Abordagens no tratamento do descolamento de retina

Mais sobre a retina

Pense na retina como o “filme” da sua câmera fotográfica. Ela é uma camada muito fina de tecido nervoso que reveste todo o fundo do nosso olho. A sua função é captar a luz que entra através da pupila e transformá-la em sinais elétricos. Esses sinais são, então, enviados para o cérebro através do nervo óptico, onde são interpretados como as imagens que vemos. Para que a retina funcione bem, ela precisa estar nutrida e posicionada corretamente. No descolamento de retina, ela se solta da parede do olho, perdendo sua nutrição e deixando de funcionar, o que é uma emergência médica.

Sintomas de alerta

O descolamento de retina geralmente não dói, mas ele apresenta sinais de alerta muito característicos que não devem ser ignorados. O sintoma mais comum é o aparecimento súbito de “moscas volantes”, que são pequenas manchas ou pontos pretos flutuando no campo de visão. A percepção de flashes de luz, como se fossem relâmpagos, principalmente nos cantos da visão, também é um sinal importante. O sintoma mais grave é o surgimento de uma sombra ou “cortina” escura que começa em uma parte da visão e avança. Na presença de qualquer um desses sinais, é preciso procurar um oftalmologista com urgência.

Rasgadura na retina

A forma mais comum de descolamento de retina, a regmatogênica, começa com uma ou mais rasgaduras no tecido retiniano. Com o envelhecimento, o gel vítreo que preenche o olho pode se contrair e se separar da retina. Em pontos onde o vítreo está mais “grudado”, ele pode acabar “puxando” a retina e rasgando-a. Uma vez que a rasgadura se forma, o líquido do olho começa a passar por esse buraco e se acumular entre a retina e a parede do olho, como uma infiltração, fazendo com que ela se descole. A cirurgia tem como objetivo principal encontrar e selar essa rasgadura para que a retina se cole novamente.

Cirurgia de vitrectomia

A vitrectomia via pars plana é uma das técnicas mais utilizadas para a cirurgia de descolamento de retina. Nesse procedimento, o cirurgião faz microincisões na parede do olho e introduz instrumentos delicados. O primeiro passo é remover o gel vítreo (vitrectomia), que está tracionando e causando o problema. Em seguida, o líquido que se acumulou sob a retina é drenado, e a retina é reposicionada. Para selar a rasgadura, o cirurgião utiliza um laser (endolaser). Ao final, o olho é preenchido com uma bolha de gás especial ou óleo de silicone para manter a retina pressionada no lugar enquanto ela cicatriza.

Retinopexia com introflexão

A retinopexia com introflexão escleral é outra técnica cirúrgica para o tratamento do descolamento de retina. Nesse procedimento, o cirurgião não entra dentro do olho. Ele atua por fora, suturando uma pequena faixa de silicone sobre a esclera (a parte branca do olho), exatamente na região da rasgadura. Essa faixa “empurra” a parede do olho para dentro, em direção à retina descolada, aliviando a tração do vítreo e ajudando a fechar a rasgadura. Para selar a lesão, o cirurgião utiliza o congelamento (criorretinopexia). Essa técnica é muito eficaz para casos específicos, principalmente em pacientes mais jovens.

Uso de gás

Ao final de uma cirurgia de vitrectomia para descolamento de retina, o olho precisa ser preenchido com uma substância para manter a retina “colada” no lugar. Uma das opções é o uso de um gás especial. O cirurgião injeta uma bolha de gás dentro do olho, que funciona como um “curativo” interno, pressionando a retina contra a parede ocular para que a cicatrização do laser ocorra. Esse gás é absorvido naturalmente pelo próprio organismo ao longo de algumas semanas e é substituído pelo humor aquoso. Enquanto o gás está no olho, a visão fica muito embaçada, e viagens de avião são proibidas.

Uso de óleo de silicone

Em casos de descolamentos de retina mais complexos, com múltiplas rasgaduras ou com formação de tecido cicatricial, o cirurgião pode optar por usar o óleo de silicone como substituto do vítreo. O óleo de silicone é uma substância transparente e densa que também tem a função de manter a retina posicionada. A sua principal diferença em relação ao gás é que ele não é absorvido pelo corpo. Por isso, ele pode permanecer no olho por mais tempo, oferecendo um suporte mais prolongado. Na maioria dos casos, uma segunda cirurgia é necessária após alguns meses para a remoção do óleo de silicone.

A importância do tempo

O tempo é um fator crucial no tratamento do descolamento de retina. Quanto mais rápido o diagnóstico for feito e a cirurgia for realizada, maiores são as chances de recuperação visual. A área mais nobre da nossa retina é a mácula, responsável pela visão de detalhes. Se a mácula descolar, a recuperação da visão central e de leitura se torna muito mais difícil, mesmo com uma cirurgia bem-sucedida. Por isso, ao apresentar os sintomas de alerta, como flashes e moscas volantes, o paciente deve procurar um pronto-socorro oftalmológico imediatamente. A cirurgia é uma urgência médica.

Posição de cabeça

Após a cirurgia de descolamento de retina com o uso de gás, o oftalmologista pode orientar o paciente a manter uma posição de cabeça específica por alguns dias. Geralmente, essa posição é olhando para baixo ou de lado. O objetivo é fazer com que a bolha de gás, que sempre sobe, fique em contato direto com a área da retina que precisa ser pressionada e cicatrizada, que muitas vezes é a parte superior. Seguir essa orientação rigorosamente, mesmo que seja desconfortável, é uma parte muito importante do tratamento e contribui de forma decisiva para o sucesso da cirurgia e para que a retina permaneça colada.

Fotocoagulação a laser

A fotocoagulação a laser é o procedimento utilizado para “soldar” a rasgadura da retina. Durante a cirurgia de vitrectomia, o cirurgião utiliza uma sonda de laser (endolaser) para aplicar disparos ao redor da lesão. Em casos de rasgaduras sem descolamento, o procedimento pode ser feito no consultório, com o laser aplicado através da pupila. O laser cria pequenas queimaduras controladas que, ao cicatrizarem, criam uma forte aderência entre a retina e a parede do olho, impedindo que o líquido passe pela rasgadura e que o descolamento ocorra ou progrida.

Principais dúvidas sobre a cirurgia de descolamento de retina

Com base no que os pacientes mais perguntam, este conteúdo explica, de forma clara, por que a cirurgia é uma urgência, como é realizada e quais os cuidados para a recuperação.

Indicações para a cirurgia
Sobre a cirurgia
Precauções de segurança
Cuidados pré e pós-operatório
Indicações para a cirurgia

O que é o descolamento de retina?

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O descolamento de retina é uma condição grave e urgente em que a retina, a fina camada de tecido nervoso que reveste o fundo do olho, se solta da sua posição normal. A retina é responsável por captar a luz e transformá-la em imagem. Quando ela se descola, perde o suprimento de sangue e a nutrição, e as suas células começam a se deteriorar. Se não for tratada rapidamente, essa condição pode levar à perda permanente da visão. A cirurgia é o único tratamento possível para o descolamento já instalado e tem como objetivo “colar” a retina de volta no lugar para restaurar a sua função.

Por que a cirurgia de descolamento de retina é uma urgência?

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A cirurgia é considerada uma urgência porque o tempo é um fator crítico para o resultado visual. As células da retina são neurônios e, uma vez que se descolam e perdem a nutrição, elas começam a morrer rapidamente. Essa perda celular é irreversível. Quanto mais tempo a retina permanece descolada, maior o dano e menor a chance de recuperação da visão, mesmo com uma cirurgia bem-sucedida. Se a área central da retina, a mácula, descolar, a perda da visão de detalhes finos e de leitura pode ser permanente. Por isso, ao primeiro sinal, a avaliação médica deve ser imediata.

Quais são os sintomas que indicam a necessidade de uma cirurgia?

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Os sintomas clássicos de um descolamento de retina servem como um importante sinal de alerta. O paciente pode notar o aparecimento súbito de “moscas volantes” (pequenos pontos ou fios escuros flutuando na visão), flashes de luz (fotopsias), parecidos com relâmpagos, principalmente no canto da visão, e, o sintoma mais grave, o surgimento de uma sombra ou “cortina” escura que começa em uma parte do campo visual e avança progressivamente. Na presença de qualquer um desses sintomas, especialmente se eles surgirem de forma súbita e combinada, a procura por um oftalmologista deve ser imediata.

Quem tem mais risco de ter um descolamento de retina?

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Existem alguns fatores de risco que aumentam a chance de uma pessoa ter um descolamento de retina. O principal deles é a alta miopia, pois os olhos míopes são mais longos e têm a retina mais fina e frágil. Outros fatores incluem um histórico de descolamento de retina no outro olho, histórico familiar da doença, traumas ou pancadas fortes no olho ou na cabeça, e cirurgias oculares prévias, como a de catarata, embora o risco seja baixo. Pacientes que já tiveram uma rasgadura na retina tratada com laser também precisam de acompanhamento, pois novas lesões podem surgir.

A cirurgia é sempre necessária ou o descolamento pode se curar sozinho?

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O descolamento de retina nunca se cura sozinho. Uma vez que a retina se solta, ela não tem a capacidade de se “colar” novamente sem uma intervenção. A única forma de tratamento é a cirurgia. O que pode acontecer, em alguns casos, é o diagnóstico de uma rasgadura na retina antes que ela cause um descolamento. Nesse cenário, um procedimento preventivo com laser, chamado de fotocoagulação, pode ser feito no consultório para “soldar” a retina ao redor da rasgadura e evitar que o líquido passe por ela, prevenindo o descolamento. Mas, uma vez que o descolamento já ocorreu, a cirurgia é indispensável.

O que acontece se eu não operar o descolamento de retina?

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A falta de tratamento cirúrgico para um descolamento de retina leva, invariavelmente, à perda total e irreversível da visão do olho afetado. A retina, sem a sua nutrição, irá se deteriorar completamente. Além da cegueira, um olho com um descolamento de retina antigo pode sofrer outras complicações. Ele pode tornar-se doloroso, desenvolver inflamação crônica, catarata, glaucoma secundário e, em última instância, pode atrofiar e diminuir de tamanho, uma condição chamada de phthisis bulbi. Portanto, a cirurgia não é apenas para tentar recuperar a visão, mas também para salvar a saúde do olho como um todo.

Meu "grau" pode ser corrigido na mesma cirurgia?

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Não, a cirurgia de descolamento de retina tem um único e principal objetivo: salvar a visão e a integridade anatômica do olho. A meta é puramente terapêutica, focada em reposicionar a retina e tratar as suas lesões. A cirurgia não tem a finalidade de corrigir erros refrativos como miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Na verdade, é comum que, após a cirurgia, o grau do olho mude, especialmente se for utilizada a técnica de introflexão escleral. A preocupação com a correção do grau é secundária e será abordada com o uso de óculos após a completa recuperação do olho.

A cirurgia é indicada se a visão já estiver muito ruim?

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Sim, mesmo que a visão já esteja muito comprometida, a cirurgia de descolamento de retina ainda é indicada. Primeiramente, sempre existe a chance de alguma recuperação visual, mesmo que parcial, especialmente da visão periférica, que é importante para a locomoção e a percepção do espaço. Em segundo lugar, como mencionado, a cirurgia é importante para preservar a saúde e a estrutura do globo ocular, evitando que ele se atrofie e se torne doloroso. O oftalmologista irá avaliar o tempo do descolamento e as condições da retina para dar uma perspectiva realista sobre as chances de recuperação.

A cirurgia pode ser feita nos dois olhos ao mesmo tempo?

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O descolamento de retina é uma condição que geralmente afeta um olho de cada vez. É extremamente raro que uma pessoa tenha um descolamento agudo nos dois olhos simultaneamente. A cirurgia é realizada no olho afetado. No entanto, se o paciente tem fatores de risco em ambos os olhos, como lesões predisponentes, o oftalmologista pode realizar um tratamento preventivo com laser no outro olho para diminuir o risco de ele também descolar. A cirurgia em si é sempre unilateral. Se, por uma infelicidade, o segundo olho descolar no futuro, ele será tratado em um novo procedimento.

A cirurgia é a mesma para todos os tipos de descolamento?

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Não, a técnica cirúrgica pode variar. O tipo mais comum é o descolamento regmatogênico, causado por uma rasgadura, e as cirurgias mais usadas são a vitrectomia ou a retinopexia com introflexão. Existem outros tipos mais raros, como o descolamento tracional, comum no diabetes avançado, onde a retina é repuxada por membranas. Nesse caso, a vitrectomia é necessária para cortar e remover essas membranas. E há o descolamento seroso, causado por inflamações ou tumores, onde o tratamento é focado na doença de base, e a cirurgia de retina nem sempre é a primeira opção.

Sobre a cirurgia

Como funciona a cirurgia de vitrectomia para descolamento de retina?

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A vitrectomia é uma microcirurgia realizada dentro do olho. O cirurgião faz de 3 a 4 microincisões na parede ocular. Por elas, ele introduz uma fibra óptica para iluminar, uma linha de infusão para manter o olho com a pressão correta e o vitreófago, um instrumento que corta e aspira o gel vítreo. Após remover o vítreo, o cirurgião drena o líquido que está sob a retina, fazendo com que ela se assente de volta em sua posição. Em seguida, ele utiliza um laser para “soldar” a rasgadura. Ao final, o olho é preenchido com gás ou óleo de silicone para manter a retina pressionada no lugar enquanto ela cicatriza.

O que é a retinopexia com introflexão escleral?

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A retinopexia com introflexão escleral é outra técnica, realizada por fora do olho. O cirurgião identifica a localização da rasgadura na retina. Em seguida, ele sutura uma pequena faixa ou esponja de silicone na parede externa do olho (a esclera), exatamente sobre a área da rasgadura. Essa faixa “empurra” a parede do olho para dentro, criando uma indentação interna. Isso alivia a tração que o vítreo exerce sobre a rasgadura e faz com que a retina se reaproxime da parede do olho. Para selar a rasgadura, o médico utiliza uma sonda de congelamento (criorretinopexia) aplicada por fora do olho.

A cirurgia de descolamento de retina dói?

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Não, a cirurgia é realizada de forma a ser completamente indolor. Para garantir o conforto do paciente, ela é feita sob anestesia local, com um bloqueio anestésico ao redor do olho, associada a uma sedação. O médico anestesista administra a sedação para que o paciente fique relaxado e sonolento, e o bloqueio elimina totalmente a dor e a movimentação do olho durante o procedimento. No pós-operatório, é normal sentir um desconforto, uma sensação de pressão ou de corpo estranho, mas a dor intensa não é comum e pode ser um sinal de alerta. Analgésicos são prescritos para controlar qualquer incômodo.

Quanto tempo dura a cirurgia?

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A duração da cirurgia de descolamento de retina pode variar bastante, dependendo da complexidade do caso e da técnica utilizada. Uma cirurgia de retinopexia com introflexão escleral ou uma vitrectomia para um caso mais simples pode durar de 1 a 2 horas. Em casos de descolamentos mais complexos, com múltiplas rasgaduras ou com a presença de tecido cicatricial (proliferação vitreorretiniana), a cirurgia pode ser mais longa e demorada, podendo levar de 3 a 4 horas. O importante é que o cirurgião tenha todo o tempo necessário para realizar cada passo com a máxima precisão e cuidado.

Preciso de anestesia geral para a cirurgia?

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Na maioria dos casos, a anestesia geral não é necessária. A combinação de anestesia local, com o bloqueio dos nervos ao redor do olho, e a sedação intravenosa é a abordagem mais comum e segura para a maioria dos pacientes. Ela oferece um excelente controle da dor e do movimento do olho, com uma recuperação mais rápida e menos riscos do que a anestesia geral. No entanto, a anestesia geral pode ser a melhor opção em algumas situações, como em cirurgias muito longas, em pacientes muito ansiosos ou que não podem colaborar, em crianças ou em casos de trauma facial associado. A decisão é tomada em conjunto pela equipe médica e pelo paciente.

O que é o gás que se coloca no olho e para que serve?

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Ao final de uma vitrectomia, o olho é preenchido com uma bolha de gás especial. Esse gás funciona como um “curativo” ou “tutor” interno. Por ser mais leve que o líquido ocular, a bolha de gás sobe e pressiona a retina contra a parede do olho, mantendo-a seca e no lugar enquanto a cicatrização do laser ao redor da rasgadura acontece. Existem diferentes tipos de gases, com diferentes tempos de duração dentro do olho, que pode variar de 2 a 8 semanas. Durante esse período, o gás é gradualmente absorvido pelo corpo e substituído pelo humor aquoso que o próprio olho produz.

E o óleo de silicone, quando é usado?

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O óleo de silicone é outra substância, transparente e mais densa, que pode ser usada para preencher o olho ao final da cirurgia. Ele tem a mesma função do gás: manter a retina colada. A sua principal indicação é para casos de descolamentos de retina mais graves, como aqueles com rasgaduras muito grandes, na parte de baixo do olho, ou com muita cicatrização (proliferação vitreorretiniana). A grande diferença é que o óleo de silicone não é absorvido pelo corpo e permanece no olho até ser removido. Isso exige uma segunda cirurgia, geralmente mais simples, após alguns meses, para a sua retirada.

Qual o papel do laser na cirurgia?

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O laser, na cirurgia de descolamento de retina, funciona como uma “solda”. O objetivo principal da cirurgia é fechar a rasgadura que causou o descolamento. Após a retina ser reposicionada, o cirurgião utiliza uma sonda de laser (endolaser, na vitrectomia) ou um aparelho externo para aplicar disparos ao redor de toda a borda da rasgadura. O laser cria pequenas queimaduras controladas que, ao cicatrizarem, criam uma adesão forte e permanente entre a retina e a parede do olho. Essa barreira de laser impede que o líquido volte a passar pela rasgadura, prevenindo um novo descolamento.

O cirurgião tira o olho do lugar para operar?

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Não, de forma alguma. Essa é uma dúvida muito comum e que pode gerar receio. A cirurgia de descolamento de retina, assim como todas as cirurgias oftalmológicas, é realizada com o olho em sua posição normal, na órbita. O cirurgião utiliza um microscópio cirúrgico que magnifica as imagens e instrumentos microcirúrgicos extremamente finos e delicados para acessar o interior do olho através de pequenas incisões ou para trabalhar na sua superfície externa. Em nenhum momento o olho é removido do seu lugar. É um procedimento de alta precisão, focado nas estruturas internas do globo ocular.

Qual profissional realiza a cirurgia de descolamento de retina?

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A cirurgia de descolamento de retina é um procedimento de alta complexidade e que deve ser realizado por um médico oftalmologista com subespecialização em Retina e Vítreo. O retinólogo, como é chamado, é o profissional que dedicou anos de treinamento específico para o tratamento clínico e, principalmente, cirúrgico das doenças que afetam o fundo do olho. A sua habilidade para a microcirurgia, o conhecimento profundo da anatomia e a experiência no manejo das diferentes técnicas e tecnologias são fundamentais para o sucesso de uma cirurgia tão delicada e crucial para a visão.

Precauções de segurança

A cirurgia de descolamento de retina é segura?

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Sim, a cirurgia de descolamento de retina é um procedimento seguro, especialmente com as técnicas de microcirurgia minimamente invasivas atuais. No entanto, é importante entender que se trata de uma cirurgia de alta complexidade, realizada em um olho que já está doente. Os riscos existem, mas a alternativa, que é não operar, leva à perda total da visão. A cirurgia é o único caminho para tentar salvar a visão. Realizada por um cirurgião de retina experiente, em um centro cirúrgico bem equipado, a cirurgia tem altas taxas de sucesso em “colar” a retina, que é o objetivo anatômico principal.

Quais são os principais riscos da cirurgia?

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Os riscos de uma cirurgia de descolamento de retina podem ser divididos em imediatos e tardios. Os riscos imediatos incluem sangramento, infecção (endoftalmite), que é rara mas muito grave, e o aumento da pressão ocular. Os riscos tardios incluem o redescolamento da retina (a principal complicação), a formação de catarata (muito comum após a vitrectomia), o aumento persistente da pressão (glaucoma secundário) e a formação de uma membrana cicatricial na retina (proliferação vitreorretiniana). O acompanhamento cuidadoso no pós-operatório é fundamental para identificar e tratar essas complicações.

A retina pode descolar novamente após a cirurgia?

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Sim, o redescolamento da retina é a principal complicação e a maior causa de insucesso da cirurgia. A taxa de sucesso anatômico, ou seja, de a retina ficar colada após uma única cirurgia, é de cerca de 85% a 90%. Nos casos em que a retina volta a descolar, isso geralmente acontece por causa da formação de um tecido cicatricial na superfície da retina, chamado de proliferação vitreorretiniana (PVR). Esse tecido se contrai e repuxa a retina, causando um novo descolamento. Nesses casos, uma ou mais novas cirurgias podem ser necessárias para tentar corrigir o problema.

A cirurgia pode acelerar a formação da catarata?

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Sim, o desenvolvimento ou a aceleração da catarata é uma consequência muito comum após vitrectomia em pacientes fácicos, especialmente quando o gás ou o óleo de silicone são utilizados. A mudança no ambiente interno do olho após a remoção do vítreo favorece a opacificação do cristalino. A maioria dos pacientes que realiza a vitrectomia e que ainda tem o seu cristalino natural precisará de uma cirurgia de catarata no futuro, geralmente entre 6 meses e 2 anos após o procedimento. Isso é considerado uma consequência esperada da cirurgia, e não uma complicação.

Por que não posso viajar de avião após a cirurgia?

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A proibição de viajar de avião é uma medida de segurança absoluta para pacientes que têm uma bolha de gás dentro do olho. Durante o voo, a pressão da cabine do avião diminui. Essa mudança de pressão faz com que a bolha de gás dentro do olho se expanda de forma perigosa e rápida. Essa expansão pode causar um aumento súbito e extremo da pressão intraocular, o que pode levar a uma dor insuportável, ao bloqueio da circulação do nervo óptico e à perda irreversível da visão. A proibição se mantém até que o oftalmologista confirme que o gás foi completamente absorvido.

Existe o risco de infecção? Como é prevenido?

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O risco de uma infecção intraocular (endoftalmite) após uma cirurgia de descolamento de retina existe, mas é muito baixo, em torno de 1 para 1.000 ou 2.000 casos. É uma complicação rara, mas muito grave. A prevenção é a principal arma. A cirurgia é realizada em um ambiente estéril. Antes, durante e após o procedimento, são utilizados produtos antissépticos, como o iodo, e antibióticos. O paciente também utiliza colírios antibióticos por algumas semanas no pós-operatório. É fundamental seguir as orientações de higiene e evitar qualquer contaminação do olho operado.

A cirurgia pode fazer a pressão do olho subir?

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Sim, o aumento da pressão intraocular (glaucoma secundário) é uma complicação possível após a cirurgia de descolamento de retina. Isso pode acontecer por diversos motivos. No pós-operatório imediato, a inflamação ou a presença de gás ou silicone podem dificultar a drenagem do líquido ocular. A longo prazo, a própria cicatrização pode afetar o sistema de drenagem. O oftalmologista monitora a pressão de perto em todas as consultas de retorno. Se a pressão subir, ela geralmente pode ser controlada com o uso de colírios para glaucoma. Em alguns casos, uma nova cirurgia pode ser necessária para o controle da pressão.

O que é a proliferação vitreorretiniana (PVR)?

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A proliferação vitreorretiniana, ou PVR, é a principal causa do insucesso da cirurgia de descolamento de retina. É uma resposta cicatricial exagerada do olho. Células da própria retina se soltam e começam a crescer na superfície da retina e no vítreo, formando membranas ou tecidos cicatriciais. Essas membranas se contraem, como uma ferida na pele, e acabam repuxando e enrijecendo a retina, causando um novo descolamento, geralmente mais complexo. O risco de PVR é maior em descolamentos grandes, antigos ou associados a traumas. O tratamento do PVR exige novas e mais complexas cirurgias.

O óleo de silicone pode causar algum problema?

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O óleo de silicone é uma ferramenta muito importante para casos complexos, mas a sua permanência prolongada dentro do olho pode estar associada a algumas complicações. A mais comum é o aumento da pressão ocular. O óleo também pode, com o tempo, se emulsificar, ou seja, se quebrar em pequenas gotículas que podem se espalhar pelo olho e causar inflamação ou se depositar na córnea. Por essas razões, na maioria dos casos, o cirurgião programa uma segunda cirurgia para a remoção do óleo de silicone, geralmente alguns meses após a retina estar completamente cicatrizada e estável.

O que devo fazer se notar algo errado após a cirurgia?

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O paciente deve estar muito atento aos sinais de alerta no pós-operatório. Se houver uma dor intensa e que piora em vez de melhorar, uma vermelhidão crescente, inchaço na pálpebra, secreção ou, principalmente, uma piora súbita da visão (depois de uma melhora inicial), o oftalmologista deve ser contatado imediatamente, a qualquer hora do dia ou da noite. Esses podem ser sinais de uma complicação grave, como uma infecção ou um aumento muito grande da pressão, que exigem tratamento de urgência. A comunicação rápida com a equipe médica é fundamental.

Cuidados pré e pós-operatório

Quais os preparativos para a cirurgia de descolamento de retina?

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Como a cirurgia de descolamento de retina é frequentemente uma urgência, os preparativos são feitos de forma rápida no próprio hospital. O paciente passará por uma avaliação clínica e cardiológica para garantir que está em boas condições para a anestesia. É fundamental que ele esteja em jejum absoluto (nem água) por pelo menos 8 horas. É importante informar à equipe médica a lista completa de todos os medicamentos em uso, especialmente anticoagulantes. O olho a ser operado será dilatado com colírios, e a equipe de enfermagem irá orientar sobre os próximos passos.

Preciso suspender o uso de anticoagulantes?

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A decisão de suspender ou não o uso de medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários (como aspirina, clopidogrel, varfarina ou rivaroxabana [Xarelto®]) é tomada caso a caso, em conjunto pela equipe de oftalmologia, pelo cardiologista e pelo anestesista. Em uma cirurgia de urgência, muitas vezes não há tempo para uma suspensão segura. Nesses casos, a cirurgia pode ser realizada com cuidados adicionais para controlar o sangramento. Em situações menos urgentes, pode-se aguardar alguns dias para que o efeito do medicamento diminua. Essa decisão é sempre médica, e o paciente nunca deve suspender o remédio por conta própria.

Como é a recuperação logo após a cirurgia?

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Logo após a cirurgia, o olho operado estará coberto com um curativo oclusivo. O paciente ficará em uma sala de recuperação até passar completamente o efeito da anestesia e da sedação. É normal sentir algum desconforto e náuseas. Dependendo da complexidade da cirurgia, o paciente pode precisar ficar internado por uma noite para observação. Antes da alta, ele receberá todas as orientações sobre o repouso, a posição de cabeça (se necessária), o uso dos colírios e os sinais de alerta. O retorno para a primeira consulta de avaliação geralmente é no dia seguinte.

Como devo usar os colírios no pós-operatório?

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O uso correto e rigoroso dos colírios é uma parte essencial do tratamento. A receita geralmente inclui três tipos de colírios: um antibiótico para prevenir infecção, um anti-inflamatório (corticoide) para controlar a inflamação, e um cicloplégico para dilatar a pupila, o que ajuda a diminuir o desconforto e a prevenir complicações. É fundamental seguir os horários indicados, que podem ser de hora em hora no início. As mãos devem ser muito bem lavadas antes de cada aplicação. O uso dos colírios continua por várias semanas, com a frequência diminuindo gradualmente.

Por que preciso ficar em uma posição específica?

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A posição de cabeça no pós-operatório é uma orientação fundamental quando se utiliza gás dentro do olho. A bolha de gás sempre se desloca para a parte superior do olho pela gravidade. Ao posicionar a cabeça de uma determinada maneira (geralmente olhando para baixo ou de lado), o paciente direciona a bolha para que ela pressione a área da retina onde está a rasgadura. Essa pressão é o que mantém a retina seca e no lugar, permitindo que o laser cicatrize e “cole” a retina de forma definitiva. Manter a posição, principalmente na primeira semana, pode ser cansativo, mas é um dos fatores mais importantes para o sucesso da cirurgia.

Quando a visão vai melhorar?

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A recuperação da visão após uma cirurgia de descolamento de retina é lenta e gradual. Não se deve esperar uma visão nítida nos primeiros dias ou semanas. Se foi utilizado gás, a visão ficará muito embaçada, como se estivesse olhando debaixo d’água, até que ele seja absorvido. Com o óleo de silicone, a visão fica melhor, mas o grau do olho muda muito. A melhora da qualidade da visão depende da gravidade do descolamento, do tempo que a retina ficou descolada e, principalmente, se a mácula foi ou não afetada. O resultado visual final pode levar de 6 meses a um ano para se estabilizar.

Quais atividades preciso evitar e por quanto tempo?

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O repouso no pós-operatório é muito importante. Nos primeiros 30 dias, todas as atividades que envolvam esforço físico, como levantar peso, correr, ou fazer trabalhos domésticos pesados, devem ser evitadas. Dirigir também é proibido até a liberação pelo médico. É fundamental não coçar ou apertar o olho. Banhos de mar e piscina são proibidos por pelo menos um mês. A leitura pode ser difícil no início e não precisa ser forçada. A colaboração do paciente em seguir essas restrições é crucial para que a retina cicatrize na posição correta, sem novas trações.

Quando posso voltar a trabalhar?

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O tempo de afastamento do trabalho varia muito, dependendo da natureza da atividade profissional e da recuperação individual. Para trabalhos de escritório, que não exigem esforço físico, o retorno pode ser possível após 2 a 4 semanas, dependendo da visão e da necessidade de manter a posição de cabeça. Para trabalhos que exigem esforço físico, visão perfeita ou que envolvem ambientes com poeira, o afastamento será mais longo, geralmente de 30 a 60 dias, ou até que o médico dê a liberação. A cirurgia de descolamento de retina exige um período de recuperação mais prolongado.

O olho vai ficar vermelho e dolorido?

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Sim, é normal que o olho operado fique vermelho, inchado e desconfortável nas primeiras semanas. A vermelhidão é um sinal da inflamação e da cicatrização. A sensação de areia, de pressão ou de corpo estranho também é comum. No entanto, uma dor forte, latejante e que piora com o tempo não é normal e deve ser comunicada imediatamente ao médico. O desconforto normal é bem controlado com os colírios anti-inflamatórios e com os analgésicos que são prescritos. A aparência do olho vai melhorando progressivamente ao longo de algumas semanas.

Como será o acompanhamento a longo prazo?

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O acompanhamento oftalmológico após uma cirurgia de descolamento de retina é contínuo e vitalício. As consultas são muito frequentes no primeiro mês. Depois, o intervalo vai aumentando, mas o paciente precisará ser reavaliado periodicamente. Nessas consultas, o médico irá verificar se a retina permanece colada, monitorar a pressão ocular e avaliar o surgimento de outras complicações, como a catarata. Também é fundamental o exame regular do outro olho, pois ele tem um risco aumentado de também apresentar problemas. O acompanhamento cuidadoso é a chave para a saúde ocular a longo prazo.

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Totum Saúde Mangalô

Av. Mangalô, 2051. St. Morada do Sol, Goiânia – GO, 74475-115
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Totum Saúde Bueno

Av. T-2, 427. St. Bueno, Goiânia (GO), 74210-010
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CBCO Goiânia (GO)

Av. T-2, 401. St. Bueno, Goiânia (GO), 74210-010
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IOBH Belo Horizonte

R. Padre Rolim, 541 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-090
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COA Santa Efigênia BH

Rua Grão Pará, 737. Bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte (MG).
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HOF Centro Biguaçu

Rua Francisco Petry, 146. Centro, Biguaçu, SC.
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CBV Unidade Luminar

SHCGN CRN 704/705 BL C LOJA 48 – Asa Norte, Brasília – DF, 70730-630
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CBV Hospital de Águas Claras (DASA)

Rua Arariba, lote 5 - Centro Médico, 7º andar, sala 1106
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HO Ribeirão Preto

Av. José Adolfo Bianco Molina, 2235. Jardim Canada – Ribeirão Preto (SP)
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HOA Araraquara

Rua Expedicionários do Brasil, 1407. Centro – Araraquara (SP)
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HOF Ingleses

Rod. Armando Calil Bulos, 6540 - salas 308, 309 e 310. Ingleses do Rio Vermelho
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HOF Campeche

Avenida Pequeno Príncipe, nº 1482, SL 04. Campeche, Florianópolis, SC
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HOF Square Corporate

Rod. José Carlos Daux, 5500 Bloco Campeche A, SL 334. Saco Grande, Floranópolis, SC
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HOF Estreito

Rua General Liberato Bittencourt,1474 – Térreo. Estreito, Florianópolis (SC)
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HOF Centro Florianópolis

Servidão Missão Jovem, 38. Centro, Florianópolis, SC.
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IOBH Lifecenter

Av. do Contorno, 4747 – Serra, Belo Horizonte – MG, 30110-921
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HOPE CEOFT Caruaru Shopping

Av. Adjar da Silva Casé, 800 • Caruaru Shopping, Piso Inferior • Loja 18 • Indianópolis, Caruaru – PE
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HOPE CEOFT Difusora

Av. Agamenon Magalhães, 444 • 10° Andar - Salas 501-506 • Maurício de Nassau • Caruaru – PE
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HOPE NEO Oftalmologia

Av. Oswaldo Cruz, 217 • 3º Andar • Sala 01, G2 • Maurício de Nassau, Caruaru – PE
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Oftalmos Sete de Setembro

Av. 7 de Setembro, 1015. Fazenda – Itajaí (SC)
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CCOlhos Macrovisão, Vitória

Rua Alfeu Alves Pereira, 79. Sala 408. Enseada do Suá, Vitória (ES).
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H.Olhos Visoclínica

Rua Estados Unidos, 450. São Paulo, SP. CEP: 01427-000
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Vilar Parnaíba Piauí

Av. Leonardo de Carvalho Castelo Branco- Floriopólis - Fecomércio, Parnaíba - PI, 64206-260
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Vilar Teresina Dirceu

Av. Joaquim Nelson, 3531 - Dirceu, Teresina - PI, 64078-225
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Vilar Teresina Jóquei

R. Gov. Joca Píres, 521 - Jóquei, Teresina - PI, 64048-210
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Vilar Teresina Matriz

R. Benjamin Constant, 2290 - Centro (Norte), Teresina - PI, 64000-280
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Oftalmos Marcos Konder

Av. Marcos Konder, 930 Centro – Itajaí (SC)
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Oftalmos Balneário Camboriú

Rua 10, 175. Centro – Balneário Camboriú (SC)
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Oftalmo Città Shopping Città America

Shopping Città America. Av. das Américas, 700 – Bloco 08 – Salas 101 A e 105 A. Barra da Tijuca – RJ
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H.Olhos Laser Ocular

Av. Portugal, 830 . Jd Bela Vista . Santo André . SP
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HRO Rio Anil Shopping

Av. São Luís Rei de França, Rio Anil Shopping, 8, Loja 1094. Turu – São Luís – MA
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HRO Golden Shopping

Av. dos Holandeses, Golden Shopping Calhau, Loja 40. Calhau – São Luís – MA
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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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