O oftalmologista Dr. Wilian Breno, representante e coordenador da especialidade Lentes de Contato do CBV Hospital de Olhos, explica que o uso prolongado pode comprometer a qualidade das lentes e afetar diretamente a saúde ocular.
As lentes de contato fazem parte da rotina de muitas pessoas, proporcionando visão nítida e conforto ao longo do dia. No entanto, em meio aos compromissos diários, é comum esquecer quando foi realizada a última troca. Como saber se a lente de contato está velha? Será que ainda é seguro utilizá-la ou já passou do tempo de substituí-la? Essas dúvidas são comuns entre usuários de lentes de contato, e a resposta está nos sinais que os olhos e as próprias lentes apresentam. Mais do que um simples desconforto, o uso prolongado pode comprometer a saúde ocular, causando irritação, inflamações e até infecções.
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As lentes de contato têm um tempo de vida útil definido pelos fabricantes, com base em testes rigorosos que avaliam a durabilidade do material, sua permeabilidade ao oxigênio e a resistência à formação de depósitos. E mais, passam por aprovações de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que validam esse tempo de uso seguro do produto.
O oftalmologista Dr. Willian Breno, representante e coordenador da especialidade Lentes de Contato do CBV Hospital de Olhos, explica que o uso prolongado pode comprometer a qualidade das lentes e afetar diretamente a saúde ocular.
“A lente de contato vai se tornando mais seca, perdendo a capacidade de manter o nível de umidade adequado para o olho”, afirma.
Além disso, ele alerta que, à medida que a lente envelhece, o nível de oxigenação ocular diminui durante o uso, tornando o ambiente a região mais suscetível a infecções.
Mas como identificar que a lente já está velha? E quais são os riscos de continuar utilizando uma lente vencida? Confira a seguir.
Uma das melhores formas de evitar o uso prolongado das lentes de contato é registrar a data em que elas foram abertas. Segundo o Dr. Willian, um hábito simples pode fazer toda a diferença:
“Criar o hábito de anotar numa agenda, no celular ou até mesmo marcar num calendário a data da abertura da nova lente facilita o controle.”
Isso ocorre porque, na rotina agitada, é fácil perder a noção de tempo e acabar usando um par de lentes além do recomendado. Muitas pessoas acabam se perguntando: “Faz uma semana? Duas semanas? Quanto tempo já passou?” Sem um controle preciso, usar as lentes por tempo excessivo pode representar um risco real.
Se a data de início do uso não foi anotada, é possível identificar sinais que indicam que a lente já passou do tempo ideal de descarte. O Dr. Willian explica que um dos primeiros sinais é a visão embaçada.
“A lente, com o passar do tempo de uso, vai ficando mais embaçada, a visão vai ficando mais borrada. Isso acontece porque começam a se formar depósitos de proteína na superfície, tornando a lente mais oleosa, mais gordurosa”, explica o oftalmologista.
Outros sinais que indicam que a lente já perdeu suas propriedades incluem:
Diante de qualquer desconfiança ou percepção de um desses sinais, o oftalmologista recomenda descartar a lente e iniciar um novo par.
“Se está achando que passou muito tempo, está desconfiado de alguma coisa, então descarte. Joga essa lente fora e coloca uma nova”, orienta o Dr. Willian.
O uso prolongado das lentes de contato pode trazer consequências sérias para a saúde ocular, comprometendo a qualidade da visão e aumentando os riscos de infecções.
“O principal risco do uso prolongado das lentes de contato é a possibilidade de contaminação e o desenvolvimento de lesões infecciosas no olho a curto prazo. A longo prazo, a oxigenação da córnea, que já é naturalmente reduzida pelo uso das lentes, pode ser ainda mais comprometida se o prazo de troca não for respeitado. Embora essa redução seja controlável com acompanhamento oftalmológico, é essencial monitorar a quantidade de células na córnea para identificar possíveis alterações no padrão celular. O uso contínuo de lentes vencidas pode levar a uma diminuição da oxigenação da córnea e, no futuro, resultar em uma perda celular significativa”, detalha o médico.
Mesmo respeitando o período de troca, algumas pessoas sentem desconforto com as lentes de contato antes do tempo previsto para o descarte. De acordo com o Dr. Willian, isso pode estar relacionado a fatores individuais:
“O tempo de descarte das lentes de contato corresponde ao prazo máximo recomendado, mas isso não significa que todas as pessoas conseguirão utilizá-las até o limite estabelecido. A tolerância ao uso da lente não depende apenas do material ou do tamanho da lente, mas também das características individuais do olho de cada paciente.”
Ele exemplifica:
“Algumas pessoas têm olhos mais secos ou uma composição lacrimal alterada, com maior produção de lipídios e proteínas. Esse fator pode acelerar o acúmulo de depósitos na superfície da lente, reduzindo a qualidade da visão e causando desconforto. Em casos assim, mesmo que a lente seja de descarte mensal, o usuário pode sentir irritação, sensação de corpo estranho, vermelhidão e embaçamento visual antes dos 30 dias. Para esses pacientes, pode ser necessário trocar a lente antes do prazo indicado, como a cada 20 dias, para evitar danos à superfície ocular.”
Para minimizar esse problema, o oftalmologista sugere:
As lentes de contato são uma solução prática para quem busca conforto e liberdade visual no dia a dia. Elas ampliam o campo de visão, permitem maior mobilidade e são ideais para quem pratica esportes ou tem grande diferença de grau entre os olhos. No entanto, para que continuem sendo um benefício, é essencial usá-las adequadamente, respeitando o tempo de troca e as recomendações de higiene.
O Dr. Willian alerta que, quando os cuidados não são seguidos, as lentes deixam de ser um aliado e podem se tornar um problema para a saúde ocular.
“Se você começa a desrespeitar os prazos de troca, sente o olho constantemente vermelho, a visão embaçada e continua insistindo no uso da lente, está colocando sua visão em risco. Ao invés de trazer benefícios, a lente passa a causar desconforto e aumentar a chance de infecções e complicações a longo prazo. Nesse cenário, ela deixa de ser uma solução para se tornar um problema – e isso não faz sentido”, reflete o especialista.
Se você percebeu sinais de que sua lente de contato pode estar velha ou sente desconforto ao usá-la, saiba que não está sozinho. Os Centros de Adaptação de Lentes de Contato da rede Vision One estão prontos para oferecer todo o suporte necessário, ajudando cada paciente a encontrar a melhor opção de lente para seus olhos, prestando orientações técnicas para um uso seguro e confortável.
A Vision One conta com hospitais em diversos estados do Brasil, equipados com tecnologia de ponta. Caso precise de atendimento oftalmológico, o cartão Visão Saúde pode ser um grande aliado, proporcionando descontos em consultas, exames e até cirurgias oftalmológicas em unidades da rede.
Se tiver dúvidas ou notar qualquer alteração na visão, procure um oftalmologista de confiança. Com o acompanhamento certo, o uso das lentes de contato pode continuar sendo uma solução prática e confortável para o seu dia a dia.
Esse FAQ reúne respostas elaboradas com base exclusiva no conteúdo acima, abordando sinais de desgaste das lentes de contato, o momento certo de substituí-las e os cuidados indicados para preservar a saúde ocular. As informações foram reunidas para orientar de forma segura quem utiliza lentes no dia a dia.
Lentes de contato antigas podem apresentar pequenas deformações e acúmulo de depósitos de proteína, mesmo quando parecem limpas. O desconforto, a visão borrada, a sensação de corpo estranho e a vermelhidão são sinais de alerta. Cada lente possui um tempo de uso indicado pelo fabricante e pelo oftalmologista, e ultrapassar esse prazo aumenta o risco de irritações e infecções oculares.
Usar lentes vencidas prejudica a oxigenação da córnea e favorece o crescimento de micro-organismos. Isso pode causar infecções graves, como ceratite, além de desconforto persistente e visão turva. Mesmo que as lentes aparentem estar em bom estado, seu material se deteriora com o tempo e perde as propriedades originais. Por isso, o ideal é substituí-las conforme a orientação médica.
A data de validade está indicada na embalagem, mas o prazo de uso começa a contar a partir do momento em que o lacre é aberto. Lentes mensais, por exemplo, devem ser descartadas após 30 dias, mesmo com pouco uso. O material começa a perder flexibilidade e transparência, comprometendo a visão. Seguir essa recomendação é essencial para evitar irritações.
O tempo de uso indicado é resultado de testes clínicos que avaliam a resistência e a permeabilidade do material. Quando ultrapassado, o risco de inflamação, olho seco e até úlceras corneanas aumenta. Além disso, lentes antigas aderem com mais facilidade à córnea, dificultando a lubrificação natural. O cuidado com o prazo é uma forma de preservar a visão e o conforto ocular.
Sim, a maioria das lentes não é projetada para uso contínuo. Dormir com elas reduz a entrada de oxigênio na córnea e cria um ambiente propício à proliferação de bactérias. Esse hábito aumenta a chance de infecções e de sintomas como dor, vermelhidão e visão borrada. Caso o uso prolongado seja necessário, deve ser orientado por um médico.
O cuidado começa pela higienização correta. É importante lavar as mãos antes de manusear as lentes, usar soluções específicas para limpeza e trocar o estojo regularmente. Nunca utilize soro fisiológico ou água da torneira. Guardar as lentes em local fresco e evitar exposição ao calor prolonga sua durabilidade e preserva a segurança do material.
Sim. Quando ficam velhas, as lentes acumulam proteínas e resíduos que podem irritar os olhos. Isso leva a sintomas como coceira, ardor e vermelhidão. Pessoas com alergias sazonais ou sensibilidade ocular devem conversar com o oftalmologista para avaliar o tipo de lente mais indicado, além de reforçar a limpeza e o uso adequado das soluções.
O desconforto pode indicar sujeira, pequenas rachaduras ou envelhecimento da lente. A primeira medida é removê-la e higienizá-la conforme as orientações do fabricante. Se a irritação persistir, é necessário suspender o uso e agendar uma avaliação médica. Na página de agendamento de consultas, é possível marcar um horário para avaliação segura.
Não. A alteração na coloração, aparência leitosa ou perda de transparência são sinais de desgaste. Isso indica que o material sofreu degradação ou acúmulo de resíduos. Usar lentes nessa condição prejudica a visão e pode causar inflamações. O ideal é descartar imediatamente e substituir por um novo par indicado pelo corpo clínico responsável.
Mesmo quando usadas em poucos dias, o tempo de validade começa a contar após a abertura do lacre. Isso ocorre porque o contato com a solução e o ar altera as propriedades do material. Portanto, uma lente mensal deve ser substituída em 30 dias, independentemente da frequência de uso. Esse cuidado evita irritações e mantém a segurança ocular.
Sim. Maquiagens em pó ou à prova d’água podem deixar partículas microscópicas na superfície da lente, diminuindo sua transparência e conforto. O ideal é colocar as lentes antes da maquiagem e removê-las antes de limpar o rosto. Evitar produtos com fragrâncias e óleos também ajuda a preservar as lentes por mais tempo e reduzir irritações oculares.
Fatores como má higienização, uso de produtos inadequados e armazenamento em estojo sujo aceleram o desgaste. O contato com água, suor ou cosméticos pode deformar o material e alterar a sua lubrificação. Além disso, unhas longas ou pinças metálicas podem rasgar as lentes. Seguir as recomendações do médico e do fabricante é fundamental para evitar danos.
Lentes antigas perdem a capacidade de reter umidade, o que agrava os sintomas do olho seco. Isso provoca sensação de areia, ardência e visão embaçada. O uso de lubrificantes oculares pode aliviar temporariamente, mas o ideal é substituir a lente e verificar se o tipo de material está adequado ao perfil do paciente. O oftalmologista orienta o melhor ajuste.
Sim. As lentes de descarte diário reduzem o risco de infecções, pois são substituídas a cada uso e não acumulam impurezas. Elas dispensam a necessidade de estojos e soluções de limpeza, sendo ideais para quem busca praticidade e segurança. A escolha deve ser feita após avaliação médica, levando em conta o formato dos olhos e o estilo de vida.
Deve-se buscar atendimento ao perceber qualquer sinal de desconforto, irritação, secreção ou dificuldade para enxergar. Um oftalmologista avalia se o problema está relacionado ao uso prolongado, à adaptação incorreta ou à necessidade de troca do modelo. Para encontrar um profissional e marcar uma consulta, basta acessar o link de agendamento de consultas.
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