Avanços no tratamento vítreo-retiniano

Anatomia da retina

A retina é uma fina camada de tecido nervoso que reveste a parte de trás do nosso olho, como se fosse o filme de uma câmera fotográfica. É nela que a luz que entra no olho é transformada em sinais elétricos que são enviados ao cérebro para formar as imagens. A mácula é a área central da retina, responsável pela nossa visão de detalhes finos, cores e leitura. Já o vítreo é o gel transparente que preenche o olho. As cirurgias vítreo-retinianas são procedimentos delicados que atuam nessas estruturas para tratar doenças que, se não corrigidas, podem levar a perdas visuais graves e irreversíveis.

Vitreófagos de alta performance

O vitreófago é o principal instrumento utilizado na vitrectomia, o passo inicial da maioria das cirurgias vítreo-retinianas. Ele funciona como uma microcânula que corta e aspira o gel vítreo de dentro do olho. Os vitreófagos de alta performance representam um grande avanço, pois operam com velocidades de corte altíssimas, chegando a milhares de cortes por minuto. Isso permite que a remoção do vítreo seja mais eficiente, controlada e segura, diminuindo a tração sobre a retina e reduzindo a inflamação. Essa tecnologia torna a cirurgia mais rápida e contribui para uma recuperação mais tranquila para o paciente.

Laser em retina

O laser é uma ferramenta fundamental nas cirurgias vítreo-retinianas. A sua principal função é a fotocoagulação, que consiste em criar pequenas “soldas” ou cicatrizes terapêuticas na retina. Ele é usado, por exemplo, para selar rasgaduras na retina em casos de descolamento, impedindo que o problema avance. Na retinopatia diabética, o laser é usado para tratar vasos sanguíneos anormais que podem sangrar e prejudicar a visão. Ele ajuda a controlar a doença e prevenir novas complicações. O endolaser, uma sonda de laser muito fina, é inserido dentro do olho durante a cirurgia, permitindo que o tratamento seja feito com extrema precisão.

Sistema de visualização 3D

As cirurgias vítreo-retinianas exigem uma visualização perfeita e detalhada das delicadas estruturas do fundo do olho. Os sistemas de visualização 3D são uma das mais modernas tecnologias disponíveis. Em vez de olhar diretamente pelo microscópio, o cirurgião opera olhando para uma grande tela de alta definição, utilizando óculos 3D. Isso proporciona uma percepção de profundidade superior e uma imagem mais ampla e magnificada da retina. Essa tecnologia aumenta a precisão dos movimentos do cirurgião, melhora a ergonomia e permite um controle mais fino durante a manipulação de tecidos tão frágeis.

Descolamento de retina

O descolamento de retina é uma das principais indicações para as cirurgias vítreo-retinianas. O tratamento cirúrgico visa reposicionar a retina na sua posição correta e selar a rasgadura que causou o problema. Na vitrectomia, o cirurgião remove o vítreo que está tracionando a retina, aplica o endolaser ao redor da rasgadura e preenche o olho com uma bolha de gás ou óleo de silicone. Essa bolha funciona como um “curativo” interno, mantendo a retina pressionada contra a parede do olho enquanto ela cicatriza. A cirurgia é uma urgência e é decisiva para evitar a perda permanente da visão.

Retinopatia diabética avançada

Em estágios avançados, o diabetes pode causar sérios danos à retina. Podem ocorrer sangramentos para a cavidade vítrea (hemorragia vítrea), que deixam a visão turva, ou o crescimento de membranas que tracionam e descolam a retina. As cirurgias vítreo-retinianas são indicadas nesses casos. Com o vitreófago, o cirurgião remove o sangue e as membranas, aliviando a tração. Em seguida, utiliza o endolaser para tratar toda a retina, buscando controlar a doença e prevenir novos sangramentos. É uma cirurgia complexa que tem como objetivo estabilizar a doença e preservar a visão que ainda não foi perdida.

Buraco de mácula

O buraco macular é uma abertura que se forma no centro da retina, na mácula. Ele causa uma mancha escura na visão central e distorção das imagens. A cirurgia vítreo-retiniana é o único tratamento eficaz. O procedimento consiste em realizar uma vitrectomia para remover o vítreo e aliviar as forças que tracionam a mácula. Em seguida, com o auxílio de pinças microscópicas e corantes especiais, o cirurgião realiza um “peeling”, removendo uma membrana extremamente fina da superfície da retina. Ao final, uma bolha de gás é injetada para ajudar o buraco a fechar, o que exige uma posição de cabeça específica no pós-operatório.

Membrana epirretiniana (pucker macular)

A membrana epirretiniana é um tecido fino e semitransparente que cresce sobre a mácula, a área central da retina. Ao se contrair, essa membrana enruga a retina, causando distorção na visão – as linhas retas parecem onduladas – e embaçamento. A cirurgia é indicada quando a distorção visual começa a atrapalhar a qualidade de vida do paciente. O procedimento é uma vitrectomia, na qual o cirurgião remove o gel vítreo e, em seguida, com pinças microcirúrgicas, remove delicadamente essa membrana da superfície da retina. A remoção da membrana permite que a retina se “desenrugue”, melhorando a distorção.

Corpo estranho intraocular

A perfuração do olho por um acidente pode levar à entrada de um corpo estranho na cavidade vítrea ou na retina. Essa é uma situação de emergência que requer uma cirurgia vítreo-retiniana. O objetivo é remover o objeto estranho o mais rápido possível para evitar danos maiores e, principalmente, uma infecção grave dentro do olho, chamada de endoftalmite. Durante a cirurgia, o oftalmologista remove o vítreo, localiza e retira o corpo estranho com pinças especiais e trata qualquer lesão associada na retina. É um procedimento delicado que visa salvar o olho e a visão do paciente.

Técnica minimamente invasiva

As modernas cirurgias vítreo-retinianas são minimamente invasivas. Elas são realizadas com instrumentos de calibre muito fino (23, 25 ou 27 gauge), o que permite que o cirurgião faça microincisões na parede ocular. Na maioria das vezes, essas incisões são autosselantes, ou seja, fecham-se sozinhas, sem a necessidade de pontos. Essa abordagem, combinada com os vitreófagos de alta performance, resulta em um trauma cirúrgico menor, menos inflamação, mais conforto no pós-operatório e uma recuperação funcional da visão mais rápida para o paciente. É a tecnologia a serviço de um melhor resultado.

Principais dúvidas sobre as cirurgias vítreo-retinianas

Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, este conteúdo explica, de forma clara, as indicações para a cirurgia de retina, como a alta tecnologia atua e o que esperar da recuperação.

Indicações para a cirurgia
Sobre a cirurgia
Precauções de segurança
Cuidados pré e pós-operatório
Indicações para a cirurgia

O que são as cirurgias vítreo-retinianas?

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As cirurgias vítreo-retinianas são um conjunto de procedimentos microcirúrgicos de alta complexidade realizados na parte de trás do olho. Elas têm como objetivo tratar doenças que afetam o vítreo (o gel que preenche o olho) e a retina (a camada que forma as imagens). A cirurgia mais comum é a vitrectomia, que consiste na remoção do vítreo para permitir que o cirurgião acesse a retina e realize os tratamentos necessários, como a aplicação de laser, a remoção de membranas ou o reposicionamento da retina. São cirurgias delicadas que buscam preservar ou restaurar a visão.

Quais doenças são tratadas com a cirurgia vítreo-retiniana?

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Uma variedade de doenças graves da retina são tratadas com esta cirurgia. A indicação mais urgente é o descolamento de retina. Outras indicações muito comuns são as complicações do diabetes, como a hemorragia vítrea (sangramento no olho) e o descolamento de retina tracional. Doenças que afetam a mácula, a área central da visão, como o buraco macular e a membrana epirretiniana, também são tratadas cirurgicamente. Além disso, a cirurgia é necessária para remover um corpo estranho de dentro do olho, tratar infecções graves (endoftalmites) e diagnosticar alguns tumores.

A cirurgia de retina é sempre uma urgência?

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Depende da doença. Em casos de descolamento de retina regmatogênico, a cirurgia é, sim, uma urgência. O tempo é crucial para evitar a perda permanente da visão. Em casos de corpo estranho intraocular ou de infecção grave, a cirurgia também é urgente. No entanto, para muitas outras condições, a cirurgia é eletiva, ou seja, pode ser programada. É o caso de uma membrana epirretiniana ou um buraco macular, em que se aguarda o melhor momento. Uma hemorragia vítrea por diabetes também pode ser observada por um tempo antes de se indicar a cirurgia. A avaliação do retinólogo define o caráter da urgência.

A cirurgia pode recuperar a visão que eu perdi?

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O resultado da cirurgia depende muito do dano que a doença já causou à retina. As células da retina que já foram destruídas não conseguem se recuperar. Mas muitas vezes a cirurgia consegue melhorar bastante a visão, por exemplo, limpando o sangue que atrapalhava ou corrigindo uma membrana que estava repuxando a retina. O resultado depende do quanto a retina ainda está saudável. O objetivo da cirurgia é, primeiramente, restaurar a anatomia do olho para frear a perda de visão. Em muitas condições, como a remoção de sangue ou de uma membrana que distorce a mácula, a melhora da visão pode ser muito significativa. No descolamento de retina, o resultado é mais variável. O início rápido do tratamento é sempre o fator mais importante para um melhor prognóstico.

Quando a cirurgia é indicada na retinopatia diabética?

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A cirurgia é indicada nas fases mais avançadas da retinopatia diabética, quando surgem as complicações graves. A principal indicação é a hemorragia vítrea persistente, que é o sangramento para dentro do olho que não clareia sozinho e que deixa a visão muito turva. Outra indicação fundamental é o descolamento de retina tracional, que ocorre quando membranas de tecido cicatricial crescem e repuxam a retina, descolando-a. A cirurgia é realizada para remover o sangue, cortar e remover essas membranas e aplicar laser para controlar a doença e evitar novas complicações.

O que é o buraco macular e por que ele precisa de cirurgia?

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O buraco macular é literalmente uma pequena falha, um “buraco”, que se forma no centro da mácula, a área mais nobre da nossa visão. Ele causa uma mancha escura ou um ponto cego no centro da visão e uma distorção das imagens (as linhas retas parecem tortas). A cirurgia de vitrectomia é o único tratamento. Nela, o cirurgião remove o vítreo, que está tracionando a mácula, e realiza a remoção de uma membrana muito fina. Ao final, o olho é preenchido com um gás que ajuda a “empurrar” as bordas do buraco para que ele se feche, o que pode restaurar parte da visão central.

O que é a membrana epirretiniana e quando operar?

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A membrana epirretiniana é um fino tecido cicatricial que cresce sobre a mácula, como um “celofane”. Ao se contrair, essa membrana enruga a retina, causando distorção da visão (metamorfopsia). A cirurgia é indicada quando essa distorção começa a atrapalhar a qualidade de vida, como a dificuldade para ler ou reconhecer rostos. A cirurgia consiste em uma vitrectomia, na qual o cirurgião, com pinças microscópicas, realiza o “peeling”, ou seja, a remoção cuidadosa dessa membrana da superfície da retina. Ao “desenrugar” a retina, a cirurgia melhora a distorção e a qualidade da visão.

A cirurgia pode ser indicada para "moscas volantes"?

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A percepção de “moscas volantes” é muito comum e, na grande maioria das vezes, é uma condição benigna que não requer tratamento. A cirurgia de vitrectomia para a remoção das moscas volantes é uma indicação de grande exceção. Ela é reservada apenas para casos muito raros e selecionados, em que as opacidades no vítreo são extremamente densas e centrais, a ponto de serem incapacitantes e de atrapalharem de forma significativa a visão e a qualidade de vida do paciente, e quando os riscos da cirurgia são considerados menores que o prejuízo causado pelo sintoma.

Um trauma no olho pode levar a essa cirurgia?

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Sim, o traumatismo ocular é uma causa importante de cirurgias vítreo-retinianas. Um trauma contuso (uma pancada forte) pode causar uma rasgadura na retina e um consequente descolamento, que exigirá a cirurgia. Um trauma perfurante, em que um objeto entra no olho, é uma urgência ainda maior. Nesses casos, a cirurgia é necessária para fechar a perfuração, remover um eventual corpo estranho de dentro do olho, tratar a catarata traumática e qualquer dano à retina. A cirurgia de retina após um trauma é complexa e busca salvar a integridade do olho e a maior visão possível.

Quais exames são necessários para indicar a cirurgia?

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O diagnóstico e a indicação da cirurgia são baseados no exame de mapeamento de retina, feito pelo especialista. Exames complementares são fundamentais. A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) é essencial para doenças da mácula, mostrando em detalhes o buraco macular ou a membrana epirretiniana. A ultrassonografia ocular é indispensável quando não se consegue ver a retina, como em uma hemorragia vítrea. Ela mostra se a retina está colada ou descolada e guia a decisão cirúrgica. A angiofluoresceinografia também pode ser usada para avaliar os vasos da retina.

Sobre a cirurgia

Como a cirurgia vítreo-retiniana é realizada?

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É uma microcirurgia feita em centro cirúrgico. O cirurgião utiliza um microscópio e faz de 3 a 4 microincisões na parede do olho. Por elas, são introduzidos os instrumentos: uma fibra óptica para iluminar, uma linha de infusão para manter o olho pressurizado e o vitreófago, que corta e aspira o gel vítreo. Essa é a vitrectomia. Com o espaço livre, o cirurgião pode trabalhar na retina, utilizando pinças microscópicas para remover membranas, o endolaser para tratar rasgaduras ou vasos doentes, e, ao final, preencher o olho com uma bolha de gás ou óleo de silicone para ajudar na cicatrização.

A cirurgia dói?

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Não, o paciente não sente dor durante a cirurgia. O procedimento é realizado sob anestesia, que pode ser local (com um bloqueio ao redor do olho) ou geral. Ambas as técnicas eliminam totalmente a dor. No pós-operatório, é normal sentir um desconforto, que pode ser mais intenso do que em outras cirurgias oculares. Pode haver uma sensação de pressão, de areia ou dor ao movimentar os olhos. Esse desconforto é bem controlado com os colírios anti-inflamatórios e os analgésicos que são prescritos pelo médico. A dor intensa que piora não é normal e deve ser comunicada.

Quanto tempo dura a cirurgia?

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A duração da cirurgia vítreo-retiniana é muito variável. Uma vitrectomia para um caso mais simples, como uma membrana epirretiniana, pode levar de 45 a 90 minutos. Já uma cirurgia para um descolamento de retina complexo, que exige a remoção de membranas, aplicação extensa de laser e a troca por óleo de silicone, pode ser bem mais longa, durando de 2 a 4 horas ou até mais. O cirurgião planeja o tempo necessário para realizar cada passo com a máxima precisão, pois são procedimentos que exigem muita delicadeza e atenção aos detalhes para o sucesso.

Que tipo de anestesia é usada na cirurgia?

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A anestesia mais comum para a vitrectomia é a anestesia local com bloqueio peribulbar ou retrobulbar, associada a uma sedação intravenosa. O médico anestesista administra a sedação para que o paciente fique calmo e relaxado, e o oftalmologista aplica a injeção de anestésico ao redor do olho, o que bloqueia a dor e, o mais importante, a movimentação ocular. A anestesia geral, em que o paciente dorme, também é uma opção segura, sendo a preferida para cirurgias muito longas, em crianças, ou em pacientes que não podem colaborar por motivos de ansiedade ou outras condições.

O que é o vitreófago de alta performance?

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O vitreófago é o instrumento principal da cirurgia. Ele funciona como uma cânula microscópica que, ao mesmo tempo, corta e aspira o gel vítreo. Os vitreófagos de alta performance são os mais modernos, capazes de realizar de 10 a 20 mil cortes por minuto. Essa velocidade altíssima torna a remoção do vítreo muito mais eficiente e segura. Com cortes mais rápidos e menores, o vitreófago exerce menos tração sobre a retina durante o procedimento, o que diminui o risco de causar novas rasgaduras. É uma tecnologia que permite uma cirurgia mais segura, rápida e com menos inflamação.

O que é o gás que se coloca no olho?

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O gás é uma substância usada para preencher o olho ao final da cirurgia, funcionando como um “curativo” interno. Ele tem a função de manter a retina pressionada contra a parede do olho, especialmente em casos de descolamento ou buraco macular, enquanto a cicatrização do laser acontece. Existem diferentes tipos de gases, com diferentes tempos de duração, que pode variar de 2 a 8 semanas. Durante esse período, o gás é gradualmente absorvido pelo corpo e substituído pelo líquido que o próprio olho produz. Enquanto o gás está presente, a visão fica muito embaçada.

O que é o óleo de silicone?

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O óleo de silicone é outra substância que pode ser usada para preencher o olho no lugar do vítreo. É um líquido transparente e denso que tem a mesma função do gás: manter a retina colada. A sua principal indicação é para casos mais graves, como descolamentos de retina complexos ou recorrentes, pois ele oferece um suporte mais prolongado. A grande diferença é que o óleo de silicone não é absorvido pelo corpo. Por isso, na maioria dos casos, ele precisa ser removido com uma segunda cirurgia, geralmente mais simples, após alguns meses, quando a retina já está bem cicatrizada.

A cirurgia precisa de pontos?

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As cirurgias vítreo-retinianas modernas são minimamente invasivas. Elas são realizadas com instrumentos de calibre muito fino (23, 25 ou 27 gauge), o que permite ao cirurgião fazer microincisões na parede ocular. Na grande maioria dos casos, essas incisões são autosselantes, ou seja, fecham-se sozinhas, sem a necessidade de dar pontos. Isso torna a cirurgia menos traumática, com menos inflamação e desconforto no pós-operatório. Em cirurgias mais antigas ou em situações específicas, como em olhos com a conjuntiva muito frágil, o cirurgião pode optar por dar um ou mais pontos.

O cirurgião tira o olho do lugar para operar?

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Não, de forma alguma. Essa é uma dúvida muito comum e que pode gerar receio. A cirurgia de descolamento de retina, assim como todas as cirurgias oftalmológicas, é realizada com o olho em sua posição normal, na órbita. O cirurgião utiliza um microscópio cirúrgico que magnifica as imagens e instrumentos microcirúrgicos extremamente finos e delicados para acessar o interior do olho através de pequenas incisões ou para trabalhar na sua superfície externa. Em nenhum momento o olho é removido do seu lugar. É um procedimento de alta precisão, focado nas estruturas internas do globo ocular.

Qual profissional realiza as cirurgias vítreo-retinianas?

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As cirurgias vítreo-retinianas são das mais complexas da oftalmologia e devem ser realizadas por um médico oftalmologista com subespecialização em Retina e Vítreo. O retinólogo, como é chamado, é o profissional que, após a formação em oftalmologia, dedicou anos de treinamento específico para o tratamento clínico e, principalmente, cirúrgico das doenças que afetam o fundo do olho. A sua habilidade para a microcirurgia e o conhecimento profundo da anatomia e das doenças da retina são fundamentais para a segurança do paciente e para o sucesso de uma cirurgia tão delicada.

Precauções de segurança

As cirurgias vítreo-retinianas são seguras?

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Sim, com a tecnologia moderna, as cirurgias vítreo-retinianas são seguras, mas é importante lembrar que são procedimentos de alta complexidade, realizados para tratar doenças graves. Os benefícios de realizar a cirurgia para salvar a visão superam em muito os seus riscos. A evolução para técnicas minimamente invasivas, com vitreófagos de alta performance e sistemas de visualização 3D, tornou o procedimento muito mais seguro do que era no passado, com menores taxas de complicação e uma recuperação mais rápida para os pacientes. A experiência do cirurgião é um fator-chave para a segurança.

Quais são os principais riscos da cirurgia?

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Os riscos de uma cirurgia vítreo-retiniana incluem complicações que podem ocorrer em qualquer cirurgia intraocular, como infecção (endoftalmite), sangramento, inflamação e aumento da pressão ocular (glaucoma). A complicação mais específica e temida é o redescolamento da retina, que pode ocorrer por uma cicatrização inadequada. O desenvolvimento de catarata após a vitrectomia é uma consequência quase universal a longo prazo. O acompanhamento cuidadoso no pós-operatório é fundamental para identificar e tratar qualquer uma dessas complicações o mais rápido possível.

A cirurgia pode me deixar cego?

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O risco de perda total da visão como resultado direto de uma cirurgia vítreo-retiniana é extremamente baixo. A situação é o exato oposto: a cirurgia é indicada justamente para tratar doenças que, se não fossem corrigidas, levariam à cegueira. A cirurgia é um procedimento para salvar a visão, e não para causá-la. O resultado visual final depende da gravidade da doença de base, mas a cirurgia em si é realizada com o máximo de segurança para proteger as estruturas oculares e preservar a maior capacidade visual possível.

A cirurgia sempre acelera a catarata?

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Sim, o desenvolvimento ou a aceleração da catarata é uma consequência muito comum e esperada após uma cirurgia de vitrectomia, principalmente em pacientes com mais de 50 anos que ainda não operaram a catarata. A remoção do gel vítreo altera o ambiente interno do olho, o que favorece a opacificação do cristalino. A presença de gás ou de óleo de silicone também contribui para isso. A maioria dos pacientes que faz uma vitrectomia precisará de uma cirurgia de catarata no futuro, geralmente de 6 meses a 2 anos depois. Isso é visto como uma etapa previsível do tratamento.

Por que não posso viajar de avião se tiver gás no olho?

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Essa é uma proibição absoluta e muito séria. A cabine de um avião é pressurizada, mas a uma pressão menor que a do nível do mar. Essa mudança de pressão faz com que a bolha de gás dentro do olho se expanda de forma rápida e perigosa. Essa expansão causa um aumento súbito e extremo da pressão intraocular, o que pode causar uma dor insuportável, o bloqueio da circulação do nervo óptico e levar à perda total e irreversível da visão em questão de minutos. A proibição de voar (e de subir para grandes altitudes) se mantém até que o médico confirme que todo o gás já foi absorvido.

Existe o risco de infecção na cirurgia?

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Sim, como em qualquer cirurgia dentro do olho, existe o risco de infecção. Mas é um evento muito raro, ainda mais raro do que em outras cirurgias oftalmológicas. O cuidado do hospital e o uso de colírios antibióticos ajudam a prevenir esse problema.
É fundamental seguir todas as orientações de higiene e comunicar ao médico imediatamente qualquer sinal de infecção, como dor que piora, vermelhidão intensa e baixa de visão.

A pressão do olho pode subir depois da cirurgia?

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Sim, o aumento da pressão intraocular, ou glaucoma secundário, é uma complicação possível após a vitrectomia. Isso pode ocorrer por diversos motivos, como a inflamação pós-operatória, a presença de sangue ou o uso de óleo de silicone, que podem dificultar a drenagem do líquido ocular. O oftalmologista monitora a pressão de perto em todas as consultas de retorno. Se a pressão subir, ela geralmente pode ser controlada com o uso de colírios para glaucoma. Em alguns casos, se o aumento for persistente, uma nova cirurgia, desta vez para o glaucoma, pode ser necessária.

O que acontece se a retina descolar de novo?

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O redescolamento da retina é a principal causa de insucesso da cirurgia. Se isso acontecer, uma ou mais novas cirurgias de vitrectomia serão necessárias para tentar reposicionar a retina. A causa mais comum do redescolamento é a proliferação vitreorretiniana (PVR), uma cicatrização exagerada que forma membranas que repuxam a retina. As cirurgias para PVR são mais complexas e envolvem a remoção dessas membranas. As chances de recuperação visual diminuem a cada novo procedimento, por isso o sucesso da primeira cirurgia é tão importante.

O óleo de silicone pode causar algum problema?

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Sim, embora seja uma ferramenta essencial para casos graves, a permanência do óleo de silicone por muito tempo dentro do olho pode causar complicações. As mais comuns são o aumento da pressão ocular (glaucoma) e a formação de catarata. Com o tempo, o óleo também pode se emulsificar, ou seja, se quebrar em pequenas gotículas que podem se espalhar pelo olho, causando inflamação ou se depositando na córnea. Por essas razões, sempre que possível, o cirurgião programa uma segunda cirurgia para a remoção do óleo, geralmente alguns meses após a retina estar bem cicatrizada.

Preciso de uma avaliação clínica para operar?

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Na maioria dos casos, o médico pede uma avaliação clínica antes da cirurgia para garantir que a saúde geral está boa. Em pacientes mais jovens e sem outras doenças, muitas vezes basta a avaliação do anestesista. Essa decisão é individual e feita para a sua segurança.

Cuidados pré e pós-operatório

Quais os cuidados antes da cirurgia vítreo-retiniana?

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Os cuidados pré-operatórios incluem a realização de todos os exames clínicos e oftalmológicos. É fundamental que o paciente esteja em jejum absoluto por 8 horas antes do procedimento. É preciso vir com um acompanhante para o hospital. É muito importante informar à equipe médica a lista completa de todos os medicamentos em uso, principalmente anticoagulantes. O olho a ser operado será dilatado com colírios, e a equipe de enfermagem irá orientar sobre os próximos passos. Manter a calma e a confiança na equipe é parte do preparo.

Preciso suspender o uso de anticoagulantes?

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A decisão de suspender ou não o uso de medicamentos que “afinam o sangue”, como anticoagulantes ou antiagregantes, é tomada caso a caso, em conjunto pela equipe de oftalmologia, pelo cardiologista e pelo anestesista. Em uma cirurgia de urgência, muitas vezes não há tempo para uma suspensão segura. Nesses casos, a cirurgia pode ser realizada com cuidados adicionais. Em situações eletivas, a suspensão por alguns dias pode ser recomendada. Essa decisão é sempre médica, e o paciente nunca deve suspender o remédio por conta própria.

Como é a recuperação logo após a cirurgia?

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Logo após a cirurgia, o olho operado estará coberto com um curativo oclusivo. O paciente ficará em uma sala de recuperação até passar completamente o efeito da anestesia. É normal sentir algum desconforto e náuseas. Dependendo da complexidade da cirurgia, o paciente pode precisar ficar internado por uma noite. Antes da alta, ele receberá todas as orientações sobre o repouso, a posição de cabeça (se necessária), o uso dos colírios e os sinais de alerta. O retorno para a primeira consulta de avaliação geralmente é no dia seguinte.

Quais colírios são usados no pós-operatório?

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O uso correto dos colírios é uma parte essencial do tratamento. A receita geralmente inclui três tipos de colírios: um antibiótico para prevenir infecção, um anti-inflamatório (corticoide) para controlar a inflamação, e um cicloplégico para dilatar a pupila, o que ajuda a diminuir o desconforto e a prevenir complicações. É fundamental seguir os horários indicados, que podem ser de hora em hora no início. As mãos devem ser muito bem lavadas antes de cada aplicação. O uso dos colírios continua por várias semanas, com a frequência diminuindo gradualmente.

Por que preciso ficar em uma posição específica?

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A posição de cabeça no pós-operatório é uma orientação fundamental quando se utiliza gás dentro do olho. A bolha de gás sempre sobe. Ao posicionar a cabeça de uma determinada maneira (geralmente olhando para baixo ou de lado), o paciente direciona a bolha para que ela pressione a área da retina que precisa ser tratada, como o buraco macular ou a rasgadura. Essa pressão é o que mantém a retina seca e no lugar, permitindo que o laser cicatrize. Manter a posição, principalmente na primeira semana, pode ser cansativo, mas é um dos fatores mais importantes para o sucesso da cirurgia.

Quando a visão vai melhorar?

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A recuperação da visão após uma vitrectomia é lenta e gradual. Não se deve esperar uma visão nítida nos primeiros dias ou semanas. Se foi utilizado gás, a visão ficará muito embaçada, como se estivesse olhando debaixo d’água, até que ele seja absorvido. Com o óleo de silicone, a visão fica melhor, mas o grau do olho muda muito. A melhora da qualidade da visão depende da gravidade da doença e se a mácula foi afetada. O resultado visual final pode levar de 6 meses a um ano para se estabilizar, e a paciência é uma virtude nesse processo.

Quais atividades preciso evitar e por quanto tempo?

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O repouso no pós-operatório é muito importante. Nos primeiros 30 dias, todas as atividades que envolvam esforço físico, como levantar peso, correr, ou fazer trabalhos domésticos pesados, devem ser evitadas. Dirigir também é proibido até a liberação pelo médico. É fundamental não coçar ou apertar o olho. Banhos de mar e piscina são proibidos por pelo menos um mês. A leitura pode ser difícil no início e não precisa ser forçada. A colaboração do paciente em seguir essas restrições é crucial para que a retina cicatrize na posição correta, sem novas trações.

Quando posso voltar a trabalhar?

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O tempo de afastamento do trabalho varia muito, dependendo da natureza da atividade profissional e da recuperação individual. Para trabalhos de escritório, que não exigem esforço físico, o retorno pode ser possível após 2 a 4 semanas, dependendo da visão e da necessidade de manter a posição de cabeça. Para trabalhos que exigem esforço físico, visão perfeita ou que envolvem ambientes com poeira, o afastamento será mais longo, geralmente de 30 a 60 dias, ou até que o médico dê a liberação. A vitrectomia exige um período de recuperação mais prolongado.

O olho vai ficar vermelho e dolorido?

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Sim, é normal que o olho operado fique vermelho, inchado e desconfortável nas primeiras semanas. A vermelhidão é um sinal da inflamação e da cicatrização. A sensação de areia, de pressão ou de corpo estranho também é comum. No entanto, uma dor forte, latejante e que piora com o tempo não é normal e deve ser comunicada imediatamente ao médico. O desconforto normal é bem controlado com os colírios anti-inflamatórios e com os analgésicos que são prescritos. A aparência do olho vai melhorando progressivamente ao longo de algumas semanas.

Como será o acompanhamento a longo prazo?

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O acompanhamento oftalmológico após uma vitrectomia é para o resto da vida. As consultas são muito frequentes no primeiro mês. Depois, o intervalo vai aumentando, mas o paciente precisará ser reavaliado periodicamente. Nessas consultas, o médico irá verificar se a retina permanece colada, monitorar a pressão ocular e avaliar o surgimento de outras complicações, como a catarata. Também é fundamental o exame regular do outro olho, pois ele pode ter fatores de risco. O acompanhamento cuidadoso é a chave para a saúde ocular a longo prazo.

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COA Santa Efigênia BH

Rua Grão Pará, 737. Bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte (MG).
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HOF Centro Biguaçu

Rua Francisco Petry, 146. Centro, Biguaçu, SC.
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CBV Unidade Luminar

SHCGN CRN 704/705 BL C LOJA 48 – Asa Norte, Brasília – DF, 70730-630
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CBV Hospital de Águas Claras (DASA)

Rua Arariba, lote 5 - Centro Médico, 7º andar, sala 1106
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HO Ribeirão Preto

Av. José Adolfo Bianco Molina, 2235. Jardim Canada – Ribeirão Preto (SP)
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HOA Araraquara

Rua Expedicionários do Brasil, 1407. Centro – Araraquara (SP)
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HOF Ingleses

Rod. Armando Calil Bulos, 6540 - salas 308, 309 e 310. Ingleses do Rio Vermelho
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HOF Campeche

Avenida Pequeno Príncipe, nº 1482, SL 04. Campeche, Florianópolis, SC
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HOF Square Corporate

Rod. José Carlos Daux, 5500 Bloco Campeche A, SL 334. Saco Grande, Floranópolis, SC
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HOF Estreito

Rua General Liberato Bittencourt,1474 – Térreo. Estreito, Florianópolis (SC)
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HOF Centro Florianópolis

Servidão Missão Jovem, 38. Centro, Florianópolis, SC.
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IOBH Lifecenter

Av. do Contorno, 4747 – Serra, Belo Horizonte – MG, 30110-921
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HOPE CEOFT Caruaru Shopping

Av. Adjar da Silva Casé, 800 • Caruaru Shopping, Piso Inferior • Loja 18 • Indianópolis, Caruaru – PE
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HOPE CEOFT Difusora

Av. Agamenon Magalhães, 444 • 10° Andar - Salas 501-506 • Maurício de Nassau • Caruaru – PE
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HOPE NEO Oftalmologia

Av. Oswaldo Cruz, 217 • 3º Andar • Sala 01, G2 • Maurício de Nassau, Caruaru – PE
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Oftalmos Sete de Setembro

Av. 7 de Setembro, 1015. Fazenda – Itajaí (SC)
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CCOlhos Macrovisão, Vitória

Rua Alfeu Alves Pereira, 79. Sala 408. Enseada do Suá, Vitória (ES).
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H.Olhos Visoclínica

Rua Estados Unidos, 450. São Paulo, SP. CEP: 01427-000
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Vilar Parnaíba Piauí

Av. Leonardo de Carvalho Castelo Branco- Floriopólis - Fecomércio, Parnaíba - PI, 64206-260
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Vilar Teresina Dirceu

Av. Joaquim Nelson, 3531 - Dirceu, Teresina - PI, 64078-225
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Vilar Teresina Jóquei

R. Gov. Joca Píres, 521 - Jóquei, Teresina - PI, 64048-210
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Vilar Teresina Matriz

R. Benjamin Constant, 2290 - Centro (Norte), Teresina - PI, 64000-280
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Oftalmos Marcos Konder

Av. Marcos Konder, 930 Centro – Itajaí (SC)
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Oftalmos Balneário Camboriú

Rua 10, 175. Centro – Balneário Camboriú (SC)
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Oftalmo Città Shopping Città America

Shopping Città America. Av. das Américas, 700 – Bloco 08 – Salas 101 A e 105 A. Barra da Tijuca – RJ
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H.Olhos Laser Ocular

Av. Portugal, 830 . Jd Bela Vista . Santo André . SP
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HRO Rio Anil Shopping

Av. São Luís Rei de França, Rio Anil Shopping, 8, Loja 1094. Turu – São Luís – MA
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HRO Golden Shopping

Av. dos Holandeses, Golden Shopping Calhau, Loja 40. Calhau – São Luís – MA
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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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