Transplante de córnea: técnicas e indicações

Sobre a córnea

A córnea é a camada transparente e protetora localizada na parte da frente do olho, como se fosse o vidro de um relógio. Ela é fundamental para a visão, pois funciona como a nossa principal lente fixa, sendo responsável por focar a maior parte da luz que entra no olho para que a imagem se forme na retina. Para que a visão seja nítida, a córnea precisa ter duas características: ser totalmente transparente e ter uma curvatura regular. Quando doenças, traumas ou infecções afetam a sua transparência ou o seu formato, a visão fica comprometida, e o transplante de córnea pode ser a solução.

Indicações do transplante

O transplante de córnea é indicado quando a córnea perde a sua transparência ou tem a sua curvatura deformada de forma irreversível, e a visão não pode ser melhorada com óculos ou lentes de contato. Uma das principais causas que levam ao transplante no Brasil é o ceratocone, uma doença que deforma a córnea. Outras indicações comuns incluem as distrofias corneanas, como a distrofia de Fuchs, que afeta as células internas da córnea; as opacidades (cicatrizes) causadas por infecções, como a herpes, ou por traumas; e o edema de córnea após outras cirurgias oculares.

A córnea doadora

O tecido utilizado no transplante de córnea vem de um doador, uma pessoa que, após o falecimento, teve a sua córnea generosamente doada pela família para ajudar outras pessoas a enxergarem novamente. As córneas doadas passam por uma rigorosa avaliação em um banco de olhos, onde são examinadas para garantir a sua qualidade e a ausência de doenças transmissíveis. A córnea é um tecido avascular, ou seja, não tem vasos sanguíneos, o que torna o risco de rejeição muito menor do que em outros transplantes e dispensa a necessidade de testes de compatibilidade sanguínea entre doador e receptor. Em casos de alto risco como olhos vascularizados ou múltiplos transplantes falhos, pode-se recorrer a exames de compatibilidade.

A fila de transplante

No Brasil, o sistema de transplantes é organizado e controlado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Quando um paciente recebe a indicação de transplante de córnea, o oftalmologista o inscreve em uma lista de espera única para cada estado. A distribuição das córneas doadas segue critérios cronológicos, ou seja, quem está há mais tempo na fila tem prioridade. Casos de urgência, como perfurações oculares ou infecções graves, podem ter a sua posição na fila priorizada, seguindo critérios técnicos bem definidos. A organização da fila busca garantir um acesso justo e ético para todos.

Transplante penetrante (PKP)

O transplante penetrante, ou ceratoplastia penetrante, é a técnica mais tradicional. Nesse procedimento, todas as camadas da córnea doente do paciente são removidas em um formato circular, com o auxílio de um instrumento chamado trépano. Em seguida, uma córnea doadora, cortada no mesmo formato e tamanho, é posicionada no lugar e suturada com múltiplos pontos, utilizando um fio de sutura mais fino que um fio de cabelo. Essa técnica é indicada quando a doença afeta todas as camadas da córnea. A recuperação visual é mais longa, e a remoção dos pontos pode levar mais de um ano.

Transplante lamelar (DALK)

O transplante lamelar anterior profundo, conhecido como DALK, é uma técnica mais moderna, indicada para doenças que afetam as camadas mais externas da córnea, como o ceratocone, mas que preservam a camada mais interna, o endotélio. No DALK, o cirurgião remove as camadas doentes da córnea do paciente, mas mantém o seu endotélio saudável. Em seguida, uma córnea doadora, da qual também se retirou o endotélio, é suturada no lugar. A grande vantagem é manter as células do próprio paciente, o que praticamente elimina o risco de rejeição endotelial, a principal causa de falência dos transplantes.

Transplante endotelial (DSAEK/DMEK)

O transplante endotelial é uma revolução para o tratamento de doenças que afetam exclusivamente a camada mais interna de células da córnea, o endotélio, como a distrofia de Fuchs. Nas técnicas de DSAEK e DMEK, apenas essa fina camada de células doentes é removida, e uma lamela correspondente de uma córnea doadora é inserida dentro do olho. Essa lamela é posicionada com o auxílio de uma bolha de ar, sem a necessidade de múltiplos pontos. O procedimento é menos invasivo, a recuperação visual é muito mais rápida e o risco de rejeição é significativamente menor do que no transplante penetrante.

Ceratocone e o transplante

O ceratocone é uma doença que afina e deforma a córnea, que assume um formato de cone, causando alta miopia, astigmatismo irregular e baixa de visão. A maioria dos casos é controlada com óculos, lentes de contato ou procedimentos como o crosslinking. O transplante de córnea é reservado para os casos mais avançados, quando a visão já não melhora mais com lentes de contato, quando há uma cicatriz central ou quando a córnea se torna muito fina e irregular. Para o ceratocone, a técnica de transplante lamelar (DALK) costuma ser a mais indicada, pois preserva o endotélio do paciente.

Distrofia de Fuchs

A distrofia de Fuchs é uma doença hereditária que afeta o endotélio, a camada de células responsável por bombear o excesso de líquido para fora da córnea, mantendo-a transparente. Na distrofia de Fuchs, essas células morrem prematuramente, e a córnea começa a inchar e a perder a transparência, causando uma visão embaçada, principalmente pela manhã. Para esses casos, o tratamento ideal é o transplante endotelial (DSAEK ou DMEK), que substitui apenas a camada de células doente, preservando o resto da córnea saudável e proporcionando uma recuperação visual muito mais rápida.

A cirurgia em detalhes

O transplante de córnea é uma microcirurgia delicada, realizada em centro cirúrgico com o auxílio de um microscópio. A anestesia pode ser local, com um bloqueio ao redor do olho, ou geral, dependendo do caso e da preferência do paciente e do cirurgião. O profissional remove a porção doente da córnea do receptor e a substitui pela córnea doadora, fixando-a com suturas extremamente finas. A precisão do procedimento é fundamental para o bom resultado final. A cirurgia dura, em média, de uma a duas horas, e o paciente recebe alta com o olho protegido por um curativo.

O risco de rejeição

A rejeição ocorre quando o sistema imunológico do paciente reconhece a córnea doadora como um tecido estranho e começa a “atacá-la”. Os sinais de rejeição incluem olho vermelho, dor, sensibilidade à luz e, principalmente, piora da visão. Embora o risco de rejeição na córnea seja baixo, ele existe. Para prevenir, o paciente utiliza colírios de corticoides por um longo período após a cirurgia. É muito importante que, ao perceber qualquer um desses sintomas, o paciente procure o oftalmologista imediatamente. O tratamento da rejeição, quando iniciado rapidamente, tem altas chances de sucesso.

Principais dúvidas sobre o transplante de córnea

Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, este conteúdo explica, de forma clara, quando o transplante é indicado, como a cirurgia é realizada e os cuidados essenciais para uma boa recuperação.

Indicações para a cirurgia
Sobre a cirurgia
Precauções de segurança
Cuidados pré e pós-operatório
Indicações para a cirurgia

O que é o transplante de córnea e por que ele é necessário?

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O transplante de córnea, ou ceratoplastia, é a cirurgia na qual a córnea doente de um paciente é substituída por uma córnea saudável de um doador. A córnea é a lente transparente na frente do olho, e ela precisa ser límpida e ter um formato regular para que a visão seja nítida. A cirurgia é necessária quando a córnea perde a sua transparência, ficando com cicatrizes ou inchaço, ou quando ela se deforma, como acontece no ceratocone avançado. O transplante é o único tratamento capaz de restaurar a visão quando o dano à córnea é irreversível e não pode ser corrigido com outros métodos.

Quais doenças podem levar à necessidade de um transplante de córnea?

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Diversas doenças podem levar à necessidade de um transplante. A principal indicação no Brasil é o ceratocone em estágio avançado. Outras causas comuns incluem as distrofias de córnea, que são doenças genéticas que afetam a sua transparência, sendo a mais comum a distrofia de Fuchs. Cicatrizes na córnea (leucomas) causadas por infecções, como a herpes, ou por traumas, também são uma indicação frequente. O edema de córnea, um inchaço persistente que pode ocorrer após outras cirurgias oculares, como a de catarata, também pode exigir um transplante para a reabilitação da visão.

O transplante é a única opção para o ceratocone?

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Não, o transplante de córnea é o último recurso no tratamento do ceratocone. Ele é reservado apenas para os casos mais avançados, quando a deformidade da córnea é tão grande que a visão não melhora mais com lentes de contato, ou quando há a formação de cicatrizes centrais. Graças aos tratamentos modernos, a necessidade de transplante por ceratocone tem diminuído muito. Procedimentos como o crosslinking, para estabilizar a doença, e o implante de anel intraestromal, para regularizar a córnea, são as primeiras opções e buscam justamente evitar que a doença chegue ao ponto de precisar de um transplante.

Quando o médico indica o transplante de córnea?

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A indicação do transplante ocorre quando a baixa de visão causada pelo problema na córnea se torna tão significativa que começa a atrapalhar a qualidade de vida do paciente e não há outras opções de tratamento. O oftalmologista especialista em córnea irá avaliar a acuidade visual, a transparência e a curvatura da córnea. Se a visão não puder ser reabilitada de forma satisfatória com óculos ou com a adaptação de lentes de contato especiais, e se a doença de base não puder ser tratada de outra forma, o transplante de córnea é então indicado como o caminho para restaurar a visão.

Qualquer pessoa pode fazer o transplante?

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A maioria das pessoas com uma doença corneana grave que afeta a visão pode ser candidata ao transplante. A idade não costuma ser um fator limitante. O mais importante é a saúde geral do olho. É preciso que o restante do olho, como a retina e o nervo óptico, esteja saudável para que o paciente possa se beneficiar da nova córnea transparente. Pacientes com glaucoma ou inflamações oculares ativas precisam ter essas condições bem controladas antes da cirurgia. Uma avaliação oftalmológica completa irá determinar se o paciente é um bom candidato para o procedimento.

O que é a "fila do transplante"? Demora muito?

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Quando o transplante de córnea é indicado, o paciente é inscrito pelo seu médico em uma lista de espera única, gerenciada pela Central de Transplantes de cada estado. A doação de córneas depende da generosidade das famílias dos doadores, então não há como prever o tempo exato de espera. Felizmente, nos últimos anos, o tempo na fila de espera para um transplante de córnea diminuiu muito na maioria dos estados brasileiros. Em muitos lugares, a espera é de poucos meses. A fila segue critérios cronológicos, mas casos de urgência, como perfurações oculares, têm prioridade.

Existe transplante de córnea artificial?

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Sim, existe a córnea artificial, também chamada de ceratoprótese. No entanto, ela não é a primeira opção e seu uso é reservado para casos muito específicos e graves. A ceratoprótese é indicada para pacientes que já tiveram múltiplos transplantes de córnea com tecido humano que falharam por rejeição, ou para pacientes com doenças muito severas da superfície ocular, como a síndrome de Stevens-Johnson ou o penfigoide, em que um transplante com tecido doador teria poucas chances de sucesso. Para a grande maioria dos pacientes, o transplante com a córnea de um doador humano ainda é a melhor e mais segura opção. A ceratoprótese ainda é extremamente restrita no Brasil.

A cirurgia pode ser feita nos dois olhos ao mesmo tempo?

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Não, o transplante de córnea nunca é realizado nos dois olhos simultaneamente. A cirurgia é feita em um olho de cada vez. A cirurgia do segundo olho, se necessária, só é planejada após a completa recuperação e estabilização do primeiro olho, o que pode levar um ano ou mais. Essa abordagem é uma medida de segurança fundamental. Ela minimiza o risco de que uma complicação rara, como uma infecção ou uma rejeição grave, possa afetar os dois olhos ao mesmo tempo, e permite que o paciente mantenha a visão do olho não operado durante todo o longo período de recuperação.

O que é o transplante lamelar? É melhor que o tradicional?

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O transplante lamelar é uma técnica mais moderna e avançada. Nele, o cirurgião troca apenas as camadas doentes da córnea, preservando as camadas saudáveis do próprio paciente. Isso é diferente do transplante penetrante (tradicional), em que todas as camadas são trocadas. A grande vantagem do transplante lamelar é um risco de rejeição muito menor, pois se mantém parte do tecido do paciente. Ele também resulta em um olho estruturalmente mais forte. A recuperação visual pode ser mais rápida. Sempre que a doença permitir, o transplante lamelar é a técnica preferida.

A cirurgia corrige o "grau" dos óculos?

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O objetivo principal do transplante de córnea é restaurar a transparência e a regularidade da córnea para permitir que a luz entre no olho. Ele não é considerado uma cirurgia refrativa, para corrigir o grau. Na verdade, é muito comum que, após o transplante, o paciente fique com um grau residual, geralmente um astigmatismo elevado. Esse grau precisará ser corrigido com óculos ou lentes de contato após a remoção completa dos pontos. Em alguns casos, após a estabilização, procedimentos refrativos a laser ou o implante de lentes podem ser feitos para refinar o resultado.

Sobre a cirurgia

Como a cirurgia de transplante de córnea é realizada?

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A cirurgia é um procedimento de microcirurgia muito delicado. Ela é feita em centro cirúrgico, sob anestesia. O cirurgião utiliza um instrumento circular, chamado trépano, para remover a parte central da córnea doente do paciente. Uma córnea doadora, que foi cuidadosamente avaliada e preparada pelo banco de olhos, é cortada no mesmo tamanho e formato. Essa nova córnea é então posicionada no lugar da antiga e suturada com múltiplos pontos, utilizando um fio de nylon mais fino que um fio de cabelo. O cirurgião busca um alinhamento perfeito para garantir uma boa cicatrização.

O transplante de córnea dói?

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Não, a cirurgia em si é completamente indolor. O procedimento é realizado sob anestesia, que pode ser local (com um bloqueio ao redor do olho) ou geral. Ambas as técnicas eliminam totalmente a dor durante a cirurgia. No pós-operatório, é normal sentir um desconforto, uma sensação de corpo estranho, ardência e sensibilidade à luz nos primeiros dias. A dor, se presente, costuma ser leve a moderada e é bem controlada com os analgésicos e os colírios anti-inflamatórios que são prescritos. Uma dor intensa e que piora não é normal e deve ser comunicada ao médico.

Quanto tempo dura a cirurgia?

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A duração da cirurgia de transplante de córnea pode variar, dependendo da técnica utilizada (penetrante ou lamelar) e da complexidade do caso. Em média, um transplante de córnea penetrante, que é a técnica mais comum, leva de uma a duas horas para ser concluído. Os transplantes lamelares podem ser um pouco mais demorados, pois exigem uma dissecção mais delicada das camadas da córnea. O tempo total que o paciente permanece no centro cirúrgico é um pouco maior, incluindo a preparação e a anestesia.

Que tipo de anestesia é usada na cirurgia?

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O transplante de córnea pode ser realizado tanto com anestesia local associada a uma sedação quanto com anestesia geral. A escolha depende de vários fatores, como a idade e a saúde geral do paciente, a duração prevista da cirurgia e a preferência da equipe cirúrgica e do paciente. A anestesia local com bloqueio peribulbar é muito segura e eficaz, “adormecendo” todo o olho. A anestesia geral, em que o paciente dorme durante todo o procedimento, também é uma excelente opção, principalmente para pacientes mais ansiosos ou para cirurgias mais longas.

Como a córnea do doador é preparada?

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A córnea doadora passa por um processo rigoroso de avaliação e preparo, realizado pelos bancos de olhos. Após a doação, a córnea é examinada para avaliar a sua qualidade, principalmente a saúde da sua camada de células internas, o endotélio. Também são feitos exames de sangue no doador para descartar a presença de doenças infecciosas transmissíveis, como HIV e hepatite. Apenas as córneas que passam por todos esses critérios de segurança e qualidade são liberadas para o transplante. No momento da cirurgia, o cirurgião corta a córnea no tamanho exato necessário para o paciente.

A cirurgia precisa de pontos? Eles são retirados?

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Sim, o transplante de córnea é uma cirurgia que exige muitos pontos para fixar a nova córnea no lugar. O cirurgião utiliza um fio de sutura de nylon extremamente fino e dá de 16 a 24 pontos separados, ou uma sutura contínua, como uma “costura em zigue-zague”. Esses pontos não são absorvíveis e precisam ser mantidos por um longo período para garantir uma boa cicatrização. A retirada dos pontos é feita de forma gradual, no consultório do médico, e geralmente começa apenas cerca de um ano após a cirurgia. A remoção seletiva dos pontos também ajuda a modular o astigmatismo.

Preciso ficar internado no hospital?

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A necessidade de internação pode variar. Em muitos casos, o transplante de córnea pode ser realizado em regime de hospital-dia, com o paciente recebendo alta para ir para casa no mesmo dia, após se recuperar da anestesia. No entanto, é muito comum que o médico opte por manter o paciente internado por uma noite para observação. Isso permite um melhor controle do conforto no pós-operatório imediato, a administração de medicamentos e a primeira avaliação no dia seguinte, antes da alta hospitalar, o que traz mais segurança e tranquilidade para o paciente.

O que é o transplante endotelial (DSAEK/DMEK)?

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O transplante endotelial é uma revolução no tratamento de doenças que afetam apenas a camada mais interna da córnea, o endotélio, como a distrofia de Fuchs. Nessas técnicas, o cirurgião não troca a córnea inteira. Ele remove apenas essa fina camada de células doentes do paciente e a substitui por uma lamela correspondente de uma córnea doadora. Essa lamela é inserida no olho através de uma pequena incisão e posicionada com uma bolha de ar. As vantagens são imensas: recuperação visual muito mais rápida, menos pontos e um risco de rejeição muito menor.

Qual profissional realiza o transplante de córnea?

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O transplante de córnea é uma das microcirurgias mais delicadas da oftalmologia e deve ser realizado por um médico oftalmologista com subespecialização em Córnea e Cirurgia Refrativa. É um profissional que, após a formação em oftalmologia, dedicou-se a um treinamento avançado no tratamento clínico e, principalmente, cirúrgico das doenças que afetam a córnea. A experiência do cirurgião com as diferentes técnicas de transplante (penetrante, lamelar, endotelial) é fundamental para a segurança do procedimento e para a obtenção dos melhores resultados visuais.

O resultado da cirurgia é imediato?

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Não, a recuperação da visão após um transplante de córnea é um processo lento e gradual. No pós-operatório imediato, a visão fica bastante embaçada devido ao inchaço e à inflamação. A visão vai melhorando progressivamente ao longo dos meses, conforme a córnea cicatriza e se torna mais transparente. O resultado visual final, no entanto, só é alcançado após a remoção completa ou parcial dos pontos, o que pode levar mais de um ano. Nos transplantes endoteliais, a recuperação é muito mais rápida, com uma melhora significativa da visão já nas primeiras semanas.

Precauções de segurança

O transplante de córnea é seguro?

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Sim, o transplante de córnea é considerado uma cirurgia com altas taxas de sucesso e um bom perfil de segurança. É o transplante de tecido mais realizado no mundo. A segurança do procedimento está relacionada à avaliação rigorosa da córnea doadora pelo banco de olhos, à técnica microcirúrgica apurada do cirurgião e aos cuidados no pós-operatório. Como toda cirurgia, possui riscos, sendo o principal deles a rejeição. No entanto, com o acompanhamento correto e o tratamento precoce, a maioria das complicações pode ser bem manejada, e o benefício para a visão geralmente supera os riscos.

Qual o risco de rejeição?

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A rejeição é a principal complicação do transplante. Ela ocorre quando o sistema imunológico do paciente reconhece a córnea doadora como um tecido estranho e a “ataca”. O risco de rejeição em um transplante de córnea é relativamente baixo, em torno de 10% a 15% nos primeiros anos, pois a córnea não tem vasos sanguíneos. Para prevenir, o paciente usa colírios de corticoides por um longo período. Os sinais de rejeição são olho vermelho, dor, sensibilidade à luz e, principalmente, piora da visão. Se tratada no início, com o aumento da frequência dos colírios, a rejeição pode ser revertida na maioria dos casos.

O que acontece se o meu corpo "rejeitar" a córnea?

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Se um episódio de rejeição acontecer, o tratamento precisa ser iniciado o mais rápido possível. Ele consiste no uso intensivo de colírios de corticoides, muitas vezes de hora em hora, para combater a inflamação e “convencer” o sistema imunológico a parar de atacar a córnea. Em casos mais graves, corticoides por via oral ou injetável podem ser necessários. Se a rejeição for tratada precocemente, as chances de revertê-la e de a córnea voltar a ficar transparente são altas. Se o tratamento demorar, o dano às células da córnea pode ser irreversível, e um novo transplante pode ser necessário.

A cirurgia pode causar glaucoma?

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Sim, o glaucoma secundário é uma complicação possível após o transplante de córnea. O aumento da pressão intraocular pode ocorrer por diversos motivos. A causa mais comum é o uso prolongado dos colírios de corticoide, que são essenciais para prevenir a rejeição. A própria cirurgia também pode causar uma inflamação que dificulta a drenagem do líquido ocular. O oftalmologista monitora a pressão ocular de perto em todas as consultas de retorno. Se a pressão subir, ela geralmente pode ser bem controlada com o uso de colírios para glaucoma, protegendo o nervo óptico.

Preciso fazer teste de compatibilidade, como em outros transplantes?

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Não, para o transplante de córnea, não é necessário realizar os testes de compatibilidade sanguínea (ABO) ou de HLA que são feitos em transplantes de órgãos como rim ou coração. Isso porque a córnea é um tecido “imunologicamente privilegiado”, ou seja, ela é avascular (não tem vasos sanguíneos) e tem mecanismos que a protegem do sistema imunológico. Isso faz com que a rejeição seja menos comum e menos intensa. A distribuição das córneas doadas é feita com base no tempo de espera na fila, e não na compatibilidade.

Existe o risco de infecção na cirurgia?

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Sim, como em qualquer cirurgia intraocular, existe um risco de infecção grave, a endoftalmite, mas ele é muito baixo. Para prevenir, são tomadas medidas rigorosas de assepsia. O paciente também pode ter uma infecção nos pontos (ceratite infecciosa). O uso correto dos colírios antibióticos no pós-operatório é fundamental para a prevenção. É muito importante que o paciente siga todas as orientações de higiene e evite qualquer contaminação do olho operado. Ao sinal de dor intensa, vermelhidão que piora ou secreção, o médico deve ser avisado imediatamente.

A cirurgia pode causar astigmatismo?

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Sim, o astigmatismo pós-transplante é uma ocorrência muito comum e esperada, principalmente no transplante penetrante. Ele é causado pela cicatrização da interface entre a córnea doadora e a receptora e pela tensão dos múltiplos pontos de sutura. Esse astigmatismo costuma ser elevado e irregular. O oftalmologista pode modular o astigmatismo durante o processo de recuperação, removendo seletivamente os pontos que estão mais “apertados”. Após a remoção completa dos pontos, o grau residual de astigmatismo pode ser corrigido com óculos, lentes de contato ou, em alguns casos, com cirurgia refrativa.

Os pontos da cirurgia podem arrebentar ou infeccionar?

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Sim, os pontos da sutura podem, eventualmente, arrebentar, se soltar ou infeccionar. Um ponto solto pode causar uma grande irritação, sensação de corpo estranho e vermelhidão. Se isso acontecer, ele precisa ser removido pelo oftalmologista no consultório. Um ponto também pode se tornar uma porta de entrada para bactérias, causando uma infecção localizada (abscesso de sutura). Por isso, o acompanhamento regular é tão importante, para que o médico possa avaliar a integridade dos pontos. Qualquer sensação de cisco que não melhora ou vermelhidão localizada deve ser relatada.

A doença que eu tinha pode voltar na nova córnea?

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Em alguns casos, sim. A recorrência da doença primária na córnea transplantada pode acontecer, mas depende da doença de base. Em doenças como as distrofias de córnea, a recorrência é possível, mas geralmente leva muitos e muitos anos para se tornar significativa. No caso do ceratocone, a doença não volta no enxerto, pois o tecido doado não tem a predisposição genética para a doença. Já em casos de transplante por infecção, como a herpes, o vírus pode reativar e infectar a nova córnea, exigindo tratamento antiviral profilático a longo prazo.

Preciso de uma avaliação clínica para operar?

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Sim, a avaliação clínica pré-operatória é obrigatória e fundamental. O transplante de córnea é uma cirurgia de maior porte, realizada sob anestesia. O paciente precisa passar por uma consulta com um cardiologista ou clínico geral, que irá avaliar a sua saúde, solicitar os exames de sangue e o eletrocardiograma, e emitir o laudo de “risco cirúrgico”. Esse laudo atesta que o paciente está em boas condições clínicas para ser submetido ao procedimento e à anestesia com segurança. A segurança do paciente durante a cirurgia é sempre a prioridade máxima.

Cuidados pré e pós-operatório

Quais os cuidados antes do transplante de córnea?

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Após a indicação e a inscrição na fila, o principal cuidado é manter a saúde do olho nas melhores condições possíveis, tratando qualquer inflamação ou infecção. É importante realizar todos os exames pré-operatórios solicitados. Quando o paciente for chamado para a cirurgia, ele precisará estar em jejum de 8 horas e vir com um acompanhante. É fundamental informar à equipe a lista completa de todos os medicamentos em uso. Manter os dados de contato atualizados na central de transplantes é crucial para não perder a oportunidade quando a córnea estiver disponível.

Preciso suspender o uso de algum medicamento?

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A orientação sobre os medicamentos será dada pela equipe médica. Geralmente, medicamentos de uso contínuo, como para pressão alta, devem ser mantidos. Já os medicamentos que “afinam o sangue”, como anticoagulantes e antiagregantes, podem precisar ser suspensos alguns dias antes da cirurgia para diminuir o risco de sangramento, mas isso só pode ser feito com a autorização expressa do médico que os prescreveu. É muito importante informar ao cirurgião e ao anestesista todos os remédios, vitaminas e suplementos que estão sendo utilizados.

Como é a recuperação logo após a cirurgia?

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Logo após a cirurgia, o olho operado fica com um curativo oclusivo. O paciente permanece no hospital para observação, geralmente por uma noite. É normal sentir desconforto, lacrimejamento e sensibilidade à luz. Na primeira consulta de retorno, geralmente no dia seguinte, o curativo é removido, e o médico faz a primeira avaliação. A visão estará bastante embaçada. O paciente recebe alta com a prescrição de vários colírios e as orientações de repouso. O repouso em casa, evitando esforços, é fundamental nos primeiros dias.

Quais colírios são usados no pós-operatório?

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O uso correto e rigoroso dos colírios é a parte mais importante da recuperação e da prevenção da rejeição. A receita geralmente inclui um colírio antibiótico, para prevenir infecções; um colírio anti-inflamatório de corticoide, que é o principal medicamento para evitar a rejeição e deve ser usado por muitos meses, com a dose diminuindo lentamente; e um colírio cicloplégico, para dilatar a pupila e dar conforto. Em alguns casos, colírios para controlar a pressão ocular também podem ser necessários. É fundamental seguir a prescrição à risca.

Quando posso voltar às minhas atividades normais?

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A recuperação do transplante de córnea é longa. O retorno às atividades deve ser lento e gradual. Para atividades de escritório, o afastamento costuma ser de 2 a 4 semanas. Atividades que envolvam esforço físico intenso, como levantar peso, ou com risco de trauma, devem ser evitadas por vários meses. A liberação para dirigir depende da recuperação da visão do olho operado e da visão do outro olho, o que pode levar um bom tempo. A paciência é uma virtude nesse pós-operatório, e cada passo deve ser liberado pelo seu médico.

Quais atividades preciso evitar após a cirurgia?

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No pós-operatório, é fundamental proteger o olho. Deve-se evitar coçar ou esfregar o olho de forma alguma. Atividades que possam levar a um trauma ocular, como esportes de contato, são proibidas. Levantar peso e fazer esforço físico intenso devem ser evitados por pelo menos 2 a 3 meses. Banhos de mar, piscina ou sauna são proibidos nos primeiros meses para evitar infecções. É importante não dormir do lado do olho operado no início e usar o protetor ocular de acrílico para dormir, para evitar traumas acidentais.

Quando a visão vai melhorar e se estabilizar?

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A recuperação visual é um processo lento. A visão melhora de forma gradual ao longo do primeiro ano. No transplante penetrante, a qualidade final da visão está muito ligada ao astigmatismo induzido pelos pontos. A visão só se torna mais nítida após o início da remoção das suturas, o que acontece cerca de um ano após a cirurgia. A estabilização completa, quando o grau final pode ser prescrito, pode levar de 1 a 2 anos. Nos transplantes lamelares, especialmente nos endoteliais (DSAEK/DMEK), a recuperação visual é muito mais rápida, com uma melhora significativa já nos primeiros meses.

Preciso usar um protetor ocular?

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Sim, o uso do protetor ocular de acrílico é um cuidado de segurança indispensável, principalmente no primeiro mês após a cirurgia. Ele deve ser usado sempre ao dormir, para evitar que o paciente coce ou pressione o olho de forma involuntária durante o sono, o que poderia danificar os pontos ou a cicatrização. O uso do protetor ou de óculos de proteção durante o dia também é recomendado para proteger o olho de qualquer trauma acidental, que poderia ter consequências graves para o enxerto, como a ruptura da sutura.

Quando os pontos são retirados?

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Os pontos do transplante de córnea permanecem no olho por um longo tempo, para garantir uma cicatrização firme e estável. A retirada dos pontos, na técnica de sutura com pontos separados, é feita de forma gradual e seletiva. O cirurgião começa a remover os primeiros pontos geralmente a partir do sexto mês, mas a remoção completa pode levar de 1 a 2 anos. A retirada seletiva dos pontos mais “apertados” é uma forma de o médico “moldar” a córnea e diminuir o astigmatismo. A remoção é um procedimento simples, feito no consultório, com colírios anestésicos.

Como é o acompanhamento a longo prazo?

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O acompanhamento de um paciente transplantado é para o resto da vida. As consultas são muito frequentes no primeiro mês, tornando-se mensais e, depois, trimestrais no primeiro ano. Após a estabilização, as consultas passam a ser semestrais ou anuais. Em todas as visitas, o médico avalia a transparência da córnea, a integridade dos pontos, a pressão ocular e a presença de qualquer sinal de rejeição ou outra complicação. O paciente precisa entender que tem um tecido doado no olho e que esse monitoramento contínuo é a chave para a saúde do enxerto e da sua visão a longo prazo.

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CBCO Goiânia (GO)

Av. T-2, 401. St. Bueno, Goiânia (GO), 74210-010
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IOBH Belo Horizonte

R. Padre Rolim, 541 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-090
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COA Santa Efigênia BH

Rua Grão Pará, 737. Bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte (MG).
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HOF Centro Biguaçu

Rua Francisco Petry, 146. Centro, Biguaçu, SC.
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CBV Unidade Luminar

SHCGN CRN 704/705 BL C LOJA 48 – Asa Norte, Brasília – DF, 70730-630
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CBV Hospital de Águas Claras (DASA)

Rua Arariba, lote 5 - Centro Médico, 7º andar, sala 1106
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HO Ribeirão Preto

Av. José Adolfo Bianco Molina, 2235. Jardim Canada – Ribeirão Preto (SP)
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HOA Araraquara

Rua Expedicionários do Brasil, 1407. Centro – Araraquara (SP)
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HOF Ingleses

Rod. Armando Calil Bulos, 6540 - salas 308, 309 e 310. Ingleses do Rio Vermelho
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HOF Campeche

Avenida Pequeno Príncipe, nº 1482, SL 04. Campeche, Florianópolis, SC
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HOF Square Corporate

Rod. José Carlos Daux, 5500 Bloco Campeche A, SL 334. Saco Grande, Floranópolis, SC
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HOF Estreito

Rua General Liberato Bittencourt,1474 – Térreo. Estreito, Florianópolis (SC)
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HOF Centro Florianópolis

Servidão Missão Jovem, 38. Centro, Florianópolis, SC.
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IOBH Lifecenter

Av. do Contorno, 4747 – Serra, Belo Horizonte – MG, 30110-921
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HOPE CEOFT Caruaru Shopping

Av. Adjar da Silva Casé, 800 • Caruaru Shopping, Piso Inferior • Loja 18 • Indianópolis, Caruaru – PE
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HOPE CEOFT Difusora

Av. Agamenon Magalhães, 444 • 10° Andar - Salas 501-506 • Maurício de Nassau • Caruaru – PE
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HOPE NEO Oftalmologia

Av. Oswaldo Cruz, 217 • 3º Andar • Sala 01, G2 • Maurício de Nassau, Caruaru – PE
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Oftalmos Sete de Setembro

Av. 7 de Setembro, 1015. Fazenda – Itajaí (SC)
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CCOlhos Macrovisão, Vitória

Rua Alfeu Alves Pereira, 79. Sala 408. Enseada do Suá, Vitória (ES).
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H.Olhos Visoclínica

Rua Estados Unidos, 450. São Paulo, SP. CEP: 01427-000
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Vilar Parnaíba Piauí

Av. Leonardo de Carvalho Castelo Branco- Floriopólis - Fecomércio, Parnaíba - PI, 64206-260
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Vilar Teresina Dirceu

Av. Joaquim Nelson, 3531 - Dirceu, Teresina - PI, 64078-225
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Vilar Teresina Jóquei

R. Gov. Joca Píres, 521 - Jóquei, Teresina - PI, 64048-210
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Vilar Teresina Matriz

R. Benjamin Constant, 2290 - Centro (Norte), Teresina - PI, 64000-280
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Oftalmos Marcos Konder

Av. Marcos Konder, 930 Centro – Itajaí (SC)
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Oftalmos Balneário Camboriú

Rua 10, 175. Centro – Balneário Camboriú (SC)
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Oftalmo Città Shopping Città America

Shopping Città America. Av. das Américas, 700 – Bloco 08 – Salas 101 A e 105 A. Barra da Tijuca – RJ
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H.Olhos Laser Ocular

Av. Portugal, 830 . Jd Bela Vista . Santo André . SP
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HRO Rio Anil Shopping

Av. São Luís Rei de França, Rio Anil Shopping, 8, Loja 1094. Turu – São Luís – MA
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HRO Golden Shopping

Av. dos Holandeses, Golden Shopping Calhau, Loja 40. Calhau – São Luís – MA
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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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