúdo acima, abordando de forma clara e acolhedora as principais dúvidas sobre a doença do olho seco, suas causas, sintomas e os cuidados que ajudam a aliviar o desconforto e proteger a saúde ocular no dia a dia.
A doença do olho seco ocorre quando há deficiência na produção ou na qualidade da lágrima, prejudicando a lubrificação natural da superfície ocular. Essa alteração causa irritação, sensação de areia, coceira e visão borrada. O problema pode ser temporário ou crônico, dependendo das causas envolvidas, e deve ser avaliado por oftalmologistas para definir o tratamento mais adequado.
As causas variam desde o envelhecimento e o uso prolongado de telas até fatores hormonais, medicamentos e doenças autoimunes. Ambientes secos, ar-condicionado e poluição também agravam o ressecamento ocular. Em muitos casos, há diminuição da produção lacrimal ou evaporação excessiva da lágrima, o que compromete o conforto visual e a proteção da córnea.
Na maioria dos casos, não existe cura definitiva, mas há controle eficaz. O tratamento busca restaurar a lubrificação ocular e reduzir a inflamação. O uso de colírios lubrificantes, ajustes no estilo de vida e, em situações mais graves, terapias específicas ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento médico é indispensável.
Os sintomas incluem ardor, sensação de corpo estranho, coceira, vermelhidão, fotofobia e visão embaçada. Curiosamente, também pode ocorrer lacrimejamento excessivo, resultado de um mecanismo reflexo do corpo. Esses sinais tendem a piorar ao longo do dia, especialmente em ambientes secos ou com exposição prolongada a telas digitais.
Sim. O uso prolongado de computadores, celulares e tablets reduz a frequência do piscar, o que acelera a evaporação da lágrima. Esse fenômeno é conhecido como “fadiga ocular digital”. Para evitar desconfortos, recomenda-se fazer pausas regulares, piscar conscientemente e manter o ambiente bem umidificado. Consultas frequentes ajudam na prevenção.
O diagnóstico é realizado por meio de exames oftalmológicos que avaliam a quantidade e a qualidade da lágrima, como o teste de Schirmer e o teste do tempo de ruptura do filme lacrimal. Esses procedimentos ajudam o médico a identificar o tipo de olho seco e definir o tratamento mais indicado, conforme a gravidade e a origem da disfunção.
A falta de tratamento pode causar inflamações crônicas, lesões na superfície da córnea e maior propensão a infecções. Em estágios avançados, a visão pode ser comprometida devido ao dano persistente do tecido ocular. O tratamento precoce, orientado por médicos experientes, é a melhor forma de evitar complicações e preservar o conforto visual.
Sim. A doença do olho seco pode estar associada a condições sistêmicas, como síndrome de Sjögren, artrite reumatoide, lúpus e diabetes. Nessas situações, o problema é resultado de uma disfunção das glândulas lacrimais. A avaliação integrada entre oftalmologia e outras especialidades médicas é importante para tratar a causa e aliviar os sintomas.
Sim. O tipo mais comum é o evaporativo, causado pela instabilidade do filme lacrimal e deficiência na camada de gordura da lágrima. Já o tipo hipossecretor ocorre quando há baixa produção lacrimal. Em alguns casos, ambos coexistem, exigindo tratamentos combinados. A identificação correta do tipo é essencial para um controle eficaz.
Os colírios são parte fundamental do tratamento, mas nem sempre suficientes sozinhos. Eles ajudam a repor a lubrificação, mas é necessário tratar também as causas do ressecamento. Há opções com diferentes composições e viscosidades, indicadas conforme cada caso. Apenas oftalmologistas podem recomendar o produto mais adequado e a frequência de uso.
Sim. Ambientes com baixa umidade, vento, ar-condicionado ou aquecimento excessivo favorecem a evaporação da lágrima. Esses fatores explicam por que os sintomas costumam piorar no inverno ou em locais fechados. Manter uma boa umidificação e hidratação corporal é uma forma simples de reduzir o impacto das condições climáticas.
Uma dieta equilibrada rica em ômega-3, presente em peixes, linhaça e chia, pode contribuir para a saúde das glândulas que produzem a lágrima. O consumo adequado de água também é essencial. Já alimentos ultraprocessados e ricos em sal podem agravar o quadro. Um estilo de vida saudável complementa o tratamento indicado pelos médicos.
Sim, o uso prolongado de lentes de contato pode intensificar o ressecamento ocular, pois interfere na oxigenação e na distribuição da lágrima. Pessoas com tendência ao olho seco devem conversar com o oftalmologista para ajustar o tipo de lente ou o tempo de uso. Em alguns casos, pode ser indicado interromper o uso temporariamente.
Nos casos severos, o tratamento pode incluir medicamentos anti-inflamatórios, dispositivos para reduzir a drenagem da lágrima e terapias específicas como a luz pulsada intensa (IPL). A decisão depende da causa e da resposta individual. A orientação profissional é indispensável para definir o protocolo mais seguro e eficaz para cada paciente.
Para aliviar o desconforto e buscar um tratamento personalizado, é possível agendar uma avaliação com os médicos da Vision One pela página de agendamento de consultas. A avaliação profissional é o primeiro passo para identificar a causa do problema e encontrar o cuidado mais adequado para cada caso.
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