iStent: uma revolução para o glaucoma
O iStent é o menor dispositivo médico implantado no corpo humano. Uma tecnologia de ponta para o tratamento do glaucoma de ângulo aberto.
Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, este conteúdo explica, de forma clara, o que é a cirurgia de MIGS, como o iStent funciona e os benefícios de tratar o glaucoma e a catarata juntos.
MIGS é a sigla para Cirurgia de Glaucoma Minimamente Invasiva. É uma nova categoria de tratamentos cirúrgicos para o glaucoma que utiliza dispositivos microscópicos para melhorar a drenagem do líquido do olho (humor aquoso) com o mínimo de trauma. O iStent é um dos dispositivos de MIGS mais utilizados e estudados. Ele é o menor implante médico do mundo, feito de titânio, que funciona como um “stent” para criar um desvio na principal barreira de drenagem do olho, ajudando a baixar a pressão ocular de forma segura e eficaz.
O iStent é indicado para pacientes que possuem glaucoma primário de ângulo aberto em estágio leve a moderado e que também têm o diagnóstico de catarata. A principal indicação é para a realização de um procedimento combinado, ou seja, tratar a catarata e o glaucoma na mesma cirurgia. É uma excelente opção para pacientes que desejam um controle da pressão com um perfil de segurança muito alto e que buscam diminuir a dependência de colírios para glaucoma. O oftalmologista irá avaliar o estágio do glaucoma e a saúde do olho para confirmar se o iStent é a melhor opção para o seu caso.
Embora a principal indicação e aprovação do iStent seja para a cirurgia combinada com a de catarata, em alguns países e situações específicas, ele pode ser implantado como um procedimento isolado, sem a remoção da catarata. No entanto, essa não é a prática mais comum no Brasil. A conveniência de aproveitar o mesmo tempo cirúrgico da catarata, utilizando as mesmas incisões e anestesia, torna o procedimento combinado a indicação de escolha para a grande maioria dos pacientes, otimizando o tratamento e a recuperação.
É muito importante entender que o glaucoma é uma doença crônica e não tem cura. O objetivo do implante do iStent, assim como de todos os tratamentos para o glaucoma, é o controle da doença. A meta do dispositivo é melhorar a drenagem natural do olho para baixar a pressão intraocular. Ao fazer isso, o iStent ajuda a proteger o nervo óptico de novos danos, buscando frear ou interromper a progressão da perda de campo visual. Ele é uma ferramenta moderna e segura para o manejo a longo prazo do glaucoma, visando preservar a visão e a qualidade de vida do paciente.
Sim, um dos principais benefícios e objetivos do implante do iStent é reduzir a carga de medicação para o paciente. Muitos pacientes com glaucoma precisam usar um ou mais colírios diariamente, o que pode ser incômodo e ter efeitos colaterais. Ao melhorar a capacidade de drenagem do próprio olho, o iStent pode ajudar a manter a pressão em um nível seguro com uma menor necessidade de colírios. Muitos estudos mostram que uma alta porcentagem de pacientes que implantam o iStent consegue ficar livre do uso de medicações para glaucoma, ou pelo menos reduzir o número de colírios que utilizavam.
O iStent foi projetado e é indicado especificamente para o tratamento do glaucoma primário de ângulo aberto, que é a forma mais comum da doença. Nessa condição, o problema está em uma maior resistência na malha trabecular, o sistema de drenagem natural do olho, e é exatamente aí que o dispositivo atua. Ele não é indicado para glaucomas de ângulo fechado, em que o problema é um bloqueio mecânico pela íris, nem para alguns tipos de glaucomas secundários mais complexos. A avaliação cuidadosa do oftalmologista, com o exame de gonioscopia para visualizar o ângulo, é fundamental para determinar o tipo de glaucoma e a indicação correta.
A principal diferença está no mecanismo e no nível de invasividade. A trabeculectomia é uma cirurgia mais invasiva que cria uma via de drenagem completamente nova e artificial para o líquido, formando uma bolha na superfície do olho. O iStent é minimamente invasivo e não cria uma nova via; ele melhora o funcionamento da via de drenagem natural do próprio olho, sem alterar a anatomia externa. Isso faz com que o iStent tenha um perfil de segurança muito maior, com riscos de complicações, como hipotonia (pressão muito baixa) ou infecção, drasticamente menores que os da trabeculectomia.
Sim, o iStent é uma excelente opção para o glaucoma em estágio inicial a moderado, especialmente para pacientes que também estão desenvolvendo a catarata. Para esses casos, em que não é necessária uma redução muito agressiva da pressão, o iStent oferece um equilíbrio ideal entre eficácia e segurança. Ele permite um controle da pressão de forma mais natural, muitas vezes eliminando a necessidade de iniciar o uso de colírios, o que melhora a qualidade de vida do paciente desde o início do diagnóstico, poupando-o dos custos e dos efeitos colaterais da medicação a longo prazo.
Se não tratadas, ambas as doenças progridem e levam à perda da visão. A catarata causa um embaçamento progressivo que pode ser totalmente revertido com a cirurgia. Já o glaucoma causa uma perda de campo visual lenta e silenciosa que é permanente e irreversível. A cirurgia combinada de catarata com iStent é uma oportunidade única de tratar as duas condições ao mesmo tempo. Ao não realizar o procedimento, o paciente não só continua com a visão embaçada pela catarata, como também permite que a pressão alta do glaucoma continue a danificar o nervo óptico, levando a uma perda de visão definitiva.
O iStent é mais indicado para glaucomas leves a moderados, pois proporciona uma redução de pressão modesta e segura. Em casos de glaucoma avançado, em que o dano ao nervo óptico já é muito grande, geralmente é necessária uma redução mais significativa e agressiva da pressão intraocular. Para esses casos, as cirurgias tradicionais, como a trabeculectomia ou o implante de tubo de drenagem, costumam ser as mais indicadas, pois têm o potencial de baixar a pressão para níveis mais baixos. A escolha da técnica cirúrgica é sempre baseada na necessidade de cada paciente e na pressão-alvo que se deseja atingir.
O implante do iStent é realizado durante a cirurgia de catarata. Após o cirurgião remover a catarata, mas antes de implantar a nova lente intraocular, ele introduz no olho um aplicador especial que já vem com o iStent pré-carregado em sua ponta. Com o auxílio de uma lente de aumento especial (gonioscópio), ele visualiza a malha trabecular, o sistema de drenagem do olho. Com um movimento preciso e delicado, ele insere a ponta do iStent através da malha, implantando o dispositivo no local correto. Em seguida, a cirurgia de catarata continua normalmente, com o implante da lente intraocular.
Não, o procedimento é completamente indolor. Ele é realizado sob a mesma anestesia da cirurgia de catarata, que geralmente é a anestesia tópica, com a aplicação de colírios. Essa anestesia elimina a sensibilidade da superfície ocular. Além disso, uma leve sedação é administrada para que o paciente fique calmo e relaxado. O implante do iStent em si adiciona apenas alguns minutos ao tempo total da cirurgia e não causa nenhuma dor adicional. No pós-operatório, o desconforto é o mesmo de uma cirurgia de catarata normal, geralmente muito leve e bem controlado com os colírios.
O implante do iStent é um passo rápido e que não aumenta de forma significativa o tempo da cirurgia de catarata. O procedimento de posicionar a lente de gonioscopia, visualizar o ângulo e implantar o dispositivo leva, nas mãos de um cirurgião experiente, apenas de 2 a 5 minutos. Essa pequena adição de tempo cirúrgico traz o grande benefício de tratar o glaucoma de forma eficaz no mesmo ato operatório, o que representa um excelente custo-benefício em termos de tempo, segurança e conveniência para o paciente que tem as duas doenças.
Como o implante do iStent é quase sempre realizado em conjunto com a cirurgia de catarata, ele se beneficia da mesma anestesia. A técnica mais moderna e segura é a anestesia tópica, que consiste na aplicação de colírios anestésicos, associada a uma sedação intravenosa leve, administrada por um médico anestesista. Essa combinação permite que o paciente fique relaxado, sonolento e não sinta nenhuma dor, sem a necessidade de injeções ao redor do olho ou de uma anestesia geral, o que torna o procedimento muito seguro e a recuperação, mais rápida e confortável.
Não, o iStent é o menor dispositivo médico implantável no corpo humano. Ele é microscopicamente pequeno, com cerca de 1 milímetro de comprimento e 0,3 milímetro de altura, sendo praticamente invisível a olho nu. Ele é implantado em uma estrutura interna do olho (a malha trabecular) e não fica em contato com nenhuma área sensível. Por isso, o paciente não sente a presença do dispositivo no olho em nenhum momento, nem durante nem após a cirurgia. Ele se integra aos tecidos de forma imperceptível, realizando o seu trabalho de drenagem silenciosamente.
Não, o iStent é projetado para ser um implante permanente e durar o resto da vida. Ele é feito de titânio de grau cirúrgico não ferromagnético, o mesmo material usado em muitos implantes ortopédicos e dentários. É um material extremamente durável, estável e biocompatível, que não se degrada e não causa reação inflamatória crônica. Uma vez implantado, ele permanece na sua posição, funcionando de forma contínua para melhorar a drenagem do humor aquoso. Não há necessidade de manutenção, ajustes ou troca do dispositivo no futuro.
Sim, a cirurgia combinada de catarata com implante de iStent é um procedimento microcirúrgico que deve ser realizado em um centro cirúrgico. O ambiente hospitalar, ou de um hospital-dia, oferece toda a estrutura de esterilização, os equipamentos de alta tecnologia (como o microscópio e o facoemulsificador) e a presença de uma equipe completa, incluindo o anestesista, para garantir a máxima segurança para o paciente. O procedimento é ambulatorial, o que significa que o paciente vai para casa no mesmo dia, sem a necessidade de ficar internado.
O local exato para o implante do iStent é a malha trabecular, que fica no ângulo entre a íris e a córnea. Para visualizar essa estrutura, que não é visível diretamente, o cirurgião utiliza uma lente especial chamada de lente de gonioscopia, que é encostada suavemente sobre a córnea durante a cirurgia. Essa lente funciona como um sistema de espelhos que permite ao médico ter uma visão clara e detalhada de todo o ângulo. Com essa visualização, ele consegue guiar o aplicador e inserir o iStent precisamente na malha trabecular, garantindo o seu correto posicionamento e funcionamento.
Sim. Existem diferentes modelos e gerações do dispositivo iStent. O modelo mais recente, o iStent inject®, consiste em dois stents separados que são implantados em diferentes partes da malha trabecular durante o mesmo procedimento. A lógica por trás do uso de múltiplos stents é a de criar mais de um ponto de “bypass”, acessando diferentes partes do sistema de drenagem e aumentando as chances de uma redução de pressão mais significativa e consistente. O uso de dois stents mostrou, em estudos, um desempenho superior ao de um único stent, com o mesmo perfil de segurança.
O implante do iStent é um procedimento de microcirurgia que deve ser realizado por um médico oftalmologista com experiência em cirurgia de catarata e que tenha recebido o treinamento e a certificação específicos para a técnica de implante do dispositivo. O cirurgião precisa ter um conhecimento profundo da anatomia do ângulo da câmara anterior e a habilidade para a gonioscopia cirúrgica, que é a visualização do ângulo durante a cirurgia. É importante procurar um profissional qualificado e com experiência no procedimento para garantir a segurança e o sucesso do tratamento.
Sim, a segurança é o grande diferencial do iStent e das cirurgias de MIGS. O procedimento é considerado minimamente invasivo e tem um perfil de segurança muito superior ao das cirurgias de glaucoma tradicionais. Por não criar uma bolha de filtração externa e por preservar a anatomia natural do olho, os riscos de complicações graves, como infecção, sangramento, ou pressão ocular muito baixa (hipotonia), são significativamente reduzidos. O iStent oferece um controle eficaz da pressão com um risco muito baixo, o que o torna uma opção muito atraente para o tratamento do glaucoma leve a moderado.
Os riscos associados ao implante do iStent são geralmente leves e transitórios. As complicações mais comuns estão relacionadas à manipulação do ângulo durante o implante e incluem um pequeno sangramento (hifema), que geralmente se resolve sozinho em poucos dias, e um aumento temporário da inflamação ou da pressão ocular. O risco de um posicionamento inadequado do implante ou de ele obstruir a malha trabecular existe, mas é raro nas mãos de um cirurgião experiente. O risco de complicações graves que ameacem a visão é extremamente baixo, sendo comparável ao da cirurgia de catarata isolada.
O iStent é projetado para se fixar de forma segura dentro da malha trabecular, e o seu deslocamento ou extrusão são ocorrências muito raras. O dispositivo é extremamente leve e se integra aos tecidos. No entanto, um trauma ocular significativo ou a manipulação inadequada no pós-operatório poderiam, teoricamente, causar o seu deslocamento. O oftalmologista verifica a posição do stent nas consultas de retorno para se certificar de que ele está no lugar correto. Se um deslocamento for identificado, um novo procedimento para reposicioná-lo ou removê-lo pode ser considerado.
O iStent é projetado para ser um canal permanente, e o titânio com que é feito não se degrada. No entanto, como ele se integra ao sistema de drenagem natural do olho, o seu funcionamento a longo prazo pode ser influenciado pelo processo de cicatrização e pela progressão da própria doença do glaucoma. Em alguns casos, o tecido ao redor do implante pode crescer e obstruir a sua abertura, diminuindo a sua eficácia. Estudos de longo prazo, no entanto, mostram que a maioria dos implantes continua a funcionar e a controlar a pressão por muitos anos após a cirurgia.
Não. O iStent é feito de titânio de grau cirúrgico, que é um material totalmente inerte e biocompatível. Isso significa que ele não causa uma reação alérgica ou de rejeição pelo sistema imunológico do corpo. O titânio é amplamente utilizado em implantes médicos, como próteses ortopédicas e implantes dentários, justamente por essa característica. O corpo não reconhece o iStent como um “corpo estranho” a ser atacado. Ele se integra aos tecidos do olho de forma pacífica, sem causar inflamação crônica, o que garante a sua segurança para o implante a longo prazo.
A resposta ao iStent pode variar de paciente para paciente. Se, após a cirurgia, a redução da pressão não for suficiente para atingir a pressão-alvo desejada, existem outras opções. A primeira é complementar o efeito do iStent com o uso de colírios para glaucoma, o que já representa um ganho, pois o paciente provavelmente usará menos colírios do que antes. Se a pressão continuar descontrolada, o iStent não impede a realização de outras cirurgias de glaucoma no futuro. Procedimentos a laser, como o SLT, ou cirurgias mais invasivas, como a trabeculectomia, podem ser realizados com segurança.
Sim. O iStent é feito de titânio não ferromagnético. Isso significa que ele não é atraído por imãs e não interfere com a qualidade dos exames de ressonância magnética. Pacientes com iStent podem realizar exames de ressonância magnética (RM) com segurança, em equipamentos de até 3 Tesla, que é a potência da maioria dos aparelhos de uso clínico. É sempre bom informar à equipe de radiologia sobre a presença do implante, mas ele é considerado seguro para RM, não apresentando risco de aquecimento ou deslocamento durante o exame.
Sim, como em qualquer cirurgia intraocular, existe um risco de infecção (endoftalmite). No entanto, como o iStent é implantado através das mesmas microincisões da cirurgia de catarata, o risco é exatamente o mesmo, ou seja, extremamente baixo. São seguidos todos os protocolos rigorosos de assepsia, com o uso de antissépticos e antibióticos, para minimizar esse risco. A natureza minimamente invasiva do procedimento, com incisões autosselantes, também contribui para a segurança e para a baixa taxa de infecção, que é inferior a 1 em 2000 casos.
A cirurgia combinada de catarata com iStent tem como objetivo melhorar a visão, ao tratar a catarata, e controlar o glaucoma. A perda de visão como resultado direto do implante do iStent é uma complicação extremamente rara. O que pode acontecer é a visão ficar temporariamente embaçada no pós-operatório por causa de um pequeno sangramento (hifema) ou de uma inflamação um pouco maior, mas essas condições são transitórias e se resolvem. O procedimento é projetado para preservar a visão, protegendo o nervo óptico, e não para piorá-la.
Sim, como a cirurgia é realizada com sedação, a avaliação pré-operatória com um cardiologista ou clínico geral é um passo importante e padrão para a segurança de todos os pacientes. O médico irá avaliar a sua saúde geral, as condições do coração e da pressão arterial, e solicitar os exames necessários. Com base nessa avaliação, ele irá emitir o laudo de “risco cirúrgico”, que atesta que o paciente está em boas condições clínicas para passar pelo procedimento e pela sedação com segurança, sob os cuidados do médico anestesista durante toda a cirurgia.
Como a cirurgia é combinada com a de catarata, os cuidados pré-operatórios são os mesmos. É preciso fazer um jejum de 8 horas. É fundamental vir com um acompanhante adulto. O uso dos colírios para glaucoma deve ser mantido normalmente até o dia da cirurgia. O oftalmologista também irá prescrever o início de colírios antibióticos e/ou anti-inflamatórios para serem iniciados um ou dois dias antes do procedimento, para preparar o olho e diminuir o risco de inflamação e infecção. No dia, deve-se evitar o uso de maquiagem na região dos olhos.
A recuperação da cirurgia combinada de catarata com iStent é muito semelhante à da cirurgia de catarata isolada, ou seja, costuma ser muito rápida e tranquila. O olho fica com um curativo protetor, que é retirado no dia seguinte. É normal sentir um leve desconforto e ter a visão um pouco embaçada no início. O olho pode ficar um pouco mais vermelho e a inflamação, um pouco maior do que em uma cirurgia de catarata simples, mas isso é bem controlado com os colírios. A maioria dos pacientes já nota uma melhora expressiva da visão no dia seguinte.
O esquema de colírios é muito parecido com o da cirurgia de catarata. A receita inclui um colírio antibiótico, para prevenir infecções, e um colírio anti-inflamatório, para controlar a inflamação e o desconforto. Eles devem ser usados por cerca de 3 a 4 semanas, com a frequência diminuindo gradualmente. O oftalmologista também irá orientar sobre a continuidade ou a suspensão dos colírios para glaucoma que o paciente usava antes. A suspensão dos colírios para glaucoma é feita de forma gradual e monitorada, com base na medição da pressão ocular nas consultas de retorno.
O retorno às atividades é rápido. Atividades leves, como ler ou assistir à televisão, podem ser retomadas já no dia seguinte. O retorno ao trabalho de escritório costuma ocorrer em 2 a 4 dias. A liberação para dirigir depende da recuperação da visão, mas geralmente acontece nos primeiros dias. Atividades físicas mais intensas, como academia, ou que apresentem risco de contaminação, como natação, devem ser evitadas por um período de duas a quatro semanas, conforme a orientação do seu médico. A recuperação minimamente invasiva permite um retorno rápido à rotina.
Os cuidados são os mesmos de uma cirurgia de catarata. Deve-se evitar coçar ou esfregar o olho operado. É importante evitar esforços físicos, como levantar peso, na primeira semana. Banhos de mar, piscina ou sauna são proibidos por cerca de um mês. O uso de maquiagem na região dos olhos deve ser suspenso por uma a duas semanas. É importante proteger o olho de poeira e vento. Fora essas restrições, o paciente pode levar uma vida normal, tomando os cuidados de higiene e usando os colírios corretamente.
Sim, é relativamente comum e normal. O olho pode ficar um pouco mais vermelho do que em uma cirurgia de catarata simples, devido à manipulação do ângulo. Além disso, um pequeno sangramento no momento do implante pode ocorrer, causando um hifema, que é a presença de um pouco de sangue na parte da frente do olho. Esse sangue geralmente é absorvido sozinho em poucos dias e não representa um problema. Uma mancha de sangue na parte branca do olho (hemorragia subconjuntival) também pode ocorrer e é inofensiva. Uma vermelhidão intensa que piora, no entanto, deve ser comunicada.
Não, não há nenhuma posição obrigatória para dormir após a cirurgia de catarata com iStent. O paciente pode dormir na posição que for mais confortável. O mais importante é usar o protetor ocular de acrílico para dormir, pelo menos na primeira semana. Esse protetor funciona como um escudo, impedindo que o paciente coce ou aperte o olho de forma involuntária durante o sono, o que poderia causar um trauma na incisão ou no olho em cicatrização. Recomenda-se tentar dormir com a barriga para cima ou do lado oposto ao olho operado.
O efeito do iStent na redução da pressão ocular começa imediatamente após o seu implante, pois ele já cria uma nova via de drenagem. No entanto, é comum que a pressão tenha algumas flutuações no período pós-operatório inicial. Isso pode acontecer por causa da inflamação ou pela presença do material viscoelástico usado na cirurgia. A estabilização da pressão em um novo patamar mais baixo ocorre ao longo da primeira semana. O oftalmologista irá monitorar a pressão de perto nas consultas de retorno para avaliar a eficácia do implante e decidir sobre a necessidade de manter os colírios.
Sim, com certeza. A cirurgia de catarata remove o cristalino, que era a lente que continha o “grau” antigo do paciente. A nova lente intraocular é calculada para corrigir a maior parte do grau para longe. Portanto, o grau dos óculos antigos não irá mais servir. A prescrição de um novo óculos, principalmente para perto (se a lente implantada for monofocal), é feita após a estabilização da visão e da cicatrização, o que geralmente ocorre cerca de 30 dias após a cirurgia. O implante do iStent em si não interfere no grau final do olho.
O acompanhamento após a cirurgia combinada é muito importante. As consultas de retorno seguem o padrão da cirurgia de catarata, com visitas no 1º dia, na 1ª semana e com 1 mês. O grande diferencial é que, nessas consultas, além de avaliar a cicatrização e a visão, o oftalmologista irá monitorar de perto a pressão intraocular para avaliar a eficácia do iStent. Ele também fará um exame de gonioscopia para confirmar o bom posicionamento do implante. O acompanhamento do glaucoma continua a ser para o resto da vida, para garantir que a pressão permaneça controlada a longo prazo.
A blefaroplastia remove excesso de pele e bolsas nas pálpebras, proporcionando rejuvenescimento natural do olhar e, em muitos casos, melhora do campo visual.
A cirurgia de catarata é um procedimento seguro que remove o cristalino opaco e o substitui por uma lente artificial, restaurando a visão com clareza e nitidez.
O lifting de supercílios é a cirurgia que eleva e reposiciona as sobrancelhas caídas, rejuvenescendo o olhar e melhorando a expressão facial com naturalidade.
A cantoplastia reforça o canto lateral da pálpebra inferior, reposiciona tecidos e aprimora o contorno ocular. O procedimento favorece conforto visual, estabilidade e resultado natural, com cicatriz discreta e recuperação gradual acompanhada pelo especialista.
A cirurgia plástica facial combina procedimentos para rejuvenescer e harmonizar o rosto, tratando pálpebras, nariz e contornos com técnicas seguras e avançadas.
Cirurgia refrativa corrige grau com laser ou lente fácica, reduzindo dependência de óculos e proporcionando visão estável, recuperação rápida e cuidados personalizados.