A cirurgia a laser para glaucoma em detalhes

Glaucoma refratário

O glaucoma refratário é aquele que não responde bem aos tratamentos mais convencionais. Isso acontece quando a pressão intraocular continua elevada mesmo com o uso de múltiplos colírios ou após a realização de outras cirurgias, como a trabeculectomia. Nesses casos de difícil controle, o dano ao nervo óptico pode continuar a progredir, ameaçando a visão. A endociclofotocoagulação (ECP) surge como uma importante alternativa. A sua abordagem é diferente: em vez de criar um novo caminho de drenagem, ela atua para diminuir a produção do líquido dentro do olho, oferecendo um novo mecanismo para controlar a pressão.

O corpo ciliar

Dentro do nosso olho, logo atrás da íris, existe uma estrutura circular chamada corpo ciliar. Ela tem duas funções muito importantes: a primeira é a de contrair e relaxar para mudar o formato do cristalino, permitindo o foco da nossa visão (acomodação). A segunda, e a mais importante para o tratamento do glaucoma, é que o corpo ciliar é a “fábrica” do humor aquoso, o líquido transparente que preenche o olho e mantém a sua pressão. É exatamente nessa estrutura que a cirurgia a laser ECP atua. O laser é aplicado sobre os processos ciliares para diminuir a sua capacidade de produzir o líquido.

Produção de humor aquoso

A pressão dentro do nosso olho é determinada pelo equilíbrio entre a produção e a drenagem do humor aquoso. A maioria dos tratamentos para o glaucoma, como os colírios e as cirurgias de drenagem, foca em aumentar a “saída” desse líquido, como se estivesse desobstruindo o ralo de uma pia. A endociclofotocoagulação (ECP) tem uma estratégia diferente e muito inteligente: ela atua para “fechar um pouco a torneira”. Ao aplicar o laser de diodo sobre o corpo ciliar, o procedimento causa uma ablação parcial do tecido, o que reduz a sua capacidade de produzir o humor aquoso. Menos líquido produzido resulta em menos pressão.

Sonda com endoscópio

O grande diferencial da endociclofotocoagulação (ECP) é a sua tecnologia. O procedimento é realizado com uma sonda muito fina e delicada, que combina três funções em uma única peça: uma fibra de laser de diodo para aplicar a energia, uma fibra óptica para iluminar o interior do olho e, o mais importante, uma microcâmera de vídeo (endoscópio). Essa câmera permite que o cirurgião visualize, em um monitor de alta definição, as estruturas internas do olho em tempo real e com grande magnificação. Com essa visão direta, ele consegue aplicar o laser exatamente sobre os processos ciliares, com a máxima precisão e segurança.

Um procedimento endocular

A ECP é um procedimento endocular, ou seja, realizado na parte de dentro do olho. Para acessar o corpo ciliar, o cirurgião precisa fazer pequenas incisões, semelhantes às da cirurgia de catarata. A sonda é então introduzida no olho e guiada até o espaço atrás da íris, onde os processos ciliares estão localizados. Olhando para o monitor, o cirurgião realiza a aplicação do laser de forma controlada, geralmente em 270 a 360 graus. Por ser um procedimento interno, ele não deixa cicatrizes externas e preserva a conjuntiva, o que é uma grande vantagem caso outras cirurgias de glaucoma sejam necessárias no futuro.

Cirurgia combinada

Uma das indicações mais comuns e convenientes para a ECP é a sua realização em conjunto com a cirurgia de catarata. Para o paciente que tem as duas condições, glaucoma e catarata, essa é uma excelente oportunidade de tratamento. Durante a mesma cirurgia, após a remoção do cristalino opaco, o cirurgião aproveita a mesma incisão para introduzir a sonda do ECP e realizar o tratamento do glaucoma. Isso adiciona apenas alguns minutos ao tempo cirúrgico e trata as duas doenças em um único momento, o que otimiza o tempo de recuperação e oferece mais conforto e praticidade para o paciente.

Segurança e controle

A visualização direta proporcionada pela microcâmera do endoscópio é o que torna a ECP um procedimento muito seguro. Diferente de outras técnicas a laser que são aplicadas “às cegas” por fora do olho, na ECP o cirurgião vê exatamente onde está aplicando a energia. Isso permite que ele ajuste a intensidade do laser de acordo com a resposta do tecido, evitando o tratamento excessivo que poderia levar a uma inflamação acentuada ou a uma pressão muito baixa. Esse controle em tempo real aumenta a segurança e a previsibilidade do resultado, buscando uma redução da pressão de forma suave e controlada.

Menor taxa de hipotonia

Uma das complicações mais temidas em algumas cirurgias de glaucoma é a hipotonia, que é quando a pressão do olho fica baixa demais. Isso pode causar problemas sérios, como o inchaço da retina e a perda da visão. Como a endociclofotocoagulação atua na produção do humor aquoso, e não na drenagem, ela tem um risco muito menor de causar hipotonia, quando comparada a outras técnicas. O procedimento busca apenas diminuir, e não eliminar, a produção do líquido. Esse perfil de segurança torna a ECP uma opção interessante para olhos que já passaram por múltiplas cirurgias ou que têm um maior risco de complicações.

Anestesia para a cirurgia

A cirurgia de ECP é realizada em centro cirúrgico. A anestesia utilizada é a local, com um bloqueio anestésico ao redor do olho, associada a uma sedação intravenosa. Um médico anestesista administra a sedação para que o paciente fique calmo, relaxado e sonolento durante todo o procedimento, sem sentir dor ou ansiedade. A anestesia local, por sua vez, elimina completamente a sensibilidade e a movimentação do olho. Quando a ECP é combinada com a cirurgia de catarata, aproveita-se a mesma anestesia, que geralmente é a tópica (com colírios), também associada à sedação, para um conforto ainda maior.

Principais dúvidas sobre a cirurgia a laser para glaucoma (ECP)

Com base nas perguntas mais comuns dos pacientes, este conteúdo explica, de forma clara, como a endociclofotocoagulação funciona, quando é indicada e o que esperar deste moderno tratamento para o glaucoma.

Indicações para a cirurgia
Sobre a cirurgia
Precauções de segurança
Cuidados pré e pós-operatório
Indicações para a cirurgia

Para que serve a cirurgia a laser ECP?

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A endociclofotocoagulação, ou ECP, é uma cirurgia a laser para o tratamento do glaucoma. A sua principal função é diminuir a pressão dentro do olho. Diferente da maioria das outras cirurgias para glaucoma, que focam em aumentar a drenagem do líquido ocular (o humor aquoso), a ECP atua de outra forma: ela reduz a produção desse líquido. O procedimento utiliza um laser para tratar de forma controlada o corpo ciliar, que é a estrutura responsável por produzir o humor aquoso. Ao diminuir a “fonte” do líquido, a pressão intraocular consequentemente se reduz, ajudando a proteger o nervo óptico.

Quando a ECP é indicada?

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A ECP é uma opção muito versátil. Ela é frequentemente indicada para pacientes com glaucoma que também precisam realizar a cirurgia de catarata, pois os dois procedimentos podem ser feitos em conjunto, de forma segura e conveniente. Também é uma alternativa para casos de glaucoma refratário, ou seja, aqueles de mais difícil controle, em que a pressão não baixa o suficiente com colírios ou após a falha de outras cirurgias de drenagem. Por ter um bom perfil de segurança, pode ser indicada em diversos tipos de glaucoma, como o de ângulo aberto, o pseudoexfoliativo e até mesmo alguns glaucomas secundários.

A ECP é a primeira opção de cirurgia para glaucoma?

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A ECP não costuma ser a primeira linha de cirurgia para todos os casos, mas a sua indicação tem crescido muito devido à sua segurança. Em geral, para glaucomas iniciais, o tratamento começa com colírios ou lasers mais simples, como o SLT. Quando a cirurgia se torna necessária, a escolha da técnica depende da gravidade do caso e do nível de pressão que se deseja atingir. Para glaucomas que precisam de uma redução muito drástica da pressão, a trabeculectomia ainda é uma opção importante. A ECP se destaca em casos moderados, especialmente quando associada à catarata, ou em casos complexos que já falharam em outros tratamentos.

Quem é um bom candidato para a cirurgia a laser ECP?

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Um bom candidato para a ECP é o paciente com glaucoma que busca um controle da pressão ocular com um procedimento de baixo risco. O perfil ideal é o do paciente com glaucoma de ângulo aberto em estágio leve a moderado que também tem catarata e vai passar pela cirurgia. Essa combinação é muito vantajosa. Pacientes que já fizeram outras cirurgias de glaucoma sem sucesso também são bons candidatos, pois a ECP preserva a conjuntiva para futuras abordagens. A avaliação completa com o oftalmologista, incluindo a análise do tipo de glaucoma e da saúde geral do olho, é o que define a indicação.

A cirurgia pode ser feita junto com a de catarata?

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Sim, e essa é uma das grandes vantagens da endociclofotocoagulação. Realizar a ECP em conjunto com a cirurgia de catarata é uma abordagem muito comum e eficaz. O cirurgião aproveita as mesmas incisões e a mesma anestesia da cirurgia de catarata para realizar o tratamento do glaucoma. Após a remoção do cristalino opaco, e antes do implante da nova lente, a sonda do ECP é introduzida para tratar o corpo ciliar. Isso adiciona apenas alguns minutos ao procedimento e permite tratar duas doenças que frequentemente afetam a mesma população de pacientes, de uma só vez, otimizando a recuperação.

A ECP trata qual tipo de glaucoma?

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A ECP é mais frequentemente utilizada para tratar o glaucoma primário de ângulo aberto, que é a forma mais comum da doença. No entanto, a sua aplicação é bastante ampla. Ela também pode ser uma boa opção para outros tipos de glaucoma, como o glaucoma pigmentar, o glaucoma pseudoexfoliativo e glaucomas secundários a traumas ou a inflamações (uveítes). Por não depender da criação de uma fístula de drenagem externa, ela também pode ser indicada em casos de glaucoma neovascular, uma forma grave da doença associada ao diabetes. Ressalta-se apenas que a ECP não é primeira escolha para glaucoma neovascular. Normalmente usa-se ciclofotocoagulação transescleral nesses casos.

Qual o objetivo da ECP: curar o glaucoma ou controlar?

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É muito importante entender que o glaucoma é uma doença crônica e não tem cura. O objetivo de todos os tratamentos, incluindo a cirurgia a laser ECP, é o controle da doença. A meta da ECP é baixar a pressão intraocular para um nível seguro, buscando frear ou interromper a progressão do dano ao nervo óptico. Ao controlar a pressão, o procedimento visa preservar a visão que o paciente ainda possui, evitando que a perda do campo visual continue a avançar. A ECP é uma ferramenta para o manejo a longo prazo do glaucoma, ajudando a manter a qualidade de vida do paciente.

Pacientes que já operaram glaucoma podem fazer ECP?

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Sim. A ECP é uma excelente opção para pacientes que já passaram por outras cirurgias de glaucoma, como a trabeculectomia ou o implante de tubo, e que não obtiveram o controle desejado da pressão ou cuja cirurgia parou de funcionar com o tempo. Uma das grandes vantagens da ECP nesses casos é que ela é um procedimento interno, que não manipula a conjuntiva (a fina membrana que recobre o olho). Isso significa que ela não interfere com as cirurgias anteriores e não cria cicatrizes que poderiam comprometer a chance de sucesso de uma nova cirurgia de drenagem no futuro, se ela for necessária.

A cirurgia ECP pode reduzir o uso de colírios?

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Sim, um dos principais benefícios esperados com a ECP é a redução da dependência dos colírios para glaucoma. Ao diminuir a produção de humor aquoso, o procedimento ajuda a baixar a pressão intraocular de forma contínua. Para muitos pacientes, isso significa que a pressão pode ser controlada com um número menor de colírios no dia a dia. Em alguns casos, especialmente em glaucomas mais iniciais, o paciente pode até conseguir ficar livre do uso de colírios. A diminuição da carga de medicação melhora a qualidade de vida, reduz os custos e evita os efeitos colaterais dos colírios, como olho seco e vermelhidão.

A ECP é indicada para glaucoma de ângulo fechado?

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A indicação principal da ECP é para glaucomas de ângulo aberto. No glaucoma de ângulo fechado, o problema principal é o bloqueio mecânico da drenagem do líquido pela íris. O tratamento inicial para essa condição é a iridotomia a laser, que cria uma passagem alternativa para o líquido. No entanto, alguns pacientes com ângulo fechado podem desenvolver um glaucoma crônico mesmo após a iridotomia. Nesses casos, se a pressão continuar alta, a ECP pode ser considerada como uma opção de tratamento para diminuir a produção de líquido e ajudar no controle, geralmente associada à cirurgia de catarata.

Sobre a cirurgia

Como a cirurgia a laser ECP é realizada?

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A ECP é uma microcirurgia realizada dentro do olho. O cirurgião faz uma pequena incisão na córnea e introduz uma sonda muito fina que contém uma câmera de vídeo (endoscópio), uma luz e a fibra de laser. Olhando para um monitor, o profissional guia a sonda até o espaço atrás da íris, onde se localiza o corpo ciliar. Com uma visão direta e ampliada, ele aplica a energia do laser de diodo sobre os processos ciliares, as estruturas que produzem o líquido ocular. O laser causa uma ablação controlada desse tecido, o que diminui a sua capacidade de produção de humor aquoso, resultando na redução da pressão intraocular.

A cirurgia ECP dói?

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Não, o procedimento é realizado de forma a ser indolor para o paciente. A cirurgia é feita sob anestesia local, que pode ser com colírios (tópica) quando combinada com a catarata, ou com um bloqueio anestésico ao redor do olho. Ambos os métodos eliminam completamente a sensação de dor durante a cirurgia. Além disso, uma leve sedação é administrada por um médico anestesista para que o paciente fique calmo e relaxado durante todo o tempo. No pós-operatório, pode haver um pouco mais de inflamação e desconforto do que em uma cirurgia de catarata simples, mas isso é bem controlado com colírios.

Quanto tempo dura o procedimento?

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A endociclofotocoagulação é um procedimento rápido. Quando realizada de forma isolada, a cirurgia leva em média de 15 a 20 minutos. Quando é combinada com a cirurgia de catarata, ela adiciona apenas de 5 a 10 minutos ao tempo total da cirurgia. O cirurgião primeiro realiza a remoção da catarata e, em seguida, no mesmo ato cirúrgico, introduz a sonda do ECP para realizar o tratamento do glaucoma. O paciente permanece no centro cirúrgico por um período um pouco maior para a preparação e a recuperação inicial, mas recebe alta para ir para casa no mesmo dia.

Precisa de internação para fazer a ECP?

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Não, a ECP é um procedimento ambulatorial, o que significa que não há necessidade de internação hospitalar. A cirurgia é realizada em um centro cirúrgico com toda a infraestrutura de um hospital-dia. Após o término do procedimento, o paciente fica em uma sala de recuperação por um curto período, até que passe o efeito da sedação e ele se sinta bem. Em seguida, após receber todas as orientações sobre os cuidados e os colírios, ele é liberado para ir para casa no mesmo dia, com um acompanhante. A recuperação continua no conforto do lar, seguindo as recomendações médicas.

O que é o endoscópio usado na cirurgia?

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O endoscópio é a tecnologia que torna a ECP única e segura. Ele é uma microcâmera de vídeo acoplada à ponta da sonda cirúrgica. Essa câmera transmite as imagens de dentro do olho para um monitor de alta definição, permitindo que o cirurgião veja as estruturas com clareza e magnificação, como se estivesse fazendo uma “navegação” dentro do olho. Essa visualização direta e em tempo real do corpo ciliar é o que permite a aplicação precisa e controlada do laser, garantindo que o tratamento seja feito apenas no local desejado, com a intensidade correta e preservando as estruturas vizinhas.

O laser é aplicado por dentro ou por fora do olho?

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Na endociclofotocoagulação (ECP), o laser é aplicado por dentro do olho. Essa é a principal diferença da ECP para outra técnica mais antiga chamada de ciclofotocoagulação transescleral, na qual o laser era aplicado por fora, através da parede do olho, de forma menos precisa. Na ECP, a sonda com o laser é introduzida dentro do olho, o que permite um tratamento muito mais focado e seletivo sobre os processos ciliares. Essa abordagem interna, guiada por vídeo, é mais segura e tem um perfil de complicações muito menor, com menos dor e inflamação no pós-operatório.

A cirurgia deixa alguma cicatriz visível?

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Não, a cirurgia de ECP não deixa nenhuma cicatriz visível. O procedimento é realizado através de microincisões na córnea, com cerca de 2 a 3 milímetros, as mesmas utilizadas na moderna cirurgia de catarata. Essas incisões são autosselantes, o que significa que elas se fecham sozinhas, sem a necessidade de pontos na maioria das vezes. Como a cirurgia é interna, não há cortes na conjuntiva ou na parte branca do olho, como ocorre em outras cirurgias de glaucoma. A aparência externa do olho permanece inalterada, sem nenhum sinal de que o procedimento foi realizado.

Qual profissional realiza a cirurgia ECP?

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A ECP é uma cirurgia de alta tecnologia que deve ser realizada por um médico oftalmologista com experiência em cirurgia intraocular, como a cirurgia de catarata, e com treinamento específico para o manuseio da sonda endoscópica e do laser de diodo. Geralmente, são profissionais com subespecialidade em Glaucoma ou em Catarata que realizam o procedimento. A habilidade para a microcirurgia e o conhecimento profundo da anatomia do segmento anterior do olho são fundamentais para a segurança e o sucesso da cirurgia. É importante buscar um profissional qualificado e com experiência na técnica.

A cirurgia precisa ser refeita no futuro?

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O efeito da ECP na redução da pressão costuma ser duradouro. No entanto, o glaucoma é uma doença crônica e progressiva, e a pressão ocular pode voltar a subir com o tempo, por diferentes motivos. Em alguns casos, o efeito do laser sobre o corpo ciliar pode diminuir ao longo dos anos. Se a pressão voltar a aumentar, a ECP pode, sim, ser refeita. Uma das vantagens do procedimento é que ele pode ser repetido com segurança, caso seja necessário, para complementar o tratamento e manter a pressão em um nível controlado. O acompanhamento regular com o oftalmologista é o que determina essa necessidade.

Qual o resultado que posso esperar da ECP?

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O resultado esperado com a ECP é uma redução da pressão intraocular, buscando atingir a pressão-alvo definida para o seu caso, com uma menor necessidade de colírios. A magnitude da redução da pressão pode variar de paciente para paciente, mas o procedimento é eficaz em proporcionar um controle mais estável da doença. É importante lembrar que o objetivo da cirurgia é preservar a visão, e não recuperá-la. A visão perdida pelo glaucoma não volta, mas ao controlar a pressão, a ECP ajuda a proteger o nervo óptico de novos danos, freando a progressão da doença.

Precauções de segurança

A cirurgia a laser ECP é um procedimento seguro?

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Sim, a ECP é considerada um procedimento cirúrgico para glaucoma com um alto perfil de segurança. A sua natureza minimamente invasiva e a visualização direta pelo endoscópio permitem um tratamento muito controlado, o que diminui significativamente os riscos de complicações graves que podem ser associadas a cirurgias de glaucoma mais tradicionais. A preservação da conjuntiva e a ausência de uma bolha de filtração externa eliminam os riscos relacionados a essa estrutura. Como toda cirurgia, ela não é isenta de riscos, mas eles são considerados baixos quando o procedimento é bem indicado e realizado por um profissional experiente.

Quais são os principais riscos da cirurgia ECP?

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Os riscos da ECP são geralmente leves e transitórios. A complicação mais comum é uma inflamação intraocular (uveíte) no pós-operatório, que pode ser um pouco mais intensa do que a de uma cirurgia de catarata isolada. Essa inflamação é bem controlada com o uso de colírios anti-inflamatórios. Outros riscos incluem o aumento temporário da pressão ocular, pequenos sangramentos dentro do olho, inchaço da córnea ou da mácula e, em casos raros, a pressão ficar mais baixa do que o desejado (hipotonia). O risco de infecção, como em toda cirurgia intraocular, existe, mas é extremamente baixo.

A ECP pode fazer a pressão do olho ficar muito baixa?

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O risco de hipotonia, que é quando a pressão ocular fica excessivamente baixa, é uma das grandes preocupações em cirurgias de glaucoma que criam uma nova via de drenagem. Uma das principais vantagens da ECP é que o risco de hipotonia é muito menor. Isso ocorre porque o procedimento atua na produção do líquido, e não na sua drenagem. O laser trata apenas uma parte do corpo ciliar, buscando diminuir, e não eliminar completamente, a produção do humor aquoso. Essa modulação do tratamento, guiada pela visão do endoscópio, torna a hipotonia uma complicação rara e improvável com esta técnica.

A cirurgia pode piorar a minha visão?

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É normal e esperado que a visão fique embaçada nos primeiros dias após a cirurgia de ECP, devido à inflamação e ao procedimento em si. Essa condição é temporária e a visão tende a melhorar progressivamente com o uso dos colírios. A perda permanente de visão como resultado direto da cirurgia é uma complicação extremamente rara. O objetivo da ECP é justamente o contrário: proteger a visão a longo prazo, evitando os danos que seriam causados pela pressão alta do glaucoma. O benefício de controlar a doença e preservar o nervo óptico supera em muito os riscos do procedimento.

Existe o risco de infecção no procedimento?

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Sim, como em qualquer cirurgia que entra no olho (intraocular), existe um risco de infecção, chamada de endoftalmite. No entanto, esse risco é muito baixo, pois são tomadas medidas rigorosas para preveni-lo. A cirurgia é feita em um centro cirúrgico estéril. Antes, durante e depois do procedimento, são utilizados produtos antissépticos e antibióticos. O paciente também usa colírios antibióticos por algumas semanas no pós-operatório. Seguir corretamente o uso da medicação e as orientações de higiene, como não levar as mãos sujas aos olhos, é fundamental para manter esse risco o mais baixo possível.

O laser usado na ECP pode queimar o meu olho?

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O termo “queimar” pode assustar, mas o laser utilizado na ECP, um laser de diodo, atua de forma muito controlada. A energia do laser é aplicada diretamente sobre o tecido do corpo ciliar, que fica branco ao ser tratado. A grande segurança do procedimento vem da visualização direta pelo endoscópio. O cirurgião vê o efeito do laser em tempo real e aplica a quantidade exata de energia necessária para obter o resultado desejado, sem tratar em excesso. Além disso, as estruturas vizinhas, como a íris e o cristalino (ou a lente intraocular), são protegidas e não são atingidas pelo laser.

A ECP pode acelerar a formação da catarata?

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Quando a ECP é realizada em um paciente que ainda tem o seu cristalino natural (paciente fácico), existe um risco de que o procedimento possa acelerar a progressão de uma catarata já existente ou induzir a sua formação. É um risco baixo, segundo a literatura médica, mas é real. Isso pode ocorrer devido à inflamação ou à proximidade da sonda com o cristalino. Por essa razão, a indicação mais comum e segura da ECP é em pacientes que já não têm o cristalino (afácicos), que já operaram a catarata (pseudofácicos) ou, idealmente, em combinação com a cirurgia de catarata, quando o cristalino já será removido de qualquer forma.

O que acontece se a ECP não funcionar para baixar a pressão?

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A ECP tem uma boa taxa de sucesso em reduzir a pressão ocular, mas, como em qualquer tratamento para glaucoma, a resposta pode variar de paciente para paciente. Se a redução da pressão não for suficiente para atingir a pressão-alvo, existem outras opções. Primeiramente, o tratamento pode ser complementado com o uso de colírios. Se ainda assim a pressão não for controlada, a ECP não fecha as portas para outros procedimentos. Como ela preserva a conjuntiva, outras cirurgias de drenagem, como a trabeculectomia ou o implante de um novo tubo, podem ser realizadas com segurança no futuro.

A cirurgia pode ser feita em olhos com visão muito baixa?

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Sim, a ECP pode ser uma boa opção para olhos com glaucoma avançado e visão já muito comprometida. Nesses casos, o objetivo principal é preservar a visão restante, por menor que seja. Cirurgias de drenagem mais agressivas podem ter um risco maior de complicações, como a hipotonia, que poderiam levar à perda total da visão. A ECP, por ter um perfil de segurança mais alto e um menor risco de hipotonia, pode ser uma alternativa mais segura para tentar controlar a pressão e estabilizar a doença em olhos que já sofreram um dano glaucomatoso muito severo, buscando manter a qualidade de vida do paciente.

Preciso de uma avaliação cardiológica para operar?

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Sim, como a cirurgia de ECP é realizada com sedação, uma avaliação pré-operatória com um cardiologista ou clínico geral é um passo padrão e importante para a segurança do paciente. O médico irá avaliar a sua saúde geral, as condições do coração e da pressão arterial, e solicitar os exames necessários, como um eletrocardiograma e exames de sangue. Com base nessa avaliação, ele irá emitir o “risco cirúrgico”, um laudo que atesta que o paciente está em boas condições clínicas para passar pelo procedimento com segurança, sob os cuidados do médico anestesista durante toda a cirurgia.

Cuidados pré e pós-operatório

Quais são os cuidados antes da cirurgia ECP?

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Os cuidados pré-operatórios são relativamente simples. O médico irá orientar sobre o uso dos colírios para glaucoma, que geralmente são mantidos até o dia da cirurgia. Um colírio anti-inflamatório pode ser prescrito para ser iniciado um ou dois dias antes, para preparar o olho. É necessário fazer um jejum de alimentos sólidos e líquidos por cerca de 8 horas antes do procedimento. É fundamental que o paciente organize a vinda de um acompanhante adulto para o dia da cirurgia, pois ele não poderá voltar para casa sozinho. No dia, deve-se evitar o uso de maquiagem e vir com roupas confortáveis.

Vou precisar parar de usar meus colírios para glaucoma?

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A orientação sobre o uso dos colírios varia. Geralmente, o paciente é orientado a usar todos os colírios para glaucoma normalmente, inclusive na manhã da cirurgia. Isso ajuda a manter a pressão controlada até o momento do procedimento. Após a cirurgia, a necessidade de continuar ou não com os colírios será reavaliada pelo oftalmologista. O objetivo da cirurgia é justamente diminuir essa dependência. A suspensão ou a redução dos colírios será feita de forma gradual, com base na medição da pressão ocular nas consultas de retorno. Nunca se deve parar os colírios por conta própria.

Como é a recuperação logo após a cirurgia?

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Imediatamente após a cirurgia, o olho operado é coberto com um curativo protetor. O paciente permanece na sala de recuperação até passar totalmente o efeito da sedação. É normal sentir um leve desconforto ou uma sensação de corpo estranho. A visão estará embaçada. Assim que estiver bem, o paciente é liberado para casa com seu acompanhante, recebendo a receita dos colírios e as orientações. Recomenda-se repouso no restante do dia. Na primeira consulta de retorno, geralmente no dia seguinte, o curativo é retirado e o médico faz a primeira avaliação.

Quais colírios são usados no pós-operatório?

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O esquema de colírios no pós-operatório da ECP é muito importante para uma boa recuperação. A prescrição geralmente inclui três tipos de colírios. Um colírio antibiótico, para prevenir infecções. Um colírio anti-inflamatório forte, geralmente um corticoide, para controlar a inflamação, que pode ser um pouco maior nesse tipo de cirurgia. E um colírio para manter a pupila dilatada (cicloplégico) nos primeiros dias, para evitar complicações e diminuir o desconforto. É fundamental seguir rigorosamente os horários e o período de uso de cada colírio, conforme a receita médica.

Quando posso voltar às minhas atividades normais?

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A recuperação da ECP permite um retorno relativamente rápido às atividades. Atividades leves, como ler, assistir à televisão ou caminhar, podem ser retomadas nos primeiros dias. O retorno ao trabalho depende da natureza da atividade. Para trabalhos de escritório, o afastamento costuma ser de 7 a 14 dias, dependendo da recuperação da visão. Atividades que envolvam esforço físico intenso, como levantar peso, ou que apresentem risco de contaminação, como natação, devem ser evitadas por um período mais longo, de três a quatro semanas, ou conforme a liberação do seu médico.

Quais atividades devo evitar após a cirurgia?

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Para garantir uma cicatrização segura, algumas atividades devem ser evitadas. A principal é não coçar ou esfregar o olho operado. Deve-se evitar levantar objetos pesados ou fazer esforço físico intenso, como em academias, por pelo menos duas a três semanas. Banhos de mar, piscina, rio ou sauna são proibidos por cerca de um mês, para prevenir infecções. É recomendado não se curvar com a cabeça para baixo nos primeiros dias e evitar ambientes com muita poeira ou fumaça. O uso de maquiagem na região dos olhos também deve ser suspenso por cerca de duas semanas.

É normal a visão ficar embaçada por um tempo?

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Sim, é totalmente normal e esperado que a visão fique embaçada nos primeiros dias e até semanas após a cirurgia de ECP. Isso ocorre por alguns motivos: a inflamação pós-operatória, que é um pouco maior nesse procedimento, a presença de um leve inchaço na córnea e o efeito do colírio que dilata a pupila. A visão tende a melhorar de forma gradual e progressiva, à medida que a inflamação cede e o olho cicatriza. É um processo que exige um pouco de paciência. Se a cirurgia foi combinada com a de catarata, a melhora da nitidez e das cores será notada assim que o embaçamento inicial regredir.

Preciso dormir em alguma posição especial?

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Diferente de algumas cirurgias de retina, a ECP não exige uma posição específica para dormir. No entanto, alguns cuidados são recomendados. É prudente tentar dormir com a barriga para cima ou do lado oposto ao olho operado, para evitar qualquer pressão sobre ele durante a noite. O mais importante é utilizar o protetor de acrílico transparente para dormir, pelo menos na primeira semana. Esse protetor funciona como um escudo, impedindo que o paciente coce ou aperte o olho de forma acidental durante o sono, o que poderia causar um trauma na fase inicial da cicatrização.

Quando a pressão do olho começa a baixar?

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O efeito da ECP na redução da pressão intraocular geralmente começa a ser observado já nos primeiros dias após a cirurgia. No entanto, é comum que a pressão tenha algumas flutuações no período pós-operatório inicial, devido à inflamação e ao uso dos colírios de corticoide, que podem, paradoxalmente, aumentar um pouco a pressão em algumas pessoas. A estabilização do efeito da cirurgia ocorre ao longo das primeiras semanas. O oftalmologista irá monitorar a pressão de perto nas consultas de retorno para avaliar a eficácia do procedimento e fazer os ajustes necessários na medicação.

Como é o acompanhamento pós-cirúrgico?

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O acompanhamento após a ECP é muito importante e mais frequente no início. A primeira consulta é no dia seguinte à cirurgia. Outras consultas são agendadas para o final da primeira semana e com um mês de pós-operatório. Nessas visitas, o médico avalia a visão, a pressão ocular, o nível de inflamação e a cicatrização. Com base nessa avaliação, ele irá ajustar a frequência dos colírios. Após esse período inicial, o acompanhamento do glaucoma continua a ser para o resto da vida, com consultas regulares a cada poucos meses, para garantir que a pressão permaneça controlada e a doença, estável.

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COA Santa Efigênia BH

Rua Grão Pará, 737. Bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte (MG).
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HOF Centro Biguaçu

Rua Francisco Petry, 146. Centro, Biguaçu, SC.
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CBV Unidade Luminar

SHCGN CRN 704/705 BL C LOJA 48 – Asa Norte, Brasília – DF, 70730-630
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CBV Hospital de Águas Claras (DASA)

Rua Arariba, lote 5 - Centro Médico, 7º andar, sala 1106
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HO Ribeirão Preto

Av. José Adolfo Bianco Molina, 2235. Jardim Canada – Ribeirão Preto (SP)
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HOA Araraquara

Rua Expedicionários do Brasil, 1407. Centro – Araraquara (SP)
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HOF Ingleses

Rod. Armando Calil Bulos, 6540 - salas 308, 309 e 310. Ingleses do Rio Vermelho
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HOF Campeche

Avenida Pequeno Príncipe, nº 1482, SL 04. Campeche, Florianópolis, SC
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HOF Square Corporate

Rod. José Carlos Daux, 5500 Bloco Campeche A, SL 334. Saco Grande, Floranópolis, SC
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HOF Estreito

Rua General Liberato Bittencourt,1474 – Térreo. Estreito, Florianópolis (SC)
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HOF Centro Florianópolis

Servidão Missão Jovem, 38. Centro, Florianópolis, SC.
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IOBH Lifecenter

Av. do Contorno, 4747 – Serra, Belo Horizonte – MG, 30110-921
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HOPE CEOFT Caruaru Shopping

Av. Adjar da Silva Casé, 800 • Caruaru Shopping, Piso Inferior • Loja 18 • Indianópolis, Caruaru – PE
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HOPE CEOFT Difusora

Av. Agamenon Magalhães, 444 • 10° Andar - Salas 501-506 • Maurício de Nassau • Caruaru – PE
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HOPE NEO Oftalmologia

Av. Oswaldo Cruz, 217 • 3º Andar • Sala 01, G2 • Maurício de Nassau, Caruaru – PE
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Oftalmos Sete de Setembro

Av. 7 de Setembro, 1015. Fazenda – Itajaí (SC)
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CCOlhos Macrovisão, Vitória

Rua Alfeu Alves Pereira, 79. Sala 408. Enseada do Suá, Vitória (ES).
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H.Olhos Visoclínica

Rua Estados Unidos, 450. São Paulo, SP. CEP: 01427-000
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Vilar Parnaíba Piauí

Av. Leonardo de Carvalho Castelo Branco- Floriopólis - Fecomércio, Parnaíba - PI, 64206-260
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Vilar Teresina Dirceu

Av. Joaquim Nelson, 3531 - Dirceu, Teresina - PI, 64078-225
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Vilar Teresina Jóquei

R. Gov. Joca Píres, 521 - Jóquei, Teresina - PI, 64048-210
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Vilar Teresina Matriz

R. Benjamin Constant, 2290 - Centro (Norte), Teresina - PI, 64000-280
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Oftalmos Marcos Konder

Av. Marcos Konder, 930 Centro – Itajaí (SC)
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Oftalmos Balneário Camboriú

Rua 10, 175. Centro – Balneário Camboriú (SC)
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Oftalmo Città Shopping Città America

Shopping Città America. Av. das Américas, 700 – Bloco 08 – Salas 101 A e 105 A. Barra da Tijuca – RJ
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H.Olhos Laser Ocular

Av. Portugal, 830 . Jd Bela Vista . Santo André . SP
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HRO Rio Anil Shopping

Av. São Luís Rei de França, Rio Anil Shopping, 8, Loja 1094. Turu – São Luís – MA
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HRO Golden Shopping

Av. dos Holandeses, Golden Shopping Calhau, Loja 40. Calhau – São Luís – MA
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HRO Shopping da Ilha

Av. Daniel de la Touche, 987, Shopping da Ilha. Cohama – São Luís – MA
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HRO São Domingos

Av. Jerônimo de Albuquerque, 540. Complexo do Hospital São Domingos. Bequimão - São Luís – MA
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HOSL Recife

Estrada do Encanamento, 909/873. Casa Forte, Recife - PE.
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HOS Centro, Aracaju

R. Santo Amaro, 296 – Centro, Aracaju (SE).
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HOS Jardins Aracaju

Av. Min. Geraldo Barreto Sobral, 2131, Térreo, Centro Médico Jardins. Aracaju – SE
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HOS Aracaju (matriz)

Rua Campo do Brito, 995, Bairro São José.
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HOPE Ilha do Leite

Rua Francisco Alves, 887 • Ilha do Leite, Recife - PE
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HOPE Shopping Recife

Rua Padre Carapuceiro, 777 • Shopping Recife, Boa Viagem, Recife - PE • 1° piso
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HOPE Shopping Guararapes

Av. Barreto de Menezes, 800 • Piedade, Jaboatão dos Guararapes - PE • Entrada A
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HOPE Plaza Casa Forte

R. Dr. João Santos Filho, 255 • Parnamirim, Recife - PE • Mezanino
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HOPE RioMar

Av. República do Líbano, 251. Shopping RioMar. Pina, Recife - PE
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HOPE Shopping Patteo Olinda

R. Carmelita Muniz de Araújo, 225 • Shopping Patteo Olinda, Casa Caiada, Olinda - PE • L4 Piso Ribeira
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H.Olhos Molinari

R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista. São Paulo - SP. CEP: 04503-011.
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H.Olhos Clinoft

Rua Doutor João Ribeiro, 184 - Penha de França. São Paulo - SP
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H.Olhos Paulista

Rua Abílio Soares, 218 – Paraíso – São Paulo (SP). Próximo à Estação Paraíso do Metrô.
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H.Olhos ABC

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 169 - São Bernardo do Campo (SP)
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HOC, Vitória

Av. Rosendo Serapiao de Souza Filho, 95. Mata da Praia - Vitória /ES
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HOC, Várzea Grande

Av. Castelo Branco, 790 - Centro Sul, Várzea Grande - MT, 78110-002
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HOC, Cuiabá

Av. Gen. Ramiro de Noronha, 453 - Jardim Cuiabá, Cuiabá - MT, 78043-272
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H.Olhos São Caetano do Sul

R. Espírito Santo, 67 – Centro – São Caetano do Sul – SP – CEP: 09530-700.
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H.Olhos Mauá

Rua Campos Sales, 48 – Vila Bocaina – Mauá – SP.
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H.Olhos Diadema

Rua Carmine Flauto, 26 – Centro – Diadema – SP
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H.Olhos Santo André

Rua Dona Carlota, 166 – Vila Bastos – Santo André – SP – CEP: 09040-250.
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H.Olhos Santo Amaro

Av. Santo Amaro, 6277- Chácara Santo Antônio – São Paulo – CEP: 04701-100.
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H.Olhos CEOSP Moema

Av. Ibijaú, 331 - Moema, São Paulo - SP, 04524-020
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CCOlhos Santa Lúcia, Vitória

R. das Palmeiras, 721, Santa Lucia, Vitória – ES
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CBV, Araucárias

Avenida das Araucárias, 785 – Loja 03. Águas Claras, Brasília – DF, 71936-250
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CBV, Taguatinga Sul

QSA 1, Lote 08. Em frente ao Alameda Shopping. Taguatinga Sul, Brasília – DF, 72015-010
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CBV, Matriz L2 Sul

Avenida L2 Sul, Quadra 613, Lote 91. Asa Sul, Brasília – DF, 70200-730
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