Injeção intravítrea sob diferentes ângulos

Sobre o vítreo

O vítreo, também chamado de humor vítreo, é a substância gelatinosa e transparente que preenche a maior parte do nosso globo ocular, entre o cristalino e a retina. Ele ajuda a manter o formato do olho e a retina posicionada. A injeção intravítrea é a aplicação de um medicamento diretamente nesse gel. Essa via de administração é muito eficaz, pois permite que a medicação atinja altas concentrações no fundo do olho, exatamente onde ela precisa agir para tratar as doenças da retina e da mácula, com uma absorção mínima para o resto do corpo, o que diminui o risco de efeitos colaterais sistêmicos.

DMRI úmida

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) na sua forma úmida, ou exsudativa, é uma das principais doenças tratadas com a injeção intravítrea. Nessa condição, vasos sanguíneos anormais e frágeis crescem sob a mácula, a área central da retina. Esses vasos podem vazar fluido e sangue, provocando uma perda rápida e severa da visão central, com distorção de imagens. A injeção intravítrea de medicamentos antiangiogênicos atua bloqueando o crescimento desses vasos anormais e “secando” o vazamento, o que pode estabilizar e, em muitos casos, até melhorar a visão do paciente.

Edema macular diabético

O edema macular diabético é uma complicação da retinopatia diabética. O diabetes pode danificar os pequenos vasos sanguíneos da retina, tornando-os permeáveis. Quando o vazamento de fluido desses vasos se acumula na mácula, a região da visão de detalhes, ocorre o edema macular. Isso causa um embaçamento da visão central, dificultando a leitura e o reconhecimento de rostos. A injeção intravítrea é o tratamento de primeira linha. Os medicamentos aplicados ajudam a reduzir o vazamento dos vasos e a diminuir o inchaço da mácula, o que leva a uma melhora importante da visão.

Oclusões venosas da retina

As oclusões venosas da retina ocorrem quando uma das veias que drenam o sangue da retina fica bloqueada, como se fosse um “entupimento”. Isso causa um aumento da pressão dentro dos vasos, que começam a vazar fluido e sangue, levando ao inchaço da mácula e à baixa de visão. Dependendo da veia afetada, a perda visual pode ser bem significativa. A injeção intravítrea de medicamentos antiangiogênicos ou de corticoides é um tratamento muito eficaz para reduzir o edema macular secundário às oclusões venosas, ajudando a retina a se recuperar e melhorando a acuidade visual do paciente.

Medicamentos anti-VEGF

A classe de medicamentos mais utilizada nas injeções intravítreas é a dos anti-VEGF, ou antiangiogênicos. VEGF é a sigla para “fator de crescimento do endotélio vascular”, uma proteína que estimula o crescimento de novos vasos sanguíneos e o vazamento de fluidos. Em doenças como a DMRI úmida e a retinopatia diabética, os níveis de VEGF estão muito elevados no olho. Os medicamentos anti-VEGF, ao serem injetados no vítreo, bloqueiam a ação dessa proteína. Isso inibe o crescimento dos vasos anormais, reduz o vazamento e o inchaço, tratando a causa principal do problema.

Segurança e assepsia

A segurança é a maior prioridade durante uma injeção intravítrea. O principal risco do procedimento é a infecção (endoftalmite), por isso, todo o protocolo é focado em prevenir a contaminação. O procedimento é realizado em um ambiente controlado e limpo. O profissional lava as mãos, usa luvas estéreis e realiza uma antissepsia rigorosa da pele ao redor dos olhos e da superfície ocular, geralmente com uma solução de iodo. Esses cuidados de assepsia diminuem drasticamente o risco de infecção, tornando o procedimento extremamente seguro quando realizado de forma correta.

Tratamento contínuo

É importante entender que, para a maioria das doenças tratadas com injeção intravítrea, o tratamento não é uma aplicação única. As doenças são crônicas, e o efeito do medicamento dentro do olho tem uma duração limitada, geralmente de um a dois meses. Por isso, o tratamento consiste em um plano de aplicações seriadas. No início, as injeções podem ser mensais. Conforme a doença vai sendo controlada, o intervalo entre as aplicações pode ser aumentado, em um esquema chamado de “tratar e estender”. O acompanhamento regular com o oftalmologista é o que define a frequência necessária.

O papel do OCT

O exame de Tomografia de Coerência Óptica (OCT) é uma ferramenta indispensável no acompanhamento de pacientes que fazem tratamento com injeção intravítrea. O OCT funciona como um “ultrassom de luz” que gera imagens em altíssima resolução das camadas da retina e da mácula. Com ele, o oftalmologista consegue medir a espessura da retina, identificar a presença de fluido ou de vasos anormais e avaliar a resposta ao tratamento com muita precisão. É através do OCT que o profissional decide se uma nova injeção é necessária ou se o intervalo entre elas pode ser aumentado.

Conforto e anestesia

O medo da dor é a principal preocupação dos pacientes, mas a injeção intravítrea é um procedimento indolor. O protocolo de anestesia é muito eficaz. Várias gotas de colírio anestésico são aplicadas antes do procedimento, o que deixa toda a superfície do olho “dormente”. Alguns profissionais podem aplicar também um anestésico em gel ou uma pequena compressa embebida em anestésico no local da aplicação. O paciente pode sentir um leve toque ou uma sensação de pressão no momento da injeção, mas não dor. A rapidez do procedimento, que dura segundos, também contribui para o conforto.

Sensações pós-injeção

Logo após a injeção, é normal ter algumas sensações diferentes no olho. A visão pode ficar um pouco turva por algumas horas, e muitos pacientes percebem pequenas manchas ou “bolhas” flutuando no campo de visão, que correspondem ao medicamento injetado e que desaparecem em pouco tempo. Uma leve irritação, sensação de areia ou um pequeno ponto de sangue no local da aplicação também podem ocorrer. Esses sintomas são normais e passageiros. O importante é ficar atento a sinais de alerta como dor intensa, olho muito vermelho ou piora da visão, que devem ser comunicados ao médico.

Principais dúvidas sobre a injeção intravítrea

Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, este conteúdo explica, de forma clara, para que serve o procedimento, como é feito e quais os cuidados para a preservação da sua visão.

Indicações para a cirurgia
Sobre o procedimento
Precauções de segurança
Cuidados pré e pós-operatório
Indicações para a cirurgia

Para que serve a injeção intravítrea?

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A injeção intravítrea é um procedimento para levar medicamentos diretamente à parte de trás do olho, na cavidade vítrea. Ela é o tratamento de escolha para diversas doenças que afetam a retina e a mácula, a área central da nossa visão. Ao aplicar o medicamento diretamente no local do problema, ele atinge uma alta concentração onde é necessário, com uma ação mais rápida e eficaz. Essa abordagem também minimiza a absorção do medicamento pelo resto do corpo, o que diminui muito o risco de efeitos colaterais sistêmicos, tornando o tratamento mais seguro.

Quais doenças são tratadas com a injeção intravítrea?

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As principais doenças tratadas são aquelas que causam inchaço (edema) ou o crescimento de vasos sanguíneos anormais na retina. As indicações mais comuns incluem a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) na sua forma úmida; o edema macular diabético, uma complicação da retinopatia diabética; e o edema macular causado por oclusões (entupimentos) das veias da retina. Outras condições, como inflamações intraoculares (uveítes) ou infecções (endoftalmites), também podem ser tratadas com a injeção de medicamentos específicos, como corticoides ou antibióticos.

Por que o medicamento precisa ser injetado no olho?

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O olho é uma estrutura muito protegida, com uma barreira hemato-retiniana que impede que muitas substâncias que circulam no sangue cheguem até a retina. Isso é bom para proteger o olho, mas também dificulta a ação de medicamentos tomados por via oral ou venosa. Colírios, por sua vez, agem muito bem na superfície do olho, mas não conseguem penetrar em quantidade suficiente para tratar a retina. A injeção intravítrea é a forma mais direta e eficaz de “entregar” o medicamento em alta concentração exatamente onde a doença está ativa, garantindo o melhor efeito terapêutico.

A injeção é um tratamento único ou preciso de várias aplicações?

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Para a maioria das doenças crônicas, como a DMRI úmida e o edema macular diabético, o tratamento com injeção intravítrea não é uma aplicação única. O efeito do medicamento dentro do olho tem uma duração limitada, geralmente de 4 a 8 semanas. Por isso, o tratamento consiste em um plano de aplicações seriadas para manter a doença sob controle. No início, as injeções costumam ser mensais. Conforme a retina responde e o inchaço diminui, o oftalmologista pode aumentar o intervalo entre as aplicações, em um esquema personalizado chamado de “tratar e estender”, buscando o controle com o menor número de injeções.

A injeção intravítrea pode recuperar a visão que eu perdi?

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O resultado visual do tratamento depende muito da doença de base e do tempo de evolução. O objetivo principal da injeção intravítrea é estabilizar a doença e prevenir uma perda de visão maior. No entanto, em muitas doenças tratadas, como o edema macular diabético e a DMRI úmida, o procedimento pode, sim, levar a uma melhora significativa da visão. Ao “secar” o inchaço da mácula, a sua função pode ser restaurada. É importante entender que o tratamento não recupera as células da retina que já morreram, por isso o início precoce do tratamento é tão importante para se obter os melhores resultados.

Quando a injeção é indicada na retinopatia diabética?

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Na retinopatia diabética, a injeção intravítrea é o tratamento de primeira linha para o edema macular diabético. O diabetes pode fazer com que os vasos da retina vazem fluido, causando um inchaço na mácula que embaça a visão central. A injeção de medicamentos antiangiogênicos ajuda a reduzir esse vazamento e a “secar” a retina, melhorando a visão. A injeção também é indicada na forma mais grave da doença, a proliferativa, quando crescem vasos anormais. O medicamento ajuda a regredir esses vasos e a diminuir o risco de sangramentos e descolamento de retina.

Para DMRI, em qual caso a injeção é usada?

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A injeção intravítrea é o tratamento padrão para a forma úmida ou exsudativa da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Nessa forma da doença, vasos sanguíneos doentes crescem sob a mácula e vazam fluido e sangue, causando uma perda rápida da visão central e distorção das imagens. A injeção dos medicamentos anti-VEGF atua bloqueando o crescimento e o vazamento desses vasos. Para a DMRI seca, que é a forma mais comum e de progressão lenta, as injeções não são o tratamento padrão, que se baseia em vitaminas e acompanhamento, embora novas terapias estejam em estudo.

O procedimento pode ser feito para inflamações no olho?

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Sim, a injeção intravítrea é uma ferramenta muito importante no tratamento de algumas inflamações intraoculares graves, conhecidas como uveítes. Em casos de inflamação intensa no fundo do olho, que não respondem bem aos colírios ou aos medicamentos por via oral, ou quando se deseja um efeito mais direto e com menos efeitos colaterais sistêmicos, o oftalmologista pode optar pela injeção intravítrea de corticoides. Esses medicamentos têm um potente efeito anti-inflamatório e ajudam a controlar a inflamação de forma rápida, diminuindo o inchaço da mácula e preservando a visão.

O que acontece se a doença não for tratada com a injeção?

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Se uma doença como a DMRI úmida ou o edema macular diabético não for tratada com a injeção intravítrea quando ela é indicada, a tendência natural é a progressão da doença e a piora da visão. O vazamento de fluido e sangue na mácula continuará, levando à formação de uma cicatriz no centro da retina. Essa cicatriz causa uma perda permanente e irreversível da visão central, resultando em uma mancha escura que impede a leitura, o reconhecimento de rostos e a realização de atividades de precisão. O tratamento com a injeção busca justamente evitar que esse dano permanente aconteça.

Quais exames indicam a necessidade da injeção?

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A decisão de iniciar o tratamento com injeção intravítrea é baseada na avaliação clínica e em exames de imagem da retina. O principal exame é a Tomografia de Coerência Óptica (OCT). O OCT é um exame não invasivo que gera imagens em alta resolução das camadas da retina, permitindo ao médico ver e medir com precisão a presença de líquido ou inchaço na mácula. Outro exame importante é a angiofluoresceinografia, que utiliza um contraste para mapear os vasos sanguíneos e identificar pontos de vazamento ou o crescimento de vasos anormais. Esses exames confirmam a atividade da doença e guiam o tratamento.

Sobre o procedimento

Como a injeção intravítrea é realizada?

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O procedimento é muito rápido e seguro, realizado em um ambiente controlado. Primeiro, o olho é anestesiado com colírios para que o paciente não sinta dor. Em seguida, é feita uma limpeza rigorosa da pele ao redor do olho e da superfície ocular com uma solução antisséptica. Um pequeno aparelho é usado para manter as pálpebras abertas. O oftalmologista então solicita que o paciente olhe para uma direção específica e, com uma agulha extremamente fina, realiza a aplicação do medicamento na parte branca do olho, a esclera. A injeção em si dura apenas alguns segundos.

A injeção intravítrea dói?

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Essa é a principal preocupação dos pacientes, mas a resposta é não, a injeção não dói. O protocolo de anestesia é muito eficaz. Várias gotas de colírio anestésico são aplicadas antes do procedimento, o que deixa toda a superfície do olho “dormente” e sem sensibilidade. O paciente pode sentir um leve toque do instrumento que mantém as pálpebras abertas ou uma leve sensação de pressão no momento da aplicação, mas não há a sensação de picada ou dor. A rapidez do procedimento também contribui para que a experiência seja muito tranquila e livre de ansiedade para a maioria das pessoas.

Quanto tempo dura o procedimento?

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O procedimento de injeção intravítrea é extremamente rápido. A preparação, que inclui a limpeza, a anestesia e o posicionamento do paciente, leva alguns minutos. Mas o ato da injeção em si, desde o momento em que a agulha se aproxima do olho até a sua retirada, dura menos de 10 segundos. Contando todo o tempo que o paciente passa na sala de procedimento, o total geralmente não passa de 5 a 10 minutos. É um dos procedimentos mais rápidos realizados na oftalmologia, o que contribui para o conforto e para a segurança do paciente.

Preciso ir para um hospital ou a injeção é feita na clínica?

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A injeção intravítrea é um procedimento ambulatorial, o que significa que não requer internação. Ela pode ser realizada em uma sala de procedimentos dedicada dentro da própria clínica oftalmológica ou em um centro cirúrgico de um hospital. O mais importante é que o local siga rigorosos protocolos de esterilização e assepsia para garantir a segurança e minimizar o risco de infecção. O paciente realiza o procedimento e, após uma breve observação, já é liberado para ir para casa no mesmo dia, acompanhado por um familiar ou amigo.

Que tipo de anestesia é usada?

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A anestesia para a injeção intravítrea é a tópica, ou seja, feita apenas com a aplicação de colírios anestésicos diretamente na superfície do olho. São instiladas várias gotas alguns minutos antes do procedimento, o que é mais do que suficiente para eliminar qualquer sensação de dor. Em alguns casos, o médico pode complementar com um anestésico em gel. Não há necessidade de injeções de anestesia ao redor do olho nem de sedação ou anestesia geral. A anestesia com colírios é muito segura, eficaz e permite que o paciente vá para casa logo após o procedimento.

Vou conseguir ver a agulha vindo em direção ao meu olho?

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Não. O paciente não vê a agulha se aproximando. Durante o procedimento, o oftalmologista pede que o paciente olhe para uma direção específica, geralmente para o lado oposto ou para cima, de modo que o ponto de aplicação da injeção, na parte branca do olho, fique bem exposto para o médico, mas fora do campo de visão do paciente. Além disso, o foco do paciente é mantido em um ponto fixo, e a aplicação é tão rápida que não há tempo para perceber a aproximação. A preocupação de ver a agulha é muito comum, mas na prática isso não acontece.

Qual profissional realiza a injeção intravítrea?

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A injeção intravítrea é um procedimento que deve ser realizado por um médico oftalmologista, idealmente com subespecialização em retina e vítreo. O retinólogo é o profissional que tem o treinamento específico e o conhecimento aprofundado sobre as doenças do fundo do olho, sendo a pessoa mais qualificada para indicar, planejar e executar o tratamento. A experiência do profissional em realizar o procedimento, seguindo todos os protocolos de segurança e assepsia, é fundamental para garantir a eficácia do tratamento e minimizar os riscos de complicações para o paciente.

A aplicação é feita nos dois olhos no mesmo dia?

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A decisão de aplicar a injeção nos dois olhos no mesmo dia é avaliada caso a caso. Se a doença estiver ativa em ambos os olhos, é possível, sim, realizar o procedimento bilateral no mesmo dia. Nesses casos, são tomados cuidados de segurança adicionais: cada olho é tratado como um procedimento completamente separado, utilizando materiais, seringas e frascos de medicação diferentes para cada um, para eliminar o risco de contaminação cruzada. No entanto, muitos médicos e pacientes preferem realizar o procedimento em dias diferentes, com um curto intervalo entre eles.

O que é o medicamento anti-VEGF?

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Anti-VEGF é a principal classe de medicamentos usados nas injeções. VEGF é uma proteína que, em excesso, estimula o crescimento de vasos sanguíneos doentes e o vazamento de fluido na retina, que é a causa do problema em doenças como a DMRI úmida e o edema macular diabético. Os medicamentos anti-VEGF (ou antiangiogênicos) são anticorpos projetados para bloquear a ação dessa proteína. Ao serem injetados no olho, eles “secam” o inchaço e fazem com que os vasos anormais regridam. Existem diferentes tipos de anti-VEGF, e o médico irá escolher o mais adequado para cada caso.

Com que frequência as injeções precisam ser repetidas?

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A frequência das injeções é personalizada. O tratamento geralmente começa com uma fase de ataque, com aplicações mensais por cerca de três meses. Após essa fase inicial, o oftalmologista reavalia a resposta da retina com o exame de OCT. Se a doença estiver controlada e a retina “seca”, o intervalo entre as aplicações pode ser gradualmente estendido, em um esquema chamado de “tratar e estender”. O paciente pode passar a receber as injeções a cada 6, 8, 10 ou 12 semanas. O objetivo é encontrar o maior intervalo possível que mantenha a doença inativa, individualizando o tratamento.

Precauções de segurança

A injeção intravítrea é um procedimento seguro?

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Sim, a injeção intravítrea é considerada um procedimento extremamente seguro, com um índice de complicações graves muito baixo. É uma das intervenções mais realizadas na oftalmologia em todo o mundo. A segurança do procedimento está diretamente ligada ao seguimento rigoroso dos protocolos de assepsia (limpeza e esterilização) para prevenir infecções. Quando realizada em um ambiente adequado, por um profissional experiente e com todos os cuidados de higiene, a injeção oferece um benefício imenso para a visão com um risco mínimo para o paciente, sendo um tratamento muito bem estabelecido.

Quais são os principais riscos do procedimento?

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O risco mais sério, embora muito raro, é o de uma infecção intraocular, chamada de endoftalmite. Outras complicações raras incluem o descolamento de retina, o aumento da pressão intraocular, o sangramento dentro do olho (hemorragia vítrea) e o desenvolvimento de catarata. Efeitos mais comuns e menos graves são o aparecimento de uma pequena mancha de sangue na superfície do olho (hemorragia subconjuntival), que é inofensiva e some sozinha, e a sensação de corpo estranho. A avaliação cuidadosa do médico e o seguimento dos protocolos de segurança tornam esses riscos muito baixos.

O que é a endoftalmite e como ela é prevenida?

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A endoftalmite é uma infecção grave de toda a parte interna do olho. É a complicação mais temida da injeção intravítrea, mas felizmente é extremamente rara, com uma incidência de menos de 1 em 3000 aplicações. A prevenção é a chave. Todo o protocolo do procedimento é desenhado para evitar que bactérias da superfície do olho entrem no momento da injeção. Isso inclui a limpeza rigorosa da pele e dos cílios, o uso de colírios antibióticos antes e, principalmente, a aplicação de uma solução antisséptica de iodo na superfície ocular, que é a medida mais eficaz para eliminar as bactérias.

A injeção pode aumentar a pressão do meu olho?

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Sim, é comum que ocorra um aumento temporário da pressão intraocular logo após a injeção. Isso acontece porque um pequeno volume de líquido (o medicamento) é adicionado dentro do olho, que é um espaço fechado. Esse aumento de pressão é geralmente leve e transitório, durando apenas alguns minutos. O oftalmologista verifica a pressão ocular logo após o procedimento para se certificar de que ela está voltando ao normal. Em casos raros, se o aumento for mais significativo, um colírio para baixar a pressão pode ser prescrito. Um aumento persistente da pressão é uma ocorrência incomum.

Posso ter um descolamento de retina por causa da injeção?

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O descolamento de retina é uma complicação muito rara da injeção intravítrea. Teoricamente, a ponta da agulha poderia causar uma pequena lesão na retina periférica, o que poderia levar a um descolamento. No entanto, o local da aplicação da injeção é cuidadosamente escolhido pelo médico, em uma área segura chamada de pars plana, que fica a uma distância segura da retina. A técnica correta e a experiência do profissional tornam esse risco muito baixo. É importante que o paciente relate ao médico se notar o aparecimento súbito de flashes de luz ou de muitas “moscas volantes” após a injeção.

O que devo fazer se sentir dor ou minha visão piorar após a injeção?

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É fundamental que o paciente esteja ciente dos sinais de alerta. Um leve desconforto ou uma sensação de areia são normais nas primeiras horas. No entanto, se o paciente apresentar uma dor ocular intensa que não melhora, uma vermelhidão que aumenta progressivamente, um inchaço na pálpebra, uma sensibilidade à luz que piora ou, o mais importante, uma diminuição significativa da visão, ele deve entrar em contato com o seu oftalmologista ou procurar um pronto-socorro oftalmológico imediatamente. Esses podem ser os sinais de uma complicação rara, como uma infecção, que exige tratamento urgente.

O medicamento injetado pode causar efeitos colaterais no corpo?

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Uma das grandes vantagens da via de administração intravítrea é que a absorção do medicamento para a circulação sanguínea do corpo é mínima. A dose do medicamento é muito pequena e ele fica concentrado dentro do olho. Por isso, os efeitos colaterais sistêmicos são muito raros. No entanto, por uma questão de segurança, pacientes que tiveram um evento cardiovascular recente, como um infarto ou um AVC, devem informar ao médico. O profissional irá ponderar os riscos e os benefícios e escolher o medicamento mais seguro. Para a maioria dos pacientes, o tratamento não apresenta riscos sistêmicos.

A injeção pode acelerar a formação da catarata?

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Os medicamentos da classe dos anti-VEGF, que são os mais utilizados, não parecem aumentar de forma significativa o risco de formação ou progressão da catarata. O procedimento em si, com a agulha entrando no olho, teoricamente poderia tocar o cristalino, mas isso é evitado com a técnica correta. Já outra classe de medicamentos, os corticoides, quando injetados dentro do olho, têm um risco conhecido de acelerar a catarata e de aumentar a pressão ocular. Por isso, o uso de corticoides intravítreos é feito com um monitoramento mais rigoroso desses possíveis efeitos colaterais.

É normal ter uma mancha de sangue no olho depois?

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Sim, é muito comum e não é motivo de preocupação. Durante a injeção, a agulha muito fina precisa atravessar a conjuntiva, a membrana que recobre a parte branca do olho e que tem pequenos vasos sanguíneos. Às vezes, um desses pequenos vasos pode se romper, causando uma hemorragia subconjuntival, que é uma mancha de sangue vermelho vivo na superfície do olho. Embora a aparência possa assustar, essa mancha é completamente inofensiva, não afeta a visão e é absorvida naturalmente pelo corpo em uma ou duas semanas, como um “roxo” na pele, mudando de cor até desaparecer.

Posso fazer a injeção se estiver com alguma infecção, como uma gripe?

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É muito importante que o paciente esteja com a saúde geral em boas condições no dia do procedimento. Se o paciente estiver com uma infecção ativa, como uma gripe forte, uma sinusite ou uma infecção dentária, é prudente comunicar à equipe médica. Em alguns casos, o médico pode optar por adiar o procedimento por alguns dias, até que a infecção seja resolvida. Isso é uma medida de segurança para diminuir o risco de que as bactérias da infecção sistêmica possam, de alguma forma, chegar ao olho, e também para garantir que o paciente esteja no seu melhor estado para a recuperação.

Cuidados pré e pós-operatório

Como devo me preparar para o dia da injeção?

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O preparo para o dia da injeção é muito simples. Não é necessário fazer jejum. O paciente pode se alimentar normalmente e deve tomar seus medicamentos de uso diário, a não ser que tenha recebido uma orientação diferente. A recomendação mais importante é que o paciente venha com um acompanhante, pois não é aconselhável dirigir após o procedimento. Recomenda-se lavar bem o rosto e os cílios no dia e evitar o uso de maquiagem na região dos olhos. É um procedimento de consultório, então roupas confortáveis são uma boa escolha.

Preciso suspender o uso de anticoagulantes, como a aspirina?

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Na grande maioria dos casos, não é necessário suspender o uso de medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários para a realização da injeção intravítrea. Estudos mostram que o risco de um sangramento mais grave não aumenta de forma significativa em pacientes que mantêm a medicação. Suspender esses medicamentos pode, inclusive, trazer riscos para a saúde cardiovascular do paciente. No entanto, é absolutamente fundamental informar ao oftalmologista todos os medicamentos em uso. Ele irá avaliar o seu caso específico e dar a orientação correta.

Quais cuidados devo ter logo após a injeção?

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Logo após o procedimento, o paciente recebe as orientações e já é liberado para casa. Recomenda-se não coçar ou esfregar o olho operado. É normal sentir uma leve irritação, como uma sensação de areia, por algumas horas. O uso de um colírio lubrificante pode ajudar a aliviar esse desconforto. Não é necessário usar um curativo ou tampão, mas o uso de óculos de sol pode ser mais confortável por causa da sensibilidade à luz. Recomenda-se evitar ambientes com muita poeira ou sujos no primeiro dia. Fora isso, o paciente pode retomar as atividades leves.

Preciso usar algum colírio em casa?

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Sim, geralmente o oftalmologista prescreve o uso de um colírio antibiótico para ser usado em casa. O objetivo desse colírio é a prevenção. Ele deve ser aplicado por alguns dias, geralmente de 3 a 5 dias, para diminuir a carga de bactérias na superfície do olho e minimizar ainda mais o risco de uma infecção. É muito importante seguir a receita corretamente, pingando o colírio nos horários indicados. Além do antibiótico, o médico pode recomendar o uso de colírios lubrificantes para aliviar o desconforto e a sensação de olho seco que podem ocorrer.

É normal ver manchas ou pontos flutuantes após a injeção?

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Sim, é perfeitamente normal e esperado. Logo após a injeção, muitos pacientes percebem o aparecimento de manchas, pontos escuros, “teias de aranha” ou até mesmo pontos flutuando no campo de visão. Essas imagens correspondem ao próprio medicamento que foi injetado dentro do gel vítreo, que ainda não se dissolveu por completo. Essa é uma ocorrência temporária. Geralmente, essas manchas se movem conforme o olho se move e desaparecem completamente em um ou dois dias, à medida que o medicamento se espalha de forma uniforme dentro do olho.

Quando posso voltar às minhas atividades normais?

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O retorno às atividades normais é muito rápido. O paciente pode retomar a maioria das suas atividades de rotina, como ler, assistir à televisão, usar o computador e caminhar, já no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento. Para o trabalho, se for uma atividade de escritório, o retorno no dia seguinte é totalmente possível. A única recomendação é evitar atividades que apresentem um alto risco de contaminação ou de trauma ocular nos primeiros 2 a 3 dias. A recuperação é muito tranquila e não exige um período de repouso prolongado.

Preciso evitar algum esforço físico ou esporte?

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Por uma questão de precaução, recomenda-se evitar esforços físicos intensos, como levantar muito peso ou praticar esportes de alto impacto, nos primeiros 2 a 3 dias após a injeção. Também é muito importante evitar banhos de mar, piscina, sauna ou em rios nesse período inicial. Isso é para diminuir o risco de que a água contaminada entre em contato com o olho, no local da aplicação, e cause uma infecção. Após esse curto período de resguardo, e se o olho estiver sem dor ou vermelhidão, as atividades físicas podem ser retomadas normalmente.

Quando a minha visão irá melhorar?

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A melhora da visão após a injeção não é imediata e depende da doença que está sendo tratada. Nos primeiros dias, a visão pode até ficar um pouco mais embaçada por causa do medicamento flutuando no olho. A ação do remédio em “secar” a retina e diminuir o inchaço é gradual. A melhora da visão costuma ser percebida ao longo da primeira e da segunda semana após a aplicação. O resultado máximo daquela injeção é geralmente avaliado após um mês, quando o exame de OCT é repetido para confirmar a melhora e planejar o próximo passo do tratamento.

Posso dirigir para casa após o procedimento?

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Não, não é recomendado que o paciente dirija para casa logo após o procedimento. Embora a anestesia seja apenas com colírios, a visão pode ficar embaçada por algumas horas. A limpeza do olho antes da injeção, o gel que pode ser usado com a lente de exame e a própria presença do medicamento dentro do olho podem turvar a visão temporariamente. Além disso, o procedimento pode gerar um pouco de ansiedade. Por segurança, é indispensável que o paciente tenha um acompanhante para levá-lo para casa com tranquilidade.

Como é o acompanhamento após a injeção?

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O acompanhamento é uma parte crucial do tratamento. Geralmente, o oftalmologista agenda uma consulta de retorno cerca de um mês após a injeção. Nessa consulta, ele irá avaliar a acuidade visual e, o mais importante, irá repetir o exame de OCT para verificar a resposta da retina ao tratamento. Com base na melhora do inchaço e na atividade da doença, ele irá decidir se uma nova injeção é necessária naquele momento ou se o intervalo pode ser estendido. Esse ciclo de tratamento, avaliação e planejamento se repete ao longo do tempo para garantir o melhor controle da doença.

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IOBH Belo Horizonte

R. Padre Rolim, 541 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-090
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COA Santa Efigênia BH

Rua Grão Pará, 737. Bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte (MG).
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HOF Centro Biguaçu

Rua Francisco Petry, 146. Centro, Biguaçu, SC.
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CBV Unidade Luminar

SHCGN CRN 704/705 BL C LOJA 48 – Asa Norte, Brasília – DF, 70730-630
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CBV Hospital de Águas Claras (DASA)

Rua Arariba, lote 5 - Centro Médico, 7º andar, sala 1106
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HO Ribeirão Preto

Av. José Adolfo Bianco Molina, 2235. Jardim Canada – Ribeirão Preto (SP)
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HOA Araraquara

Rua Expedicionários do Brasil, 1407. Centro – Araraquara (SP)
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HOF Ingleses

Rod. Armando Calil Bulos, 6540 - salas 308, 309 e 310. Ingleses do Rio Vermelho
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HOF Campeche

Avenida Pequeno Príncipe, nº 1482, SL 04. Campeche, Florianópolis, SC
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HOF Square Corporate

Rod. José Carlos Daux, 5500 Bloco Campeche A, SL 334. Saco Grande, Floranópolis, SC
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HOF Estreito

Rua General Liberato Bittencourt,1474 – Térreo. Estreito, Florianópolis (SC)
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HOF Centro Florianópolis

Servidão Missão Jovem, 38. Centro, Florianópolis, SC.
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IOBH Lifecenter

Av. do Contorno, 4747 – Serra, Belo Horizonte – MG, 30110-921
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HOPE CEOFT Caruaru Shopping

Av. Adjar da Silva Casé, 800 • Caruaru Shopping, Piso Inferior • Loja 18 • Indianópolis, Caruaru – PE
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HOPE CEOFT Difusora

Av. Agamenon Magalhães, 444 • 10° Andar - Salas 501-506 • Maurício de Nassau • Caruaru – PE
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HOPE NEO Oftalmologia

Av. Oswaldo Cruz, 217 • 3º Andar • Sala 01, G2 • Maurício de Nassau, Caruaru – PE
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Oftalmos Sete de Setembro

Av. 7 de Setembro, 1015. Fazenda – Itajaí (SC)
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CCOlhos Macrovisão, Vitória

Rua Alfeu Alves Pereira, 79. Sala 408. Enseada do Suá, Vitória (ES).
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H.Olhos Visoclínica

Rua Estados Unidos, 450. São Paulo, SP. CEP: 01427-000
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Vilar Parnaíba Piauí

Av. Leonardo de Carvalho Castelo Branco- Floriopólis - Fecomércio, Parnaíba - PI, 64206-260
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Vilar Teresina Dirceu

Av. Joaquim Nelson, 3531 - Dirceu, Teresina - PI, 64078-225
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Vilar Teresina Jóquei

R. Gov. Joca Píres, 521 - Jóquei, Teresina - PI, 64048-210
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Vilar Teresina Matriz

R. Benjamin Constant, 2290 - Centro (Norte), Teresina - PI, 64000-280
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Oftalmos Marcos Konder

Av. Marcos Konder, 930 Centro – Itajaí (SC)
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Oftalmos Balneário Camboriú

Rua 10, 175. Centro – Balneário Camboriú (SC)
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Oftalmo Città Shopping Città America

Shopping Città America. Av. das Américas, 700 – Bloco 08 – Salas 101 A e 105 A. Barra da Tijuca – RJ
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H.Olhos Laser Ocular

Av. Portugal, 830 . Jd Bela Vista . Santo André . SP
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HRO Rio Anil Shopping

Av. São Luís Rei de França, Rio Anil Shopping, 8, Loja 1094. Turu – São Luís – MA
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HRO Golden Shopping

Av. dos Holandeses, Golden Shopping Calhau, Loja 40. Calhau – São Luís – MA
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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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