A precisão e o conforto do laser smile
A técnica laser smile utiliza apenas o laser de femtossegundo para uma correção suave, através de uma microincisão, o que contribui para um perfil de segurança elevado.
Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, este conteúdo explica, de forma clara, o que é a técnica SMILE, seus diferenciais e como ela pode corrigir a sua visão com mais conforto e segurança.
SMILE é a sigla para “Small Incision Lenticule Extraction” (Extração de Lentícula por Pequena Incisão). É a mais moderna e avançada técnica de cirurgia refrativa a laser para a correção da miopia e do astigmatismo. Diferente de outras técnicas, o SMILE é um procedimento minimamente invasivo que corrige o grau “por dentro” da córnea, sem a necessidade de criar um “flap” (a lamela do LASIK). O laser esculpe uma fina lente (lentícula) no interior da córnea, que é então removida por uma microincisão, alterando a sua curvatura e ajustando o foco do olho.
A principal diferença, e a grande vantagem do SMILE, é a ausência do flap. No LASIK, é preciso criar uma lamela de cerca de 20 mm na superfície da córnea, que é levantada para a aplicação do laser. No SMILE, o procedimento é feito através de uma microincisão de apenas 2 a 4 mm. Isso significa que a maior parte da superfície da córnea, incluindo suas fibras de colágeno e nervos, permanece intacta. Essa abordagem preserva melhor a integridade estrutural da córnea e diminui significativamente a incidência de olho seco no pós-operatório.
Um bom candidato para o SMILE é uma pessoa com mais de 18 anos, com grau de miopia (de -1 a -10 graus) e/ou astigmatismo miópico (até -5 graus) que esteja estável há pelo menos um ano. É uma excelente opção para pacientes que buscam uma recuperação mais rápida e confortável, com menor risco de olho seco. Também é ideal para atletas e profissionais com risco de trauma ocular, devido à maior estabilidade da córnea. É preciso que a córnea tenha uma boa espessura e saúde. A avaliação completa com o oftalmologista é o que irá confirmar se o SMILE é a melhor técnica para o seu caso.
Atualmente, a tecnologia SMILE é aprovada e consagrada para a correção da miopia e do astigmatismo miópico. A correção da hipermetropia com a técnica ainda está em fase de estudos avançados e aprovações regulatórias em diversos países, e ainda não é uma prática clínica rotineira como é para a miopia. Para pacientes com hipermetropia, as técnicas de LASIK ou PRK continuam a ser as opções de cirurgia a laser mais indicadas e com os resultados mais previsíveis e consagrados pela comunidade médica.
Assim como as outras técnicas de cirurgia refrativa a laser na córnea, o SMILE padrão não corrige a presbiopia, a dificuldade de focar para perto que surge após os 40 anos. O procedimento é projetado para corrigir o grau de longe. No entanto, para pacientes com presbiopia, é possível utilizar a estratégia de monovisão (ou “báscula”) com o SMILE. Nessa abordagem, o olho dominante é corrigido para ter uma visão perfeita para longe, e o olho não dominante é deixado com uma leve miopia, o que o torna bom para a visão de perto, com o cérebro se adaptando a usar cada olho para uma distância.
O SMILE é considerado uma opção mais gentil para pacientes com tendência ao olho seco. A superfície da nossa córnea é rica em nervos que são responsáveis por “avisar” o cérebro para produzir lágrimas e manter o olho lubrificado. Na técnica LASIK, a criação do flap secciona um grande número desses nervos. No SMILE, como o procedimento é feito por uma microincisão, a grande maioria desses nervos é preservada. Isso resulta em um impacto muito menor na sensibilidade da córnea e, consequentemente, em uma menor incidência e intensidade de sintomas de olho seco no pós-operatório.
Sim, o SMILE oferece um benefício de segurança biomecânica importante. A ausência do flap corneano torna a córnea estruturalmente mais íntegra após a cirurgia. Em um paciente que fez LASIK, um trauma direto e forte no olho, mesmo anos depois, tem o risco teórico de deslocar o flap. Como no SMILE não existe essa interface de cicatrização do flap, esse risco é eliminado. Por essa razão, o SMILE é a técnica de eleição para atletas de esportes de contato, militares, policiais, bombeiros e outras profissões em que o risco de um trauma no rosto é maior.
Sim, a estabilidade do grau é um critério fundamental para a indicação de qualquer cirurgia refrativa, incluindo o SMILE. A cirurgia é planejada para corrigir o grau exato que o paciente tem no momento. Se a cirurgia for realizada enquanto o grau ainda está em fase de mudança, o que é comum em jovens, o resultado pode não ser duradouro, e o paciente pode voltar a precisar de óculos. Considera-se o grau estável quando a prescrição não teve uma mudança significativa (geralmente mais de meio grau) no último ano. É a garantia de que o resultado da correção será previsível e se manterá a longo prazo.
A resposta depende do quão fina é a córnea. O SMILE, por não criar um flap, preserva mais tecido corneano do que o LASIK. Isso significa que ele pode, sim, ser uma opção para alguns pacientes que têm a córnea um pouco mais fina e que não seriam candidatos seguros para o LASIK. No entanto, a técnica SMILE ainda remove uma lentícula de dentro do estroma, então existe uma espessura mínima de segurança que precisa ser respeitada. Para pacientes com córneas muito finas, a técnica de superfície, o PRK, ainda pode ser a opção mais segura. A avaliação com exames precisos é o que define o limite.
A avaliação pré-operatória é a etapa mais importante. Ela inclui uma série de exames para garantir a segurança e o sucesso do procedimento. A refração, para medir o grau com precisão. A topografia e a tomografia de córnea, que são mapas detalhados da curvatura e da espessura da córnea, são fundamentais para descartar o ceratocone. A paquimetria, para confirmar a espessura. E o mapeamento de retina, para avaliar a saúde do fundo do olho. A análise conjunta de todos esses exames permite ao cirurgião determinar se o SMILE é a técnica ideal para a sua anatomia ocular.
A cirurgia é 100% a laser, feita em um único passo. O paciente se deita sob o equipamento de laser de femtossegundo. O olho é anestesiado com colírios. O laser então cria, em menos de 30 segundos, uma fina lente (lentícula) no interior da córnea e, ao mesmo tempo, uma microincisão na superfície. Em seguida, o cirurgião, olhando pelo microscópio, utiliza um instrumento delicado para separar e remover essa lentícula através da pequena incisão. Ao retirar a lentícula, a curvatura da córnea é modificada, e o grau é corrigido. Todo o processo é rápido, preciso e indolor.
Não, a cirurgia SMILE é um procedimento indolor. A anestesia é feita apenas com colírios, que eliminam completamente a sensibilidade da superfície do olho. Durante a aplicação do laser, o paciente pode sentir uma leve sensação de pressão no olho, mas não há dor. O pós-operatório do SMILE também é conhecido por ser muito confortável. Nas primeiras horas, pode haver uma leve ardência, lacrimejamento ou sensibilidade à luz, mas esses sintomas são significativamente mais brandos do que os do PRK e, muitas vezes, mais leves até que os do LASIK. O desconforto costuma passar no mesmo dia.
A cirurgia SMILE é extremamente rápida. O tempo que o laser de femtossegundo leva para criar a lentícula e a incisão é de apenas 25 a 30 segundos por olho. A etapa seguinte, em que o cirurgião remove a lentícula, leva mais alguns minutos. O tempo total que o paciente permanece na sala de cirurgia, para os dois olhos, é de cerca de 10 a 15 minutos. É um dos procedimentos cirúrgicos mais rápidos e eficientes disponíveis, o que contribui muito para o conforto e a tranquilidade do paciente durante a experiência.
A anestesia para a cirurgia SMILE é a tópica, ou seja, feita exclusivamente com a aplicação de colírios anestésicos. Não há necessidade de injeções, sedação ou anestesia geral. Os colírios são muito eficazes em bloquear qualquer sensação de dor e tornar o procedimento confortável. O paciente permanece acordado e consciente durante toda a cirurgia, e a sua colaboração, olhando para uma luz de fixação verde, é importante. A anestesia com colírios é muito segura e permite que o paciente saia da sala de cirurgia já enxergando e possa ir para casa em seguida.
Sim, a prática padrão e segura na cirurgia SMILE é realizar o procedimento nos dois olhos na mesma sessão cirúrgica. Isso é possível e seguro devido à natureza minimamente invasiva da técnica, à alta precisão do laser e à recuperação visual muito rápida. Operar os dois olhos de uma vez é mais conveniente para o paciente, que passa pelo processo de recuperação uma única vez e já obtém o benefício da visão corrigida em ambos os olhos simultaneamente. A cirurgia é feita sequencialmente: primeiro um olho e, logo em seguida, o outro.
A lentícula é a chave da correção no SMILE. Ela é uma pequena lente, com o formato de um disco fino, que o laser de femtossegundo esculpe com precisão micrométrica no interior do estroma, a camada intermediária da córnea. A espessura e o formato dessa lentícula são calculados por um computador para corresponder exatamente ao grau de miopia e astigmatismo que se deseja corrigir. Ao ser removida pelo cirurgião através da microincisão, ela deixa um “espaço” que altera a curvatura da córnea, ajustando o foco do olho e corrigindo o erro refrativo de forma precisa e previsível.
Sim. Essa é outra diferença importante em relação ao LASIK. Na cirurgia LASIK, são necessários dois tipos de laser: o laser de femtossegundo (para criar o flap) e o Excimer laser (para corrigir o grau). Na cirurgia SMILE, todo o procedimento – a criação da lentícula e da incisão – é realizado por um único laser, o laser de femtossegundo. Isso torna o procedimento mais rápido, silencioso e, para muitos pacientes, uma experiência mais confortável, pois não há a necessidade de mover o paciente de um equipamento para outro durante a cirurgia.
O paciente não precisa se preocupar com isso. O equipamento de laser para o SMILE possui um sistema de contato com o olho, chamado de “interface”, que é suave e se acopla à córnea. Esse sistema estabiliza o olho e o mantém centralizado durante os poucos segundos da aplicação do laser. O computador monitora a posição do olho durante todo o tempo. A aplicação é tão rápida que os pequenos movimentos involuntários não interferem no resultado. O cirurgião e a tecnologia trabalham juntos para garantir a máxima precisão e segurança.
A cirurgia refrativa SMILE é um procedimento de alta tecnologia que deve ser realizado por um médico oftalmologista com subespecialização em Cirurgia Refrativa e com treinamento e certificação específicos para a plataforma de laser VisuMax®. É um profissional que, além da experiência com cirurgia refrativa em geral, dedicou-se a dominar essa técnica específica, que exige uma curva de aprendizado para a delicada etapa de remoção da lentícula. A experiência do cirurgião com a técnica SMILE é um fator importante para a segurança e para o sucesso do resultado.
A recuperação visual com o SMILE é muito rápida, embora talvez não seja tão instantaneamente “perfeita” como no LASIK. No mesmo dia da cirurgia, a visão já está funcional, mas é comum que haja uma leve “névoa” ou embaçamento, como se estivesse em um ambiente com neblina. Essa névoa desaparece rapidamente. Na manhã seguinte, a grande maioria dos pacientes já atinge uma visão excelente, suficiente para dirigir e voltar ao trabalho. A qualidade final da visão, com a nitidez e o contraste máximos, continua a melhorar e se estabiliza ao longo das semanas seguintes.
Sim, o SMILE é considerado um procedimento extremamente seguro. A técnica foi projetada para combinar a eficácia do LASIK com um perfil de segurança ainda maior. A ausência do flap elimina todos os riscos relacionados a ele, como o seu deslocamento por trauma. A preservação da integridade biomecânica da córnea também diminui drasticamente o risco da complicação mais temida, a ectasia. Além disso, a menor interferência com os nervos da córnea resulta em menos olho seco. É uma tecnologia comprovada, com milhões de procedimentos realizados no mundo e com um altíssimo índice de satisfação.
Os riscos do SMILE são muito baixos. As complicações são raras e, na maioria das vezes, tratáveis. A complicação intraoperatória mais específica, embora incomum, é a dificuldade na remoção da lentícula, que pode se rasgar. No pós-operatório, pode haver uma inflamação na interface, chamada de DLK, ou um pequeno grau residual. Efeitos como a percepção de halos noturnos e o olho seco são possíveis, mas a incidência é menor do que no LASIK. Riscos mais sérios, como infecção ou ectasia, são extremamente raros quando a indicação e a técnica são corretas.
O objetivo do SMILE é proporcionar uma visão nítida sem óculos, e na grande maioria dos casos, o resultado é muito próximo do “zero”. No entanto, a cicatrização varia para cada pessoa, e um pequeno grau residual pode permanecer. Se esse grau for pequeno e não incomodar o paciente, nenhuma intervenção é necessária. Se o grau residual for significativo e estiver atrapalhando a visão, um procedimento de retoque pode ser planejado. Como o SMILE não pode ser repetido, o retoque é geralmente feito com a técnica de superfície, o PRK, que apresenta excelentes resultados para refinar a correção.
Sim, a ausência do flap é o principal diferencial de segurança do SMILE. O flap, no LASIK, cria uma interface de cicatrização permanente na córnea. Embora seja seguro, um trauma forte no olho, mesmo anos depois, pode deslocar essa lamela. No SMILE, como não há flap, a córnea permanece estruturalmente mais intacta e resistente. Isso elimina os riscos de complicações relacionados ao flap, como estrias, dobras ou o seu deslocamento. É por isso que o SMILE é a técnica preferida para pessoas com um estilo de vida mais ativo ou com profissões de risco.
Sim, diversos estudos científicos já comprovaram que o SMILE causa significativamente menos sintomas de olho seco no pós-operatório quando comparado ao LASIK. A razão para isso é anatômica. A criação do flap no LASIK corta um grande número de nervos na superfície da córnea. No SMILE, a microincisão preserva a maioria desses nervos. Como esses nervos são responsáveis pela sensibilidade que estimula a produção de lágrima, a maior preservação deles no SMILE resulta em um impacto muito menor na lubrificação ocular, com uma recuperação mais rápida e confortável da superfície do olho.
Sim, como em qualquer procedimento cirúrgico, existe um risco de infecção, mas ele é muito baixo no SMILE. Para prevenir, a cirurgia é realizada em um ambiente estéril, com o uso de campos e materiais descartáveis, e seguindo rigorosos protocolos de assepsia. O paciente também utiliza colírios antibióticos nos dias que antecedem a cirurgia e, principalmente, na primeira semana após o procedimento. Seguir corretamente o uso dos colírios e as orientações de higiene, como não coçar os olhos e evitar banhos de piscina, é fundamental para manter esse risco o mais baixo possível.
A regressão do grau, ou seja, o retorno de uma parte da miopia, não é comum após o SMILE. A correção feita com a remoção da lentícula é permanente. A principal causa de uma nova necessidade de óculos no futuro não é a cirurgia “vencer”, mas sim a progressão natural do grau, que pode ocorrer em algumas pessoas. É por isso que a estabilidade do grau por pelo menos um ano antes da cirurgia é um critério tão importante. Em casos de graus muito altos, uma pequena regressão pode ser mais provável. Se isso ocorrer e incomodar, um retoque com outra técnica, como o PRK, pode ser avaliado.
A ectasia pós-cirurgia refrativa é a complicação mais séria, embora extremamente rara. Ela é um enfraquecimento e uma deformação da córnea, semelhante ao ceratocone. O SMILE, por preservar mais a estrutura da córnea ao não criar um flap, apresenta um risco de ectasia ainda menor do que outras técnicas. O principal fator de risco é realizar a cirurgia em um paciente que já tinha uma fragilidade corneana não diagnosticada. Por isso, a avaliação pré-operatória com exames como a tomografia de córnea é a etapa de segurança mais importante para descartar qualquer sinal de risco.
Sim, pacientes com doenças sistêmicas controladas, como diabetes ou hipertensão, podem realizar a cirurgia com segurança. O importante é que a doença de base esteja bem tratada e estável. No caso do diabetes, um bom controle glicêmico é fundamental para uma boa cicatrização. Doenças autoimunes ativas e não controladas, como lúpus ou artrite reumatoide, podem ser uma contraindicação, pois podem interferir na cicatrização da córnea. É fundamental informar ao oftalmologista sobre todas as suas condições de saúde para uma avaliação completa e segura da sua candidatura.
Para a cirurgia SMILE, que é um procedimento rápido, feito com anestesia tópica (colírios) e sem sedação profunda, a avaliação clínica geral ou o “risco cirúrgico” com um cardiologista não são rotineiramente necessários para pacientes jovens e saudáveis. A avaliação oftalmológica completa é o principal determinante da segurança. No entanto, é crucial que o paciente informe ao cirurgião sobre qualquer condição de saúde pré-existente. Para pacientes mais idosos ou com doenças conhecidas, o oftalmologista pode, por segurança, solicitar uma avaliação complementar.
O cuidado mais importante é suspender o uso de lentes de contato pelo período orientado pelo médico (de 7 a 21 dias). No dia da cirurgia, recomenda-se lavar bem o rosto e não usar maquiagem, creme ou perfume, pois os vapores podem interferir no laser. É preciso vir com um acompanhante, pois não será possível dirigir após o procedimento. Uma refeição leve é permitida. O médico irá prescrever os colírios para serem comprados e levados no dia, para já iniciar o uso logo após a cirurgia, conforme a orientação da equipe.
Logo após a cirurgia, a visão já está mais clara, mas é comum ter uma sensação de “névoa” ou de estar em um ambiente com neblina. O paciente é orientado a ir para casa e descansar, de preferência com os olhos fechados nas primeiras horas. Nesse período, pode haver ardência, lacrimejamento e sensibilidade à luz, mas de forma bem mais branda que em outras técnicas. O paciente já inicia o uso dos colírios prescritos. Na manhã seguinte, a névoa já melhorou muito, e a visão costuma estar excelente, permitindo o retorno à maioria das atividades.
O esquema de colírios no pós-operatório do SMILE é simples. A prescrição geralmente inclui dois tipos de colírios para serem usados por cerca de uma semana. Um colírio que combina um antibiótico, para prevenir infecções, e um anti-inflamatório (corticoide), para controlar a inflamação. E, o mais importante, colírios lubrificantes (lágrimas artificiais), de preferência sem conservantes, que devem ser usados com frequência nos primeiros meses para combater o olho seco, garantir o conforto e auxiliar na qualidade final da visão.
A recuperação do SMILE permite um retorno muito rápido às atividades. A grande maioria dos pacientes já apresenta uma visão boa o suficiente para ser liberado para dirigir e para voltar ao trabalho já no dia seguinte à cirurgia, após a primeira consulta de retorno. Para atividades de escritório, que não exigem esforço físico, o retorno é muito tranquilo. O mais importante é seguir as orientações do seu médico e usar os colírios corretamente, mesmo no ambiente de trabalho, para garantir uma boa cicatrização.
No pós-operatório, alguns cuidados são importantes. Deve-se evitar coçar ou esfregar os olhos, principalmente no primeiro mês. Banhos de mar, piscina ou sauna são proibidos por cerca de 15 dias para evitar o risco de infecção. Esportes de contato ou com risco de trauma ocular, como lutas ou futebol, devem ser evitados por pelo menos um mês, para garantir a segurança da córnea. O uso de maquiagem na área dos olhos deve ser suspenso por uma semana. Atividades físicas leves, como caminhadas, são liberadas mais cedo.
Sim, é a característica mais comum da recuperação do SMILE. É totalmente normal e esperado que a visão fique com uma leve névoa, como se estivesse olhando através de um vidro embaçado ou em um dia de neblina, nas primeiras horas e dias após a cirurgia. Isso ocorre devido a um edema (inchaço) microscópico na interface onde a lentícula foi removida. Essa névoa desaparece rapidamente. A maior parte dela some em 24 a 48 horas, e a visão continua a “limpar” e a se tornar mais nítida ao longo da primeira semana.
Sim, o uso de um protetor ocular de acrílico para dormir é um cuidado de segurança recomendado na primeira semana após o SMILE. O protetor, que é fornecido pela clínica, funciona como um escudo, evitando que o paciente coce ou esfregue o olho de forma involuntária durante o sono. Embora o SMILE não tenha um flap, um trauma no olho em cicatrização nunca é desejável. O protetor é fixado com uma fita adesiva antes de dormir e retirado pela manhã. É uma medida simples, mas importante para garantir a segurança nos primeiros dias.
Recomenda-se esperar uma semana para voltar a usar maquiagem na região dos olhos, como rímel, delineador e sombras. Isso é para diminuir o risco de contaminação e de que partículas entrem na microincisão, que ainda está cicatrizando. Maquiagem no resto do rosto, com cuidado, pode ser usada mais cedo. O uso de lentes de contato coloridas ou cosméticas deve ser evitado por um período mais longo, de pelo menos 30 dias, e só deve ser retomado com a autorização expressa do seu oftalmologista, para não interferir na saúde da superfície ocular.
O uso de óculos de sol com proteção UV é recomendado nas primeiras semanas, pois é comum sentir uma maior sensibilidade à luz. O uso de telas, como celular, tablet e computador, é liberado já no dia seguinte à cirurgia. No entanto, é normal sentir um pouco mais de cansaço visual ou de olho seco ao usar esses dispositivos por períodos prolongados. Por isso, é muito importante se lembrar de piscar com frequência e de usar os colírios lubrificantes para manter os olhos confortáveis durante o trabalho, o estudo ou o lazer.
O acompanhamento após o SMILE é simples. A primeira consulta de retorno é sempre no dia seguinte à cirurgia, para avaliar a cicatrização inicial e a visão. Outras consultas são geralmente agendadas para o final da primeira semana, com um mês e com três a seis meses de pós-operatório. Nessas consultas, o médico irá avaliar a cicatrização da incisão, a qualidade da visão, a refração (o grau) e a saúde da superfície ocular. Após a alta, recomenda-se manter as visitas anuais ao oftalmologista para continuar cuidando da saúde geral dos seus olhos.
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