Abordagens e tecnologias na cirurgia de catarata

Sobre a catarata

A catarata é a opacificação do cristalino, que é a nossa lente natural transparente, localizada atrás da íris. Com o passar dos anos, essa lente vai perdendo a transparência e ficando amarelada, como se um vidro ficasse embaçado. Essa opacidade impede que a luz chegue de forma nítida até a retina, a parte do fundo do olho que forma as imagens. O resultado é uma visão que se torna progressivamente mais nublada, com cores menos vivas e maior dificuldade para enxergar à noite. É um processo natural do envelhecimento, mas que tem um tratamento muito eficaz.

Sintomas comuns

Os sintomas da catarata costumam aparecer de forma lenta e gradual. O mais comum é a sensação de visão embaçada ou enevoada, como se estivesse olhando através de um vidro sujo. As cores podem parecer mais desbotadas e amareladas. Outro sintoma frequente é o ofuscamento, uma sensibilidade maior à luz, que faz com que faróis de carros ou a luz do sol se tornem muito incômodos. A dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz, como para dirigir à noite, também é uma queixa comum. Mudanças frequentes no grau dos óculos podem ser um sinal de que a catarata está se desenvolvendo.

A única solução

É importante entender que a catarata é uma alteração física na transparência da nossa lente natural, o cristalino. Por isso, não existem colírios, medicamentos, exercícios ou óculos que possam reverter ou “limpar” a catarata uma vez que ela se formou. Óculos novos podem ajudar no início, mas com o avanço da doença, a visão continua a piorar. A única forma de tratamento eficaz e definitivo para a catarata é a cirurgia. O procedimento consiste na remoção dessa lente natural opaca e na sua substituição por uma lente artificial nova e transparente, que irá restaurar a clareza da visão.

Técnica da facoemulsificação

A facoemulsificação é a técnica cirúrgica mais moderna e utilizada para a cirurgia de catarata. Ela é considerada um procedimento minimamente invasivo. O cirurgião faz uma microincisão na córnea, com cerca de 2 milímetros. Através dela, é inserida uma pequena sonda que emite ondas de ultrassom de alta frequência. Essas ondas fragmentam e emulsificam o cristalino opaco, transformando-o em pequenos pedaços que são aspirados ao mesmo tempo. A grande vantagem dessa técnica é que ela permite a remoção da catarata através de uma incisão muito pequena, que na maioria das vezes nem precisa de pontos.

A lente intraocular

Após a remoção da catarata, o olho fica sem a sua lente natural. Para que a visão seja restaurada, é preciso implantar uma nova lente. Essa é a função da lente intraocular, ou LIO. Ela é uma pequena prótese artificial, feita de materiais biocompatíveis e flexíveis, como o acrílico. A lente é dobrada e inserida através da mesma microincisão, abrindo-se suavemente dentro do olho, no local exato onde ficava o cristalino. Ela é projetada para durar o resto da vida e não precisa ser trocada. Existem diferentes tipos de lentes, e a escolha é feita de forma personalizada para cada paciente.

Lentes monofocais

As lentes intraoculares monofocais são a opção mais tradicional e amplamente utilizada na cirurgia de catarata. Como o nome diz, elas possuem um único ponto de foco. Geralmente, o grau da lente é calculado para que o paciente tenha uma excelente visão para longa distância. Isso significa que, após a cirurgia, a pessoa consegue ver paisagens, dirigir e assistir à televisão com nitidez, na maioria das vezes sem a necessidade de óculos. No entanto, para as atividades de perto, como ler um livro, usar o celular ou ver os preços no supermercado, será necessário o uso de óculos para leitura.

Lentes multifocais

As lentes multifocais são um tipo de lente intraocular “premium”, que representam um grande avanço tecnológico. Elas são projetadas com múltiplos pontos de foco, buscando proporcionar ao paciente uma boa visão para diferentes distâncias: longe, intermediária (como o computador) e perto. O objetivo dessas lentes é diminuir ou até mesmo eliminar a dependência dos óculos após a cirurgia de catarata. Para que elas funcionem bem, é preciso que o olho esteja saudável, sem outras doenças associadas, e que o paciente se adapte à sua tecnologia óptica, um processo que chamamos de neuroadaptação.

Lentes tóricas

Muitos pacientes que têm catarata também possuem astigmatismo, que é um erro refrativo causado por uma irregularidade na curvatura da córnea. O astigmatismo deixa a visão distorcida para todas as distâncias. As lentes intraoculares tóricas são projetadas especificamente para corrigir o astigmatismo durante a mesma cirurgia de catarata. Elas possuem um poder de correção em um eixo específico e são implantadas pelo cirurgião em uma posição exata para compensar a irregularidade da córnea. O resultado é uma visão de longe muito mais nítida, sem a distorção causada pelo astigmatismo.

Avaliação pré-operatória

O sucesso da cirurgia de catarata depende de uma avaliação pré-operatória muito cuidadosa. Nessa consulta, o oftalmologista realiza exames detalhados para avaliar a saúde geral do olho e para fazer os cálculos da lente intraocular. O exame mais importante é a biometria, que mede o comprimento do olho e a curvatura da córnea com alta precisão. Esses dados são inseridos em fórmulas matemáticas modernas para determinar o “grau” exato da lente a ser implantada. Uma boa avaliação e um cálculo preciso são fundamentais para que o resultado visual atenda às expectativas do paciente.

Anestesia e conforto

A cirurgia de catarata é um procedimento rápido, seguro e indolor. Na maioria dos casos, ela é realizada com anestesia tópica, ou seja, apenas com a aplicação de colírios anestésicos. Várias gotas são aplicadas antes e durante o procedimento, o que elimina completamente a sensação de dor na superfície do olho. Para aumentar o conforto e diminuir a ansiedade, geralmente é feita uma leve sedação por um médico anestesista. Isso deixa o paciente relaxado e sonolento, mas sem a necessidade de uma anestesia geral. A experiência costuma ser muito tranquila, com o paciente indo para casa no mesmo dia.

Recuperação rápida

Uma das grandes vantagens da moderna cirurgia de catarata é a rapidez da recuperação. Por ser um procedimento minimamente invasivo, a cicatrização é acelerada. A maioria dos pacientes já nota uma melhora muito significativa da visão no dia seguinte à cirurgia, percebendo as cores mais vivas e as imagens mais nítidas. O retorno às atividades de rotina, como ler, assistir à televisão e usar o computador, geralmente acontece em poucos dias. O pós-operatório é simples, consistindo basicamente no uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios por algumas semanas.

Principais dúvidas sobre a cirurgia de catarata

Com base no que os pacientes mais perguntam, este conteúdo explica, de forma clara, pontos importantes sobre o tratamento cirúrgico, as lentes intraoculares e os resultados mais esperados para a cirurgia de catarata.

Indicações para a cirurgia
Sobre a cirurgia
Precauções de segurança
Cuidados pré e pós-operatório
Indicações para a cirurgia

O que é a catarata e por que ela precisa de cirurgia?

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A catarata é a opacificação da nossa lente natural, o cristalino. Imagine que dentro do seu olho existe uma lente que, com o tempo, vai ficando embaçada como um vidro sujo. Isso faz com que a visão se torne nublada, as cores percam a vivacidade e a luz forte comece a incomodar. Como essa opacificação é uma alteração física da lente, não existem colírios ou óculos que possam limpá-la. A cirurgia é a única solução porque ela remove essa lente opaca e a substitui por uma nova lente artificial, transparente, que permite que a luz volte a entrar no olho de forma nítida, restaurando a clareza da visão.

Quais são os principais sintomas que indicam a necessidade da cirurgia?

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A indicação da cirurgia está muito ligada à sua qualidade de vida. Os sintomas mais comuns são a visão embaçada ou enevoada, a dificuldade para enxergar em locais com pouca luz, como para dirigir à noite, e uma sensibilidade maior ao brilho de luzes, como faróis de carros. Muitos pacientes também notam que as cores parecem mais “desbotadas” ou amareladas. Outro sinal é a necessidade de trocar o grau dos óculos com muita frequência, sem que isso traga uma melhora significativa. Quando esses sintomas começam a atrapalhar as suas atividades diárias e a sua segurança, é o momento de conversar sobre a cirurgia.

Preciso esperar a catarata "amadurecer" para operar?

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Essa é uma ideia do passado, de quando as técnicas cirúrgicas eram muito diferentes. Antigamente, era preciso que a catarata ficasse muito dura para ser removida. Hoje, com a tecnologia moderna da facoemulsificação, que utiliza o ultrassom, o ideal é o contrário. Operar a catarata em seus estágios iniciais ou moderados torna a cirurgia mais rápida, mais segura e mais suave para o olho. Esperar a catarata “amadurecer” demais torna o cristalino muito rígido, o que exige mais energia do ultrassom para sua remoção, podendo aumentar os riscos e o tempo de recuperação. Portanto, não é preciso esperar.

A cirurgia de catarata é apenas para idosos?

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Embora a catarata seja mais comum em pessoas com mais de 60 anos, devido ao processo natural de envelhecimento (catarata senil), ela não é exclusiva da terceira idade. A catarata pode se desenvolver em pessoas mais jovens por diversas razões. O uso prolongado de medicamentos como corticoides, doenças como o diabetes, traumas oculares ou inflamações intraoculares (uveítes) podem acelerar o seu aparecimento. Existe também a catarata congênita, presente desde o nascimento. A indicação da cirurgia não depende da idade, mas sim do quanto a catarata está afetando a visão e a qualidade de vida do paciente.

O que acontece se eu optar por não fazer a cirurgia?

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Se a cirurgia de catarata não for realizada, a tendência natural da doença é progredir. A opacificação do cristalino continuará a aumentar, e a visão se tornará cada vez mais embaçada e comprometida. Com o tempo, atividades simples como ler, cozinhar ou caminhar podem se tornar difíceis e até perigosas, aumentando o risco de quedas e acidentes. Em estágios muito avançados, a catarata pode levar a uma perda de visão muito severa, próxima da cegueira. Além disso, uma catarata muito madura pode inchar e causar outras complicações, como o aumento da pressão ocular (glaucoma).

Posso corrigir o meu grau na cirurgia de catarata?

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Sim, e essa é uma das grandes vantagens da moderna cirurgia de catarata. A lente intraocular que é implantada no lugar do cristalino opaco é calculada de forma personalizada para cada paciente. Durante a avaliação pré-operatória, o médico realiza um exame chamado biometria para medir o seu olho e calcular o “grau” da lente a ser implantada. É possível programar a lente para corrigir a miopia ou a hipermetropia que o paciente tinha antes. Com as lentes tóricas, também é possível corrigir o astigmatismo. E com as lentes multifocais, busca-se corrigir a visão para perto e para longe, diminuindo a dependência dos óculos.

Quem tem outras doenças, como diabetes, pode operar?

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Sim, pacientes com doenças sistêmicas como diabetes ou hipertensão podem e devem realizar a cirurgia de catarata. O mais importante é que essas condições estejam bem controladas no momento da cirurgia. Um bom controle do nível de glicose no sangue, por exemplo, é fundamental para uma boa cicatrização e para diminuir os riscos de complicações. Pacientes com outras doenças oculares, como o glaucoma ou problemas de retina, também podem ser operados. Nesses casos, a avaliação pré-operatória é ainda mais criteriosa, e a cirurgia pode ser planejada para tratar as duas condições ao mesmo tempo, se for o caso.

A cirurgia precisa ser feita nos dois olhos?

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A catarata geralmente se desenvolve nos dois olhos, mas de forma assimétrica, ou seja, um olho pode ser mais afetado que o outro. A cirurgia é indicada para cada olho individualmente, quando a baixa de visão daquele olho justifica o procedimento. Por uma questão de segurança, a cirurgia não é feita nos dois olhos no mesmo dia. O procedimento é realizado em um olho e, após a sua recuperação, que costuma ser rápida, a cirurgia do outro olho é agendada. O intervalo entre as cirurgias pode variar de alguns dias a algumas semanas, dependendo da avaliação do oftalmologista e da recuperação do paciente.

A cirurgia resolve outros problemas, como o glaucoma?

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A cirurgia de catarata tem como objetivo principal a remoção do cristalino opaco, mas ela pode ter um efeito benéfico sobre a pressão ocular. A remoção do cristalino, que com o tempo se torna mais espesso, e a sua substituição por uma lente intraocular mais fina, pode “abrir” o espaço interno do olho e melhorar a drenagem do humor aquoso, o que muitas vezes resulta em uma diminuição da pressão ocular. Para pacientes que têm catarata e glaucoma, existem hoje procedimentos combinados (MIGS), nos quais um dispositivo microscópico para glaucoma pode ser implantado na mesma cirurgia, tratando as duas doenças de uma vez.

Apenas a baixa de visão indica a cirurgia?

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A baixa de visão é a principal indicação, mas não a única. A cirurgia também pode ser indicada quando a catarata causa um ofuscamento muito intenso, mesmo que a visão medida no consultório ainda seja boa. Outra indicação é quando a catarata, mesmo em estágio inicial, dificulta a visualização do fundo do olho pelo oftalmologista, impedindo o acompanhamento de outras doenças importantes, como a retinopatia diabética ou a degeneração macular. Em alguns casos, a cirurgia pode ser indicada para corrigir um alto grau (miopia ou hipermetropia) mesmo sem uma catarata muito avançada.

Sobre a cirurgia

Como a cirurgia de catarata é realizada?

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A técnica moderna se chama facoemulsificação. O procedimento é feito com um microscópio cirúrgico. O cirurgião faz uma microincisão na córnea, com cerca de 2 milímetros. Através dela, ele insere uma sonda de ultrassom muito fina. Essa sonda vibra em alta velocidade, fragmentando e “dissolvendo” o cristalino opaco, que é aspirado ao mesmo tempo. Após a limpeza completa da cápsula, o “envelope” que continha o cristalino, a nova lente intraocular dobrável é inserida através da mesma microincisão. Ela se abre suavemente dentro do olho, ficando posicionada no lugar correto. A incisão geralmente se fecha sozinha, sem precisar de pontos.

A cirurgia de catarata dói?

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Não, o procedimento é indolor. O conforto do paciente é uma prioridade durante toda a cirurgia. A anestesia é feita com a aplicação de colírios anestésicos diretamente na superfície do olho. Esses colírios são muito eficazes e eliminam completamente a sensação de dor. Além disso, para que o paciente fique tranquilo e relaxado, geralmente é administrada uma leve sedação por um médico anestesista. O paciente pode perceber luzes e sentir um toque suave, mas não sentirá dor. No pós-operatório, pode haver um leve desconforto, como uma sensação de areia, que é facilmente controlado.

Quanto tempo dura a cirurgia?

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A cirurgia de catarata é um procedimento muito rápido. A cirurgia em si, desde a primeira incisão até o final, dura em média de 10 a 20 minutos por olho. Contando o tempo de preparação do paciente, a anestesia, a antissepsia e o posicionamento no centro cirúrgico, o tempo total que o paciente permanece na sala de cirurgia é de cerca de 30 a 40 minutos. Após o término do procedimento, o paciente fica por um curto período em uma sala de recuperação e, logo em seguida, é liberado para ir para casa, no mesmo dia, com um acompanhante. Não há necessidade de internação.

Que tipo de anestesia é usada na cirurgia?

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Na grande maioria dos casos, a anestesia utilizada é a tópica, que consiste na aplicação de colírios anestésicos. Essa é a forma mais segura e moderna, pois evita os riscos de injeções ao redor do olho ou de uma anestesia geral. Para garantir o relaxamento e a tranquilidade do paciente durante o procedimento, a anestesia tópica é associada a uma sedação intravenosa leve, administrada e monitorada por um médico anestesista. Essa combinação permite que o paciente permaneça acordado, mas em um estado de sonolência e conforto, sem sentir dor ou ansiedade durante a cirurgia.

A lente que é colocada no olho é para sempre?

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Sim, a lente intraocular (LIO) que é implantada durante a cirurgia de catarata é projetada para ser permanente e durar o resto da vida. Ela é feita de materiais acrílicos de alta tecnologia, que são biocompatíveis, ou seja, são perfeitamente aceitos pelo organismo e não causam rejeição. O material não se desgasta nem se opacifica com o tempo. Uma vez implantada, a lente não precisa de manutenção ou troca. Ela fica posicionada de forma estável dentro da cápsula do cristalino, funcionando como a nova lente do olho, proporcionando uma visão clara e nítida de forma definitiva.

Como a lente intraocular é escolhida?

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A escolha da lente intraocular é um passo muito importante e personalizado. A decisão é tomada em conjunto pelo médico e pelo paciente. Primeiro, o “grau” da lente é calculado com alta precisão através do exame de biometria. Depois, o tipo de lente é definido com base nas características do olho, nas necessidades visuais e no estilo de vida do paciente. Se o paciente não se importa em usar óculos para perto, uma lente monofocal pode ser uma excelente opção. Se o desejo é ter mais independência dos óculos, lentes premium como as multifocais ou de foco estendido podem ser indicadas.

A cirurgia precisa de pontos?

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Na moderna técnica de facoemulsificação, na grande maioria dos casos, não são necessários pontos. Isso é possível porque a cirurgia é realizada através de uma microincisão, com apenas 2 a 2,5 milímetros. A arquitetura dessa incisão é planejada para ser autosselante, ou seja, a própria pressão interna do olho ajuda a mantê-la fechada e a promover uma cicatrização rápida e segura. A ausência de pontos torna a recuperação mais confortável, com menos irritação e menos astigmatismo induzido. Em situações muito raras ou específicas, o cirurgião pode optar por dar um único ponto para maior segurança.

Qual profissional realiza a cirurgia de catarata?

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A cirurgia de catarata é uma microcirurgia de alta precisão que deve ser realizada por um médico oftalmologista com especialização em cirurgia de catarata. É um profissional que dedicou anos de treinamento específico para dominar a técnica de facoemulsificação e o implante dos diferentes tipos de lentes intraoculares. A experiência do cirurgião é um fator muito importante para a segurança do procedimento e para a obtenção de um bom resultado visual. É ele quem realiza a avaliação completa, o cálculo da lente e a cirurgia, buscando sempre o melhor para a saúde ocular do paciente.

O que é a "cirurgia a laser" da catarata?

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A “cirurgia a laser”, ou Femto Catarata, é a mais moderna evolução da técnica. Nela, um laser de altíssima precisão, chamado laser de femtossegundo, é utilizado para realizar algumas das etapas mais delicadas da cirurgia de forma automatizada. O laser pode fazer as incisões na córnea, a abertura circular na cápsula do cristalino e a fragmentação da catarata. Isso aumenta a precisão e a previsibilidade desses passos. Após a ação do laser, o cirurgião continua o procedimento no microscópio, aspirando os fragmentos e implantando a lente. É uma tecnologia que agrega ainda mais segurança ao procedimento.

Vou sentir o olho sendo operado?

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Não, o paciente não sente o olho sendo operado. Graças à eficácia da anestesia com colírios e da sedação, a experiência é muito tranquila. O paciente fica deitado confortavelmente, e um pequeno aparelho mantém as pálpebras abertas, sem que seja preciso se preocupar em piscar. Durante o procedimento, é comum que o paciente perceba luzes coloridas e o movimento dos instrumentos, mas não há nenhuma sensação de dor, corte ou manipulação. A maioria dos pacientes se surpreende com o quão rápido e confortável é o procedimento, relatando uma experiência muito positiva.

Precauções de segurança

A cirurgia de catarata é segura?

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Sim, a cirurgia de catarata é considerada um dos procedimentos cirúrgicos mais seguros e com as maiores taxas de sucesso de toda a medicina. A evolução da técnica de facoemulsificação, a qualidade das lentes intraoculares e a precisão dos exames pré-operatórios tornaram a cirurgia extremamente segura e previsível. Como todo procedimento, existem riscos, mas eles são muito baixos, principalmente quando a cirurgia é realizada por um cirurgião experiente em um centro cirúrgico com a infraestrutura adequada. A grande maioria dos pacientes passa pelo procedimento de forma tranquila e com ótimos resultados.

Quais são os riscos da cirurgia?

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Embora raras, as complicações podem ocorrer. O risco mais sério é o de uma infecção intraocular, chamada de endoftalmite, que pode levar a uma perda grave da visão. No entanto, com os protocolos rigorosos de assepsia e o uso de antibióticos, esse risco é extremamente baixo (menos de 1 em 1000). Outras complicações menos comuns incluem inflamação, aumento da pressão ocular, edema de córnea, deslocamento da lente ou descolamento de retina. A avaliação pré-operatória cuidadosa e o seguimento correto das orientações no pós-operatório ajudam a minimizar ainda mais esses riscos.

A catarata pode voltar depois da cirurgia?

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Não, a catarata, uma vez removida, não volta. A lente intraocular que é implantada no lugar do cristalino é feita de um material que não se opacifica. O que pode acontecer, em cerca de 20% dos pacientes, meses ou anos após a cirurgia, é a opacificação da cápsula posterior. Essa é a fina membrana natural do olho onde a lente está apoiada. As pessoas costumam chamar isso de “sujeira na lente”. A visão volta a ficar embaçada, como se a catarata estivesse voltando. Felizmente, a solução é muito simples: um procedimento a laser rápido e indolor, chamado capsulotomia, que “limpa” essa membrana.

O que acontece se eu piscar ou me mexer durante a cirurgia?

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O paciente não precisa se preocupar com isso. Para evitar que o paciente pisque, o cirurgião utiliza um pequeno aparelho chamado blefaróstato, que mantém as pálpebras abertas de forma suave e confortável durante todo o procedimento. Além disso, a anestesia com colírios também diminui o reflexo de piscar. Os equipamentos modernos de ultrassom e laser possuem sistemas de rastreamento ocular (eye-tracker) que acompanham os mínimos movimentos do olho, garantindo a segurança. A sedação também ajuda o paciente a ficar calmo e relaxado, diminuindo a movimentação.

A lente intraocular pode sair do lugar?

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O deslocamento da lente intraocular é uma complicação muito rara. A lente é projetada para ser posicionada dentro do saco capsular, o “envelope” que continha o cristalino. Essa é uma posição muito estável e segura. O tamanho e o desenho da lente são feitos para que ela fique bem “encaixada” nesse espaço. O deslocamento pode ocorrer em casos de grande fragilidade das estruturas que seguram a cápsula no lugar (a zônula), o que pode ser mais comum em alguns pacientes, ou em casos de trauma ocular significativo no pós-operatório. Mas em uma cirurgia sem intercorrências, a lente permanece estável para sempre.

Como o risco de infecção é prevenido?

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A prevenção da infecção (endoftalmite) é uma prioridade máxima. O controle começa antes mesmo da cirurgia, com a prescrição de colírios antibióticos. A cirurgia é realizada em um centro cirúrgico que segue rigorosos protocolos de esterilização de materiais e do ambiente. No momento da cirurgia, é feita uma limpeza cuidadosa da pele ao redor dos olhos e da superfície ocular com uma solução antisséptica de iodo. Além disso, ao final do procedimento, uma injeção de antibiótico pode ser feita dentro do olho. O uso correto dos colírios no pós-operatório completa esse cerco de proteção.

A cirurgia pode ser feita em olhos com outras doenças?

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Sim, a cirurgia de catarata pode ser realizada com segurança em pacientes que possuem outras doenças oculares, como glaucoma, degeneração macular ou retinopatia diabética. Nesses casos, a avaliação pré-operatória é ainda mais detalhada. A cirurgia pode, inclusive, ser benéfica, pois a remoção da catarata permite uma melhor visualização e acompanhamento do fundo do olho. Em algumas situações, como no glaucoma, a cirurgia pode ser combinada para tratar as duas condições ao mesmo tempo. O resultado visual final dependerá não apenas da cirurgia de catarata, mas também da gravidade da outra doença associada.

Vou precisar de um transplante de córnea após a cirurgia?

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A necessidade de um transplante de córnea após a cirurgia de catarata é uma complicação extremamente rara. Ela pode ocorrer em casos em que a córnea do paciente já é muito frágil e doente antes da cirurgia, como em uma condição chamada Distrofia de Fuchs. Nesses olhos, a energia do ultrassom, mesmo que baixa, pode ser suficiente para descompensar a córnea e fazê-la inchar. A avaliação cuidadosa da saúde da córnea antes da cirurgia, com exames como a microscopia especular, permite ao cirurgião identificar esses casos de risco e tomar medidas para protegê-la, como o uso de tecnologias mais suaves.

É seguro operar sendo muito idoso?

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Sim, a idade avançada não é uma contraindicação para a cirurgia de catarata. A cirurgia moderna é um procedimento minimamente invasivo, realizado com anestesia local e sedação leve, o que representa um estresse cirúrgico muito baixo para o organismo. A recuperação da visão tem um impacto imenso na qualidade de vida e na independência dos idosos, diminuindo o risco de quedas e de depressão. A decisão de operar é baseada na saúde geral do paciente, e não na sua idade cronológica. Uma avaliação clínica pré-operatória com um clínico geral ou cardiologista é sempre solicitada para garantir a segurança.

Qual a taxa de sucesso da cirurgia?

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A cirurgia de catarata tem uma das mais altas taxas de sucesso de todos os procedimentos médicos, com mais de 98% dos pacientes obtendo um resultado visual satisfatório. A melhora da visão é, na grande maioria dos casos, muito significativa. A previsibilidade da técnica, a precisão dos cálculos da lente e a segurança do procedimento contribuem para esses excelentes resultados. As complicações são raras e, na maioria das vezes, tratáveis. É um procedimento que proporciona um altíssimo nível de satisfação, restaurando a visão e a qualidade de vida dos pacientes de forma muito eficaz.

Cuidados pré e pós-operatório

Quais os cuidados que devo ter antes da cirurgia?

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Os cuidados pré-operatórios são simples, mas importantes. O médico irá prescrever alguns colírios, geralmente um antibiótico e um anti-inflamatório, para serem iniciados um ou dois dias antes da cirurgia, para preparar o olho. É preciso fazer o jejum de alimentos e líquidos por cerca de 8 horas antes do procedimento, conforme a orientação da equipe de anestesia. É fundamental que o paciente venha acompanhado por um adulto no dia da cirurgia, pois não poderá ir para casa sozinho. No dia, deve-se evitar o uso de maquiagem, jóias e perfumes, e vir com roupas confortáveis.

Preciso suspender o uso de algum medicamento?

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A maioria dos medicamentos de uso contínuo, como para pressão alta, coração ou diabetes, deve ser tomada normalmente no dia da cirurgia, com um pequeno gole de água. É muito importante informar ao oftalmologista e ao anestesista a lista completa de todos os medicamentos em uso. Alguns remédios, como anticoagulantes (Marevan®, Xarelto®) ou antiagregantes (AAS®, Plavix®), podem precisar de um ajuste, mas a sua suspensão só deve ser feita com a autorização expressa do médico que os prescreveu (geralmente o cardiologista). Medicações para próstata também devem ser comunicadas ao cirurgião.

Como é o dia da cirurgia e o retorno para casa?

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No dia da cirurgia, o paciente chega ao hospital ou clínica com antecedência, em jejum e com seu acompanhante. Ele passará por uma preparação, com a dilatação da pupila do olho a ser operado. Após a cirurgia, que é rápida, o paciente fica em uma sala de recuperação por um curto período, até o efeito da sedação passar. Um curativo de acrílico transparente é colocado sobre o olho operado. Assim que estiver bem acordado, ele recebe as orientações finais e é liberado para ir para casa. O ideal é que o paciente descanse no resto do dia, evitando esforços.

Como devo usar os colírios após a cirurgia?

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O uso correto dos colírios no pós-operatório é uma das partes mais importantes do tratamento para garantir uma boa cicatrização e prevenir complicações. O médico irá prescrever colírios antibióticos e anti-inflamatórios, e é fundamental seguir rigorosamente os horários e o número de gotas indicados na receita. Antes de pingar, as mãos devem ser bem lavadas. Ao aplicar, deve-se inclinar a cabeça para trás, puxar suavemente a pálpebra inferior e instilar uma única gota, sem encostar o frasco no olho. Se for mais de um colírio, deve-se esperar cerca de 5 minutos entre eles.

Quando a visão melhora e estabiliza?

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A melhora da visão costuma ser muito rápida. Muitos pacientes já notam uma grande diferença no dia seguinte à cirurgia, quando o primeiro curativo é retirado, percebendo as cores mais vibrantes e as imagens mais nítidas. No entanto, é normal que a visão ainda esteja um pouco embaçada ou flutuante nos primeiros dias, devido a um leve inchaço da córnea ou à dilatação da pupila. A visão continua a melhorar progressivamente, e a estabilização final do grau costuma ocorrer entre duas a quatro semanas após o procedimento. É nesse momento que os óculos, se necessários, são prescritos.

Quais atividades preciso evitar após a cirurgia?

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Nos primeiros dias, o repouso é relativo. É importante evitar esforços físicos, como levantar peso, fazer faxina ou praticar esportes. Deve-se evitar coçar ou apertar o olho operado. Na primeira semana, é recomendado não se curvar com a cabeça abaixo da linha da cintura. Banhos de mar, piscina ou sauna são proibidos por cerca de 30 dias para evitar o risco de infecção. É importante também evitar ambientes com muita poeira ou fumaça. O uso de maquiagem na região dos olhos deve ser suspenso por pelo menos duas semanas. Atividades leves, como caminhar, ler ou ver televisão, estão liberadas.

Preciso dormir em uma posição específica?

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Não há uma posição obrigatória para dormir, mas alguns cuidados podem ajudar. Recomenda-se dormir com a barriga para cima ou do lado oposto ao olho operado, principalmente na primeira semana, para evitar pressionar o olho contra o travesseiro. O mais importante é usar o protetor de acrílico transparente para dormir. Esse protetor, que é fornecido pelo hospital, funciona como um escudo, evitando que o paciente coce ou aperte o olho de forma involuntária durante o sono, o que poderia causar um trauma no olho em cicatrização. Ele deve ser usado por cerca de uma semana.

Quando posso voltar a dirigir e a trabalhar?

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O retorno à direção depende da recuperação da visão de cada paciente e da liberação do oftalmologista. A maioria das pessoas já se sente segura para dirigir dentro de poucos dias a uma semana após a cirurgia, assim que a visão do olho operado estiver nítida e a visão dos dois olhos, equilibrada. O retorno ao trabalho também depende da natureza da atividade. Para trabalhos de escritório, que não exigem esforço físico, o retorno pode ocorrer em 2 a 4 dias. Para trabalhos mais pesados ou em ambientes com poeira, pode ser necessário um afastamento de duas a três semanas.

Precisarei usar óculos depois da cirurgia?

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A necessidade de óculos dependerá do tipo de lente intraocular que foi implantada. Se a escolha foi por uma lente monofocal, o paciente terá uma ótima visão para longe, mas precisará de óculos para a leitura e para as atividades de perto. Se foi implantada uma lente tórica, o astigmatismo será corrigido, mas ainda serão necessários óculos para perto. Já com as lentes premium (multifocais ou de foco estendido), o objetivo é justamente proporcionar uma maior independência dos óculos para a maioria das distâncias. A decisão é sempre tomada em conjunto com o seu médico, buscando o melhor para o seu caso.

Como é o acompanhamento após a alta?

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O acompanhamento pós-operatório é fundamental. A primeira consulta de retorno é geralmente no dia seguinte à cirurgia, para a retirada do curativo e a primeira avaliação da visão e da pressão ocular. Outras consultas são agendadas para o final da primeira semana e com cerca de 30 dias após o procedimento. Nessa consulta de um mês, a visão já costuma estar estável, e o médico pode prescrever os óculos, se forem necessários. Após essa fase inicial, o acompanhamento passa a ser o de rotina, com visitas anuais ao oftalmologista para continuar cuidando da saúde geral dos seus olhos.

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HOP Palmas

402 Sul Av Joaquim T S Lote 2 - Plano Diretor Sul, Palmas - TO, 77021-622
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Totum Saúde Mangalô

Av. Mangalô, 2051. St. Morada do Sol, Goiânia – GO, 74475-115
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Totum Saúde Bueno

Av. T-2, 427. St. Bueno, Goiânia (GO), 74210-010
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CBCO Goiânia (GO)

Av. T-2, 401. St. Bueno, Goiânia (GO), 74210-010
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IOBH Belo Horizonte

R. Padre Rolim, 541 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-090
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COA Santa Efigênia BH

Rua Grão Pará, 737. Bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte (MG).
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HOF Centro Biguaçu

Rua Francisco Petry, 146. Centro, Biguaçu, SC.
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CBV Unidade Luminar

SHCGN CRN 704/705 BL C LOJA 48 – Asa Norte, Brasília – DF, 70730-630
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CBV Hospital de Águas Claras (DASA)

Rua Arariba, lote 5 - Centro Médico, 7º andar, sala 1106
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HO Ribeirão Preto

Av. José Adolfo Bianco Molina, 2235. Jardim Canada – Ribeirão Preto (SP)
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HOA Araraquara

Rua Expedicionários do Brasil, 1407. Centro – Araraquara (SP)
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HOF Ingleses

Rod. Armando Calil Bulos, 6540 - salas 308, 309 e 310. Ingleses do Rio Vermelho
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HOF Campeche

Avenida Pequeno Príncipe, nº 1482, SL 04. Campeche, Florianópolis, SC
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HOF Square Corporate

Rod. José Carlos Daux, 5500 Bloco Campeche A, SL 334. Saco Grande, Floranópolis, SC
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HOF Estreito

Rua General Liberato Bittencourt,1474 – Térreo. Estreito, Florianópolis (SC)
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HOF Centro Florianópolis

Servidão Missão Jovem, 38. Centro, Florianópolis, SC.
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IOBH Lifecenter

Av. do Contorno, 4747 – Serra, Belo Horizonte – MG, 30110-921
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HOPE CEOFT Caruaru Shopping

Av. Adjar da Silva Casé, 800 • Caruaru Shopping, Piso Inferior • Loja 18 • Indianópolis, Caruaru – PE
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HOPE CEOFT Difusora

Av. Agamenon Magalhães, 444 • 10° Andar - Salas 501-506 • Maurício de Nassau • Caruaru – PE
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HOPE NEO Oftalmologia

Av. Oswaldo Cruz, 217 • 3º Andar • Sala 01, G2 • Maurício de Nassau, Caruaru – PE
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Oftalmos Sete de Setembro

Av. 7 de Setembro, 1015. Fazenda – Itajaí (SC)
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CCOlhos Macrovisão, Vitória

Rua Alfeu Alves Pereira, 79. Sala 408. Enseada do Suá, Vitória (ES).
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H.Olhos Visoclínica

Rua Estados Unidos, 450. São Paulo, SP. CEP: 01427-000
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Vilar Parnaíba Piauí

Av. Leonardo de Carvalho Castelo Branco- Floriopólis - Fecomércio, Parnaíba - PI, 64206-260
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Vilar Teresina Dirceu

Av. Joaquim Nelson, 3531 - Dirceu, Teresina - PI, 64078-225
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Vilar Teresina Jóquei

R. Gov. Joca Píres, 521 - Jóquei, Teresina - PI, 64048-210
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Vilar Teresina Matriz

R. Benjamin Constant, 2290 - Centro (Norte), Teresina - PI, 64000-280
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Oftalmos Marcos Konder

Av. Marcos Konder, 930 Centro – Itajaí (SC)
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Oftalmos Balneário Camboriú

Rua 10, 175. Centro – Balneário Camboriú (SC)
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Oftalmo Città Shopping Città America

Shopping Città America. Av. das Américas, 700 – Bloco 08 – Salas 101 A e 105 A. Barra da Tijuca – RJ
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H.Olhos Laser Ocular

Av. Portugal, 830 . Jd Bela Vista . Santo André . SP
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HRO Rio Anil Shopping

Av. São Luís Rei de França, Rio Anil Shopping, 8, Loja 1094. Turu – São Luís – MA
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HRO Golden Shopping

Av. dos Holandeses, Golden Shopping Calhau, Loja 40. Calhau – São Luís – MA
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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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