Aspectos importantes da cirurgia de vitrectomia

Sobre o vítreo

O vítreo, ou humor vítreo, é uma substância gelatinosa e transparente que preenche a maior parte do espaço interno do globo ocular, localizado entre o cristalino e a retina. Ele é composto basicamente por água, colágeno e ácido hialurônico, e sua função é ajudar a manter o formato do olho. Com o envelhecimento, o vítreo pode se liquefazer e se contrair, processo que pode levar ao seu descolamento. Em algumas doenças, o vítreo pode ficar opaco com sangue ou tracionar a retina. A vitrectomia é a cirurgia para a remoção desse gel.

Descolamento de retina

O descolamento de retina é uma urgência médica em que a retina, a camada sensível à luz no fundo do olho, se separa da parede ocular. Isso pode acontecer quando ocorre uma rasgadura na retina, permitindo que o líquido do vítreo passe por baixo dela e a descole. Os sintomas incluem flashes de luz, “moscas volantes” súbitas e uma sombra ou “cortina” escura no campo de visão. A vitrectomia é uma das principais cirurgias para o tratamento. Nela, o cirurgião remove o vítreo que está tracionando a retina, aplica laser ao redor da rasgadura e pode preencher o olho com gás ou óleo de silicone para manter a retina no lugar.

Retinopatia diabética

A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina. Em suas fases mais avançadas (proliferativas), podem ocorrer sangramentos para dentro da cavidade vítrea (hemorragia vítrea), embaçando intensamente a visão. Também pode ocorrer a formação de um tecido fibroso que traciona e descola a retina (descolamento tracional). A vitrectomia é indicada nessas situações. A cirurgia remove o sangue que está turvando a visão, libera as trações que estão repuxando a retina e permite a aplicação de laser para tratar os vasos anormais.

Buraco macular

O buraco macular é uma pequena falha que se forma no centro da retina, na região da mácula, que é a área responsável pela visão de detalhes finos e cores. Essa condição causa uma mancha ou um ponto cego no centro da visão, além de distorção de imagens (metamorfopsia). A causa mais comum é a tração exercida pelo vítreo sobre a mácula durante o seu processo natural de envelhecimento. A vitrectomia é o tratamento padrão. Na cirurgia, o oftalmologista remove o vítreo para aliviar a tração sobre a mácula e, em seguida, preenche o olho com um gás especial para ajudar a fechar o buraco.

Membrana epirretiniana

A membrana epirretiniana, também conhecida como pucker macular, é o crescimento de uma fina camada de tecido cicatricial sobre a mácula. Essa membrana pode se contrair, enrugando a superfície da retina e causando uma visão central distorcida e embaçada. As linhas retas podem parecer tortas ou onduladas, e a leitura pode se tornar difícil. A vitrectomia é a cirurgia indicada para o tratamento. Durante o procedimento, o cirurgião remove o vítreo e, com o auxílio de pinças extremamente delicadas, realiza o “peeling” da membrana, ou seja, a sua remoção da superfície da retina.

Hemorragia vítrea

A hemorragia vítrea é o sangramento para dentro da cavidade do vítreo. Como o vítreo é normalmente transparente, a presença de sangue o torna opaco, causando uma perda súbita e significativa da visão. O paciente pode perceber desde um grande número de “moscas volantes” até uma baixa de visão severa, como se estivesse olhando através de uma água turva e avermelhada. Diversas condições podem causar a hemorragia, como a retinopatia diabética, traumas ou oclusões venosas da retina. Se o sangue não for absorvido pelo organismo, a vitrectomia é realizada para “limpar” a cavidade vítrea e restaurar a visão.

Uso de gás ou silicone

Ao final de uma vitrectomia, especialmente em cirurgias para descolamento de retina ou buraco macular, o cirurgião precisa preencher o olho com uma substância para substituir o vítreo e manter a retina pressionada no lugar enquanto ela cicatriza. Essa substância é chamada de tamponante. As opções mais comuns são o gás ou o óleo de silicone. Quando o médico usa uma bolha de gás, ela vai desaparecendo sozinha em algumas semanas, sendo substituída pelo líquido natural que o próprio olho produz. Já o óleo de silicone permanece no olho por mais tempo e, na maioria dos casos, precisa ser removido com uma nova cirurgia. A escolha entre gás e silicone depende da gravidade de cada caso.

Posição de cabeça

Quando um gás é utilizado como tamponante ao final da vitrectomia, o oftalmologista pode orientar o paciente a manter uma posição específica de cabeça no pós-operatório, geralmente “olhando para baixo”. Isso é necessário porque a bolha de gás, por ser mais leve que o líquido ocular, sobe e se posiciona na parte superior do olho. Manter a cabeça em uma determinada posição direciona a bolha de gás para a área correta da retina que precisa ser pressionada, como a mácula no caso de um buraco macular, auxiliando na sua cicatrização. Seguir essa orientação é uma parte muito importante do tratamento.

Técnica minimamente invasiva

A tecnologia da vitrectomia evoluiu muito nos últimos anos. Atualmente, a cirurgia é realizada com técnicas minimamente invasivas, utilizando instrumentos muito finos, com calibres de 23, 25 ou até 27 gauge. Isso permite que o cirurgião faça microincisões na parede do olho que são autosselantes, ou seja, fecham-se sozinhas sem a necessidade de pontos na maioria dos casos. Essa abordagem resulta em uma cirurgia mais rápida, com menos inflamação no pós-operatório, mais conforto para o paciente e uma recuperação visual mais acelerada em comparação com as técnicas mais antigas.

A microcirurgia em si

A vitrectomia é uma das cirurgias mais complexas e delicadas da oftalmologia. Ela é realizada em centro cirúrgico, sob anestesia local com sedação ou anestesia geral. O cirurgião utiliza um microscópio e faz de três a quatro microincisões no olho. Por uma delas, entra uma fibra óptica para iluminação; por outra, uma linha de infusão para manter a pressão do olho; e pela terceira, o vitreófago, o instrumento que corta e aspira o vítreo. O profissional então realiza os procedimentos necessários na retina, como aplicação de laser, remoção de membranas ou correção do descolamento.

O profissional de retina

A vitrectomia é uma cirurgia que deve ser realizada por um médico oftalmologista com subespecialização em retina e vítreo. É um profissional que, após a formação em oftalmologia, passa por um treinamento adicional focado no diagnóstico clínico e, principalmente, no tratamento cirúrgico das doenças que afetam a parte posterior do olho. O conhecimento profundo da anatomia da retina e a habilidade para realizar microcirurgias de alta complexidade são características desse profissional. A escolha de um retinólogo experiente é um passo importante para o sucesso do tratamento.

Recuperação e cuidados

A recuperação após uma vitrectomia varia muito dependendo da doença que foi tratada e do tamponante utilizado (gás ou silicone). O uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios é fundamental. É comum ter a visão embaçada por um período, especialmente se houver gás dentro do olho. O paciente deve evitar fazer esforço físico, levantar peso e coçar o olho. Viagens de avião são proibidas enquanto houver gás no olho, pois a mudança de altitude pode fazer a pressão ocular subir perigosamente. O acompanhamento rigoroso com o oftalmologista é essencial para monitorar a cicatrização.

Principais dúvidas sobre a vitrectomia

Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, este conteúdo explica, de forma clara, o que é a cirurgia de vitrectomia, para quais doenças ela é indicada e quais os cuidados na recuperação.

Indicações para a cirurgia
Sobre a cirurgia
Precauções de segurança
Cuidados pré e pós-operatório
Indicações para a cirurgia

O que é a vitrectomia e para que serve?

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A vitrectomia é uma microcirurgia realizada na parte de trás do olho. O nome vem de “vítreo”, que é o gel transparente que preenche o globo ocular. A cirurgia consiste na remoção desse gel para que o cirurgião de retina possa acessar e tratar as estruturas do fundo do olho, como a retina e a mácula. Ela serve para tratar uma série de doenças graves que, se não corrigidas, podem levar à perda severa da visão, como o descolamento de retina, a retinopatia diabética avançada, o buraco macular e a membrana epirretiniana. É um procedimento de alta complexidade que busca restaurar a anatomia e a função da retina.

Quais são as principais doenças que precisam de vitrectomia?

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A vitrectomia é indicada para diversas doenças que afetam o vítreo e a retina. A indicação mais comum e urgente é o descolamento de retina. Outras indicações muito frequentes são as complicações da retinopatia diabética, como a hemorragia vítrea (sangramento dentro do olho) e o descolamento de retina tracional. Doenças que afetam a mácula, a área central da visão, como o buraco macular e a membrana epirretiniana (pucker macular), também são tratadas com vitrectomia. Além disso, a cirurgia pode ser necessária para a remoção de um corpo estranho de dentro do olho após um trauma ou para o tratamento de infecções graves (endoftalmites).

A cirurgia de vitrectomia é uma urgência?

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Depende da condição que está sendo tratada. Em casos de descolamento de retina, a vitrectomia é, sim, uma urgência médica. Quanto mais rápido a cirurgia for realizada, maiores são as chances de recuperação da visão. Para um corpo estranho intraocular, a cirurgia também é urgente, para evitar infecções. Já para outras condições, a cirurgia pode ser eletiva, ou seja, programada com mais calma. É o caso do buraco macular, da membrana epirretiniana ou de uma hemorragia vítrea que não está melhorando. Nesses casos, embora a cirurgia seja necessária, ela pode ser agendada sem o caráter de emergência.

A vitrectomia pode melhorar a minha visão?

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O resultado visual da vitrectomia depende muito da doença de base e da gravidade do dano que já existia na retina antes da cirurgia. Em algumas condições, como a remoção de uma hemorragia vítrea que estava turvando a visão ou o fechamento de um buraco macular, a melhora da visão pode ser muito significativa. No descolamento de retina, o objetivo principal é “salvar” a visão e evitar a cegueira, e a recuperação visual é variável. É importante entender que a cirurgia busca restaurar a anatomia, mas o quanto a visão melhora depois da cirurgia depende da saúde da retina. Algumas partes do olho não conseguem se recuperar totalmente quando já estão muito danificadas, mas mesmo assim o procedimento pode ajudar bastante.

A cirurgia é indicada para "moscas volantes"?

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As “moscas volantes” são sombras causadas por opacidades no gel vítreo e são extremamente comuns, fazendo parte do envelhecimento normal do olho. Na imensa maioria dos casos, elas não representam um risco e não precisam de tratamento. A vitrectomia para a remoção das moscas volantes (vitrectomia “floater-only”) é uma indicação de grande exceção. Ela é reservada apenas para casos muito raros em que as opacidades são extremamente densas e incapacitantes, atrapalhando de forma significativa a qualidade de vida do paciente, e quando outras causas foram descartadas.

Quando a vitrectomia é necessária no diabetes?

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A vitrectomia é indicada nas fases avançadas da retinopatia diabética. A principal indicação é a hemorragia vítrea, quando os vasos sanguíneos doentes da retina sangram para dentro do olho, causando uma perda súbita e intensa da visão. Se o sangue não for absorvido pelo corpo em algumas semanas, a vitrectomia é realizada para “limpar” o olho. Outra indicação é o descolamento de retina tracional, que ocorre quando tecidos cicatriciais crescem na retina e a repuxam, descolando-a. A cirurgia é necessária para cortar e remover esses tecidos e reposicionar a retina.

Meu pai fez vitrectomia. Eu também preciso fazer?

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Não necessariamente. A necessidade de uma vitrectomia não é hereditária em si. O que pode ser hereditário são algumas das doenças que podem levar à necessidade da cirurgia. Por exemplo, a alta miopia, que é um fator de risco para o descolamento de retina, pode ter um componente familiar. Algumas doenças raras da retina também podem ser genéticas. Se há um histórico familiar de problemas de retina, o mais importante é manter um acompanhamento oftalmológico regular e realizar o mapeamento de retina periodicamente para detectar qualquer alteração precocemente.

A cirurgia pode ser feita nos dois olhos ao mesmo tempo?

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Não, a vitrectomia nunca é realizada nos dois olhos na mesma sessão cirúrgica. É um procedimento invasivo, e a segurança do paciente é a prioridade máxima. A cirurgia é realizada no olho afetado. Se, por infelicidade, o paciente tiver uma doença que afete os dois olhos e que precise de cirurgia, o segundo olho só será operado após a completa recuperação do primeiro, o que pode levar algumas semanas ou meses. Essa abordagem sequencial minimiza o risco de que uma complicação rara, como uma infecção, possa afetar os dois olhos simultaneamente.

A vitrectomia é a mesma coisa que a cirurgia a laser?

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Não, são coisas diferentes, mas que se complementam. A vitrectomia é a cirurgia microcirúrgica que remove o gel vítreo. O laser (fotocoagulação) é uma ferramenta que o cirurgião utiliza durante a vitrectomia. Após remover o vítreo e reposicionar a retina, por exemplo, o cirurgião utiliza uma sonda de laser (endolaser) para “soldar” as rasgaduras da retina. Portanto, o laser é uma das etapas mais importantes dentro de uma cirurgia de vitrectomia, mas não é a cirurgia em si.

Quais exames são necessários para indicar a vitrectomia?

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A indicação da vitrectomia é baseada no exame clínico do fundo do olho, realizado pelo oftalmologista especialista em retina. Exames complementares são fundamentais para o diagnóstico e o planejamento. A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) é essencial para avaliar doenças da mácula, como o buraco macular e a membrana epirretiniana. A ultrassonografia ocular é muito importante quando não se consegue ver a retina, como em uma hemorragia vítrea densa, pois ela mostra o que está acontecendo por trás do sangue, permitindo ver se a retina está colada ou não.

Sobre a cirurgia

Como a cirurgia de vitrectomia é realizada?

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A vitrectomia é uma microcirurgia de alta complexidade. Ela é feita em centro cirúrgico, com o paciente deitado e sob anestesia. O cirurgião utiliza um microscópio e faz de 3 a 4 microincisões na parede do olho. Por uma incisão, entra uma fibra óptica para iluminar o interior do olho. Por outra, uma linha de infusão para manter a pressão ocular estável. E pela terceira, o vitreófago, o instrumento que corta e aspira o gel vítreo a milhares de cortes por minuto. Após a remoção do vítreo, o cirurgião realiza o tratamento necessário na retina, como a remoção de membranas ou a aplicação de laser.

A cirurgia de vitrectomia dói?

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Não, o paciente não sente dor durante a cirurgia. O procedimento é realizado sob anestesia local, com um bloqueio que “adormece” toda a região ao redor do olho, associada a uma sedação, que deixa o paciente relaxado e sonolento. Em alguns casos, a anestesia geral pode ser utilizada. No pós-operatório, é normal sentir um desconforto, uma sensação de pressão, de areia ou de olho “arranhado”, mas a dor intensa não é comum. O desconforto é bem controlado com os colírios anti-inflamatórios e os analgésicos que são prescritos pelo médico.

Quanto tempo dura a cirurgia?

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A duração da vitrectomia pode variar muito, dependendo da doença que está sendo tratada e da complexidade do caso. Uma vitrectomia para uma condição mais simples, como a remoção de uma hemorragia vítrea ou de uma membrana epirretiniana, pode levar de 45 a 90 minutos. Já uma cirurgia para um descolamento de retina complexo, com muita cicatrização, pode ser bem mais longa, durando de 2 a 4 horas. O cirurgião de retina planeja todo o tempo necessário para realizar cada passo com a máxima precisão, sem pressa, buscando o melhor resultado possível.

Que tipo de anestesia é usada na cirurgia?

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A anestesia mais comum para a vitrectomia é a anestesia local com bloqueio peribulbar ou retrobulbar, associada a uma sedação intravenosa. O médico anestesista administra a sedação para que o paciente fique calmo e relaxado, e o oftalmologista aplica a injeção de anestésico ao redor do olho. Esse bloqueio elimina a dor e, o mais importante, impede a movimentação do olho, o que é fundamental para a segurança da microcirurgia. A anestesia geral, em que o paciente dorme, também é uma opção segura, especialmente para cirurgias mais longas, em crianças ou em pacientes muito ansiosos.

Preciso ficar internado no hospital para a cirurgia?

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A necessidade de internação pode variar. Muitos procedimentos de vitrectomia podem ser realizados em regime de hospital-dia, com o paciente recebendo alta para ir para casa no mesmo dia, após se recuperar da anestesia. No entanto, para cirurgias mais longas e complexas, ou para pacientes que precisam de cuidados especiais no pós-operatório, como a manutenção da posição de cabeça, é muito comum que o médico opte por manter o paciente internado por uma noite no hospital. Isso permite um melhor controle do conforto e uma observação mais cuidadosa nas primeiras e mais críticas 24 horas.

O que é o gás que é colocado no olho? Para que serve?

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Ao final de algumas cirurgias de vitrectomia, como para descolamento de retina ou buraco macular, o cirurgião pode preencher o olho com uma bolha de gás especial. Esse gás funciona como um “curativo” ou “tutor” interno. Ele pressiona a retina contra a parede do olho, mantendo-a no lugar enquanto a cicatrização do laser acontece. O gás é absorvido naturalmente pelo corpo ao longo de algumas semanas (de 2 a 8, dependendo do gás) e é substituído pelo líquido que o próprio olho produz. Enquanto o gás está no olho, a visão fica muito embaçada.

O que é o óleo de silicone? Ele precisa ser retirado?

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O óleo de silicone é outra substância que pode ser usada para preencher o olho no lugar do vítreo. Ele é um líquido transparente e mais denso que o gás, e tem a mesma função de manter a retina colada. A sua principal indicação é para casos mais graves, como descolamentos de retina complexos, pois ele oferece um suporte mais prolongado. A grande diferença é que o óleo de silicone não é absorvido pelo corpo. Por isso, na maioria dos casos, ele precisa ser removido com uma segunda cirurgia, geralmente mais simples, após alguns meses, quando a retina já está bem cicatrizada.

A cirurgia precisa de pontos?

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Nas técnicas modernas de vitrectomia, chamadas de minimamente invasivas, as incisões na parede do olho são muito pequenas (calibres 23, 25 ou 27 gauge). Na grande maioria dos casos, essas microincisões são autosselantes, ou seja, fecham-se sozinhas, sem a necessidade de dar pontos. Isso torna a cirurgia menos traumática, com menos inflamação e desconforto no pós-operatório. Em cirurgias mais antigas ou em situações específicas, o cirurgião pode precisar dar um ou mais pontos para garantir o fechamento seguro das incisões.

O cirurgião tira o olho do lugar para operar?

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Não, de forma alguma. Essa é uma dúvida que pode gerar muito medo, mas a cirurgia é feita com o olho em sua posição normal. O cirurgião utiliza um microscópio que amplia a imagem e instrumentos microcirúrgicos extremamente finos para acessar o interior do olho através de pequenas incisões. Em nenhum momento o olho é removido do seu lugar. Toda a cirurgia é realizada na parte de dentro do globo ocular, manipulando estruturas que são mais finas que um fio de cabelo. É um procedimento de altíssima precisão.

Qual profissional realiza a vitrectomia?

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A vitrectomia é uma das cirurgias mais complexas da oftalmologia e deve ser realizada por um médico oftalmologista com subespecialização em Retina e Vítreo. O retinólogo é o profissional que, após a formação em oftalmologia, dedicou anos de treinamento adicional especificamente para o tratamento das doenças do fundo do olho. A sua habilidade para a microcirurgia, o conhecimento profundo da anatomia e a experiência no manejo das diferentes doenças e tecnologias são fundamentais para a segurança do paciente e para o sucesso de uma cirurgia tão delicada.

Precauções de segurança

A cirurgia de vitrectomia é segura?

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Sim, a vitrectomia moderna é um procedimento seguro, mas é importante entender que se trata de uma cirurgia de alta complexidade, realizada para tratar doenças graves que ameaçam a visão. Os benefícios de realizar a cirurgia para salvar a visão superam em muito os seus riscos. A evolução para técnicas minimamente invasivas, com instrumentos mais finos e sistemas de visualização de alta tecnologia, tornou o procedimento muito mais seguro do que era no passado, com menores taxas de complicação e uma recuperação mais rápida para os pacientes.

Quais são os principais riscos da cirurgia?

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Como toda cirurgia intraocular, a vitrectomia possui riscos. As complicações mais importantes incluem o descolamento de retina (que pode ocorrer ou recorrer após a cirurgia), o aumento da pressão intraocular (glaucoma secundário), o sangramento e a infecção (endoftalmite), que é rara, mas muito grave. A formação de catarata é uma consequência quase inevitável a longo prazo. O acompanhamento rigoroso no pós-operatório é fundamental para a detecção e o tratamento precoce de qualquer uma dessas complicações, buscando sempre o melhor resultado possível para a visão.

A cirurgia pode me deixar cego?

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O risco de perda total da visão como resultado direto de uma cirurgia de vitrectomia é extremamente baixo. A situação é o exato oposto: a cirurgia é indicada justamente para tratar doenças que, se não fossem corrigidas, levariam à cegueira. A vitrectomia é um procedimento para salvar a visão, e não para causá-la. O resultado visual final depende da gravidade da doença de base, mas a cirurgia em si é realizada com o máximo de segurança para proteger as estruturas oculares e preservar a maior capacidade visual possível.

A vitrectomia sempre acelera a catarata?

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Sim, o desenvolvimento ou a aceleração da catarata é uma consequência muito comum e esperada após uma vitrectomia, principalmente em pacientes com mais de 50 anos. A remoção do gel vítreo altera o ambiente metabólico do cristalino, favorecendo a sua opacificação. A presença de gás ou de óleo de silicone também contribui para isso. A maioria dos pacientes que faz uma vitrectomia precisará de uma cirurgia de catarata no futuro, geralmente de 6 meses a 2 anos depois. Isso é visto como uma etapa previsível do tratamento, e não como uma complicação.

Por que não posso viajar de avião se tiver gás no olho?

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Essa é uma proibição absoluta e muito séria. A cabine de um avião é pressurizada, mas a uma pressão menor que a do nível do mar. Essa mudança de pressão faz com que a bolha de gás dentro do olho se expanda de forma rápida e perigosa. Essa expansão causa um aumento súbito e extremo da pressão intraocular, o que pode causar uma dor insuportável, o bloqueio da circulação do nervo óptico e levar à perda total e irreversível da visão em questão de minutos. A proibição de voar (e de subir para grandes altitudes) se mantém até que o médico confirme que todo o gás já foi absorvido.

Existe o risco de infecção na cirurgia?

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Sim, o risco de uma infecção intraocular (endoftalmite) existe em qualquer cirurgia que entra no olho, incluindo a vitrectomia. O risco de infecção grave dentro do olho é muito baixo, ainda menor do que em outras cirurgias oftalmológicas. É algo raro, mas que exige acompanhamento imediato caso ocorra. Para prevenir, a cirurgia é realizada em um ambiente totalmente estéril, com cuidados rigorosos de assepsia. O paciente também utiliza colírios antibióticos antes e, principalmente, depois da cirurgia. É fundamental seguir todas as orientações de higiene e comunicar ao médico imediatamente qualquer sinal de infecção, como dor que piora, vermelhidão intensa e baixa de visão.

A pressão do olho pode subir depois da cirurgia?

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Sim, o aumento da pressão intraocular, ou glaucoma secundário, é uma complicação possível após a vitrectomia. Isso pode ocorrer por diversos motivos, como a inflamação pós-operatória, a presença de sangue ou o uso de óleo de silicone, que podem dificultar a drenagem do líquido ocular. O oftalmologista monitora a pressão de perto em todas as consultas de retorno. Se a pressão subir, ela geralmente pode ser controlada com o uso de colírios para glaucoma. Em alguns casos, se o aumento for persistente, uma nova cirurgia, desta vez para o glaucoma, pode ser necessária.

O que acontece se a retina descolar de novo?

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O redescolamento da retina é a principal causa de insucesso da cirurgia. Se isso acontecer, uma ou mais novas cirurgias de vitrectomia serão necessárias para tentar reposicionar a retina. A causa mais comum do redescolamento é a proliferação vitreorretiniana (PVR), uma cicatrização exagerada que forma membranas que repuxam a retina. As cirurgias para PVR são mais complexas e envolvem a remoção dessas membranas. As chances de recuperação visual diminuem a cada novo procedimento, por isso o sucesso da primeira cirurgia é tão importante.

O óleo de silicone pode causar algum problema?

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Sim, embora seja uma ferramenta essencial para casos graves, a permanência do óleo de silicone por muito tempo dentro do olho pode causar complicações. As mais comuns são o aumento da pressão ocular (glaucoma) e a formação de catarata. Com o tempo, o óleo também pode se emulsificar, ou seja, se quebrar em pequenas gotículas que podem se espalhar pelo olho, causando inflamação ou se depositando na córnea. Por essas razões, sempre que possível, o cirurgião programa uma segunda cirurgia para a remoção do óleo, geralmente alguns meses após a retina estar bem cicatrizada.

Preciso de uma avaliação clínica para operar?

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Sim, a avaliação clínica pré-operatória é quase sempre obrigatória. A vitrectomia é uma cirurgia de maior porte, realizada sob anestesia e sedação. O paciente precisa passar por uma consulta com um cardiologista ou clínico geral, que irá avaliar a sua saúde, solicitar os exames de sangue e o eletrocardiograma, e emitir o laudo de “risco cirúrgico”. Esse laudo atesta que o paciente está em boas condições clínicas para ser submetido ao procedimento com segurança, sob os cuidados do médico anestesista durante toda a cirurgia. A segurança do paciente é sempre a prioridade máxima.

Cuidados pré e pós-operatório

Quais os cuidados antes da cirurgia de vitrectomia?

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Os cuidados pré-operatórios incluem a realização de todos os exames clínicos e oftalmológicos. É fundamental que o paciente esteja em jejum absoluto por 8 horas antes do procedimento. É preciso vir com um acompanhante para o hospital. É muito importante informar à equipe médica a lista completa de todos os medicamentos em uso, principalmente anticoagulantes. O olho a ser operado será dilatado com colírios, e a equipe de enfermagem irá orientar sobre os próximos passos. Manter a calma e a confiança na equipe é parte do preparo.

Preciso suspender o uso de anticoagulantes?

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A decisão de suspender ou não o uso de medicamentos que “afinam o sangue”, como anticoagulantes ou antiagregantes, é tomada caso a caso, em conjunto pela equipe de oftalmologia, pelo cardiologista e pelo anestesista. Em uma cirurgia de urgência, muitas vezes não há tempo para uma suspensão segura. Nesses casos, a cirurgia pode ser realizada com cuidados adicionais. Em situações eletivas, a suspensão por alguns dias pode ser recomendada. Essa decisão é sempre médica, e o paciente nunca deve suspender o remédio por conta própria.

Como é a recuperação logo após a cirurgia?

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Logo após a cirurgia, o olho operado estará coberto com um curativo oclusivo. O paciente ficará em uma sala de recuperação até passar completamente o efeito da anestesia. É normal sentir algum desconforto e náuseas. Dependendo da complexidade da cirurgia, o paciente pode precisar ficar internado por uma noite. Antes da alta, ele receberá todas as orientações sobre o repouso, a posição de cabeça (se necessária), o uso dos colírios e os sinais de alerta. O retorno para a primeira consulta de avaliação geralmente é no dia seguinte.

Quais colírios são usados no pós-operatório?

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O uso correto dos colírios é uma parte essencial do tratamento. A receita geralmente inclui três tipos de colírios: um antibiótico para prevenir infecção, um anti-inflamatório (corticoide) para controlar a inflamação, e um cicloplégico para dilatar a pupila, o que ajuda a diminuir o desconforto e a prevenir complicações. É fundamental seguir os horários indicados, que podem ser de hora em hora no início. As mãos devem ser muito bem lavadas antes de cada aplicação. O uso dos colírios continua por várias semanas, com a frequência diminuindo gradualmente.

Por que preciso ficar em uma posição específica?

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A posição de cabeça no pós-operatório é uma orientação fundamental quando se utiliza gás dentro do olho. A bolha de gás sempre sobe. Ao posicionar a cabeça de uma determinada maneira (geralmente olhando para baixo ou de lado), o paciente direciona a bolha para que ela pressione a área da retina que precisa ser tratada, como o buraco macular ou a rasgadura. Essa pressão é o que mantém a retina seca e no lugar, permitindo que o laser cicatrize. Manter a posição, principalmente na primeira semana, pode ser cansativo, mas é um dos fatores mais importantes para o sucesso da cirurgia.

Quando a visão vai melhorar?

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A recuperação da visão após uma vitrectomia é lenta e gradual. Não se deve esperar uma visão nítida nos primeiros dias ou semanas. Se foi utilizado gás, a visão ficará muito embaçada, como se estivesse olhando debaixo d’água, até que ele seja absorvido. Com o óleo de silicone, a visão fica melhor, mas o grau do olho muda muito. A melhora da qualidade da visão depende da gravidade da doença e se a mácula foi afetada. O resultado visual final pode levar de 6 meses a um ano para se estabilizar, e a paciência é uma virtude nesse processo.

Quais atividades preciso evitar e por quanto tempo?

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O repouso no pós-operatório é muito importante. Nos primeiros 30 dias, todas as atividades que envolvam esforço físico, como levantar peso, correr, ou fazer trabalhos domésticos pesados, devem ser evitadas. Dirigir também é proibido até a liberação pelo médico. É fundamental não coçar ou apertar o olho. Banhos de mar e piscina são proibidos por pelo menos um mês. A leitura pode ser difícil no início e não precisa ser forçada. A colaboração do paciente em seguir essas restrições é crucial para que a retina cicatrize na posição correta, sem novas trações.

Quando posso voltar a trabalhar?

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O tempo de afastamento do trabalho varia muito, dependendo da natureza da atividade profissional e da recuperação individual. Para trabalhos de escritório, que não exigem esforço físico, o retorno pode ser possível após 2 a 4 semanas, dependendo da visão e da necessidade de manter a posição de cabeça. Para trabalhos que exigem esforço físico, visão perfeita ou que envolvem ambientes com poeira, o afastamento será mais longo, geralmente de 30 a 60 dias, ou até que o médico dê a liberação. A vitrectomia exige um período de recuperação mais prolongado.

O olho vai ficar vermelho e dolorido?

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Sim, é normal que o olho operado fique vermelho, inchado e desconfortável nas primeiras semanas. A vermelhidão é um sinal da inflamação e da cicatrização. A sensação de areia, de pressão ou de corpo estranho também é comum. No entanto, uma dor forte, latejante e que piora com o tempo não é normal e deve ser comunicada imediatamente ao médico. O desconforto normal é bem controlado com os colírios anti-inflamatórios e com os analgésicos que são prescritos. A aparência do olho vai melhorando progressivamente ao longo de algumas semanas.

Como será o acompanhamento a longo prazo?

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O acompanhamento oftalmológico após uma vitrectomia é para o resto da vida. As consultas são muito frequentes no primeiro mês. Depois, o intervalo vai aumentando, mas o paciente precisará ser reavaliado periodicamente. Nessas consultas, o médico irá verificar se a retina permanece colada, monitorar a pressão ocular e avaliar o surgimento de outras complicações, como a catarata. Também é fundamental o exame regular do outro olho, pois ele pode ter fatores de risco. O acompanhamento cuidadoso é a chave para a saúde ocular a longo prazo.

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HRO V+ Oftalmologia

Av. Jerônimo de Albuquerque, 02. Cohab Anil I, São Luís (MA).
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HOP Palmas

402 Sul Av Joaquim T S Lote 2 - Plano Diretor Sul, Palmas - TO, 77021-622
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Totum Saúde Mangalô

Av. Mangalô, 2051. St. Morada do Sol, Goiânia – GO, 74475-115
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Totum Saúde Bueno

Av. T-2, 427. St. Bueno, Goiânia (GO), 74210-010
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CBCO Goiânia (GO)

Av. T-2, 401. St. Bueno, Goiânia (GO), 74210-010
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IOBH Belo Horizonte

R. Padre Rolim, 541 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-090
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COA Santa Efigênia BH

Rua Grão Pará, 737. Bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte (MG).
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HOF Centro Biguaçu

Rua Francisco Petry, 146. Centro, Biguaçu, SC.
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CBV Unidade Luminar

SHCGN CRN 704/705 BL C LOJA 48 – Asa Norte, Brasília – DF, 70730-630
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CBV Hospital de Águas Claras (DASA)

Rua Arariba, lote 5 - Centro Médico, 7º andar, sala 1106
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HO Ribeirão Preto

Av. José Adolfo Bianco Molina, 2235. Jardim Canada – Ribeirão Preto (SP)
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HOA Araraquara

Rua Expedicionários do Brasil, 1407. Centro – Araraquara (SP)
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HOF Ingleses

Rod. Armando Calil Bulos, 6540 - salas 308, 309 e 310. Ingleses do Rio Vermelho
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HOF Campeche

Avenida Pequeno Príncipe, nº 1482, SL 04. Campeche, Florianópolis, SC
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HOF Square Corporate

Rod. José Carlos Daux, 5500 Bloco Campeche A, SL 334. Saco Grande, Floranópolis, SC
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HOF Estreito

Rua General Liberato Bittencourt,1474 – Térreo. Estreito, Florianópolis (SC)
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HOF Centro Florianópolis

Servidão Missão Jovem, 38. Centro, Florianópolis, SC.
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IOBH Lifecenter

Av. do Contorno, 4747 – Serra, Belo Horizonte – MG, 30110-921
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HOPE CEOFT Caruaru Shopping

Av. Adjar da Silva Casé, 800 • Caruaru Shopping, Piso Inferior • Loja 18 • Indianópolis, Caruaru – PE
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HOPE CEOFT Difusora

Av. Agamenon Magalhães, 444 • 10° Andar - Salas 501-506 • Maurício de Nassau • Caruaru – PE
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HOPE NEO Oftalmologia

Av. Oswaldo Cruz, 217 • 3º Andar • Sala 01, G2 • Maurício de Nassau, Caruaru – PE
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Oftalmos Sete de Setembro

Av. 7 de Setembro, 1015. Fazenda – Itajaí (SC)
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CCOlhos Macrovisão, Vitória

Rua Alfeu Alves Pereira, 79. Sala 408. Enseada do Suá, Vitória (ES).
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H.Olhos Visoclínica

Rua Estados Unidos, 450. São Paulo, SP. CEP: 01427-000
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Vilar Parnaíba Piauí

Av. Leonardo de Carvalho Castelo Branco- Floriopólis - Fecomércio, Parnaíba - PI, 64206-260
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Vilar Teresina Dirceu

Av. Joaquim Nelson, 3531 - Dirceu, Teresina - PI, 64078-225
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Vilar Teresina Jóquei

R. Gov. Joca Píres, 521 - Jóquei, Teresina - PI, 64048-210
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Vilar Teresina Matriz

R. Benjamin Constant, 2290 - Centro (Norte), Teresina - PI, 64000-280
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Oftalmos Marcos Konder

Av. Marcos Konder, 930 Centro – Itajaí (SC)
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Oftalmos Balneário Camboriú

Rua 10, 175. Centro – Balneário Camboriú (SC)
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Oftalmo Città Shopping Città America

Shopping Città America. Av. das Américas, 700 – Bloco 08 – Salas 101 A e 105 A. Barra da Tijuca – RJ
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H.Olhos Laser Ocular

Av. Portugal, 830 . Jd Bela Vista . Santo André . SP
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HRO Rio Anil Shopping

Av. São Luís Rei de França, Rio Anil Shopping, 8, Loja 1094. Turu – São Luís – MA
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HRO Golden Shopping

Av. dos Holandeses, Golden Shopping Calhau, Loja 40. Calhau – São Luís – MA
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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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